Asami Mizukawa plays Aya, a woman who arrives in Tokyo in her twenties, then grows and changes along with her career and romances through various residential areas in the glittering city.
Eu estou sem palavras para essa série, é um tesouro no meio de tantas coisas esquecíveis. Dá para descrever superficialmente como Sex and The City em Tóquio com nuances sociais, econômicas, psicológicas.
Achei um retrato mutíssimo bem feito. Conseguiu desenvolver com realidade o desenrolar e os dilemas da vida moderna. Tão crível que chega a incomodar. Achei lindo usarem uma personagem com desejos tão estereotipados que poderia cair facilmente em clichês, de um modo tão real e sensível. Não há como não se identificar fortemente em algum (ou melhor: alguns) momento(s). É curioso como mostra constantemente que a vida dos outros vista de fora parece sempre perfeita e mesmo assim por vezes não consegui não julgar a personagem principal e pensar que se tivesse escolhido outro caminho estaria mais feliz. O ponto é que não é assim que sentimos o estar vivo. Fazemos escolhas, lidamos com as consequencias, alteramos nossa percepção sobre nossa satisfação com a situação em que estamos. Por vezes tudo está ótimo e do nada fica estranho, por vezes sabemos que temos que mudar mas não fazemos nada, por vezes sabemos o que queremos e vamos atrás, às vezes as coisas acontecem de modo que nos entristece mas não há nada que podemos fazer, e por assim vai... A vida é uma grande fazeção de coisas e o sujeito moderno é incapaz de se satisfazer. - - - Ps. (1) Os diálogos internos que se tornam conversas com o público, muito parecidos como acontecem em Fleabag, são deliciosos!
Eu estou sem palavras para essa série, é um tesouro no meio de tantas coisas esquecíveis.
Dá para descrever superficialmente como Sex and The City em Tóquio com nuances sociais, econômicas, psicológicas.
Achei um retrato mutíssimo bem feito. Conseguiu desenvolver com realidade o desenrolar e os dilemas da vida moderna. Tão crível que chega a incomodar.
Achei lindo usarem uma personagem com desejos tão estereotipados que poderia cair facilmente em clichês, de um modo tão real e sensível.
Não há como não se identificar fortemente em algum (ou melhor: alguns) momento(s).
É curioso como mostra constantemente que a vida dos outros vista de fora parece sempre perfeita e mesmo assim por vezes não consegui não julgar a personagem principal e pensar que se tivesse escolhido outro caminho estaria mais feliz. O ponto é que não é assim que sentimos o estar vivo. Fazemos escolhas, lidamos com as consequencias, alteramos nossa percepção sobre nossa satisfação com a situação em que estamos. Por vezes tudo está ótimo e do nada fica estranho, por vezes sabemos que temos que mudar mas não fazemos nada, por vezes sabemos o que queremos e vamos atrás, às vezes as coisas acontecem de modo que nos entristece mas não há nada que podemos fazer, e por assim vai...
A vida é uma grande fazeção de coisas e o sujeito moderno é incapaz de se satisfazer.
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Ps. (1) Os diálogos internos que se tornam conversas com o público, muito parecidos como acontecem em Fleabag, são deliciosos!
Gostei bastante da associação entre as fases da vida da protagonista e os diferentes bairros de Tokyo em que ela mora.