Enquanto não conseguia financiamento para seus projetos narrativos mais ambiciosos, a diretora precisou provar-se de maneira experimental, e o fez através de um projeto que une a aparência de "filme estrutural" a uma abordagem política e mui direcionada: é como se uma versão feminista do Michael Snow enfiasse o dedo na ferida aberta das contradições bélicas do governo estadunidense. Nem sempre funciona, mas as repetições da narração epistolar crescem em intensidade dramática, até desembocar na inevitabilidade de descumprimento de uma promessa elementar. Em revisões, intuo que este filme crescerá: há muito nas entrelinhas (e em sua musicalidade também)! - WPC>
Curta de 11 minutos, que se aprofunda em uma trilha que te deixa imerso em imagens desfocadas, difíceis de decifrar, acompanhando um diálogo, ou seria um monólogo(?), que se repete como um poema, que se aprofunda em cada final do verso e te deixa com um peso no fim de tudo. É um grito em um vazio, um juramento que não cumpre, uma dor que não se acaba, que não tem uma razão, nem um fim, ou talvez o fim seja esse, a contemplação do que aconteceu repetidas vezes, com a dor te envolvendo em cada frase, com a memória te castigando com uma lembrança a mais a cada repetição.
Enquanto não conseguia financiamento para seus projetos narrativos mais ambiciosos, a diretora precisou provar-se de maneira experimental, e o fez através de um projeto que une a aparência de "filme estrutural" a uma abordagem política e mui direcionada: é como se uma versão feminista do Michael Snow enfiasse o dedo na ferida aberta das contradições bélicas do governo estadunidense. Nem sempre funciona, mas as repetições da narração epistolar crescem em intensidade dramática, até desembocar na inevitabilidade de descumprimento de uma promessa elementar. Em revisões, intuo que este filme crescerá: há muito nas entrelinhas (e em sua musicalidade também)! - WPC>
Curta de 11 minutos, que se aprofunda em uma trilha que te deixa imerso em imagens desfocadas, difíceis de decifrar, acompanhando um diálogo, ou seria um monólogo(?), que se repete como um poema, que se aprofunda em cada final do verso e te deixa com um peso no fim de tudo.
É um grito em um vazio, um juramento que não cumpre, uma dor que não se acaba, que não tem uma razão, nem um fim, ou talvez o fim seja esse, a contemplação do que aconteceu repetidas vezes, com a dor te envolvendo em cada frase, com a memória te castigando com uma lembrança a mais a cada repetição.