Um drama sobre um triângulo amoroso, a deslealdade consciente e suas conseqüências. Marianne (Lena Endre) é casada com o regente Markus (Thomas Hanzon), com quem tem uma filha. Tudo vai bem no casamento até que numa noite, David (Krister Henriksson), o melhor amigo do marido, faz uma visita. A partir desse encontro, ela o vê de forma diferente e fica atraída por David. Assim que surge a oportunidade, a paixão desata e os dois começam a ter um caso. Mas Markus descobre, iniciando um jogo de trágicas e inesperadas conseqüências. Os segredos são revelados, mostrando que todos são infiéis. Ingmar Bergman se inspirou em uma experiência própria para escrever o roteiro.
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Um tema caro à Bergman que nem tão inspirado assim ainda entrega um melodrama de altíssima qualidade. Peso que Liv Ullmann se espelha certamente na direção do mestre sueco e entrega um filme em moldes parecidos do que seria na mão de Ingmar. Claro que Bergman era mais cineasta e entregaria algo mais contundente mas o trabalho de Ullmann é bem decente. Atuação de Lean Endre é brilhante.
Tema muito abordado em tantos outros filmes,principalmente naqueles filmes de Bergman em que Ullmann sempre participou.Na direção,Ullmann faz a mesma coisa,algo como uma homenagem,sempre valorizando a sensibilidade e sem pesar a mão no drama.
>Assistido em 18 de Abril de 2022
Primeira vista, por conta do enredo, me pareceu patético. Mas as interpretações, sobrepõem.
tema já muito explorado e desnecessariamente grande o filme [ mais de 2 horas ]
“Nenhum fracasso marca o inconsciente mais cruel e profundamente que um divórcio. Ele penetra no centro de toda a angústia, fazendo-a aflorar. Fere mais fundo do que a vida jamais conseguiria", próprio do pensamento "religioso" de Bergman, personificado por Erland Josephson, em sua Ilha e neste filme como interlocutor da narrativa deste profundo drama. A direção de Liv Ullmann imbuída de uma profunda visão da mulher sobre a tragédia do personagem Marianne.