Uma história mitológica sobre a deusa que criou o universo. O enredo gira em torno das consequências de quando os humanos constroem um templo para seu primogênito.
Venho gostando mais do cinema indiano, e não é por pouco. Sempre místico, artístico e visceral.
Tumbbad é um filme interessante desde mitologias e cosmogonias muito específicas, suas críticas sociais e políticas encaixadas sutilmente no enredo, e a mente humana sendo corrompida por uma ganância estranha e maldita.
Fotografia belíssima, filmagem absurda (ponto fortíssimo), atores bons, e cenários sinistros. Há cenas tão horripilantemente criativas que me pareceram encantadoras e estranhas. Há vários efeitos especiais e cgi que ficaram bem legais em conjunto com filmagens e ângulos ousados.
Eis aqui um filme distinto, vale a pena conferir - exceto se você for um normie, obviamente. Nesse mesmo tema/pegada recomendo Bramayugam (finíssimo) e Churuli (misterioso).
Já ouvi falar de cinema como aparelho ideológico; mas de conscientização quanto ao uso de tabaco, bem. "Tumbbad" (2018) é uma experiência folk horror individualizada por práticas e culturas que destoam do ocidentalismo - particularidade que pode até gerar narizes torcidos - contudo, o filme é muito competente e entrega uma experiência que, embora meândrica, consegue reconsiderar os vícios ocidentais - propondo uma direção dinâmica que conduz bem a proposta do roteiro de ser direto - e constrói uma ficção que na proporção que se mantém fiel à nacionalidade, também mitiga estranhamentos pressupostos pela nacionalidade. Isso não é uma negativa, aliás! é só uma maneira de dizer que "Tumbbad" (2018) propõe uma experiência bem versátil e simples - embora isso destoe do adjetivo "meândrica" - sem abrir mão de sua cultura; trata-se de caracterizações que surgem entranhadas na narrativa e refletem - penso eu - questões estruturais que perpassam culturalmente, historicamente e antropologicamente. Por exemplo: a Índia Britânica; independência; discussão sobre moral e ganância; a musicalidade e a mitologia.
Contudo, surgiu-me duas questões:
O cinema indiano costuma ter uma fotografia bem interessante. É uma escola estética?
E a mitologia do filme - apresentada logo em sua introdução - foi elaborada para o filme, o parte de uma materialidade - artefatos, etc - e folclore?
Quem se condicionou ao padrão americano, sempre sente um baque no cinema indiano, sao exagerados, musicais, mas investem pesado na fonografia, sempre entregando belas obras dentro de sua cultura.
Aqui temos um inicio bom, que parece que vai engrenar uma obra pesada com demônios, sinistro, sua segunda parte cai muito, incorpora subtramas, como domínio britânico, e aparte ruim da cultura indiana muito machista e violenta na criação dos filhos, de certo que a figura do ator principal e odiosa nesse quesito, mais ainda hoje existe esse traço podador as mulheres e carrancudo com as crianças.
Porem sua parte final e incrivel, diferente, bem diferente, quando nos é mostrado de onde vem as moedas, a coisa se torna um conto sobre a ganancia, como os ovos de ouro, é interessante por que tudo e colocado de forma sinistra dentro da cultura de deuses e lendas da Índia.
Venho gostando mais do cinema indiano, e não é por pouco. Sempre místico, artístico e visceral.
Tumbbad é um filme interessante desde mitologias e cosmogonias muito específicas, suas críticas sociais e políticas encaixadas sutilmente no enredo, e a mente humana sendo corrompida por uma ganância estranha e maldita.
Fotografia belíssima, filmagem absurda (ponto fortíssimo), atores bons, e cenários sinistros. Há cenas tão horripilantemente criativas que me pareceram encantadoras e estranhas. Há vários efeitos especiais e cgi que ficaram bem legais em conjunto com filmagens e ângulos ousados.
Eis aqui um filme distinto, vale a pena conferir - exceto se você for um normie, obviamente. Nesse mesmo tema/pegada recomendo Bramayugam (finíssimo) e Churuli (misterioso).
Sempre a perdas quando se quer mais do deveria.
8,0 bela surpresa. Fãs de terror, confiram!
Mas por que diabos o moleque não levou o ouro da tanga? seu pai morreu à toa?
Já ouvi falar de cinema como aparelho ideológico; mas de conscientização quanto ao uso de tabaco, bem. "Tumbbad" (2018) é uma experiência folk horror individualizada por práticas e culturas que destoam do ocidentalismo - particularidade que pode até gerar narizes torcidos - contudo, o filme é muito competente e entrega uma experiência que, embora meândrica, consegue reconsiderar os vícios ocidentais - propondo uma direção dinâmica que conduz bem a proposta do roteiro de ser direto - e constrói uma ficção que na proporção que se mantém fiel à nacionalidade, também mitiga estranhamentos pressupostos pela nacionalidade. Isso não é uma negativa, aliás! é só uma maneira de dizer que "Tumbbad" (2018) propõe uma experiência bem versátil e simples - embora isso destoe do adjetivo "meândrica" - sem abrir mão de sua cultura; trata-se de caracterizações que surgem entranhadas na narrativa e refletem - penso eu - questões estruturais que perpassam culturalmente, historicamente e antropologicamente. Por exemplo: a Índia Britânica; independência; discussão sobre moral e ganância; a musicalidade e a mitologia.
Contudo, surgiu-me duas questões:
O cinema indiano costuma ter uma fotografia bem interessante. É uma escola estética?
E a mitologia do filme - apresentada logo em sua introdução - foi elaborada para o filme, o parte de uma materialidade - artefatos, etc - e folclore?
Fica aí minhas questões para quem souber.
Quem se condicionou ao padrão americano, sempre sente um baque no cinema indiano, sao exagerados, musicais, mas investem pesado na fonografia, sempre entregando belas obras dentro de sua cultura.
Aqui temos um inicio bom, que parece que vai engrenar uma obra pesada com demônios, sinistro, sua segunda parte cai muito, incorpora subtramas, como domínio britânico, e aparte ruim da cultura indiana muito machista e violenta na criação dos filhos, de certo que a figura do ator principal e odiosa nesse quesito, mais ainda hoje existe esse traço podador as mulheres e carrancudo com as crianças.
Porem sua parte final e incrivel, diferente, bem diferente, quando nos é mostrado de onde vem as moedas, a coisa se torna um conto sobre a ganancia, como os ovos de ouro, é interessante por que tudo e colocado de forma sinistra dentro da cultura de deuses e lendas da Índia.