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Duração
De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem.Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.
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Curioso!
Uma foto, uma data, memórias, histórias, o poder do tempo e do cinema em capturar isso e deixar atemporal até os fim dos tempos.
Varda mestra dos significados.
A Varda corriqueiramente faz exercícios de reflexão a partir de uma realidade estática captada por ela partindo para outras dimensões do real, acho que essa não uma grande novidade do filme, apesar que, pela época em que foi feito até tenha sido.
Ainda assim, a diretora tem uma sensibilidade ímpar para trazer à tona essas percepções e trazer, depois de muito tempo do encontro com os protagonistas, uma nova percepção a partir da primeira. Acho isso igualmente genial por parte dela!
Simples e enigmático: duas boas palavras pra começar a falar sobre esse filme-ensaio que é tão transparente em intenções, mas tão elusivo em explicações. Uma obra-prima.