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Mulholland Drive é daquelas experiências cinematográficas que só David Lynch poderia proporcionar. Um filme que começa de forma aparentemente convencional, mas logo mergulha em uma espiral surreal e desconcertante, desafiando expectativas e a própria lógica narrativa.
Mais do que uma simples história, é uma experiência sensorial. Lynch não está interessado em entregar tudo de forma linear ou didática; ele quer que o espectador sinta, reflita e, principalmente, questione. É mais sobre vivenciar do que entender. Daqueles filmes que depois que assiste, terá que pesquisar em fóruns sobre. Naomi Watts entrega uma atuação brilhante, talvez uma das melhores de sua carreira, alternando inocência, intensidade e desespero com absoluta maestria.
Uma jovem chega a Los Angeles carregando um sonho: tornar-se atriz. Mas em Mulholland Drive, sonhos e pesadelos se misturam, e a linha entre o real e o imaginário se desfaz a cada cena.
Paul Newman jogando pinball, me deu vontade de comprar um também. Ele está simplesmente brilhante como Frank Galvin, um advogado falido que parece estar numa eterna ressaca moral e alcoólica. A atuação dele é crua, sem glamour, mostrando um cara quebrado que ainda carrega um resto de dignidade amassada.
Dirigido pelo mestre Sidney Lumet, o filme entrega um drama jurídico que é muito mais sobre a redenção de um homem do que sobre o tribunal em si.
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No papel, parece ser uma obra imperdível: roteiro intrigante, direção de Paul Thomas Anderson, um dos cineastas mais respeitados de sua geração, e um elenco de peso liderado por Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix. Porém, o desenvolvimento é bastante lento, o ritmo escolhido não pode agradar a todos, ainda com a alta duração do filme.
A história acompanha Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um veterano de guerra instável e atormentado, que acaba se envolvendo com "A Causa", um movimento espiritual liderado por Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman). Uma clara crítica e alusão à Cientologia, embora o filme nunca mencione isso diretamente. Mostrando como falsas religiões ou seitas podem moldar, manipular e até dominar a mente de pessoas emocionalmente desequilibradas ou em busca de sentido.
Paul Thomas Anderson constrói esse relacionamento como uma metáfora para a dinâmica entre fé cega e controle, sugerindo que, muitas vezes, a busca por salvação pode nos levar diretamente a novas prisões.