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Data de lançamento
17 Abril 1959Duração
O ano é 1947 e Lora Meredith (Lana Turner) é uma aspirante a atriz, viúva, que mora com sua sua única filha, Susie (Sandra Dee), e vive ignorando-a, enquanto busca construir uma carreira. Quando ela conhece Annie Johnson (Juanita Moore), uma afrodescendente também viúva e mãe solteira, convida-a a trabalhar na sua casa e criar as filhas das duas juntas. No momento em que Annie e sua filha Sarah Jane (Susan Kohner) se mudam para a casa de Lora, a menina passa a renegar as suas origens: por ter a pele bem mais clara que sua mãe, ela se declara branca para todos. Já Susie se sente rejeitada pela mãe e acaba encontrando conforto nos braços de um homem mais velho (John Gavin).
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Assistido no dia 11 de Maio de 2025
Muito mais novela do que muita novela por aí. A technicolor dos anos 50 junto com esses roteiros dramalhões me conquistam bastante. Um filme sobre relações familiares e o amor materno.
A história acompanha Lora, uma atriz branca em ascensão, e Annie, uma mulher negra cuja filha tenta esconder suas origens para “passar por branca”. É sobre mães e filhas, sobre pertencimento, sobre dor, preconceitos e sacrifício.
"Imitação da Vida", de 1959, foi uma refilmagem da versão de 1934 estrelada por Claudette Colbert, Louise Beavers e Fredi Washington. Ambas são maravilhosas à sua maneira.
A versão de 1959 altera alguns pontos da trama: a personagem de Turner não é uma empresária judia, e não há a história da massa de panqueca e do grande sucesso comercial para as duas mulheres.
Em vez disso, Turner interpreta uma aspirante a atriz com uma filha pequena que conhece Juanita Moore e sua filha na praia. Assim como no original, Moore simplesmente se muda para a casa, precisando de um lugar para morar. Quando sua filha cresce, ela tenta se passar por branca.
A versão de 1959 é feita como uma novela sofisticada – e por que não? Ela é estrelada por Lana Turner em todo o seu glamour e beleza, e dirigida pelo mestre desse tipo de filme, Douglas Sirk.
Sandra Dee interpreta a filha de Turner – uma ótima escolha de elenco – e a bela Susan Kohner é a filha de Moore, Sarah Jane. A mãe de Susan Kohner na vida real era atriz e seu pai, Paul Kohner, um importante agente/produtor.
Susan Kohner se aposentou do mundo do entretenimento quando se casou com o estilista John Weitz. Hoje, seus dois filhos são produtores.
Os méritos da atuação em "Imitação da Vida" pertencem a Juanita Moore, que oferece uma performance comovente como Annie e simplesmente parte o coração do espectador. Kohner também está excelente; aliás, as duas foram indicadas ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. John Gavin, Robert Alda e Troy Donahue também aparecem no filme, Donahue em um pequeno papel de vilão e Gavin como o interesse amoroso de Turner.
Um dos maiores melodramas de todos os tempos – uma experiência bem diferente do original – se puder assistir aos dois, faça isso.
Envelheceu feito leite no sol.
Sarah Jane em 1959: vilã.
Sarah Jane nos dias de hoje (2025): mocinha incompreendida, subjugada, estigmatizada, sofrendo toda opressão de um sistema racista.
Enquanto Annie queria ficar mais próxima da sua filha Sarah Jane, que a rejeitava por vergonha de ter uma mãe negra, Susie queria mais proximidade com sua mãe Lora que só trabalhava e tinha ambição de ser uma atriz e conseguir dinheiro pra sustenta-lá, é nesse roteiro novelesco de racismo e a filha se apaixonando pelo namorado da mãe que o filme se sustenta e aborda temas pertinentes até os dias de hoje, impossível não se emocionar na cena de despedida da Annie Johnson onde ela mostra sua caridade e agradecimento por todas as pessoas que marcaram sua vida, ótima atuação da Juanita Moore e porque não da Susan Kohner que nos fazem odiar a Sarah, não a toa as duas foram indicadas ao Oscar.
É um filme lindo e triste ao mesmo tempo.