Ser um drogado em tempo integral é um trabalho para um viciado, sua mulher e um outro casal, que sobrevivem assaltando farmácias, onde conseguem drogas diversas e dinheiro.
Matt Dillon com hiperfoco em roubar drogas e remédios da Farmácia para ficar chapadão. Mas, depois descobre que a conta disso chega e decide ficar limpo das ideias.
Galã de fillmes comerciais dos anos oitenta, Matt Dillan, embarca nesta produção 'cult' de Gus Van Sant e prova que foi mais do que um rostinho bonito em Hollywood. Van Sant é o tipo de cineasta que vai atrás do desconforto. Ele não tem medo de tratar tabus. Na verdade ele se alimenta deles ao mesmo tempo que os desafia. Em sua filmografia de qualidade excepcional estão incluídos títulos como Garotos de Programa, Elefante, Gênio Indomável e Milk, só para exemplificar os que tiveram mais 'hypes'. Em Drugstore Cowboy, a procura ensandecida por sintéticos faz do aparente 'bom moço' Dillon a liderar um grupo multidisciplinar: assaltantes de farmácia, traficantes e usuários. Narrado pela percepção do personagem central, suas reflexões são audíveis em primeira pessoa, pondo o espectador na posição de confidente. Imagens de impacto aguardam o público. Ótima perspectiva sobre dependência química e as dificuldades enfrentadas por jovens brancos dos Estados Unidos nos anos 80.
Drugstore Cowboy é tão perturbador quanto artístico — uma descida brutal e visualmente impressionante rumo ao vício e à obsessão. O filme prende a atenção, não apenas pelo tema, mas pela maestria com que é narrado sem apelações, com um elenco bem afiado, estes muito bem interpretados por um elenco que tal qual seu diretor, parecem estar profundamente mergulhados no filme, Heather Graham, James Le Gros, Kelly Lynch, James Remar, mas é Matt Dillon (lindo até drogado), quem se destaca talvez no seu melhor papel.
Assistido no dia 10 de Maio de 2025
Matt Dillon com hiperfoco em roubar drogas e remédios da Farmácia para ficar chapadão. Mas, depois descobre que a conta disso chega e decide ficar limpo das ideias.
Galã de fillmes comerciais dos anos oitenta, Matt Dillan, embarca nesta produção 'cult' de Gus Van Sant e prova que foi mais do que um rostinho bonito em Hollywood. Van Sant é o tipo de cineasta que vai atrás do desconforto. Ele não tem medo de tratar tabus. Na verdade ele se alimenta deles ao mesmo tempo que os desafia. Em sua filmografia de qualidade excepcional estão incluídos títulos como Garotos de Programa, Elefante, Gênio Indomável e Milk, só para exemplificar os que tiveram mais 'hypes'. Em Drugstore Cowboy, a procura ensandecida por sintéticos faz do aparente 'bom moço' Dillon a liderar um grupo multidisciplinar: assaltantes de farmácia, traficantes e usuários. Narrado pela percepção do personagem central, suas reflexões são audíveis em primeira pessoa, pondo o espectador na posição de confidente. Imagens de impacto aguardam o público. Ótima perspectiva sobre dependência química e as dificuldades enfrentadas por jovens brancos dos Estados Unidos nos anos 80.
Drugstore Cowboy é tão perturbador quanto artístico — uma descida brutal e visualmente impressionante rumo ao vício e à obsessão. O filme prende a atenção, não apenas pelo tema, mas pela maestria com que é narrado sem apelações, com um elenco bem afiado, estes muito bem interpretados por um elenco que tal qual seu diretor, parecem estar profundamente mergulhados no filme, Heather Graham, James Le Gros, Kelly Lynch, James Remar, mas é Matt Dillon (lindo até drogado), quem se destaca talvez no seu melhor papel.
11.01.1992
Gostei bastante do filme, achei uma pegada intensa e com um final bem interessante, ainda que eu estivesse esperando um happy end. Nota 8,5.