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Data de lançamento
10 Jan. 1927Duração
O ano é 2026, a população mundial se divide em duas classes: a elite dominante e a classe operária; esta é condenada desde a infância a habitar os subsolos, escravos das monstruosas máquinas que controlam a Metrópolis. Quando o filho do criador de Metrópolis se apaixona por Maria, a líder dos operários, tem início a mais simbólica luta de classe já registrada pelo cinema.
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O tão falado filme que se passa em 2026 e que completou seus 100 anos nesse ano. Ele é muito bom em trazer os elementos que ajudam a montar o enredo. Eu adoro que a intenção do Fritz era de colocar uma relação entre homem e máquina se transformasse algo romântico e até possessivo. Mas acaba ficando de pano de fundo para a exploração do ser humano, a separação das classes e como as vozes do oprimidos não tem vez. Filme inteligente e que te traz a reflexão.
A voz de megafone do meu professor de história ecoava por todo o corredor, as aulas me davam dor de cabeça. Faz mais de 20 anos e ainda ouço sua voz estridente descrevendo as características de um bom líder carismático — grifem aí "lí-der ca-ris-má-ti-co" —, falando assim, pausadamente.
Metrópolis é um filme grandioso, impressionante e belíssimo! O panfletário protofascista mais fascinante que já vi na vida.
(obrigada por tudo, Laércio, onde quer que você esteja.)
Esse filme pode muito bem ser imaginado sem nenhuma palavra. Sem cartelas, sem título, sem nada. E a história seria muito bem contada. Todo o modo que se mostra a cidade superior e a inferior, a Torre de Babel, o robô, tudo grita para nós e nos joga nesse mundo silencioso ao mesmo tempo que é muito barulhento.
Vale o destaque para quando a robô se torna humana, que é uma cena que, se feita hoje, ainda seria muito impactante.
Tudo o que se fala sobre Um corpo que cai também está aqui: O sobrenatural feminino de uma mulher que é sacerdotisa. O duplo. O olhar masculino sobre uma mulher robotizada pelos homens.
Tudo isto posto, não dá pra negar que, se um filme termina com uma frase de efeito, a intenção é que aquela seja a mensagem que este filme quer passar. Não há como desvencilhar essa mensagem do filme. E essa tal moral da história é extremamente desmobilizadora. Ela vai contra todo o ideal de classe que a Maria e o Freder possuíam. Toda essa mobilização que eles tinham foi boicotada pelo cientista, sim, porém o Joh também tentava articular este boicote. Então existe uma estrutura opressora muito bem construída visualmente, sem a necessidade de palavras, esta estrutura é colocada em xeque por personagens muito bem desenvolvidos, com suas contradições e fraquezas, o principal beneficiado pela opressão e um quase aliado tentam desarticular uma resposta a essa opressão, mas ao final nos é dito que tudo bem, todos devem se aliar, não tem um certo e um errado, a cabeça e o coração devem andar juntos.
Vejo que O gabinete do doutor Caligari é muito mais interessante. Ele também possui mensagens reacionárias, porém deixa certa margem de interpretação, ao contrário de Metrópolis.
Visto pelo telecine cult
09.05.26
Um grito expressionista de 1927 que inventou o futuro do cinema ao perguntar, com cenários monumentais e um robô de rosto angelical, quem realmente paga o preço pelo progresso — e a resposta, claro, continua sendo os mesmos de sempre.