Outrage é um documentário de 2009 dirigido por Kirby Dick sobre políticos gays norte-americanos no armário e que patrocinam legislação antigay. Esses políticos incluem o governador da Flórida, Charlie Crist, o congressista pela Califórnia David Dreier, o ex-prefeito de Nova Iorque, Ed Koch, e o ex-congressista pela Louisiana, Jim McCrery. O filme também apresenta entrevistas com os políticos abertamente gays Barney Frank, Jim McGreevey, e Tammy Baldwin.
Quando perguntado sobre a ética em revelar a orientação sexual de políticos que optaram em preservar suas vidas particulares, Dick respondeu dizendo "nosso filme toma a posição de não visar os políticos que estão no armário mas não votam contra os gays".
O filme foi produzido por Chain Camera Pictures, a produtora co-fundada por Kirby Dick. O Sundance Institute deu fundos para a produção do filme.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
"Outrage - Enrustidos no congresso(título dado no Brasil)", documentário do diretor Kirby Dick expõe a hipocrisia de políticos gays, nos Estados Unidos da América, que criticam publicamente a comunidade LGBT enquanto escondem sua própria orientação sexual atrás de discursos depreciadores que terminam em votações contrárias aos projetos de lei que viessem garantir conquistas e direitos civis aos LGBTs estadunidenses. A atitude destes políticos culminam, durantes décadas, em atrasos nas garantias e direitos da população LGBT norte-americana. Bem como, estes políticos só fizeram crescer a intolerância e o ódio contra a comunidade da qual fazem parte, que é a comunidade LGBT. O longa deixa uma questão no ar: Será que este tipo de atitude seja exclusividade dos políticos apenas dos Estados Unidos da América? Resposta: Infelizmente não! É revoltante!
"O valor certo não é viver a verdade de alguém. É viver a sua verdade" - frase que mais gostei.
A minha avaliação do filme é que ele é muito bom, transmitindo as hipocrisias da sociedade, e, devo dizer, não só a hipocrisia o medo. Acho que pessoas gays que escondem isso e votam contra eles mesmos tem muito medo, e portanto agem desse modo.
Gostei daquela parte do filme que mostra os crimes causados pela homofobia, torna todo o documentário mais real.
E achei legal o fato do jornalismo nesse filme realmente terem um compromisso com a verdade,
Portanto, recomendo muitíssimo!
E acho que esse exato cenário acontece no Brasil em certo grau, muito triste!
Não dá pra não pensar em políticos e religiosos brasileiros ao assistir esse documentário, obviamente o mesmo acontece aqui, como deve acontecer ao redor do mundo.
É doentio como a homofobia cria essas aberrações hipócritas cheias de ódio, pessoas que desde de pequenas são doutrinadas por uma educação e cultura homofóbica e opressora, que não conseguem se aceitar, se odeiam e tem tanto medo de serem descobertos que acabam ingressando nos grupos e ambientes mais conservadores e que mais odeiam gays, como partidos políticos conservadores, instituições religiosas conservadoras, grupos neo nazistas e etc, pra criarem uma proteção fazendo parte dos agressores, e isso por sua vez tem consequências terríveis tanto pra eles como pra toda a sociedade e especialmente o grupo que fazem parte, e isso cria outra e outra geração que passa pelas mesmas coisas e faz tudo novamente, é uma maquina de ódio, opressão e morte que se retroalimenta.
Nos EUA aparentemente eles estão conseguindo diminuir e possivelmente extinguir esse processo nas próximas gerações, enquanto que aqui nós temos até duvidas se estamos andando pra atrás ou pra frente.
É tão interessante quanto polêmico. Impossível não lembrar de Bolsonaros, Felicianos, Malafaias e de toda atuação vergonhosa das bancadas fundamentalistas brasileiras. Vi este documentário como um poderoso espaço de discussão sobre políticas LGBTs e de visibilidade para a comunidade, capaz, inclusive, de deslegitimar argumentos da classe mais conservadora. Também traz um amadurecimento sobre o funcionamento geral do jogo político e da imprensa.
Só achei que, em alguns momentos, ultrapassou, sem permissão, certos limites que deveriam permanecer intactos, como o respeito à vida privada e à intimidade das pessoas. O documentário critica a imprensa marrom, mas acaba usando algumas de suas ferramentas.
De toda forma, merece muito ser visto!
Depois da decisão da Suprema Corte Americana de legalizar o casamento gay, é impossível não pensar, ao ver esse documentário, em como esses homossexuais enrustidos devem se sentir sabendo que poderiam ter feito parte dessa "revolução" e não fizeram.
Obama e cia entrarão na história norte-americana enquanto eles serão esquecidos (ou lembrados pelo desfavor que fizeram).
Shame on them.