Um Crime Americano

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Um Crime Americano (2017)
LA 92
Média do filme: 4.5 de 5 — baseado em 195 votos
MÉDIAFILMOW
4.5
195 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 21 Abril 2017 Outras datas
Duração 114 min (1h54)
Status Streaming

Data de lançamento

21 Abril 2017

Duração

114 minutos
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Sinopse

Documentário sobre os protestos de Los Angeles de 1992, causados pela revolta da comunidade negra com o caso Rodney King.

Gênero:
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Elenco

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
penelopepoczuda
Penelope
8 meses atrás

Mesmo já conhecendo o caso Rodney King, rever aquelas imagens — e, pior, descobrir outras que eu nunca tinha visto — ainda provoca uma raiva quase física, que não diminui com o tempo. O vídeo do espancamento existe, é explícito, é inegável, e ainda assim os policiais surgem no tribunal com aquele sorriso discreto no canto da boca, falando como se tivessem enfrentado uma ameaça real. Mas o corpo caído de King no asfalto diz outra coisa. Sempre disse.

LA 92 não precisa explicar por que a cidade explodiu; ele simplesmente mostra. O documentário é construído quase inteiramente a partir de imagens da época: reportagens de televisão, gravações amadoras, registros que não pareciam destinados a virar memória histórica. Isso muda tudo. Não há alguém sendo entrevistado, olhando para trás, refletindo e organizando o sentido dos fatos. É o presente acontecendo. As pessoas falam como falavam naquele momento. A polícia se defende como se defendia naquele momento. A cidade reage como reagiu naquele momento.

E quando a revolta transborda para as ruas, não dá para fingir surpresa. Os incêndios, os saques, a violência — tudo soa como consequência direta de um sistema que deixou claro que não estava disposto a ouvir. E, quando essa fúria se espalha, ela também atinge quem não tem relação direta com o sistema que a produziu. O motorista branco arrancado do caminhão e espancado em plena luz do dia vira o símbolo de uma raiva que já não distingue alvos. Os comerciantes asiáticos, de braços abertos, implorando para que suas lojas não sejam destruídas, expõem outra camada de tragédia. É cruel, é injusto, é difícil de assistir.

Mas o filme deixa claro que nada daquilo nasce do nada. LA 92 expõe um país que se vende como referência democrática, como autoridade moral disposta a ensinar o mundo sobre liberdade e justiça, enquanto, internamente, sustenta um sistema que escolhe quem merece ser ouvido e quem pode ser esmagado mesmo diante das câmeras. Essa contradição, mais do que o fogo ou os saques, é o que permanece queimando depois que o filme termina. Talvez por isso ele ainda doa tanto: porque não parece um passado encerrado, mas uma ferida aberta — uma que os Estados Unidos insistem em fingir que cicatrizou.

williamlita
William
5 anos atrás

Ja tinha lido sobre os protestos de Los Angeles, alguns vídeos, mas nada tão profundo, as imagens dos saques, das injustiças, do racismo, Los Angeles estava fervendo essa época como nos anos 60, um ótimo documentário, passa voando.

sarah_mtt
Sarah Motta
5 anos atrás

Mto emocionante, desesperador e brutal.
Documentário excelente e infelizmente atemporal.

madson100
Madson Carlos
6 anos atrás

LA 92 (2017): É revoltante de todos os lados.

Caralho, é tão revoltante ver a injustiça naqueles casos, e que é tão atual no momento em que vivemos, mas sabe o que é mais revoltante ainda?

As atrocidades cometidas nos protestos, faz o que o documentário desse uma virada na sua pespectiva de ver as coisas.

Você se revolta com a injustiça dos casos e depois se revolta com os negros simplesmente descontando em outras pessoas, eu entendo os motivos, mas não as atitudes.

joaoguilardi
João Paulo
6 anos atrás

"Aqui parece o Vietnã, a diferença é que no Vietnã eu sabia em quem atirar!", diz um policial na entrevista realizada durante as manifestações que ocorreram em Los Angeles, literalmente a cidade foi incendiada, após o caso de Rodney King, um homem negro que fora brutalizado pela policia , e os policiais não esperavam saber que toda a ação estava sendo gravada, um ato explicito de preconceito racial que ocorrera, e mesmo com o ato todo filmado, testemunha, os perpetradores acabaram sendo inocentados, alguns dias após Latasha Harlins, uma garota que em uma loja de conveniência coreana pegou um suco de laranja e colocou em sua bolsa, e antes que pudesse pagar a dona pegou uma arma e a matou com um tiro na nuca. A dona da loja foi condenada a 16 anos culpada de homicídio, contudo, a juíza, branca, converteu a sentença da mulher coreana para cinco anos de liberdade condicional e centenas de horas de trabalho voluntário .Estes dois casos foram o estopim para várias manifestações, que foram tomando grandes proporções e que causaram uma onda de incêndios, saques, também conflito com a comunidade sul coreana, que chegaram a se armar para se proteger contra quaisquer ato contra seus estabelecimentos. Vemos também a demora do governo, não somente da Califórnia, como do próprio Estados Unidos- quando vemos a imagem de George Bush, dá vontade de quebrar a cara dele, cara inútil- o conflito causou estragos e prejuízos enormes á Los Angeles, e este documentário mostra de forma impressionante tudo que aconteceu, com imagens muito fortes, e também vemos que o preconceito racial não somente nos EUA, mas como no mundo todo ocorre, como recentemente vimos no caso George Floyd, e aqui no Brasil, o menino João Pedro, de 14 anos. São imagens tristes de se ver, e a maneira como os nossos lideres a tratam. Recomendo muito este documentário, e um detalhe que achei que Spike Lee fez excelentemente em um dos seus melhores filmes eu acho, "Destacamento Blood" foi o seguinte, que existe uma guerra dentro de nosso país, enquanto lutamos por motivos que eles nem sabem no Vietnã, algo assim. Bom, não sei se consegui falar bem sobre o que este documentário significou pra mim, mas espero que quem assista veja como existe uma indiferença e um grande preconceito que ocorre naquele país, mas sua mensagem também pode ser válida para o mundo. Ninguém é diferente, todos somos iguais! Me corrigiam se errei em alguma coisa.

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