Dirigido por
Duração
Henry Harriston é um famoso psicanalista que está à beira de um ataque de nervos e resolve se afastar de tudo, inclusive de Nova York. Em Paris vive Beatrice, uma bailarina que mesmo sem conhecer Henry aceita trocar de apartamento temporariamente com ele. E assim começam as estranhezas: Henry passa a ser importunado pelo namorado da garota e por seus outros pretendentes, enquanto Beatrice é vista pelos pacientes dele como sua substituta nas sessões de terapia.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Muito divertido, Chantal Akerman arriscando em um filme de humor, e ao meu ver deu certo, Juliette Binoche e William Hurt entraram na onda, mas o cachorro, e as cenas de interação com ele, foram as melhores. Valeu demais!
Deve ser muito engraçado ser terapeuta/psicanalista e ver esse filme! Para quem fala inglês e francês também é muito divertido, porque é um filme bilingue. Outra coisa curiosa é poder ver essa cidade de NY antés da gentrificação massiva da última década.... o Brooklyn nesse é um Brooklyn de Everybody Hates Cris.
A Binoche está cheia de vida e o roteiro é uma mistura de acontecimentos inesperados com acontecimentos suspeitos. É meu primeiro filme de Chantal Akerman e eu não sabia que ela era um clássico do cinema feminista francês. Mas realmente isso explica a façanha impressionante de passar 100 minutos de um romance semi-clichê sem reproduzir estereótipos ofensivos de gênero. Eu curti, gostei da estética, do apelo a cidade de NY, da arquitetura. Ri muito e fiquei mais leve. Bom filme para a quarentena.
Binoche é muito ternura <3
Seria um desastre se Akerman não conseguisse dar um charme especial para a cidade, ou se Binoche e Willian Hurt não fossem excelentes e carismáticos
presumo que seja o filme menos inspirado da genial cineasta belga que, aqui, entrega-se a uma estória repleta de inverossimilhança e defeito construtivos, além de se auto-justificar oportunamente numa cena em que a personagem de Juliette Binoche defende um filme bobo e com final feliz: ela falava era de UM DIVÃ EM NOVA YORK mesmo! (risos) Muito estranho descobrir um filme tão evasivo em meio a uma obra tão pessoal e sórdida em sua defesa do enclausuramento. Mas não deixa de ser simpático. E o cão Romeo/Edgard é soberbo! (WPC>)