Segunda parceria no cinema do diretor Lindsay Anderson com o ator Malcom McDowell onde este interpreta um personagem com o mesmo nome do filme anterior de ambos (Se...). A longa duração do filme parece excessiva, mas como a história ao longo dele vai mudando de ambientação e trazendo novas situações e personagens o ritmo sempre se renova. O fato de vários membros do elenco interpretarem mais de um personagem em cena acaba sendo uma atração à parte. É uma comédia ácida e divertida que faz fortes críticas à ambição humana sem limites. As canções tocadas por uma banda em sequências que intercalam os diversos blocos do filme também fazem dele uma experiência curiosa.
Algumas cenas são inesquecíveis... A cena da igreja, por exemplo. O filme dá umas 'guinadas' muito loucas. E claro, a atuação do protagonista é muito boa!
Laranja Mecânica é de 1971 e este de 1972. Suspeitei desde o princípio, porque parece uma cópia, mas sem o enredo forte de Laranja Mecânica. Até que gostei do filme, acho que foi a trilha sonora que me pegou porque, no mais, não tem nada demais. Por que gostei? Não sei.
Quando vi a cara do Alan Price eu pensei: eeeei eu conheço essa cara... é o tecladista serião do The Animals.
Vi o filme de 30 em 30 mins. a cada refeição, como se fossem episódios de uma minissérie, não ficou cansativo. Recomendo este formato pq parece uma série só pra entretenimento, só pra diversão mesmo, sem qualquer pretensão além disso. Inspirado numa ideia do ator Malcolm McDowell.. pô, o cara estava com o Laranja ainda grudado na cabeça por causa do sucesso, só pode.. o lance de o cara ir bem e se ferrar depois, (do jeito que se ferra), as cenas pegando o rosto dele, dos close ups quando está sendo cínico, de passar por um experimento científico, pular da janela, ser preso, ser solto e se ferrar ainda mais... beeeem parecido mesmo.
Sem contar que rola alguns dos mesmos atores do Laranja neste filme tmb.. mas ok, blz. Eu já tinha percebido a semelhança dos dois filmes quando rola uma cena em que ele fala no telefone com o pai da Patricia, um tal de BURGESS. Pooo mermão!! rsrrs A parada de usar atores iguais para papéis diferentes é “diferentona”, mas pode parecer também que foi uma forma de economizar nas despesas rsrsr. Cara, rolou um black face ali q olha... entendo que é pra causar uma estranheza mesmo, pq o filme é “diferentão”, mas hoje em dia isso seria muito mais uma audácia que uma diferença.
Uma coisa que me incomodou foi a falta de motivação dos personagens. O maluco ta todo lascado, ferido, chapado, perdeu tudo, fugindo de um lugar que estava explodindo, (entra numa igreja só pra mulher dizer que ele deveria ir para o sul, que a estrada era em tal direção... uma cena longa que não faz diferença nenhuma) aí ele vai para a estrada pedir carona. Um carro para e sai um cara que oferece carona se ele for para um tal instituto participar de um experimento científico em troca de uma grana. Ele vai! Do nada? Nem sabe que tipo de experimento é, e vai? Só pra dar mais uma reviravolta no filme? E a cena da igreja, da mulher falando pra ele ir para o sul, pra quê, se ele nem acaba indo para o sul? Tem umas coisas q fica com uma motivação forçada do personagem, aí fica meio NHÉ!!
Mas acaba que tudo vale a pena pela diversão e curiosidade (que não é sanada no final do filme).
E no final, um close up na cara do Malcolm com um sorrisinho... vou fingir que o Laranja Mecânica não termina assim. Depois uma cena de festa. Do nada. É filme brasileiro, agora?
O Lucky Man! é filme que peca pelo excesso (porra, três horas de filme). Ele é bom, mas poderia ser muito melhor, se cortassem uma hora das esquetes que não funcionam tão bem e não agregam na mensagem anticapitalista.
Vejam "Sorry to Bother You" (2018) é a mesma premissa, mas feita com muito mais esmero.
Crítica ácida, sarcástica, irônica e universal de Lyndsey Anderson. Talvez o foco do diretor não seja a sua estética e talvez por isso não seja muito lembrado mas seu trabalho preza por seu conteúdo que transita numa linha muito tênue entre o genial e o boçal. Aqui suas críticas funcionam muito bem obrigado mas poderia ser melhor condensada em um filme menos longo e cansativo.
Segunda parceria no cinema do diretor Lindsay Anderson com o ator Malcom McDowell onde este interpreta um personagem com o mesmo nome do filme anterior de ambos (Se...). A longa duração do filme parece excessiva, mas como a história ao longo dele vai mudando de ambientação e trazendo novas situações e personagens o ritmo sempre se renova. O fato de vários membros do elenco interpretarem mais de um personagem em cena acaba sendo uma atração à parte. É uma comédia ácida e divertida que faz fortes críticas à ambição humana sem limites. As canções tocadas por uma banda em sequências que intercalam os diversos blocos do filme também fazem dele uma experiência curiosa.
Algumas cenas são inesquecíveis... A cena da igreja, por exemplo. O filme dá umas 'guinadas' muito loucas. E claro, a atuação do protagonista é muito boa!
Laranja Mecânica é de 1971 e este de 1972. Suspeitei desde o princípio, porque parece uma cópia, mas sem o enredo forte de Laranja Mecânica. Até que gostei do filme, acho que foi a trilha sonora que me pegou porque, no mais, não tem nada demais. Por que gostei? Não sei.
Quando vi a cara do Alan Price eu pensei: eeeei eu conheço essa cara... é o tecladista serião do The Animals.
Vi o filme de 30 em 30 mins. a cada refeição, como se fossem episódios de uma minissérie, não ficou cansativo. Recomendo este formato pq parece uma série só pra entretenimento, só pra diversão mesmo, sem qualquer pretensão além disso.
Inspirado numa ideia do ator Malcolm McDowell.. pô, o cara estava com o Laranja ainda grudado na cabeça por causa do sucesso, só pode.. o lance de o cara ir bem e se ferrar depois, (do jeito que se ferra), as cenas pegando o rosto dele, dos close ups quando está sendo cínico, de passar por um experimento científico, pular da janela, ser preso, ser solto e se ferrar ainda mais... beeeem parecido mesmo.
Sem contar que rola alguns dos mesmos atores do Laranja neste filme tmb.. mas ok, blz.
Eu já tinha percebido a semelhança dos dois filmes quando rola uma cena em que ele fala no telefone com o pai da Patricia, um tal de BURGESS. Pooo mermão!! rsrrs
A parada de usar atores iguais para papéis diferentes é “diferentona”, mas pode parecer também que foi uma forma de economizar nas despesas rsrsr. Cara, rolou um black face ali q olha... entendo que é pra causar uma estranheza mesmo, pq o filme é “diferentão”, mas hoje em dia isso seria muito mais uma audácia que uma diferença.
Uma coisa que me incomodou foi a falta de motivação dos personagens. O maluco ta todo lascado, ferido, chapado, perdeu tudo, fugindo de um lugar que estava explodindo, (entra numa igreja só pra mulher dizer que ele deveria ir para o sul, que a estrada era em tal direção... uma cena longa que não faz diferença nenhuma) aí ele vai para a estrada pedir carona. Um carro para e sai um cara que oferece carona se ele for para um tal instituto participar de um experimento científico em troca de uma grana. Ele vai! Do nada? Nem sabe que tipo de experimento é, e vai? Só pra dar mais uma reviravolta no filme? E a cena da igreja, da mulher falando pra ele ir para o sul, pra quê, se ele nem acaba indo para o sul? Tem umas coisas q fica com uma motivação forçada do personagem, aí fica meio NHÉ!!
Mas acaba que tudo vale a pena pela diversão e curiosidade (que não é sanada no final do filme).
E no final, um close up na cara do Malcolm com um sorrisinho... vou fingir que o Laranja Mecânica não termina assim. Depois uma cena de festa. Do nada. É filme brasileiro, agora?
O Lucky Man! é filme que peca pelo excesso (porra, três horas de filme). Ele é bom, mas poderia ser muito melhor, se cortassem uma hora das esquetes que não funcionam tão bem e não agregam na mensagem anticapitalista.
Vejam "Sorry to Bother You" (2018) é a mesma premissa, mas feita com muito mais esmero.
Crítica ácida, sarcástica, irônica e universal de Lyndsey Anderson. Talvez o foco do diretor não seja a sua estética e talvez por isso não seja muito lembrado mas seu trabalho preza por seu conteúdo que transita numa linha muito tênue entre o genial e o boçal. Aqui suas críticas funcionam muito bem obrigado mas poderia ser melhor condensada em um filme menos longo e cansativo.