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Duração
A história se passa em um terreno de mágica atmosfera, onde a natureza transpira o misticismo que os homens já se esqueceram que os comanda.
Lá uma família conduz seus dias. O irmão Alexi, um jovem aprendiz do trabalho de lenhador, ofício de seu pai. Alexi é perigosamente apegado à sua irmã Hege. A mãe cega e o irmão pequeno completam o ecossistema deste pequeno e frágil mundo. Eis então, a chegada de um rapaz, um estranho pouco mais velho do que Alexi...
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Ou sou muito leigo ou sou muito chato, mas pra mim é só um filme experimental com um draminha de uma família que mora no meio da floresta. As questões técnicas são únicas do diretor, fotografia, estilo tremido de filmagem, sempre com cortes extremamente fechados e que dão propositadamente um ar claustrofóbico para o longa. Mas pra mim faltou algo de impacto, algo que prendesse mais a atenção.
A atmosfera pesada e claustrofóbica impressa pelo diretor aliada a fotografia propositalmente escurecida torna esse drama familiar subversivo um filme sem concessões. Não é cinema muito comum e nem popular, mas tem qualidade para quem aprecia uma obra inquietante e silenciosa.
Simplesmente o filme mais bonito e esteticamente rigoroso já feito sobre a maturação do homem. É fora do tempo histórico que Grandrieux situa seu 'Un lac', tudo ganha um ar mítico e de extrema pureza no Éden congelado, aos poucos as relações entre personagens vão ficando mais claras, como se nunca houvesse existido uma família antes desta, e a cada gesto relações vão oscilando entre familiares e amorosas. E de fato, o que é uma família? O que é ser um filho, uma irmã ou uma mãe? Aqui os sentimentos possuem raízes tão profundas de dependência que os papéis são praticamente dissolvidos, e seria obsceno deduzir mais do que é mostrado. São humanos e vivem numa casa cheia de escuridão, e isso basta. Mas ainda existe a inquietação do coração jovem, o sentimento de que existe algo a mais no mundo e de que todas as experiências esperam do lado de fora, essa é a melancolia extrema que cerca o filme. Aí entra aquela história, 'os olhos do descobridor são os mesmos olhos que destroem' quando um novo personagem aparece, e nada pode voltar a ser o que era antes, isso também é fonte de tristeza. É a custo de grandes dores que a perda da inocência se dá, e Grandrieux filma essa transição da infância do homem de uma forma inexplicavelmente íntima e instintiva, no final resta um nó na garganta ao som do vento gelado. Junto com La vie nouvelle e Sombre, Un lac afirma Grandrieux como um dos diretores mais talentosos e únicos da história do cinema.
exercício de construção de uma atmosfera que sufoca, fria, bruta, barulhenta.é sensação na flor da pele.
Philippe Grandrieux tem o mérito e demonstrou talento na concepção de uma atmosfera tensa e sufocante como a tempos não vejo no cinema, em especial as cenas na casa onde não se sabe se quer sua aparência pois é sempre tomada pela escuridão, entretanto é totalmente perceptivel a sua existência claustrofóbica. Porém o filme se resume a isso não existe uma narrativa profunda, se resume ao que esta escrito na sinopse. Imagino que com um enredo mas consistente possam surgir grandes obras desse promissor diretor.