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Data de lançamento
8 Set. 2014Duração
O filme é sobre três mulheres do Sul dos EUA - duas irmãs (Brit Marling e Hailee Steinfeld) e uma escrava (Beharie) - que se veem forçadas a defender sua casa de um bando de soldados da União que se desgarrou do exército nortista (que combateu a Guerra Civil contra os Confederados do Sul).
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Gostei, pra mim é um filme sucinto, faz o que tem de fazer, dura o que tem de durar, a única coisa que vou reclamar mesmo é da
Augusta ter tombado o desgraçado e não ter dado um tiro pra finalizar, e se a Mad fosse um pouco mais sagaz era só ter puxado a arma do coldre do cara no momento em que ele tava brincando com a arma dela, ele nem teria como agir tendo só uma mão funcional que estava ocupada, o cara só não matou ela porque não quis,
Assistido em 6/7/2025
Assustador, solitário e violento, "Um Refúgio" conta a história das irmãs Augusta (Brit Marling) e Louise (Hailee Steinfeld), e da escrava Mad (Muna Otaru), que vivem sozinha numa fazenda isolada, durante o período da Guerra Civil Americana. Como os homens da família estão na guerra, elas estão sozinhas, sendo as cuidadoras e protetoras de sua casa.
A sensação de medo e terror, logo é sentida no inicio, onde mostra que a guerra trazem junto a ela pessoas de toda espécie, com assassinos e bandidos, sendo parte oculta de suas fileiras. Em meio a esse caos civil, os soldados da União, Caleb (Sam Worthington) e Henry (Kyle Soller), surgem como demônios nessa terra devastada. Demônios loucos que quando viram Augusta, achou que ela era um anjo, e passou a procura-la, até encontrar sua fazenda com sua irmã e sua agora ex escrava.
De forma impressionante, Daniel Barber captura a beleza e a brutalidade da paisagem sulista, mostrando os horrores do conflito, mesmo ele estando longe do front. As ações dos soldados, em meio a solidão do campo, contrasta com a beleza corrompida pelos crimes cometidos pelos soldados. Não o bastante as dificuldades vividas pelas irmãs, que agora assumem o trabalho braçal, antes feito pela escrava Mad, que nas circunstancias vividas, não era mais escrava mas sim uma moradora (fato não aceito pela irmã mais nova Louise). Coisa que na realidade isso exista, mas que no filme é uma grande licença poética, pois a escravidão era um dos orgulhos dos sulistas e carro chefe da economia.
A fotografia é belíssima, a câmera capta a beleza das matas, em luzes lindas, mas quase que quebra a lente, ao mostrar a miséria humana, invasora do local. O dia reservava suas belezas, mas na escuridão da noite, na luz pálida da lua, parecia que o umbral aproveitou a maldade da guerra, e subiu ao mundo para impor suas sombras. Os violinos da trilha sonora, cortam o dia e a noite som suas cordas, criando uma atmosfera de pessimismo e apreensão, deixando esse mundo claustrofóbico e ainda mais perigoso e mortal.
Se já não bastasse a solidão, o trabalho duro, a fome, as doença e os perigos da mata, as três mulheres agora, tinha que sobreviver a investida dos soldados que não queriam um local pra dormir e comida pra matar a fome, eles queriam elas. Augusta trava um duelo mortal contra Caleb, em cenas angustiantes e surpreendentes, enquanto o horror cai de forma covarde nas outras duas mulheres, em cenas revoltantes.
A vulnerabilidade feminina vai ao limite das personagens, mas quando confrontadas com a maldade insana desses monstros, a resiliência abafada pela época explode em cena, em momentos decisivos da história, com momentos que impressionam, e marcam a gente, mesmo depois que o filme acabe.
Brit Marling com sua Augusta, tem uma atuação dramática, onde ela passa todo medo e apreensão em cenas onde o desespero parece não ter fim. Louise (Hailee Steinfeld), já mostra a juventude sulista, inconformada com a situação de ter que fazer trabalhos que era de sua ex escrava, perdendo assim a sua liberdade, né. A jovem atriz que já tinha brilhado no "Bravura Indômita", mostra o grande talento dramático, vivendo a cena mais revoltante do longa. Muna Otaru (Mad), encarna a escrava, que tem um lampejo de alegria em viver quase como iguais na fazenda. Sam Worthington (Caleb) está irreconhecível, o personagem dele foi o retrato de muitos soldados, em muitas guerra, mas que aqui ganha um tom quase que intimista na trama. Ele parece que foi alguém de verdade, fazendo aquelas coisas.
Durante a noite tenebrosa, todo mal do do mundo, parecem bater e entrar pela porta da casa, com momentos que provam que a guerra era maior dentro das pessoas do que fora. Parecia um pesadelo, Daniel Barber impõe uma severidade no filme que deixa a história com a urgência que os crimes de guerra precisam ter. Os atos heroicos são feitos no desespero e na sorte, causando justiça e satisfação, ao mesmo tempo que o lado covarde humano, ganha redenção, tanto na maldade, quanto no azar.
Baseado numa peça escrita por Julia Spicher Kasdorf, "Um Refúgio" traz uma narrativa intensa, dramática e envolvente, que centra nas ações de três mulheres que se encontram numa situação desesperadora, que lutam até as ultimas consequências por suas vidas. O filme de Daniel Barber, é muito bem dirigido e produzido, com um pequeno mas grande elenco, que deixam seus corações nas cenas, em momentos amargos que só a maldição da guerra é capaz de criar.
O final é ambíguo, impreciso e amargo. Igual a guerra que não chegou ainda ao seu final.
A cena inicial é a parte mais brutal da trama. Seu Daniel (diretor) e Dona Julia (roteirista) poderiam ter mantido o ritmo, apesar da lentidão a curta duração favorece. Hailee Steinfeld combina mesmo com o gênero, rouba cenas. O roteiro é fluído, não há grandes picos, o plot é bem simplista e o que falta no texto o filme recompensa com boas atuações e boas personagens. Western válido. Segundo filme do Barber sendo o primeiro "Harry Brown".
PS: Assistido pela primeira vez em 19 de março de 2018.
Revisto.
Esse projeto chega até ser Interessante em uns pontos.
Mas O Roteiro é Fraco, merecia muito mais, merecia mais camadas e profundidade os personagens.
Ponto alto do filme é a Fotografia e O Elenco que faz o que pode..
Gosto muito da Hailee, aqui ela não tem quase nada para fazer, mas mesmo assim ela está bem. Merecia mais, mas ok da pra da uma chance, O Filme novamente não chega a ser cansativo para mim, pq termina em hora "boa" já que o roteiro não ajuda.