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Em 2020, quando a política de combate à pandemia abrandou, um violinista regressou à sua cidade natal para se encontrar com os pais e os amigos. Aconteceu um acidente súbito, tudo mudou e a cerimónia deixou de ser uma "cerimónia".
Apresentando a tensão entre a não-ficção e a ficção, espera-se que seja possível captar uma atmosfera social moderna, que é muito mais terrível do que a própria realidade.
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Quando foi exibido no Festival Revoada de Cinema, onde recebeu o prêmio principal nos dois júris do evento, este filme deixou vários amigos impressionados, por causa da cena em que o diretor filma a morte verídica de sua avó. Porém, por mais atordoante que seja esta seqüência, o que perturbou-me ainda mais, no filme, é como os personagens reais, familiares, têm dificuldades para demonstrar afeto entre si, para se reconectarem identicamente, numa região administrativa em progressiva adesão ao Capitalismo, mas sob a égide do saudosismo comunista impositivo. Ricky, o diretor enquanto personagem (apelidado 'Dede'), zanza pelos lugares de maneira desnorteada, com o olhar distante e o corpo desengonçado., tendo dificuldades até mesmo para se conectar com a sua namorada. Gostei muito dos enquadramentos esvaziados e da câmera que perscruta os ambientes, flagrando reações efusivas dos vizinhos, em detrimento da frieza comportamento dos membros da família Yang. É um filme que desconcerta, mas que concede um 'flashback' maravilhoso e consolador, perto do desfecho. Não tem como sairmos emocionalmente incólumes desta sessão, que me fez pensar um pouco em Tsai Ming-Liang (em O RIO, especificamente), mas noutra perspectiva, mais fingidamente/reconstitutivamente documental. Muito bom! (WPC>)