Ao ler "la Lectrice", Constance descobre que a heroína, Marie, assim como ela, também gosta muito de ler. Inpirada pela personagem, Constance imagina-se na pele de Marie, que oferece seus serviços de leitora particular para aquelas pessoas que por alguma razão não o podem fazer. Apesar das advertências, de que certas situações inesperadas poderiam acontecer, ela põe um anúncio no jornal e consegue seus primeiros clientes: o garoto Eric, que é paraplégico; uma velha viúva (quase cega) e adepta da teoria marxista; um empresário que sofre de ansiedade; uma menina de 6 anos e um juíz aposentado que gosta de Marquês de Sade. Todos os clientes de Constance/Marie se sentem seduzidos por ela, que não deixa por menos e estabelece um jogo que muitas vezes pode transceder o ato da leitura. Todos testam seus limites através dos temas escolhidos.
O livro e o filme “se mesclam”, levando o espectador, juntamente com Constance, a se posicionar como um dos leitores do livro e ao mesmo tempo do filme.
O filme foi rodado na bela e pitoresca cidade francesa de Arles, cujas ruas estreitas se parecem com um labirinto.
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25.05.1992
Como já era de se esperar, La Lectrice é um filme inerentemente literário, mas confesso que não comprei muito a ideia do cineasta.
Não me entendam mal, eu amo a literatura e já a vi ser retratada de forma espetacular por outros realizadores, como Manoel de Oliveira, por exemplo. Mas este exercício narrativo de Michel Deville causa uma estranheza negativa em sua condução, e possui um desenvolvimento anedótico que torna o ritmo muito truncado e de difícil envolvimento para o espectador.
Salvo da experiência a voz encantadora de Miou-Miou que compõe a narração constante do filme, e a inserção de um belíssimo conto no meio da trama sobre um homem que leva sua mulher para um passeio no distrito da luz vermelha de Paris.
Filme fofinho e cansativo, mas achei legal!