Novelescão demais para o meu gosto, maniqueísta também ainda que o sentimento retratado pela personagem principal seja ou pelo menos fosse muito factível na época. Creio que hoje este filme causa até um pouco de repulsa para o olhar , já num âmbito geral as mulheres já não se rendem às paixões desta forma há muito tempo.
Lindo demais! Desde o início de 2020, estou mergulhando numa maratona com os filmes astruquianos (como pude nunca ter visto nada até então?!), a convite e presente de um amigo... e, nossa, como emociono-me a cada nova obra. Aqui, ao adaptar uma obra de Guy de Maupassant, pensa-se de imediato na teoria dos cristais perfeitos e rachados do Gilles Deleuze. E, de fato, vem à mente adaptações de Max Ophüls e Jean Renoir a partir de um material narrativo semelhante. Quanta candura na representação do amor e, ao mesmo tempo, quanta perversidade na incompreensão por parte do personagem masculino. Entretanto, a linda protagonista vivida por Maria Schell não sucumbe ao ódio. Perdoa, entende, luta e ressignifica aquilo que tanto a machuca, a partir de usos inteligentes de amarelos e azuis na fotografia esplendorosa de Claude Renoir. Tudo no filme é deslumbrante, o que faz com que compreendamos a extrema devoção dos futuros cineastas da Nouvelle Vague acerca deste filme maravilhoso. Amei! <3 (WPC>)
Novelescão demais para o meu gosto, maniqueísta também ainda que o sentimento retratado pela personagem principal seja ou pelo menos fosse muito factível na época. Creio que hoje este filme causa até um pouco de repulsa para o olhar , já num âmbito geral as mulheres já não se rendem às paixões desta forma há muito tempo.
Lindo demais! Desde o início de 2020, estou mergulhando numa maratona com os filmes astruquianos (como pude nunca ter visto nada até então?!), a convite e presente de um amigo... e, nossa, como emociono-me a cada nova obra. Aqui, ao adaptar uma obra de Guy de Maupassant, pensa-se de imediato na teoria dos cristais perfeitos e rachados do Gilles Deleuze. E, de fato, vem à mente adaptações de Max Ophüls e Jean Renoir a partir de um material narrativo semelhante. Quanta candura na representação do amor e, ao mesmo tempo, quanta perversidade na incompreensão por parte do personagem masculino. Entretanto, a linda protagonista vivida por Maria Schell não sucumbe ao ódio. Perdoa, entende, luta e ressignifica aquilo que tanto a machuca, a partir de usos inteligentes de amarelos e azuis na fotografia esplendorosa de Claude Renoir. Tudo no filme é deslumbrante, o que faz com que compreendamos a extrema devoção dos futuros cineastas da Nouvelle Vague acerca deste filme maravilhoso. Amei! <3 (WPC>)
afe, essa entra na lista das maiores trouxas da história do cinema.