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"Un Heureux Événement" explora uma das mais emocionantes, dolorosas, alegres, terríveis experiências na vida de qualquer mulher: o nascimento do primeiro filho, as mudanças, as dúvidas e os questionamentos que tal acontecimento trazem.
Uma visão íntima da maternidade, sincera e sem tabus.
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Adoro esses filmes que mostram a gravidez sem toda esssa romantização, me ajudam a me preparar para o que realmente está vindo.
Tame realidade ! Muitas reflexões !
Um evento feliz?!? com o desenrolar do filme, e de tudo que vejo por aí tenho sérias dúvidas.... pra mim vale pela dupla protagonista.
"Ela me levou a uma esquina e me forçou a passar dos meus limites. Me fez enfrentar o amor, o sacrifício, a delicadeza e o abandono. Me transformou.
Maternidade. Não como ideal. Não como fantasia. Mas como um antes e depois que muda tudo.
Um Evento Feliz é um dos filmes mais sinceros, corajosos e necessários que já vi sobre o que significa tornar-se mãe. Porque sim, a gente não nasce mãe — a gente vira. E virar mãe nem sempre é bonito. Às vezes é caos. É choro. É insônia. É um turbilhão de sentimentos que ninguém te prepara pra sentir.
Louise Bourgoin está absurda no filme. Entrega tudo. Ela vive a mulher que sonha, a que enlouquece, a que ama, a que quer fugir, a que fica. A personagem fala como quem passou por um furacão, e diz:
> “Minha vida não era mais minha. Eu era um abismo, um vazio, um nada... Agora eu era mãe.”
E o filme tem diálogos que são simplesmente geniais. Verdadeiros. Diretos. Alguns até engraçados de tão certeiros:
> “Os maridos nunca deveriam ver você parir... Um show de horrores estrelado por mim.”
> “Seus inimigos serão queijos, ovos, patê, frios... Sua mãe, sua sogra, e todos que têm filhos.”
Quando ouvi essa frase, eu ri. Porque era exatamente isso. Foi tão específico que parecia escrito pra mim.
> “A filosofia, ao invés de abrir os olhos, nos prende em conceitos.”
O filme mostra o puerpério como ele é de verdade. Aquele período em que tudo vira uma montanha-russa emocional. Em que o corpo muda, o sono desaparece, e a sensação de fracasso aparece mesmo quando você está tentando fazer tudo certo.
E, mesmo assim, o amor aparece. De um jeito confuso, às vezes. Mas aparece.
> “Eu amava tanto o seu pai, que a coisa mais bonita que eu poderia fazer com ele era ter filhos.”
Não é um filme sobre conto de fadas. É sobre o que a vida real faz com a gente. Sobre como o tempo passa, como as coisas mudam, como as certezas escorrem. Mas também sobre o que fica.
> “Tudo desaparece com o tempo. Tudo. Mas o que permanece, o que perdura por algum grande mistério, é a vida. Sim, a vida.”
E o mais louco é que eu assisti esse filme grávida. E saí da sessão absolutamente desesperada.
Pensei: “Onde fui me meter?”
“Tô ferrada.”
E o que é estar ferrada, afinal? É perceber que tudo o que te disseram sobre a maternidade não te preparou pra realidade. É ver que você vai perder coisas, vai duvidar de si mesma, vai chorar no banheiro. Mas também vai amar como nunca imaginou que pudesse. Vai rir quando menos espera. Vai olhar pra aquele bebê e pensar: “Tá, eu tô ferrada. Mas tô aqui.”
Um Evento Feliz me lembrou disso. Que a maternidade é difícil pra caramba. Mas também é amor. Verdadeiro. Bagunçado. Inesquecível.
Visto em 30/6/2021. #CsM #Isld
Um filme que vai entrar no rol pra ser indicado a um tema especifico.