Andrew Garffield encabeçou o cast de duas produções sobre a é em 2016: "Até o Último Homem", de Mel Gibson e este belíssimo trabalho de Martin Scorsese. Embora tratem de um assunto em comum, o filme de Mel Gibson tem uma tônica mais visceral, enqanto Silêncio ffaz juz ao título. Na trama, dois jesuítas desembarcam em um Japão do século XVII, totalmente avesso ao cristianismo. Ou QUASE totalmente, posto que muitos habitantes da terra do sol nascente ansiavam pela espiritualidade levada pelos padres. E pagaram caro por isso. Como era de se esperar, Scorsese realizou uma obra densa e reflexiva, em que os valores são postos à prova, mas es estendem para além de símbolos e aparências. A cinematografia de Rodrigo Prieto captura belíssimas paisagens, que contrastam com a crueldade lhana dos japoneses e o sofrimento que eles impingem aos sacerdotes.
FILME DE TERROR, na acepção mais legítima do termo. Assim é essa pérola das história de assombração. Na trama, um cientista especializado em desmantelar casos sobrenaturais, o Dr. Lionel Barret (Clive Revill), é contratado para integrar a equipe responsável por investigar a "casa do inferno". Os médiuns Benjamin Franklin Fischer (Roddy McDowall) e Florence Tanner (Pamela Franklin) também integram o grupo de especialistas que se incumbem de enfrentar as forças do além, que habitam a mansão. A esposa do Dr. Barret também o acompanha - para cumprir a função de dar trabalho. A jovem Florence, que possui uma mediunidade à flor da pele, logo atrai a antipatia do cientista, que tentará refutar a existência do Mal naquele lugar. Mas, aos poucos, o quarteto desperta algo que não aprecia sua presença. Paranoia e desconfiança por parte do Dr. Barrett, que duvida dos argumentos apresentados por Florence (a maior vítima dos eventos macabros) e Fischer, único sobrevivente de uma incursão anterior pela casa. A direção segura de John Hough investe em efeitos discretos, com uma direção de arte que ora remete à beleza dos filmes de Mario Bava. Basta reparar na decoração da casa, sobretudo no quarto ocupado por Florence. O clima tétrico é valorizado pela trilha atmosférica, e a relação dicotômica entre misticismo e ciência ganha um tratamento sóbrio e até verossímil.
Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) é uma figura fascinante, daquelas que a gente ama e odeia, mas não consegue ficar indiferente. Desempregado em Los Angeles, ele sobrevive à custa de golpes e digressões de todo tipo. Ao se deparar com um acidente e vítimas fatais, ele descobre o filão do cinegrafista freelancer, que grava tais acontecimentos e vende as imagens para estações de TV. O sujeito faz o serviço como ninguém, não se furtando em capturar detalhes mais mórbidos de acidentes e assassinatos. Como resultado, obtém carta branca e exclusividade numa pequena emissora - além da própria ousadia, usando um bocado de chantagem. Quais os limites da ética? Na medida em que avança no sucesso de seu ofício, Lou demonstra um comportamento predatório e até criminoso, removendo qualquer obstáculo que venha a encontrar. Toda a esperteza e vivacidade se transforma em um comportamento deveras repugnante. Dan Gilroy (diretor e roteirista) ffilmou uma cidade perigosa e bonita, de pessoas desprovidas de humanidade e movidas a interesses. as tomadas noturnas evidenciam esse aspecto selvagem, com cenas recorrentes de hostilidade. Sobra espaço para o suspense; pelo menos duas sequências são tensas e eletrizantes. E o protagonista, apesar de abjeto, esbanja carisma.
A bagunça cinematográfica da DC começou quando o "visionário" (pffff) Zack Snyder resolveu tirar a cueca vermelha do Superman, transformando o símbolo da esperança em um personagem que passa o tempo fazendo cara de dor de barriga. Mas é injusto culpar apenas Snydeus (cof cof cof) pela zica em que tomou conta dos filmes produzidos pela Warner. O imediatismo dos produtores desencadeou toda uma série de erros, como a incerteza com relação ao tom. Toda a seriedade proposta foi cedendo espaço a um humor, na maioria das vezes, bem forçado. Depois de uma produção conturbadíssima, eis que "Liga da Justiça" aporta nos cinemas. Quem acompanhou o andar do Batmovel não tinha como esperar um resultado decente. Eu não botava fé... Até assistir e constatar que dá pro gasto. Após o suicídio da filha, Snyder pulou fora e Joss Whedon assumiu a batuta. Apesar de a fotografia ainda parecer uma camiseta desbotada do Iron Maiden, há alguma cor despontando no horizonte. Cenas refilmadas roteiro mexido e uma senhora lipo na duração (quase uma hora eliminada) fizeram muito bem ao longa. Considerando, evidentemente, que tinha tudo para ser intragável. Flash e Aquaman são muito ruins, enquanto Gal Gadot se sente confortável e o Superman deu uma boa melhorada, se aproximando mais da essência do personagem. Cyborg, aquele cuja presença era motivo de desconfiança, se sai bem. Situações absurdas e sem noção ainda fazem parte da história. Sim, o filme tem seu "momento Martha". Mas depois de todos os percalços, conseguiram entregar um entretenimento razoável. A equipe mais poderosa das HQ's merecia um filme verdadeiramente épico
Silêncio
3.8 594 Assista AgoraAndrew Garffield encabeçou o cast de duas produções sobre a é em 2016: "Até o Último Homem", de Mel Gibson e este belíssimo trabalho de Martin Scorsese. Embora tratem de um assunto em comum, o filme de Mel Gibson tem uma tônica mais visceral, enqanto Silêncio ffaz juz ao título.
Na trama, dois jesuítas desembarcam em um Japão do século XVII, totalmente avesso ao cristianismo. Ou QUASE totalmente, posto que muitos habitantes da terra do sol nascente ansiavam pela espiritualidade levada pelos padres. E pagaram caro por isso.
Como era de se esperar, Scorsese realizou uma obra densa e reflexiva, em que os valores são postos à prova, mas es estendem para além de símbolos e aparências.
A cinematografia de Rodrigo Prieto captura belíssimas paisagens, que contrastam com a crueldade lhana dos japoneses e o sofrimento que eles impingem aos sacerdotes.
A Casa da Noite Eterna
3.6 114FILME DE TERROR, na acepção mais legítima do termo. Assim é essa pérola das história de assombração. Na trama, um cientista especializado em desmantelar casos sobrenaturais, o Dr. Lionel Barret (Clive Revill), é contratado para integrar a equipe responsável por investigar a "casa do inferno".
Os médiuns Benjamin Franklin Fischer (Roddy McDowall) e Florence Tanner (Pamela Franklin) também integram o grupo de especialistas que se incumbem de enfrentar as forças do além, que habitam a mansão. A esposa do Dr. Barret também o acompanha - para cumprir a função de dar trabalho.
A jovem Florence, que possui uma mediunidade à flor da pele, logo atrai a antipatia do cientista, que tentará refutar a existência do Mal naquele lugar. Mas, aos poucos, o quarteto desperta algo que não aprecia sua presença.
Paranoia e desconfiança por parte do Dr. Barrett, que duvida dos argumentos apresentados por Florence (a maior vítima dos eventos macabros) e Fischer, único sobrevivente de uma incursão anterior pela casa.
A direção segura de John Hough investe em efeitos discretos, com uma direção de arte que ora remete à beleza dos filmes de Mario Bava. Basta reparar na decoração da casa, sobretudo no quarto ocupado por Florence.
O clima tétrico é valorizado pela trilha atmosférica, e a relação dicotômica entre misticismo e ciência ganha um tratamento sóbrio e até verossímil.
O Abutre
4.0 2,6K Assista AgoraLouis Bloom (Jake Gyllenhaal) é uma figura fascinante, daquelas que a gente ama e odeia, mas não consegue ficar indiferente. Desempregado em Los Angeles, ele sobrevive à custa de golpes e digressões de todo tipo. Ao se deparar com um acidente e vítimas fatais, ele descobre o filão do cinegrafista freelancer, que grava tais acontecimentos e vende as imagens para estações de TV.
O sujeito faz o serviço como ninguém, não se furtando em capturar detalhes mais mórbidos de acidentes e assassinatos. Como resultado, obtém carta branca e exclusividade numa pequena emissora - além da própria ousadia, usando um bocado de chantagem.
Quais os limites da ética? Na medida em que avança no sucesso de seu ofício, Lou demonstra um comportamento predatório e até criminoso, removendo qualquer obstáculo que venha a encontrar. Toda a esperteza e vivacidade se transforma em um comportamento deveras repugnante.
Dan Gilroy (diretor e roteirista) ffilmou uma cidade perigosa e bonita, de pessoas desprovidas de humanidade e movidas a interesses. as tomadas noturnas evidenciam esse aspecto selvagem, com cenas recorrentes de hostilidade.
Sobra espaço para o suspense; pelo menos duas sequências são tensas e eletrizantes. E o protagonista, apesar de abjeto, esbanja carisma.
Liga da Justiça
3.3 2,5K Assista AgoraA bagunça cinematográfica da DC começou quando o "visionário" (pffff) Zack Snyder resolveu tirar a cueca vermelha do Superman, transformando o símbolo da esperança em um personagem que passa o tempo fazendo cara de dor de barriga.
Mas é injusto culpar apenas Snydeus (cof cof cof) pela zica em que tomou conta dos filmes produzidos pela Warner. O imediatismo dos produtores desencadeou toda uma série de erros, como a incerteza com relação ao tom. Toda a seriedade proposta foi cedendo espaço a um humor, na maioria das vezes, bem forçado.
Depois de uma produção conturbadíssima, eis que "Liga da Justiça" aporta nos cinemas. Quem acompanhou o andar do Batmovel não tinha como esperar um resultado decente. Eu não botava fé... Até assistir e constatar que dá pro gasto.
Após o suicídio da filha, Snyder pulou fora e Joss Whedon assumiu a batuta. Apesar de a fotografia ainda parecer uma camiseta desbotada do Iron Maiden, há alguma cor despontando no horizonte. Cenas refilmadas roteiro mexido e uma senhora lipo na duração (quase uma hora eliminada) fizeram muito bem ao longa. Considerando, evidentemente, que tinha tudo para ser intragável.
Flash e Aquaman são muito ruins, enquanto Gal Gadot se sente confortável e o Superman deu uma boa melhorada, se aproximando mais da essência do personagem. Cyborg, aquele cuja presença era motivo de desconfiança, se sai bem.
Situações absurdas e sem noção ainda fazem parte da história. Sim, o filme tem seu "momento Martha". Mas depois de todos os percalços, conseguiram entregar um entretenimento razoável. A equipe mais poderosa das HQ's merecia um filme verdadeiramente épico