Gostei da série como forma ficcional de entretenimento. Mas faço uma ressalva quanto a impressão que tive do roteiro em se vilanizar os policiais e vitimizar os bandidos. Lembrei-me de uma fala de uma certa filósofa que diz ser a favor do assalto, pois para ela, existe "uma lógica no assalto"!
Por mais que nos simpatizemos com os personagens principais, suas dores e individualidades, nada justifica colocar em risco a vida de pessoas inocentes (reféns) com a prerrogativa de se vingar de um sistema bancário explorador.
Assim parece-me que quiseram mostrar que, dadas as circunstâncias, o roubo é justificável, mas esquecem-se dos traumas psicológicos ocasionados na vida de todos os envolvidos por tal atitude.
Achei muito simplista o modo como retrataram a PF. Por vezes parecem um bando de amadores. Dispensável as cenas de pornochanchada e o áudio brasileiro é sofrível. No mais o roteiro tudo mundo já sabe aonde vai dar.
Boa a série, um pouco forçado o roteiro mas ele consegue te prender bem.Os atores são bons também. Ademais sempre é bom conhecer novas séries de outros países e não ficar apenas em seriados norte-americanos.
Gostei, diferente, trilha sonora fantástica, fotografia muito boa. Corte das cenas funcionou muito bem. Atores que já atuaram em Black Mirror e GoT encorparam a produção. Ademais, em certos momentos sanguinários, a série me fez lembrar dos filmes de Tarantino. Sinceramente acho que tiveram uma boa influência dele rss.
Quarta temporada fez eco a frase "grandes expectativas produzem enormes decepções". Foi boa, poderia ser melhor. Gosto mais de Black Mirror quando retrata a distopia tecnológica social. Assim "Black Museum" e "Crocodile" foram os melhores episódios para mim.
Muito boa a série. Gosto muito quando lida com questões do comportamento e da mente humana. Ótimas atuações de Mc Callany e Groff. Gostei de rever Anna Torv (Fringe) em um seriado. Agora me surpreendeu a interpretação de Cameron Britton como Edmund Kemper. Realmente de uma veracidade e frieza incrível ao incorporar o personagem. Têm fôlego para mais uma temporada sem dúvida alguma e considero uma das séries premiáveis para 2018.
Fantástica essa temporada. Manteve o mesmo nível no apuro técnico, nas filmagens e interpretações das temporadas anteriores. Começa de forma didática, mais pausada até a primeira metade da temporada. O que vemos a partir do segundo momento é um aumento constante da violência, algo que o Cartel de Cali não demonstrava muito no início. Muito bom a mistura de ficção mesclada com fatos reais, torna mais interessante a narrativa e te prende do início ao fim.
Não tem como fazer um paralelo da corrupção do sistema colombiano da época com o momento que o Brasil passa atualmente, onde malfeitores se beneficiam das brechas da lei e da boa vontade dos magistrados para continuarem praticando todo tipo de crimes, sejam eles de ordem política ou de associações com o tráfico.
GoT corre o mesmo risco de ter um final semelhante a Lost. Estava indo muito bem, mas saiu das mãos do George R. R. Martin e virou um dramalhão mexicano. Ainda dá tempo de amenizar o estrago e voltar as origens aonde não há roteiros previsíveis. Dracarys!
The Handmaid's Tale vale por cada episódio. Te prende do início ao fim. Um ótimo enredo com interpretações primorosas de todos os atores. O estilo de filmagem e a direção são impecáveis. De certa forma não estamos tão longe do totalitarismo que a série mostrou e parece que a sociedade moderna caminha para este obscurantismo retratado no seriado, para o controle do Estado sobre as liberdades do indivíduo.
A série é boa e já há excelentes comentários sobre atores e o enredo, por isso vou me ater a outros aspectos. Se uma das intenções dos produtores em adaptar o livro para as telas era promover o debate sobre o assunto eles conseguiram. Ela divide opiniões no sentido de que o suicídio ainda é tratado como um tabu que deve ser evitado a sua discussão pública sob pena de promover tal atitude nas mentes suscetíveis ao ato.
Ao trazer para o centro das atenções ele faz com que repensemos nossos relacionamentos, tentemos entender que depressão, bullying e outros aspectos da dinâmica psicossocial dos adolescentes não são bobagens e que precisam serem levadas a sério. Algumas pessoas mais sensíveis podem ficar chocadas com o último episódio, por isso aconselho a assistirem acompanhadas com uma pessoa mais madura.
Quando termina o seriado na sequência tem um breve documentário sobre a série onde produtores, atores e especialistas na área da psicologia comentam os assuntos tratados na obra. Vale a pena assistir esta parte, principalmente para pais e educadores.
É uma série boa, mas para quem não conhece muito do mercado financeiro fica um pouco perdido devido aos termos usados. Me lembrei de filmes como O Lobo de Wall Street e A Grande Aposta. Achei que o personagem de Damian Liewis um pouco exagerado na forma como conduzia as situações, sempre "fodástico", mas isto é por conta do roteiro. Em alguns momentos me me fez lembrar de House Of Cards por conta da personagem de Malin Arkeman. Mas foi só uma impressão, que logo abandonei. Gostei da atuação dos atores principalmente do Paul Giamatti e da Maggie Siff. Tomara que a segunda temporada seja sólida e os personagens melhores trabalhados.
Respeito quem pensa diferente, mas vou te dizer uma coisa, é muito ruim, uma das piores séries que já vi. Roteiro confuso, lento demais. Quando digo lento me refiro a narrativa mesmo, muita enrolação sem levar a nada. Assisti a temporada toda, mas quase parei no segundo episódio, continuei para ver se eu estava enganado em minhas percepções. Infelizmente eu não estava errado. Nem vou me dar ao trabalho de comentar as atuações, que não me cativaram, ou tentar entender o inexplicável, posto não ter sentido algum o que se apresentou. E que dança era aquela? A premissa era boa, experiência post mortem, mas a produção se perdeu no fraco elemento místico-transcendental que a série procurou mostrar.
Série fantástica, elenco com ótimas atuações e uma produção técnica muito bem feita com base nos anos 80. O episódio piloto é bom e sinceramente não empolga tanto, mas com o desenrolar da trama a série vai ficando ótima e te prende a cada instante. Vejo o seriado como uma homenagem aos filmes da década de 80 tanto no formato como nas referências. Tem um estilo retrô e por isso mesmo muito interessante de ser assistida tanto pelas novas gerações, para compreender o espírito da época, como por aqueles mais nostálgicos, como este que vos escreve.
Downton Abbey é a prova de que uma série para ser boa não precisa necessariamente ter sexo e violência. A primeira temporada é fantástica, te prende do início ao fim. Personagens bem construídos, roteiro muito bem amarrado e uma trilha sonora e fotografia de época impecáveis.
Não sei se por conta do realismo da época, mas nota-se a ausência de negros na primeira temporada. As mulheres começam a ter relevância a medida que a trama se desenvolve, haja visto que a maioria dos personagens são femininos. Há um toque do movimento feminista na pele de Lady Sybil. De forma geral a série é muito boa.
No começo da série fiquei meio sonolento. Levei algumas cutucadas da minha mulher para ficar acordado. Mas aos poucos ela foi me cativando. Gostei da sinceridade no retrato dos personagens. Gente simples, sem aquele estereótipo da beleza televisiva. Tipos de relacionamentos bem desenvolvidos, encontros e desencontros com bons diálogos. A série tem um potencial a ser explorado. Como divertimento para passar o tempo vale a pena, principalmente se for assistir a dois.
Assisti o primeiro episódio, mas sinceramente não fiquei empolgado. Parece mais do mesmo, os personagens obviamente envelheceram, mas na trama eles não amadureceram, principalmente Fox Mulder. Contudo, gostei da interpretação da Gillian. Talvez criei uma expectativa alta demais, e para mim este episódio ficou abaixo do que se espera de uma série tão renomada. Espero que os próximos episódios façam jus ao retorno. Sei que não devo, pois ainda terão outros episódios, mas depois que você assiste True Detective, Breaking Bad e House of Cards por exemplo, teu nível de exigência aumenta.
Black Mirror em sua primeira temporada mostra como a tecnologia dita o ritmo e os tons que a vida moderna toma com o seu excessivo uso e consequente dependência. Vale lembrar que nenhuma tecnologia é boa ou má, mas sim o uso que as pessoas fazem dela. Não gostei do primeiro episódio "The National Anthem" devido ao exagero do enredo em querer chocar. Pouco plausível que a chantagem tivesse efeito. Mas mostra como somos uma sociedade ávida por notícias que envolvem pessoas notórias ou celebridades.
Já "Fifteen" é mais tecnológica, individualista e minimalista. É um episódio existencialista, o que somos e o que deixamos de ser quando estamos travestidos de algum avatar, o quanto queremos ser observáveis e admirados, e os perigos que tal busca pode ocasionar, principalmente na desfragmentação do Eu. Um mundo líquido, aonde os relacionamentos, quando existem, são confusos e caóticos.
O último episódio marca a fronteira de nossas experiências passadas e a constante comparação com o momento atual. Através de um chip implantado, os protagonistas podem acessar a memória em qualquer tempo, sejam minutos, meses, ou anos. Suas decisões são baseadas nestas memórias. Isso soa estranho e incomoda um pouco, pois agindo assim, somos feito reféns de nosso passado. Como tudo na série, tal acesso a memória tem suas consequências, e para se libertar dessa obsessão em buscar todas as respostas no passado, cabe ao protagonista tomar uma atitude radical. Esse episódio é bom, mas deixa lacunas quanto ao final.
Talvez seja esse o mérito da série, não dar respostas prontas e deixar que cada um tire por si mesmo as próprias conclusões. Também destaco que ela foi produzida em 2011 e em alguns momentos, o que ela mostra, de fato está acontecendo cinco anos após a sua estreia.
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La Casa de Papel (Parte 2)
4.2 940 Assista AgoraGostei da série como forma ficcional de entretenimento. Mas faço uma ressalva quanto a impressão que tive do roteiro em se vilanizar os policiais e vitimizar os bandidos. Lembrei-me de uma fala de uma certa filósofa que diz ser a favor do assalto, pois para ela, existe "uma lógica no assalto"!
Por mais que nos simpatizemos com os personagens principais, suas dores e individualidades, nada justifica colocar em risco a vida de pessoas inocentes (reféns) com a prerrogativa de se vingar de um sistema bancário explorador.
Assim parece-me que quiseram mostrar que, dadas as circunstâncias, o roubo é justificável, mas esquecem-se dos traumas psicológicos ocasionados na vida de todos os envolvidos por tal atitude.
O Mecanismo (1ª Temporada)
3.5 525 Assista AgoraAchei muito simplista o modo como retrataram a PF. Por vezes parecem um bando de amadores. Dispensável as cenas de pornochanchada e o áudio brasileiro é sofrível. No mais o roteiro tudo mundo já sabe aonde vai dar.
La Casa de Papel (Parte 1)
4.2 1,3K Assista AgoraBoa a série, um pouco forçado o roteiro mas ele consegue te prender bem.Os atores são bons também. Ademais sempre é bom conhecer novas séries de outros países e não ficar apenas em seriados norte-americanos.
The End of the F***ing World (1ª Temporada)
3.8 822 Assista AgoraGostei, diferente, trilha sonora fantástica, fotografia muito boa. Corte das cenas funcionou muito bem. Atores que já atuaram em Black Mirror e GoT encorparam a produção. Ademais, em certos momentos sanguinários, a série me fez lembrar dos filmes de Tarantino. Sinceramente acho que tiveram uma boa influência dele rss.
Black Mirror (4ª Temporada)
3.8 1,3K Assista AgoraQuarta temporada fez eco a frase "grandes expectativas produzem enormes decepções". Foi boa, poderia ser melhor. Gosto mais de Black Mirror quando retrata a distopia tecnológica social. Assim "Black Museum" e "Crocodile" foram os melhores episódios para mim.
Mindhunter (1ª Temporada)
4.4 813 Assista AgoraMuito boa a série. Gosto muito quando lida com questões do comportamento e da mente humana. Ótimas atuações de Mc Callany e Groff. Gostei de rever Anna Torv (Fringe) em um seriado. Agora me surpreendeu a interpretação de Cameron Britton como Edmund Kemper. Realmente de uma veracidade e frieza incrível ao incorporar o personagem. Têm fôlego para mais uma temporada sem dúvida alguma e considero uma das séries premiáveis para 2018.
Narcos (3ª Temporada)
4.4 297 Assista AgoraFantástica essa temporada. Manteve o mesmo nível no apuro técnico, nas filmagens e interpretações das temporadas anteriores. Começa de forma didática, mais pausada até a primeira metade da temporada. O que vemos a partir do segundo momento é um aumento constante da violência, algo que o Cartel de Cali não demonstrava muito no início. Muito bom a mistura de ficção mesclada com fatos reais, torna mais interessante a narrativa e te prende do início ao fim.
Não tem como fazer um paralelo da corrupção do sistema colombiano da época com o momento que o Brasil passa atualmente, onde malfeitores se beneficiam das brechas da lei e da boa vontade dos magistrados para continuarem praticando todo tipo de crimes, sejam eles de ordem política ou de associações com o tráfico.
Game of Thrones (7ª Temporada)
4.1 1,2K Assista AgoraGoT corre o mesmo risco de ter um final semelhante a Lost. Estava indo muito bem, mas saiu das mãos do George R. R. Martin e virou um dramalhão mexicano. Ainda dá tempo de amenizar o estrago e voltar as origens aonde não há roteiros previsíveis. Dracarys!
O Conto da Aia (1ª Temporada)
4.7 1,5K Assista AgoraThe Handmaid's Tale vale por cada episódio. Te prende do início ao fim. Um ótimo enredo com interpretações primorosas de todos os atores. O estilo de filmagem e a direção são impecáveis. De certa forma não estamos tão longe do totalitarismo que a série mostrou e parece que a sociedade moderna caminha para este obscurantismo retratado no seriado, para o controle do Estado sobre as liberdades do indivíduo.
13 Reasons Why (1ª Temporada)
3.8 1,5K Assista AgoraA série é boa e já há excelentes comentários sobre atores e o enredo, por isso vou me ater a outros aspectos. Se uma das intenções dos produtores em adaptar o livro para as telas era promover o debate sobre o assunto eles conseguiram. Ela divide opiniões no sentido de que o suicídio ainda é tratado como um tabu que deve ser evitado a sua discussão pública sob pena de promover tal atitude nas mentes suscetíveis ao ato.
Ao trazer para o centro das atenções ele faz com que repensemos nossos relacionamentos, tentemos entender que depressão, bullying e outros aspectos da dinâmica psicossocial dos adolescentes não são bobagens e que precisam serem levadas a sério. Algumas pessoas mais sensíveis podem ficar chocadas com o último episódio, por isso aconselho a assistirem acompanhadas com uma pessoa mais madura.
Quando termina o seriado na sequência tem um breve documentário sobre a série onde produtores, atores e especialistas na área da psicologia comentam os assuntos tratados na obra. Vale a pena assistir esta parte, principalmente para pais e educadores.
Billions (1ª Temporada)
4.2 73 Assista AgoraÉ uma série boa, mas para quem não conhece muito do mercado financeiro fica um pouco perdido devido aos termos usados. Me lembrei de filmes como O Lobo de Wall Street e A Grande Aposta. Achei que o personagem de Damian Liewis um pouco exagerado na forma como conduzia as situações, sempre "fodástico", mas isto é por conta do roteiro. Em alguns momentos me me fez lembrar de House Of Cards por conta da personagem de Malin Arkeman. Mas foi só uma impressão, que logo abandonei. Gostei da atuação dos atores principalmente do Paul Giamatti e da Maggie Siff. Tomara que a segunda temporada seja sólida e os personagens melhores trabalhados.
The OA (Parte 1)
4.1 979 Assista AgoraRespeito quem pensa diferente, mas vou te dizer uma coisa, é muito ruim, uma das piores séries que já vi. Roteiro confuso, lento demais. Quando digo lento me refiro a narrativa mesmo, muita enrolação sem levar a nada. Assisti a temporada toda, mas quase parei no segundo episódio, continuei para ver se eu estava enganado em minhas percepções. Infelizmente eu não estava errado. Nem vou me dar ao trabalho de comentar as atuações, que não me cativaram, ou tentar entender o inexplicável, posto não ter sentido algum o que se apresentou. E que dança era aquela? A premissa era boa, experiência post mortem, mas a produção se perdeu no fraco elemento místico-transcendental que a série procurou mostrar.
Stranger Things (1ª Temporada)
4.5 2,7K Assista AgoraSérie fantástica, elenco com ótimas atuações e uma produção técnica muito bem feita com base nos anos 80. O episódio piloto é bom e sinceramente não empolga tanto, mas com o desenrolar da trama a série vai ficando ótima e te prende a cada instante. Vejo o seriado como uma homenagem aos filmes da década de 80 tanto no formato como nas referências. Tem um estilo retrô e por isso mesmo muito interessante de ser assistida tanto pelas novas gerações, para compreender o espírito da época, como por aqueles mais nostálgicos, como este que vos escreve.
Downton Abbey (1ª Temporada)
4.6 375 Assista AgoraDownton Abbey é a prova de que uma série para ser boa não precisa necessariamente ter sexo e violência. A primeira temporada é fantástica, te prende do início ao fim. Personagens bem construídos, roteiro muito bem amarrado e uma trilha sonora e fotografia de época impecáveis.
Não sei se por conta do realismo da época, mas nota-se a ausência de negros na primeira temporada. As mulheres começam a ter relevância a medida que a trama se desenvolve, haja visto que a maioria dos personagens são femininos. Há um toque do movimento feminista na pele de Lady Sybil. De forma geral a série é muito boa.
Love (1ª Temporada)
3.7 367 Assista AgoraNo começo da série fiquei meio sonolento. Levei algumas cutucadas da minha mulher para ficar acordado. Mas aos poucos ela foi me cativando. Gostei da sinceridade no retrato dos personagens. Gente simples, sem aquele estereótipo da beleza televisiva. Tipos de relacionamentos bem desenvolvidos, encontros e desencontros com bons diálogos. A série tem um potencial a ser explorado. Como divertimento para passar o tempo vale a pena, principalmente se for assistir a dois.
Arquivo X (10ª Temporada)
3.8 195Assisti o primeiro episódio, mas sinceramente não fiquei empolgado. Parece mais do mesmo, os personagens obviamente envelheceram, mas na trama eles não amadureceram, principalmente Fox Mulder. Contudo, gostei da interpretação da Gillian. Talvez criei uma expectativa alta demais, e para mim este episódio ficou abaixo do que se espera de uma série tão renomada. Espero que os próximos episódios façam jus ao retorno. Sei que não devo, pois ainda terão outros episódios, mas depois que você assiste True Detective, Breaking Bad e House of Cards por exemplo, teu nível de exigência aumenta.
Black Mirror (1ª Temporada)
4.4 1,3K Assista AgoraBlack Mirror em sua primeira temporada mostra como a tecnologia dita o ritmo e os tons que a vida moderna toma com o seu excessivo uso e consequente dependência. Vale lembrar que nenhuma tecnologia é boa ou má, mas sim o uso que as pessoas fazem dela. Não gostei do primeiro episódio "The National Anthem" devido ao exagero do enredo em querer chocar. Pouco plausível que a chantagem tivesse efeito. Mas mostra como somos uma sociedade ávida por notícias que envolvem pessoas notórias ou celebridades.
Já "Fifteen" é mais tecnológica, individualista e minimalista. É um episódio existencialista, o que somos e o que deixamos de ser quando estamos travestidos de algum avatar, o quanto queremos ser observáveis e admirados, e os perigos que tal busca pode ocasionar, principalmente na desfragmentação do Eu. Um mundo líquido, aonde os relacionamentos, quando existem, são confusos e caóticos.
O último episódio marca a fronteira de nossas experiências passadas e a constante comparação com o momento atual. Através de um chip implantado, os protagonistas podem acessar a memória em qualquer tempo, sejam minutos, meses, ou anos. Suas decisões são baseadas nestas memórias. Isso soa estranho e incomoda um pouco, pois agindo assim, somos feito reféns de nosso passado. Como tudo na série, tal acesso a memória tem suas consequências, e para se libertar dessa obsessão em buscar todas as respostas no passado, cabe ao protagonista tomar uma atitude radical. Esse episódio é bom, mas deixa lacunas quanto ao final.
Talvez seja esse o mérito da série, não dar respostas prontas e deixar que cada um tire por si mesmo as próprias conclusões. Também destaco que ela foi produzida em 2011 e em alguns momentos, o que ela mostra, de fato está acontecendo cinco anos após a sua estreia.