Impressionante como seres mortos têm poder incalculável e como assustam os vivos, já notaram? (E nunca estranharam?). Pelo menos nos filmes e nos livros, é bom dizer. Nenhum ser vivo é mais forte do que mortos que aparecem em filmes, já notaram? (E nunca estranharam?). Poizé. E aqui é mais um caso. "Somente" mais um caso.
A historia é a seguinte: uma criança, morta violentamente e jogada num poço, provoca mortes nas pessoas, pelo simples fato de as pessoas assistirem determinado vídeo (que bobagem, caramba). Todos morrem, após uma semana. De fato, todos morrem mesmo. Todos, menos o mocinho e a mocinha, claro. Claro e ninguém (da plateia) se incomoda com isso. Ninguém menos um: EU. O péssimo filme segue, com ritmo extasiante e atuações ridículas dos atores. Então, no finalzinho... Pimba! Também o mocinho morre, para espanto geral. Ele morre, mas... A mocinha, não! E então... O filme termina, porque acabado ela já nasceu assim: acabadíssimo!
Não vou dizer porque a mocinha não morre, mesmo tendo visto o tal vídeo, como todos os defuntos viram. Não direi ou iria entregar de bandeja a solução que os roteiristas e/ou diretor encontraram para justificar a não morte dela e toda a bobagem que é esse filme. Vejam (ou assistam) e tirem suas proprias conclusões. 📽
Nunca fui muito de filmes de terror, não porque eu não posso vir a ter medo, mas exatamente porque nunca tive medo dos que vi. Ou os filmes eram fraquíssimos (no que se refere ao terror) ou mal feitos (no que refere à técnica), o que me provocava risos, ao invés de gritos e fuga. Ou ainda porque, segundo um amigo, eu nunca vi filme de terror, de verdade. Será?
Apesar de ainda "garoto", lembro de Boris Karloff, de Vincente Price, de Christopher Lee e do brasileiro José Mojica Marins, o "Rei do Caixão", entre outros. E digo: nada desses aí chegou a me assustar, nunca. E um dos filmes de terror, dos mais famosos na década de 1980, o "Brinquedo Assassino" ("Child's Play", no original) provocou-me tantos risos que houve quem me achasse louco. AhAhAh...
Pelas razões apontadas, não tive lá grande interesse em ver esse "1922", direção do australiano Zak Hilditch. Mas, em tempos de Quarentena, por causa do vírus maldito, cliquei na setinha e comecei a ver o dito. Gosto muito de ver filmes "às cegas", ou seja, sem saber antes quem é o diretor, quem escreveu o roteiro, sem saber do que se trata, principalmente. Sempre que possível, opto por isso. E que interessante o que vi. Que filme verossímil, bem interpretado, bem roteirizado, bem dirigido e com "ritmo" muito inteligente. Não me assustei, mais uma vez, só que o terror não é bem a tônica nesse "1922", mas o que se passa nas mentes dos que têm culpa. Quanto a isso, achei brilhante tudo o que vi.
Como citei, prefiro não ler nada sobre o filme, antes de assisti-lo. E, assim que terminou, fui descobrir que toda a trama é baseada em um dos livros de Stephen King. Vi poucos filmes com base no que esse autor escreveu, mas tudo o que vi é de muita competencia. É um dos melhores escritores de coisas do gênero e cujas obras são escolhidas com frequencia para o cinema. Então... Com prazer, dou cinco estrelas a esse "1922" e nada mais digo. Vejam vocês e decidam por si.📽
Nem filme de super herói, voando ou detendo a trajetoria de foguetes, é tão inverossímil quanto esse "A Casa" ("Hogar", no original, direção de Àlex Pastor e David Pastor). Pelo menos sabemos que tudo é possível em filmes de super heróis. No caso presente, tentam mostrar que um baixinho criminoso é também super herói e que eles estão fazendo filme serio. Tentam, mas não conseguem.
A ideia é até boa e esse "A Casa" me fez lembrar (um pouco) de "O Corte", dirigido por Costa-Gravas. Só que nem todos têm o talento do diretor grego. Os "arranjos" no roteiro desse "A Casa", transformam o filme em algo que dá pena. É tanto "arranjo" em beneficio do "bandido" que custa a crer que roteiristas, diretores, produtores, atores e até a plateia ainda aceitem isso, sem se incomodar. Ainda bem que há filmes espanhóis elogiáveis. Ainda bem, também, que esse não é um dos filmes elogiáveis da Espanha.📽
Sem dúvida, uma das mais brilhantes ideias que eu já vi nas telas está nesse "O Melhor Lance" ("La Migliore Offerta", no orginal, e "A Melhor Oferta", em Portugal). Só por isso já merece muitas estrelas: dez ou mais. Admiro muito belas ideias, notadamente em filmes. - - - - - - Giuseppe Tornatore, entrou para a minha lista de diretores favoritos, em função de um único filme. Ele "conseguiu" isso com "Cinema Paradiso". Em parte porque o filme é muito bom e em parte porque eu vivi muito do que lá está narrado. Então, minha expectativa foi enorme em relação a esse "O Melhor Lance". Não decepcionou, apesar de eu ter alguns pequenos senões (ou dúvidas). Senões ou dúvidas, talvez, por eu não ter entendido algo. - - - - - - Para mim, além da brilhante ideia da trama, destaco o excelente desempenho de Geoffrey Rush, no papel do excêntrico leiloeiro e especialista em arte Virgil Oldman. Sensacional o trabalho dele, o tempo todo. É daqueles profissionais que nos fazem até mesmo ter vontade de sermos atores. - - - - - - São os seguintes os meus senões ou dúvidas: 1) Por que, apesar do estado da mansão, ainda havia por lá alguns bens considerados valiosos? 2) Por que a amizade do Virgil com Robert, o faz tudo naquela oficina? 3) Por que Virgil confidencia a ele, Robert, as coisas do amor, alguém muito mais jovem, quando o usual seria se abrir com o amigo de longa data, o Billy (Donald Sutherland)? 4) Está claro que o ataque sofrido por Virgil, por três supostos bandidos, foi o recurso para tirar a moça da mansão, mas... O que foi aquilo? Foi "real" ou somente um "arranjo" do roteirista (e diretor)? E por que só aconteceu naquele momento do filme? Hum... 5) Apesar de sensacional a ideia toda, por que tanto trabalho para chegarem ao que chegaram, isto é, o roubo de todas as pinturas com mulheres? Se sabiam a senha e tinham acesso ao local onde estavam, por que simplesmente não roubaram as obras e ponto final? - - - - - - Alguém poderá me dizer, como primeira hipótese, que isso é cinema e é assim mesmo. Eu respondo que, mesmo sendo cinema, não é necessario "inventar" tanto e criar situações só porque é cinema. Como segunda hipótese, alguém pode dizer que a vingança bem elaborada destrói ainda mais, com o que eu concordo. Ou alguém pode ajudar-me, esclarecendo o que eu possa não ter endendido. Desde já agradeço se alguém me esclarecer. Em função desses meus senões (ou dúvidas) não cheguei às cinco estrelas. Fico com quatro, até alguém tirar minhas dúvidas (ou senões). Mas a ideia da trama merece dez estrelas (ou mais). 📽
O filme é lamentável. Se eu digo porquê? Mas é claro que sim. Aqui vai... Tem sido hábito de alguns roteiristas buscar elementos "campeões de audiencia" para tentar tornar seus (deles) roteiros marcantes. Homicidios e a correspondente investigação, além de evidências e suspeitos estão entre esses elementos. A questão é que quando tudo isso é nada verossímil, ou seja, é arranjado, esses roteiros estragam os filmes, transformando-os em grandes tolices. - - - - - - Assim é esse "Tese sobre um Homicidio", filme argentino, dirigido por Hermán Golfrid e com presença do ator Ricardo Darín (sempre ele). Falou em filme argentino, lá está ele, quase sempre. O filme é um conjunto de situações arranjadas, na tentativa de se chegar a um belo filme de suspense, o que não conseguem. Afinal, nem todos são Alfred Hitchcock ou Stephen King. Não são nem chegam perto. - - - - - - Se não, vejamos... O protagonista é ex advogado, especialista em Direito Criminal e professor universitario. Mas não é alguém sensato, controlado nem que age à luz do Direito. E ele cria um suspeito pela morte de alguém, em frente à universidade onde leciona. E tem acesso a tudo sobre o caso, por ter amigos na policia e na justiça (olha aí o roteiro arranjado). Na delegacia, numa daquelas coincidencias criadas só em roteiros, ele faz contato com a chorosa irmã da vítima e, pasmem, tornam-se tão íntimos, o que chega a embrulhar o estômago. Como pode algo assim? - - - - - - E tem mais: ele tem acesso ao corpo da vítima, lá no necroterio, por ligações com o médico legista (que lhe deve favores). Mais náusea e vontade de vomitar. O médico afasta-se um pouco só para ele roubar uma das evidencias: uma corrente com pingente de borboleta, usado pela vítima. Caramba... Um ex advogado, professor de Direito Criminal, amigo de gente da policia e da justica... Roubando uma evidencia e o médico não vê nada, que caras de pau. Tudo porque o protagonista acha que é detetive, além de ser tolo. Que roteiristas, oh, raios! - - - - - - A corrente com pingente é ofertada à irmã da vítima que a usa imediatamente. Com isso, o detetive improvisado quer atrair o suspeito dele e consegue, mas não como ele desejava. - - - - - - E a coisa continua... O sujeito tem odio do suspeito, que é aluno dele. Apesar desse odio, ele indica a propria faxineira para trabalhar no apartamento do suspeito. Assim fica resolvido, pelos roteiristas, mais um "problema": como o detetive de araque chegar ao apartamento. Ele pega a chave do apartamento, na bolsa da faxineira, e vai visitar o local. Lá, com a maior facilidade do mundo, encontra recibo de uma farmacia e o passaporte do suspeito, onde consta, entre outras coisas, carimbo de entrada em Portugal, onde houve crime considerado parecido. Pronto: isso é mais um elemento para associar o suspeito aos crimes: o de Portugal e esse agora, em Buenos Aires. - - - - - - Pensam que acabou? Que nada! O criminosos usou luvas (perdendo uma no local, olha o roteiro arranjado). Usou também formol e seringa. O ex advogado e detetive de araque vai, então, à farmacia e compra os mesmos produtos, mais uma caixinha de balas (mania do suspeito dele) e pimba: o total das compras é o mesmo valor que gastou o suspeito. Que nojo! Que situação vergonhosa! O sujeito poderia simplesmente conferir os preços, mas ele compra tudo e guarda no armario do banheiro do apartamento dele. Para quê? Ora, para alguém descobrir. E é o que acontece com a irmã da vítima, que o visita mais uma vez e, no banheiro, encontra tudo o que o criminoso usou quando da morte da irmã. A menina, então, passa a considerá-lo o criminoso. Que solução pobre. - - - - - - E tudo segue assim nesse filme sem sentido e com situações arranjadas. Querem mais? Querem saber mais? Assistam o tal filme e voltem aqui para me dizer. Não posso deixar de mencionar o péssimo desempenho da menina, a irmã da morta. O nome dela é Calu Rivero e que trabalho ruim. Achei e fica "achado", a menos que me provem o contrario. 📽
Entre as anomalias (e covardias) praticadas pelo regimo nazista, incluia-se o sequestro de meninas, para trabalho forçado e também para servirem como reprodutoras de crianças que iriam compor a tal raça ariana. Com base no livro "Les Malgré-elles", de Nina Barbier, o filme narra fato ocorrido com a mãe desta, conforme anunciado.
O filme não cansa, não atemoriza (apesar de ser algo sobre a Segunda Guerra) e não precisa mostrar cenas inverossímeis, como ocorre com tantos filmes que usam (e abusam) de situações arranjadas.
Nesse "As Mães do Terceiro Reich" o enredo é primoroso e nos prende pela competencia e, principalmente, pelo desempenho das meninas francesas (da região da Alsacia) que são enviadas compulsoriamente para um campo na Alemanha. Elas são: Lisette Weiss (vivida pela atriz Louise Herrero) e Alice Fabre (esta vivida por Flore Bonaventura). Duas excelentes atrizes, notadamente Flore Bonaventura. 📽
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O Chamado
3.3 354 Assista AgoraImpressionante como seres mortos têm poder incalculável e como assustam os vivos, já notaram? (E nunca estranharam?). Pelo menos nos filmes e nos livros, é bom dizer. Nenhum ser vivo é mais forte do que mortos que aparecem em filmes, já notaram? (E nunca estranharam?). Poizé. E aqui é mais um caso. "Somente" mais um caso.
A historia é a seguinte: uma criança, morta violentamente e jogada num poço, provoca mortes nas pessoas, pelo simples fato de as pessoas assistirem determinado vídeo (que bobagem, caramba). Todos morrem, após uma semana. De fato, todos morrem mesmo. Todos, menos o mocinho e a mocinha, claro. Claro e ninguém (da plateia) se incomoda com isso. Ninguém menos um: EU. O péssimo filme segue, com ritmo extasiante e atuações ridículas dos atores. Então, no finalzinho... Pimba! Também o mocinho morre, para espanto geral. Ele morre, mas... A mocinha, não! E então... O filme termina, porque acabado ela já nasceu assim: acabadíssimo!
Não vou dizer porque a mocinha não morre, mesmo tendo visto o tal vídeo, como todos os defuntos viram. Não direi ou iria entregar de bandeja a solução que os roteiristas e/ou diretor encontraram para justificar a não morte dela e toda a bobagem que é esse filme. Vejam (ou assistam) e tirem suas proprias conclusões. 📽
1922
3.2 808 Assista AgoraNunca fui muito de filmes de terror, não porque eu não posso vir a ter medo, mas exatamente porque nunca tive medo dos que vi. Ou os filmes eram fraquíssimos (no que se refere ao terror) ou mal feitos (no que refere à técnica), o que me provocava risos, ao invés de gritos e fuga. Ou ainda porque, segundo um amigo, eu nunca vi filme de terror, de verdade. Será?
Apesar de ainda "garoto", lembro de Boris Karloff, de Vincente Price, de Christopher Lee e do brasileiro José Mojica Marins, o "Rei do Caixão", entre outros. E digo: nada desses aí chegou a me assustar, nunca. E um dos filmes de terror, dos mais famosos na década de 1980, o "Brinquedo Assassino" ("Child's Play", no original) provocou-me tantos risos que houve quem me achasse louco. AhAhAh...
Pelas razões apontadas, não tive lá grande interesse em ver esse "1922", direção do australiano Zak Hilditch. Mas, em tempos de Quarentena, por causa do vírus maldito, cliquei na setinha e comecei a ver o dito. Gosto muito de ver filmes "às cegas", ou seja, sem saber antes quem é o diretor, quem escreveu o roteiro, sem saber do que se trata, principalmente. Sempre que possível, opto por isso. E que interessante o que vi. Que filme verossímil, bem interpretado, bem roteirizado, bem dirigido e com "ritmo" muito inteligente. Não me assustei, mais uma vez, só que o terror não é bem a tônica nesse "1922", mas o que se passa nas mentes dos que têm culpa. Quanto a isso, achei brilhante tudo o que vi.
Como citei, prefiro não ler nada sobre o filme, antes de assisti-lo. E, assim que terminou, fui descobrir que toda a trama é baseada em um dos livros de Stephen King. Vi poucos filmes com base no que esse autor escreveu, mas tudo o que vi é de muita competencia. É um dos melhores escritores de coisas do gênero e cujas obras são escolhidas com frequencia para o cinema. Então... Com prazer, dou cinco estrelas a esse "1922" e nada mais digo. Vejam vocês e decidam por si.📽
A Casa
3.1 606 Assista AgoraNem filme de super herói, voando ou detendo a trajetoria de foguetes, é tão inverossímil quanto esse "A Casa" ("Hogar", no original, direção de Àlex Pastor e David Pastor). Pelo menos sabemos que tudo é possível em filmes de super heróis. No caso presente, tentam mostrar que um baixinho criminoso é também super herói e que eles estão fazendo filme serio. Tentam, mas não conseguem.
A ideia é até boa e esse "A Casa" me fez lembrar (um pouco) de "O Corte", dirigido por Costa-Gravas. Só que nem todos têm o talento do diretor grego. Os "arranjos" no roteiro desse "A Casa", transformam o filme em algo que dá pena. É tanto "arranjo" em beneficio do "bandido" que custa a crer que roteiristas, diretores, produtores, atores e até a plateia ainda aceitem isso, sem se incomodar. Ainda bem que há filmes espanhóis elogiáveis. Ainda bem, também, que esse não é um dos filmes elogiáveis da Espanha.📽
O Melhor Lance
4.1 382 Assista grátisSem dúvida, uma das mais brilhantes ideias que eu já vi nas telas está nesse "O Melhor Lance" ("La Migliore Offerta", no orginal, e "A Melhor Oferta", em Portugal). Só por isso já merece muitas estrelas: dez ou mais. Admiro muito belas ideias, notadamente em filmes.
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Giuseppe Tornatore, entrou para a minha lista de diretores favoritos, em função de um único filme. Ele "conseguiu" isso com "Cinema Paradiso". Em parte porque o filme é muito bom e em parte porque eu vivi muito do que lá está narrado. Então, minha expectativa foi enorme em relação a esse "O Melhor Lance". Não decepcionou, apesar de eu ter alguns pequenos senões (ou dúvidas). Senões ou dúvidas, talvez, por eu não ter entendido algo.
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Para mim, além da brilhante ideia da trama, destaco o excelente desempenho de Geoffrey Rush, no papel do excêntrico leiloeiro e especialista em arte Virgil Oldman. Sensacional o trabalho dele, o tempo todo. É daqueles profissionais que nos fazem até mesmo ter vontade de sermos atores.
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São os seguintes os meus senões ou dúvidas: 1) Por que, apesar do estado da mansão, ainda havia por lá alguns bens considerados valiosos? 2) Por que a amizade do Virgil com Robert, o faz tudo naquela oficina? 3) Por que Virgil confidencia a ele, Robert, as coisas do amor, alguém muito mais jovem, quando o usual seria se abrir com o amigo de longa data, o Billy (Donald Sutherland)? 4) Está claro que o ataque sofrido por Virgil, por três supostos bandidos, foi o recurso para tirar a moça da mansão, mas... O que foi aquilo? Foi "real" ou somente um "arranjo" do roteirista (e diretor)? E por que só aconteceu naquele momento do filme? Hum... 5) Apesar de sensacional a ideia toda, por que tanto trabalho para chegarem ao que chegaram, isto é, o roubo de todas as pinturas com mulheres? Se sabiam a senha e tinham acesso ao local onde estavam, por que simplesmente não roubaram as obras e ponto final?
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Alguém poderá me dizer, como primeira hipótese, que isso é cinema e é assim mesmo. Eu respondo que, mesmo sendo cinema, não é necessario "inventar" tanto e criar situações só porque é cinema. Como segunda hipótese, alguém pode dizer que a vingança bem elaborada destrói ainda mais, com o que eu concordo. Ou alguém pode ajudar-me, esclarecendo o que eu possa não ter endendido. Desde já agradeço se alguém me esclarecer. Em função desses meus senões (ou dúvidas) não cheguei às cinco estrelas. Fico com quatro, até alguém tirar minhas dúvidas (ou senões). Mas a ideia da trama merece dez estrelas (ou mais). 📽
Tese Sobre um Homicídio
3.4 308 Assista AgoraO filme é lamentável. Se eu digo porquê? Mas é claro que sim. Aqui vai... Tem sido hábito de alguns roteiristas buscar elementos "campeões de audiencia" para tentar tornar seus (deles) roteiros marcantes. Homicidios e a correspondente investigação, além de evidências e suspeitos estão entre esses elementos. A questão é que quando tudo isso é nada verossímil, ou seja, é arranjado, esses roteiros estragam os filmes, transformando-os em grandes tolices.
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Assim é esse "Tese sobre um Homicidio", filme argentino, dirigido por Hermán Golfrid e com presença do ator Ricardo Darín (sempre ele). Falou em filme argentino, lá está ele, quase sempre. O filme é um conjunto de situações arranjadas, na tentativa de se chegar a um belo filme de suspense, o que não conseguem. Afinal, nem todos são Alfred Hitchcock ou Stephen King. Não são nem chegam perto.
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Se não, vejamos... O protagonista é ex advogado, especialista em Direito Criminal e professor universitario. Mas não é alguém sensato, controlado nem que age à luz do Direito. E ele cria um suspeito pela morte de alguém, em frente à universidade onde leciona. E tem acesso a tudo sobre o caso, por ter amigos na policia e na justiça (olha aí o roteiro arranjado). Na delegacia, numa daquelas coincidencias criadas só em roteiros, ele faz contato com a chorosa irmã da vítima e, pasmem, tornam-se tão íntimos, o que chega a embrulhar o estômago. Como pode algo assim?
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E tem mais: ele tem acesso ao corpo da vítima, lá no necroterio, por ligações com o médico legista (que lhe deve favores). Mais náusea e vontade de vomitar. O médico afasta-se um pouco só para ele roubar uma das evidencias: uma corrente com pingente de borboleta, usado pela vítima. Caramba... Um ex advogado, professor de Direito Criminal, amigo de gente da policia e da justica... Roubando uma evidencia e o médico não vê nada, que caras de pau. Tudo porque o protagonista acha que é detetive, além de ser tolo. Que roteiristas, oh, raios!
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A corrente com pingente é ofertada à irmã da vítima que a usa imediatamente. Com isso, o detetive improvisado quer atrair o suspeito dele e consegue, mas não como ele desejava.
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E a coisa continua... O sujeito tem odio do suspeito, que é aluno dele. Apesar desse odio, ele indica a propria faxineira para trabalhar no apartamento do suspeito. Assim fica resolvido, pelos roteiristas, mais um "problema": como o detetive de araque chegar ao apartamento. Ele pega a chave do apartamento, na bolsa da faxineira, e vai visitar o local. Lá, com a maior facilidade do mundo, encontra recibo de uma farmacia e o passaporte do suspeito, onde consta, entre outras coisas, carimbo de entrada em Portugal, onde houve crime considerado parecido. Pronto: isso é mais um elemento para associar o suspeito aos crimes: o de Portugal e esse agora, em Buenos Aires.
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Pensam que acabou? Que nada! O criminosos usou luvas (perdendo uma no local, olha o roteiro arranjado). Usou também formol e seringa. O ex advogado e detetive de araque vai, então, à farmacia e compra os mesmos produtos, mais uma caixinha de balas (mania do suspeito dele) e pimba: o total das compras é o mesmo valor que gastou o suspeito. Que nojo! Que situação vergonhosa! O sujeito poderia simplesmente conferir os preços, mas ele compra tudo e guarda no armario do banheiro do apartamento dele. Para quê? Ora, para alguém descobrir. E é o que acontece com a irmã da vítima, que o visita mais uma vez e, no banheiro, encontra tudo o que o criminoso usou quando da morte da irmã. A menina, então, passa a considerá-lo o criminoso. Que solução pobre.
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E tudo segue assim nesse filme sem sentido e com situações arranjadas. Querem mais? Querem saber mais? Assistam o tal filme e voltem aqui para me dizer. Não posso deixar de mencionar o péssimo desempenho da menina, a irmã da morta. O nome dela é Calu Rivero e que trabalho ruim. Achei e fica "achado", a menos que me provem o contrario. 📽
As Mães do Terceiro Reich
3.7 27 Assista AgoraEntre as anomalias (e covardias) praticadas pelo regimo nazista, incluia-se o sequestro de meninas, para trabalho forçado e também para servirem como reprodutoras de crianças que iriam compor a tal raça ariana. Com base no livro "Les Malgré-elles", de Nina Barbier, o filme narra fato ocorrido com a mãe desta, conforme anunciado.
O filme não cansa, não atemoriza (apesar de ser algo sobre a Segunda Guerra) e não precisa mostrar cenas inverossímeis, como ocorre com tantos filmes que usam (e abusam) de situações arranjadas.
Nesse "As Mães do Terceiro Reich" o enredo é primoroso e nos prende pela competencia e, principalmente, pelo desempenho das meninas francesas (da região da Alsacia) que são enviadas compulsoriamente para um campo na Alemanha. Elas são: Lisette Weiss (vivida pela atriz Louise Herrero) e Alice Fabre (esta vivida por Flore Bonaventura). Duas excelentes atrizes, notadamente Flore Bonaventura. 📽