quando o marido, tomado pelo desespero — e, em certo ponto, pela sensatez — percebe que, se tentasse salvar a esposa (dominada pelo instinto materno), morreria junto. Então, ele corre, abandonando-a.
principalmente após o reaparecimento da esposa, esperamos que essa “traição” ou “covardia” seja mais explorada. Mas ledo engano. O filme segue por um caminho forçado, com situações pouco convincentes, como a cena em que o marido entra em uma sala de quarentena sem qualquer tipo de fiscalização e beija a esposa; o tal “código vermelho”, que basicamente autoriza eliminar tudo o que se move naquele perímetro — até mesmo os próprios soldados; ou ainda o marido, que, após se transformar, parte em uma busca insana atrás dos próprios filhos.
Mas nem tudo são defeitos. Há cenas frenéticas com hordas de zumbis ágeis, mortes bem pesadas e uma fotografia acinzentada da cidade, que reforça o clima de melancolia e o sentimento de um mundo pós-apocalíptico. O desfecho também chama atenção: personagens pelos quais torcemos — como o sargento e a major — acabam morrendo, o que gera certa frustração, já que os verdadeiros culpados por “essa merda toda” conseguem escapar.
O filme termina deixando duas sensações opostas: de um lado, a esperança, pois o menino pode ser a chave para a cura; de outro, o caos iminente, com a cena final mostrando os zumbis se espalhando pela Europa.
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Extermínio 2
3.4 751 Assista AgoraUm filme bem mediano. Seu ápice ocorre logo na primeira cena,
quando o marido, tomado pelo desespero — e, em certo ponto, pela sensatez — percebe que, se tentasse salvar a esposa (dominada pelo instinto materno), morreria junto. Então, ele corre, abandonando-a.
A partir daí,
principalmente após o reaparecimento da esposa, esperamos que essa “traição” ou “covardia” seja mais explorada. Mas ledo engano. O filme segue por um caminho forçado, com situações pouco convincentes, como a cena em que o marido entra em uma sala de quarentena sem qualquer tipo de fiscalização e beija a esposa; o tal “código vermelho”, que basicamente autoriza eliminar tudo o que se move naquele perímetro — até mesmo os próprios soldados; ou ainda o marido, que, após se transformar, parte em uma busca insana atrás dos próprios filhos.
Mas nem tudo são defeitos. Há cenas frenéticas com hordas de zumbis ágeis, mortes bem pesadas e uma fotografia acinzentada da cidade, que reforça o clima de melancolia e o sentimento de um mundo pós-apocalíptico. O desfecho também chama atenção: personagens pelos quais torcemos — como o sargento e a major — acabam morrendo, o que gera certa frustração, já que os verdadeiros culpados por “essa merda toda” conseguem escapar.
O filme termina deixando duas sensações opostas: de um lado, a esperança, pois o menino pode ser a chave para a cura; de outro, o caos iminente, com a cena final mostrando os zumbis se espalhando pela Europa.