No Japão, com Bryan Cranston (Breaking Bad), Ken Watanabe (O Ultimo Samurai), Aaron Taylor-Johnson (Kick Ass 2) e Elizabeth Olsen(Oldboy) no elenco, sessão IMAX-3D e o Godzilla. Tinha tudo para ser perfeito, mas alguns aspectos incomodaram.
Desde o início das filmagens, já se dizia que o diretor Gareth Edwards tinha a intenção de homenagear o filme de 1954, e isso foi feito com maestria. Um desses momentos é a menção aos testes com bombas atômicas (Hiroshima e Nagasaki) e outro é quando o personagem de Ken Watanabe chama o monstro de Gojira, seu nome original!
O filme começa com uma boa interação: um pesquisador vai até uma escavação onde algo surreal foi encontrado. Logo depois somos apresentados a uma família americana que mora no Japão, por conta do trabalho em uma usina nuclear, e algo inesperado acontece....
Chamar de monstros, principalmente neste caso, não define a real natureza desses seres colossais. Eles de fato, não são monstros, são apenas animais que agem de acordo com seus instintos e nós, no máximo, tentamos sobreviver.
Gostei bastante das explicações a respeito da existência desses seres, gostei também da maneira como eles são “parceladamente” introduzidos e principalmente da naturalidade de suas intenções, como disse antes, eles não são monstros do mal, são apenas animais.
Não há necessidade de falar dos efeitos, das tomadas, da qualidade e liberdade com que o diretor trabalhou/passeou neste filme. Gareth conseguiu transpassar tudo para o telespectador de maneira bem natural. Conseguir trabalhar estes pontos em um filme de escalas colossais é realmente sensacional.
O que incomodou, foi a irrelevância do casal interpretado por Aaron Taylor e Elizabeth Olsen. Já Bryan Cranston, que aparece bem menos que os outros, por não ser o personagem principal, mais uma vez nos mostrou uma de suas atuações fenomenais, trazendo bastante destaque ao seu personagem.
Outros pontos negativos são que a motivação me pareceu forçada, a química do casal não vingou e partes que poderiam ter sido mais “adultas” – isto é ou não é um filme de desastre? - não foram. Sou obrigado a repetir, que se talvez a personagem de Elizabeth não estivesse no filme, nada teria mudado. Watanabe e Cranston são os pontos fortes nas atuações humanas.
Existiu também certo exagero em tentar transformar Godzilla em algo que ele não é, um herói! O exagero é tanto, que em alguns momentos é como se ele estivesse ali para salvar o mundo, assim como um animal de estimação dá a vida pelo seu dono. Me lembrou um desenho que passava, no Cartoon Network em meados dos anos 2000!
Alguns clichês e talvez, a mesmice a respeito do desenrolar da trama são aceitáveis. Afinal, o que nós, seres humanos, faríamos em uma situação cataclísmica dessas?
Mais do que um simples Blockbuster, Godzilla nos faz refletir, como de fato não temos o controle de nada em nosso próprio planeta e como devemos tratá-lo da forma menos destrutiva. Acho essa, uma questão que sempre vale a pena ser levantada. Ou será que vamos precisar de “monstros” pra ver que a situação não anda nada boa?!
O que se vê nos trailers não necessariamente é o que acontece ou, pelo menos, não na ordem que esperávamos que acontecesse. Se alguém ainda tem alguma dúvida a respeito disso, basta assistir a Homem de Ferro 3, 47 Ronins, 300 - A Ascensão do Império e agora o Espetacular Homem Aranha 2. Isso se for falar, para facilitar, apenas do ano passado pra cá, pois já há algum tempo venho me sentindo ludibriado em certos aspectos. No começo tudo bem, mas fora esses exemplos acima existem outros e começo a ficar um tanto quanto incomodado!
O filme é muito visual, as tomadas em primeira pessoa são excelentes e imersivas, os efeitos especiais são impecáveis e, sobre o 3D, que foi muito elogiado por uma grande maioria de sites e pessoas conhecidas que assistiram, não posso falar muito, porque a verdade é que não sou muito fã. Acho em certos momentos desnecessário e meio cansativo, por isso prefiro aceitar as opiniões alheias e principalmente as profissionais!
Sobre o casal Gwen e Peter, começam bem, mas aí, ora me lembram de Edward e Bella, ora me lembram Ross e Rachel, é complicado. Senti falta de uma pegada mais adulta entre os dois! Ficou uma sensação de desperdício de talento, tendo em vista que ambos são ótimos atores!
Os vilões, aaaaaaah os vilões. Não se comparam à lástima que foram os do último filme do Sam Raimi, porém não me agradaram.
A maneira que o Electro é introduzido é infantil (sim, mais uma vez), boba e preguiçosa! Ele passa de um tremendo idiota nerd que sofre bullying à maior ameaça de todos os tempos desde o Lagarto, por um motivo que de longe, não convence!
Toda aquela polêmica em cima da mudança da origem do Duende Verde, pouco me importa, sou adepto a mudanças e criações novas. Todos querem deixar sua marca quando criam. Apenas copiar seria fácil e chato demais. A questão é, se for pra criar, tem que pensar, e fazer direito. Senti um certo nojo e não foi da cara dele. Resumo sua participação, ao Peçonha! (Bane no Batman de Joel Schumacher).
O Rhino, ai ai ai, o Rhino... Deixo pra vocês tomarem suas próprias conclusões.... rs rs rs Só prestem atenção no ator que o interpreta!
Pra finalizar, sinto que a intenção foi muito boa, Marc Webb, Andrew Garfield e a Emma Stone fizeram o que podiam com o roteiro que tinham em mãos.
O problema foi a pressa. Eu nunca tinha visto tanta ação bem feita e piadas muito bem pontuadas serem desperdiçadas dessa maneira. Por mais criativo, inteligente e rápido que o Coiote possa ser, a gente sabe que ele jamais vai pegar o Papa-Léguas.
Talvez seja o momento de mudar um pouco o modo de pensar. Pretensão minha, claro. Só que visar apenas lucros e esquecer da qualidade, irá, parafraseando Agent Smith, inevitavelmente, transformar qualquer tipo de obra cinematográfica em apenas entretenimento, figuramente barato!
Godzilla
3.1 2,1K Assista Agora|||||||||||||||| CRÍTICA GODZILLA ||||||||||||||||||
Monstros? Animais? Humanos? Homenagem!
No Japão, com Bryan Cranston (Breaking Bad), Ken Watanabe (O Ultimo Samurai), Aaron Taylor-Johnson (Kick Ass 2) e Elizabeth Olsen(Oldboy) no elenco, sessão IMAX-3D e o Godzilla. Tinha tudo para ser perfeito, mas alguns aspectos incomodaram.
Desde o início das filmagens, já se dizia que o diretor Gareth Edwards tinha a intenção de homenagear o filme de 1954, e isso foi feito com maestria. Um desses momentos é a menção aos testes com bombas atômicas (Hiroshima e Nagasaki) e outro é quando o personagem de Ken Watanabe chama o monstro de Gojira, seu nome original!
O filme começa com uma boa interação: um pesquisador vai até uma escavação onde algo surreal foi encontrado. Logo depois somos apresentados a uma família americana que mora no Japão, por conta do trabalho em uma usina nuclear, e algo inesperado acontece....
Chamar de monstros, principalmente neste caso, não define a real natureza desses seres colossais. Eles de fato, não são monstros, são apenas animais que agem de acordo com seus instintos e nós, no máximo, tentamos sobreviver.
Gostei bastante das explicações a respeito da existência desses seres, gostei também da maneira como eles são “parceladamente” introduzidos e principalmente da naturalidade de suas intenções, como disse antes, eles não são monstros do mal, são apenas animais.
Não há necessidade de falar dos efeitos, das tomadas, da qualidade e liberdade com que o diretor trabalhou/passeou neste filme. Gareth conseguiu transpassar tudo para o telespectador de maneira bem natural. Conseguir trabalhar estes pontos em um filme de escalas colossais é realmente sensacional.
O que incomodou, foi a irrelevância do casal interpretado por Aaron Taylor e Elizabeth Olsen. Já Bryan Cranston, que aparece bem menos que os outros, por não ser o personagem principal, mais uma vez nos mostrou uma de suas atuações fenomenais, trazendo bastante destaque ao seu personagem.
Outros pontos negativos são que a motivação me pareceu forçada, a química do casal não vingou e partes que poderiam ter sido mais “adultas” – isto é ou não é um filme de desastre? - não foram. Sou obrigado a repetir, que se talvez a personagem de Elizabeth não estivesse no filme, nada teria mudado. Watanabe e Cranston são os pontos fortes nas atuações humanas.
Existiu também certo exagero em tentar transformar Godzilla em algo que ele não é, um herói! O exagero é tanto, que em alguns momentos é como se ele estivesse ali para salvar o mundo, assim como um animal de estimação dá a vida pelo seu dono. Me lembrou um desenho que passava, no Cartoon Network em meados dos anos 2000!
Alguns clichês e talvez, a mesmice a respeito do desenrolar da trama são aceitáveis. Afinal, o que nós, seres humanos, faríamos em uma situação cataclísmica dessas?
Mais do que um simples Blockbuster, Godzilla nos faz refletir, como de fato não temos o controle de nada em nosso próprio planeta e como devemos tratá-lo da forma menos destrutiva. Acho essa, uma questão que sempre vale a pena ser levantada. Ou será que vamos precisar de “monstros” pra ver que a situação não anda nada boa?!
https://www.facebook.com/movieopiniao/posts/1436746616576301
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro
3.5 2,6K Assista AgoraO ESPETACULÓCIO HOMEM ARANHA 2
O que se vê nos trailers não necessariamente é o que acontece ou, pelo menos, não na ordem que esperávamos que acontecesse. Se alguém ainda tem alguma dúvida a respeito disso, basta assistir a Homem de Ferro 3, 47 Ronins, 300 - A Ascensão do Império e agora o Espetacular Homem Aranha 2.
Isso se for falar, para facilitar, apenas do ano passado pra cá, pois já há algum tempo venho me sentindo ludibriado em certos aspectos. No começo tudo bem, mas fora esses exemplos acima existem outros e começo a ficar um tanto quanto incomodado!
O filme é muito visual, as tomadas em primeira pessoa são excelentes e imersivas, os efeitos especiais são impecáveis e, sobre o 3D, que foi muito elogiado por uma grande maioria de sites e pessoas conhecidas que assistiram, não posso falar muito, porque a verdade é que não sou muito fã. Acho em certos momentos desnecessário e meio cansativo, por isso prefiro aceitar as opiniões alheias e principalmente as profissionais!
Sobre o casal Gwen e Peter, começam bem, mas aí, ora me lembram de Edward e Bella, ora me lembram Ross e Rachel, é complicado. Senti falta de uma pegada mais adulta entre os dois! Ficou uma sensação de desperdício de talento, tendo em vista que ambos são ótimos atores!
Os vilões, aaaaaaah os vilões. Não se comparam à lástima que foram os do último filme do Sam Raimi, porém não me agradaram.
A maneira que o Electro é introduzido é infantil (sim, mais uma vez), boba e preguiçosa! Ele passa de um tremendo idiota nerd que sofre bullying à maior ameaça de todos os tempos desde o Lagarto, por um motivo que de longe, não convence!
Toda aquela polêmica em cima da mudança da origem do Duende Verde, pouco me importa, sou adepto a mudanças e criações novas. Todos querem deixar sua marca quando criam. Apenas copiar seria fácil e chato demais. A questão é, se for pra criar, tem que pensar, e fazer direito. Senti um certo nojo e não foi da cara dele. Resumo sua participação, ao Peçonha! (Bane no Batman de Joel Schumacher).
O Rhino, ai ai ai, o Rhino... Deixo pra vocês tomarem suas próprias conclusões.... rs rs rs
Só prestem atenção no ator que o interpreta!
Pra finalizar, sinto que a intenção foi muito boa, Marc Webb, Andrew Garfield e a Emma Stone fizeram o que podiam com o roteiro que tinham em mãos.
O problema foi a pressa. Eu nunca tinha visto tanta ação bem feita e piadas muito bem pontuadas serem desperdiçadas dessa maneira. Por mais criativo, inteligente e rápido que o Coiote possa ser, a gente sabe que ele jamais vai pegar o Papa-Léguas.
Talvez seja o momento de mudar um pouco o modo de pensar. Pretensão minha, claro.
Só que visar apenas lucros e esquecer da qualidade, irá, parafraseando Agent Smith, inevitavelmente, transformar qualquer tipo de obra cinematográfica em apenas entretenimento, figuramente barato!
https://www.facebook.com/movieopiniao?ref=ts&fref=ts