Não sei, talvez eu esperei mais do filme, por isso acabei me decepcionando. Ou talvez eu ainda esteja cansado dos adolescentes. Coisa que sentia mesmo quando eu próprio o era. O drama, oscilações de humor, etc. Realmente, vou pegar uma frase emprestada do personagem principal: isso é pior que novela.
Li por aí que esse seria um filme sobre um triângulo amoroso. Sim, esse clichê detestável. Mas, sinceramente, não consegui ver essa relação. Ou, vejamos. Tako não parece interessado em ninguém, ao ponto de, ao meu ver, parecer estar até sendo forçado às situações em que se encontra com Rikako. Ou, algo menos provável, mas que ainda faz mais sentido do que o súbito interesse amoroso dele por Rikako, ele parece se interessar por Yutaka, seu amigo.
Rikako, vou me poupar de palavras e simplesmente resumir essa personagem como irritante e insuportável. Certo, certo, ela é adolescente, está sofrendo com a separação dos pais e as mudanças que vem com isso, mas nada justifica tamanha imaturidade. Ela é uma típica adolescente que vive o drama e eu sou uma pessoa que sempre tive zero paciência para isso, então acho que foi exatamente esse o ponto que me fez desgostar ainda mais da personagem.
E então sobra Yutaka, o amigo de Tako, apaixonado por Rikako. Não há muito o que dizer sobre esse rapaz. Em minhas notas que usei para elaborar esse texto, eu apenas o resumi como: Yutaka: o cara que gosta da garota chata. E no final é isso, pelo menos para mim, o filme não mostra informações profundas para fazer um estudo de personagem não só do Yutaka, mas dos outros dois citados anteriormente.
É um filme para quem gosta do drama, puro e simples, e sem muita nuance. Que força um romance sem pé nem cabeça nos últimos minutos. Se você gosta desse tipo de filme, ótimo. Eu acho que ainda tinha de escrever algo mais sobre esse filme, mas como eu disse, acabei ouvindo o tédio e me perdendo nele. Então vou terminar por aqui.
Ah, uma das estrelas que dou como nota para o filme, é apenas pelo título, que é bonito e nostálgico por si só.
Ok, o filme pode até tentar passar uma crítica social e o que for, porém isso foi feito de uma maneira preguiçosa. Se confiou demais em deixar tudo aberto, sugestivo, "no ar". O gore, as situações deploráveis e os personagens de moral duvidosa não salvaram o filme em nada. Na verdade, chegou a ter um exagero desnecessário.
Senti que faltou algo mais solido nesse filme. Logo no final, tudo o que me causou foi uma raiva por mais uma vez assistir um filme pretensioso que se agarra ao "conceito", paga de cult e fica apenas nisso. A primeira coisa que pensei quando os créditos finais surgiram, foi: esse filme riu da minha cara e me chamou de trouxa. Cheguei numa idade na qual não tenho mais paciência nem boa vontade com filmes desse tipo, embora, infelizmente, continuo dando de cara com eles.
Esse documentário foi algo difícil de se assistir. Em especial porque eu realmente gostava do trabalho do Michael Jackson. Das músicas, ao fato dele representar como o abuso infantil pode perturbar o ser humano, porém depois do que assisti, me incomoda até ouvir as músicas do mesmo. Não tem como.
É nojento. Não importa os abusos que Michael Jackson tenha sofrido, nada justifica. Ele tinha dinheiro e meios de tentar se tratar. No fundo, aposto que sabia que estava extremamente errado. Um homem tão genial na música, mas tão desprezível como pessoa.
É difícil. Às músicas dele me ajudaram em uma das fases mais difíceis da minha vida. Músicas que, por minha vontade, nunca voltarei a consumir. Para quem tem muito gatilho com questões de abuso, e principalmente pedofilia, recomendo que nem assista. Eu mesmo fiquei meio arrependido de ter visto isso.
Esse documentário me fez lembrar desta frase, do começo ao fim: nunca conheça seus heróis. E parece ser verdade, porque em geral só se tem decepção.
Ultimamente tenho tanta preguiça em tentar decifrar esses filmes confusos. Dificilmente me dou ao trabalho agora. Esse filme é bom. Complicado ao extremo, mas uma boa maneira de matar o tempo.
Tanto o marido traído, quanto a esposa são perturbados. Nada naquele relacionamento é minimamente normal. Ao decorrer dos eventos eu só ficava com dó do filho deles, que era claramente negligenciado e abusado. Sem falar no ambiente tóxico em que a criança vivia. A cena dele se afogando na banheira no final foi triste. Atuação excelente da atriz principal. A cena no metrô foi muito bem feita.
O monstro me fez rir toda vez que aparecia. Piadinhas sobre hentai de tentáculos vieram a minha mente várias vezes durante o filme. Não tive maturidade para evitar. O que era esse monstro? De onde ele veio? Seria um aspecto psicológico da personagem principal? Não sei e não vou tentar entender tão cedo. Prefiro evitar dor de cabeça e ficar com a diversão do absurdo do filme.
Como disse, é um filme muito confuso, então é bom ter isso em mente ao assistir, e assim evitar desapontamentos. Muita coisa fica sem explicação. A história em si não faz muito sentido.
Quando fui assistir, já sabia que seria um filme sobre seita. O que inevitavelmente me levou a lembrar de The wicker man (1973), do qual é um dos meus favoritos de todos os tempos. Começamos vendo a moça protagonista que tenta, em uma viagem, esquecer ou se distrair de da tragédia de perder os pais e a irmã. Logo pensei que ela seria suscetível a entrar nesta tal seita, visto que é conhecido que os membros, muito carismáticos, procurem novos integrantes em pessoas que estão geralmente fragilizadas ou são muito crentes, seja em esoterismo ou o que for. Logo no início ao chegarem no local, dá pra perceber que há algo errado.
Então os jovens vão sumindo um a um, de maneira claramente fora da personalidade dos personagens, e os que sobram simplesmente dão de ombros. Isso me deixou com um sentimento de um roteiro preguiçoso. E a cada bizarrice que se seguia, esse sentimento se aprofundada. Sou muito acostumado a assistir filmes de longa duração, mas este me deixou extremamente enfadado no final.
E o final, meu Deus, o final. Uma imitação pálida e triste de The wicker man. Sim eu cheguei a sentir desprezo quando a cena do incêndio começou.
Esse filme pode ter suas nuances e seus significados ocultos, mas eu simplesmente não senti vontade de por meu cérebro pra trabalhar e tentar decifrar algo nisso tudo. Uma pena ter assistido esse filme depois de ouvir tantas opiniões altas sobre o mesmo. Se não fosse o caso, talvez meu desgosto seria menor. Enfim.
Os únicos louvores deste filme, ao meu ver, seriam:
- A trilha sonora por incluir músicas da banda Héroes del Silencio. - Rever Ana Torrent e me lembrar do filme Tesis/ Morte ao vivo. Um dos meus favoritos do gênero terror/suspense.
De resto apenas uma série de clichês cansativos e decepcionantes. Forçando uma explicação sobrenatural a uma série de eventos que poderiam ser muito bem, e melhor, explicados como sendo esquizofrenia ou surto psicótico. Enfim, decepção resume bem o que senti ao ver esse filme.
Sou intrigado com a história de Christine muito tempo antes de sequer sonhar que haveria um filme sobre isso. Como uma pessoa que sofre de depressão desde a infância, li um artigo sobre Christine Chubbuck aos meus treze anos. Desde então volta e meia eu penso sobre isso. Tudo sobre ela era muito escasso de informações e me encontrava perguntando se ela algum dia realmente existiu. Nenhum vídeo de seu programa era encontrado, apenas alguns poucos segundos em câmera lenta. Nem a voz dela era algo conhecido para mim (mas que felizmente pude ouvir ao assistir Kate plays Christine). Deixo claro que meu interesse nunca foi maldoso. Apenas me identifiquei fortemente com a personalidade autocrítica, com a depressão sofrida e por fim, com os pensamentos suicidas e desilusão. Qualquer um que leia alguma coisa sobre o caso já sabe o que esperar do filme, então acredito que o que escreverei em seguida não são spoilers e sim um esclarecimento:
Vi comentários dizendo que o filme é lento, meio sem graça para não dizer enfadonho, mas esse é o ponto. A vida de alguém com depressão não é algo empolgante, acelerado ou mesmo extremamente dramático. A tristeza muitas vezes se esconde na sutileza. No filme vemos o declínio do resto de esperança que ainda existia na protagonista. Não era muito, mas perder isso poderia ser devastador, e foi. Vemos uma pessoa com alguns sonhos e estes vão caindo por terra um a um, lentamente. Pode ser em torno de meses ou anos. Por isso o ritmo lento. Tanto a vida pessoal e profissional de Christine foi ladeira a baixo. Acho que se ela tivesse se salvado ao menos no trabalho (algo que era muito importante para ela, pelo visto), seu final talvez fosse diferente. Eu também sinto isso na pele. Ver tudo o que quero, por mais simples que seja, ser arruinado. Ver tudo o que desejo sendo concedido a outros, mas nunca chegando próximo a mim. É doloroso. A questão aqui não é o suicídio sendo algo fraco, questionável ou qualquer coisa. Ele simplesmente acontece. Isso não tem nada a ver com familiares ou quem está ao redor. É um conjunto de fatores que por vezes se junta a uma doença como a depressão e então se torna insustentável. Não entendo porque a sociedade insiste em demonizar pessoas que tem seu fim por este caminho. “Ah, mas tal pessoa nem sofreu tanto”. Isso não é uma olimpíada do sofrimento. Cada qual sabe o quanto que suporta.
O bom desse filme é não tratar isso como algo inspirador. Tudo o que senti foi o desespero e o vazio. A desistência pela vida. E o filme poderia muito bem ter parado no clímax final. Não foi bonito. Na serie Os treze porquês isso é tratado de forma romântica. Nela o suicídio não é realmente um suicídio e sim uma vingança. Tratar o tema assim é extremamente irresponsável, mas não vou me demorar falando sobre essa serie terrível.
Christine teve seus empurrões que a levaram a desistir da vida, mas o fato é: ela desistiu. Foi um direito dela. Seu suicídio iria ocorrer de qualquer forma. Pessoas não entendem que tratamentos e remédios às vezes simplesmente não funcionam. Em mim, pelo menos, agüentando-os por anos e anos, nunca funcionou. Outros simplesmente não querem viver. Analisam o existir e não encontram um ponto nisso, mas isso já é outro assunto que por sinal é bem extenso. Juntando o “útil ao agradável” ela acabou passando uma mensagem à violência banalizada. E que mensagem. Se você almoça todos os dias assistindo noticias de assassinatos, cenas de assassinatos ao vivo, estupros, etc e em alguns casos normalmente assiste a cenas de gore, o que é mais uma morte encharcada de sangue? Ficar muito chocado sobre isso é meio hipócrita. Mas, ah, é o estigma do suicido. E para isso existe o silencio. Que é exatamente o que o filme provoca no final. Aquele silencio incomodo, mas necessário e que sempre vai estar ligado ao “depois” da morte de um suicida. Acho difícil esse tema deixar de ser tabu, mas aqui está um bom filme para se fazer pensar. Dou apenas quatro estrelas como nota por se tratar de uma biografia, e como todas, pode estar sujeita a erros de julgamento que irritariam a própria pessoa alvo desta.
Faz muito tempo que não uso o filmow, mas ao ver essa série, tive de fazer uma nova conta (tinha deletado a anterior) e comentar.
Tenho pensamentos suicidas desde os doze. Passei por abuso sexual e físico na infância, bullying e outras coisas, tudo em meio a asperger e condições que não ajudaram em nada. Achei que poderia compreender a protagonista e até encontrar alguma identificação. Mas não. Tudo pareceu muito superficial, e não me refiro ao estupro e sim ao “resto” dos motivos.
O tal do suicídio vingança me incomodou. Fazer algo e colocar responsabilidades em outras pessoas não me é o ideal. Em um suicídio, claro que vários fatores contribuem, mas acho injustificado querer culpar e machucar alguém por mais escrota que a pessoa seja, com o ato de tirar a própria vida. Se for fazer, seja consciente e tenha “culhões” para assumir.
A verdade é que não suportei a romantização do tema. As razões, em sua maioria, estúpidas. Só fez engrossar mais aquele grupo que repete que suicídio é egoísta. Ficou tudo cheirando a MTV, malhação e novelas teen misturadas a um tema mais “escuro”.
Gosto da versão mais niilista do tema. Uma dica é o filme e livro “They shoot horses, don't they?” porém acho que esse é muito antigo e desconhecido para muitos.
Enfim, não consegui ver a série toda. Não simpatizei com nada da história e enquanto assistia só tinha o sentimento de que tudo era abordado de forma muito tola e até estereotipada. Pela nota aqui no filmow, com certeza tem quem goste, mas não foi o meu caso. Me custa a entender todo o hype que essa série conseguiu.
Eu Posso Ouvir o Oceano
3.2 228 Assista AgoraEu posso ouvir o tédio.
Não sei, talvez eu esperei mais do filme, por isso acabei me decepcionando. Ou talvez eu ainda esteja cansado dos adolescentes. Coisa que sentia mesmo quando eu próprio o era. O drama, oscilações de humor, etc. Realmente, vou pegar uma frase emprestada do personagem principal: isso é pior que novela.
Li por aí que esse seria um filme sobre um triângulo amoroso. Sim, esse clichê detestável. Mas, sinceramente, não consegui ver essa relação. Ou, vejamos. Tako não parece interessado em ninguém, ao ponto de, ao meu ver, parecer estar até sendo forçado às situações em que se encontra com Rikako. Ou, algo menos provável, mas que ainda faz mais sentido do que o súbito interesse amoroso dele por Rikako, ele parece se interessar por Yutaka, seu amigo.
Rikako, vou me poupar de palavras e simplesmente resumir essa personagem como irritante e insuportável. Certo, certo, ela é adolescente, está sofrendo com a separação dos pais e as mudanças que vem com isso, mas nada justifica tamanha imaturidade. Ela é uma típica adolescente que vive o drama e eu sou uma pessoa que sempre tive zero paciência para isso, então acho que foi exatamente esse o ponto que me fez desgostar ainda mais da personagem.
E então sobra Yutaka, o amigo de Tako, apaixonado por Rikako. Não há muito o que dizer sobre esse rapaz. Em minhas notas que usei para elaborar esse texto, eu apenas o resumi como: Yutaka: o cara que gosta da garota chata. E no final é isso, pelo menos para mim, o filme não mostra informações profundas para fazer um estudo de personagem não só do Yutaka, mas dos outros dois citados anteriormente.
É um filme para quem gosta do drama, puro e simples, e sem muita nuance. Que força um romance sem pé nem cabeça nos últimos minutos. Se você gosta desse tipo de filme, ótimo. Eu acho que ainda tinha de escrever algo mais sobre esse filme, mas como eu disse, acabei ouvindo o tédio e me perdendo nele. Então vou terminar por aqui.
Ah, uma das estrelas que dou como nota para o filme, é apenas pelo título, que é bonito e nostálgico por si só.
O Poço
3.7 2,2K Assista AgoraOk, o filme pode até tentar passar uma crítica social e o que for, porém isso foi feito de uma maneira preguiçosa. Se confiou demais em deixar tudo aberto, sugestivo, "no ar". O gore, as situações deploráveis e os personagens de moral duvidosa não salvaram o filme em nada. Na verdade, chegou a ter um exagero desnecessário.
Senti que faltou algo mais solido nesse filme. Logo no final, tudo o que me causou foi uma raiva por mais uma vez assistir um filme pretensioso que se agarra ao "conceito", paga de cult e fica apenas nisso. A primeira coisa que pensei quando os créditos finais surgiram, foi: esse filme riu da minha cara e me chamou de trouxa. Cheguei numa idade na qual não tenho mais paciência nem boa vontade com filmes desse tipo, embora, infelizmente, continuo dando de cara com eles.
Deixando Neverland
3.4 246 Assista AgoraEsse documentário foi algo difícil de se assistir. Em especial porque eu realmente gostava do trabalho do Michael Jackson. Das músicas, ao fato dele representar como o abuso infantil pode perturbar o ser humano, porém depois do que assisti, me incomoda até ouvir as músicas do mesmo. Não tem como.
É nojento. Não importa os abusos que Michael Jackson tenha sofrido, nada justifica. Ele tinha dinheiro e meios de tentar se tratar. No fundo, aposto que sabia que estava extremamente errado. Um homem tão genial na música, mas tão desprezível como pessoa.
É difícil. Às músicas dele me ajudaram em uma das fases mais difíceis da minha vida. Músicas que, por minha vontade, nunca voltarei a consumir. Para quem tem muito gatilho com questões de abuso, e principalmente pedofilia, recomendo que nem assista. Eu mesmo fiquei meio arrependido de ter visto isso.
Esse documentário me fez lembrar desta frase, do começo ao fim: nunca conheça seus heróis. E parece ser verdade, porque em geral só se tem decepção.
Possessão
3.9 662Ultimamente tenho tanta preguiça em tentar decifrar esses filmes confusos. Dificilmente me dou ao trabalho agora. Esse filme é bom. Complicado ao extremo, mas uma boa maneira de matar o tempo.
Tanto o marido traído, quanto a esposa são perturbados. Nada naquele relacionamento é minimamente normal. Ao decorrer dos eventos eu só ficava com dó do filho deles, que era claramente negligenciado e abusado. Sem falar no ambiente tóxico em que a criança vivia. A cena dele se afogando na banheira no final foi triste.
Atuação excelente da atriz principal. A cena no metrô foi muito bem feita.
O monstro me fez rir toda vez que aparecia. Piadinhas sobre hentai de tentáculos vieram a minha mente várias vezes durante o filme. Não tive maturidade para evitar. O que era esse monstro? De onde ele veio? Seria um aspecto psicológico da personagem principal? Não sei e não vou tentar entender tão cedo. Prefiro evitar dor de cabeça e ficar com a diversão do absurdo do filme.
Como disse, é um filme muito confuso, então é bom ter isso em mente ao assistir, e assim evitar desapontamentos. Muita coisa fica sem explicação. A história em si não faz muito sentido.
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraCerto, fui assistir esse filme de maneira despretensiosa, mas terminei com um sentimento tão indignado que resolvi escrever sobre. Spoilers abaixo:
Quando fui assistir, já sabia que seria um filme sobre seita. O que inevitavelmente me levou a lembrar de The wicker man (1973), do qual é um dos meus favoritos de todos os tempos. Começamos vendo a moça protagonista que tenta, em uma viagem, esquecer ou se distrair de da tragédia de perder os pais e a irmã. Logo pensei que ela seria suscetível a entrar nesta tal seita, visto que é conhecido que os membros, muito carismáticos, procurem novos integrantes em pessoas que estão geralmente fragilizadas ou são muito crentes, seja em esoterismo ou o que for. Logo no início ao chegarem no local, dá pra perceber que há algo errado.
Então os jovens vão sumindo um a um, de maneira claramente fora da personalidade dos personagens, e os que sobram simplesmente dão de ombros. Isso me deixou com um sentimento de um roteiro preguiçoso. E a cada bizarrice que se seguia, esse sentimento se aprofundada. Sou muito acostumado a assistir filmes de longa duração, mas este me deixou extremamente enfadado no final.
E o final, meu Deus, o final. Uma imitação pálida e triste de The wicker man. Sim eu cheguei a sentir desprezo quando a cena do incêndio começou.
Esse filme pode ter suas nuances e seus significados ocultos, mas eu simplesmente não senti vontade de por meu cérebro pra trabalhar e tentar decifrar algo nisso tudo. Uma pena ter assistido esse filme depois de ouvir tantas opiniões altas sobre o mesmo. Se não fosse o caso, talvez meu desgosto seria menor. Enfim.
Verônica: Jogo Sobrenatural
3.1 555 Assista AgoraOs únicos louvores deste filme, ao meu ver, seriam:
- A trilha sonora por incluir músicas da banda Héroes del Silencio.
- Rever Ana Torrent e me lembrar do filme Tesis/ Morte ao vivo. Um dos meus favoritos do gênero terror/suspense.
De resto apenas uma série de clichês cansativos e decepcionantes. Forçando uma explicação sobrenatural a uma série de eventos que poderiam ser muito bem, e melhor, explicados como sendo esquizofrenia ou surto psicótico. Enfim, decepção resume bem o que senti ao ver esse filme.
Christine
3.7 215Sou intrigado com a história de Christine muito tempo antes de sequer sonhar que haveria um filme sobre isso. Como uma pessoa que sofre de depressão desde a infância, li um artigo sobre Christine Chubbuck aos meus treze anos. Desde então volta e meia eu penso sobre isso. Tudo sobre ela era muito escasso de informações e me encontrava perguntando se ela algum dia realmente existiu. Nenhum vídeo de seu programa era encontrado, apenas alguns poucos segundos em câmera lenta. Nem a voz dela era algo conhecido para mim (mas que felizmente pude ouvir ao assistir Kate plays Christine). Deixo claro que meu interesse nunca foi maldoso. Apenas me identifiquei fortemente com a personalidade autocrítica, com a depressão sofrida e por fim, com os pensamentos suicidas e desilusão. Qualquer um que leia alguma coisa sobre o caso já sabe o que esperar do filme, então acredito que o que escreverei em seguida não são spoilers e sim um esclarecimento:
Vi comentários dizendo que o filme é lento, meio sem graça para não dizer enfadonho, mas esse é o ponto. A vida de alguém com depressão não é algo empolgante, acelerado ou mesmo extremamente dramático. A tristeza muitas vezes se esconde na sutileza. No filme vemos o declínio do resto de esperança que ainda existia na protagonista. Não era muito, mas perder isso poderia ser devastador, e foi. Vemos uma pessoa com alguns sonhos e estes vão caindo por terra um a um, lentamente. Pode ser em torno de meses ou anos. Por isso o ritmo lento. Tanto a vida pessoal e profissional de Christine foi ladeira a baixo. Acho que se ela tivesse se salvado ao menos no trabalho (algo que era muito importante para ela, pelo visto), seu final talvez fosse diferente. Eu também sinto isso na pele. Ver tudo o que quero, por mais simples que seja, ser arruinado. Ver tudo o que desejo sendo concedido a outros, mas nunca chegando próximo a mim. É doloroso. A questão aqui não é o suicídio sendo algo fraco, questionável ou qualquer coisa. Ele simplesmente acontece. Isso não tem nada a ver com familiares ou quem está ao redor. É um conjunto de fatores que por vezes se junta a uma doença como a depressão e então se torna insustentável. Não entendo porque a sociedade insiste em demonizar pessoas que tem seu fim por este caminho. “Ah, mas tal pessoa nem sofreu tanto”. Isso não é uma olimpíada do sofrimento. Cada qual sabe o quanto que suporta.
O bom desse filme é não tratar isso como algo inspirador. Tudo o que senti foi o desespero e o vazio. A desistência pela vida. E o filme poderia muito bem ter parado no clímax final. Não foi bonito. Na serie Os treze porquês isso é tratado de forma romântica. Nela o suicídio não é realmente um suicídio e sim uma vingança. Tratar o tema assim é extremamente irresponsável, mas não vou me demorar falando sobre essa serie terrível.
Christine teve seus empurrões que a levaram a desistir da vida, mas o fato é: ela desistiu. Foi um direito dela. Seu suicídio iria ocorrer de qualquer forma. Pessoas não entendem que tratamentos e remédios às vezes simplesmente não funcionam. Em mim, pelo menos, agüentando-os por anos e anos, nunca funcionou. Outros simplesmente não querem viver. Analisam o existir e não encontram um ponto nisso, mas isso já é outro assunto que por sinal é bem extenso. Juntando o “útil ao agradável” ela acabou passando uma mensagem à violência banalizada. E que mensagem. Se você almoça todos os dias assistindo noticias de assassinatos, cenas de assassinatos ao vivo, estupros, etc e em alguns casos normalmente assiste a cenas de gore, o que é mais uma morte encharcada de sangue? Ficar muito chocado sobre isso é meio hipócrita. Mas, ah, é o estigma do suicido. E para isso existe o silencio. Que é exatamente o que o filme provoca no final. Aquele silencio incomodo, mas necessário e que sempre vai estar ligado ao “depois” da morte de um suicida. Acho difícil esse tema deixar de ser tabu, mas aqui está um bom filme para se fazer pensar. Dou apenas quatro estrelas como nota por se tratar de uma biografia, e como todas, pode estar sujeita a erros de julgamento que irritariam a própria pessoa alvo desta.
13 Reasons Why (1ª Temporada)
3.8 1,5K Assista AgoraFaz muito tempo que não uso o filmow, mas ao ver essa série, tive de fazer uma nova conta (tinha deletado a anterior) e comentar.
Tenho pensamentos suicidas desde os doze. Passei por abuso sexual e físico na infância, bullying e outras coisas, tudo em meio a asperger e condições que não ajudaram em nada. Achei que poderia compreender a protagonista e até encontrar alguma identificação. Mas não. Tudo pareceu muito superficial, e não me refiro ao estupro e sim ao “resto” dos motivos.
O tal do suicídio vingança me incomodou. Fazer algo e colocar responsabilidades em outras pessoas não me é o ideal. Em um suicídio, claro que vários fatores contribuem, mas acho injustificado querer culpar e machucar alguém por mais escrota que a pessoa seja, com o ato de tirar a própria vida. Se for fazer, seja consciente e tenha “culhões” para assumir.
A verdade é que não suportei a romantização do tema. As razões, em sua maioria, estúpidas. Só fez engrossar mais aquele grupo que repete que suicídio é egoísta. Ficou tudo cheirando a MTV, malhação e novelas teen misturadas a um tema mais “escuro”.
Gosto da versão mais niilista do tema. Uma dica é o filme e livro “They shoot horses, don't they?” porém acho que esse é muito antigo e desconhecido para muitos.
Enfim, não consegui ver a série toda. Não simpatizei com nada da história e enquanto assistia só tinha o sentimento de que tudo era abordado de forma muito tola e até estereotipada. Pela nota aqui no filmow, com certeza tem quem goste, mas não foi o meu caso. Me custa a entender todo o hype que essa série conseguiu.