Creio que o filme gira em torno da questão filosófica da verdade: até que ponto somos capazes de reconstruir a verdade, de ter acesso a ela para além da narrativa. A questão é típica da filosofia europeia continental: será que conseguiríamos compreender a verdade a não ser através de jogos de linguagem? Acho que o diretor brinca com isso... ele constrói uma narrativa do ponto de vista do acusado (Lucas) e nos faz nos sentirmos empáticos para com ele. Mas a interrogação que ficou pra mim foi: a narrativa que nos foi mostrada, centrada no acusado, é apenas uma das possíveis narrativas. Como a maioria dos filmes europeus, neste há um amplo espaço interpretativo. Por mais que a narrativa da inocência seja a mais coerente, só tivemos acesso a ela, e não a "verdades" que podem ter sido encobertas... (por exemplo, não há uma narrativa centrada na suposta vítima, Klara)... por isso acho que o filme não é conclusivo de nenhuma forma, mas reflexivo, nos faz raciocinar sobre nossa capacidade de conhecer. (Não sei se estou viajando completamente, mas foi essa impressão que ficou pra mim...)
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A Caça
4.2 2,1K Assista AgoraCreio que o filme gira em torno da questão filosófica da verdade: até que ponto somos capazes de reconstruir a verdade, de ter acesso a ela para além da narrativa. A questão é típica da filosofia europeia continental: será que conseguiríamos compreender a verdade a não ser através de jogos de linguagem? Acho que o diretor brinca com isso... ele constrói uma narrativa do ponto de vista do acusado (Lucas) e nos faz nos sentirmos empáticos para com ele. Mas a interrogação que ficou pra mim foi: a narrativa que nos foi mostrada, centrada no acusado, é apenas uma das possíveis narrativas. Como a maioria dos filmes europeus, neste há um amplo espaço interpretativo. Por mais que a narrativa da inocência seja a mais coerente, só tivemos acesso a ela, e não a "verdades" que podem ter sido encobertas... (por exemplo, não há uma narrativa centrada na suposta vítima, Klara)... por isso acho que o filme não é conclusivo de nenhuma forma, mas reflexivo, nos faz raciocinar sobre nossa capacidade de conhecer. (Não sei se estou viajando completamente, mas foi essa impressão que ficou pra mim...)