A Caça

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A Caça (2012)
Média do filme: 4.2 de 5 — baseado em 20349 votos
MÉDIAFILMOW
4.2
20349 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Thomas Vinterberg
Data de lançamento 20 Maio 2012 Outras datas
Duração 115 min (1h55)
Classificação indicativa de A Caça: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos

Dirigido por

Data de lançamento

20 Maio 2012

Duração

115 minutos Classificação indicativa de A Caça: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Lucas acaba de dar entrada em seu divórcio. Ele tem um novo emprego na creche local, uma nova namorada e está ansioso pela visita de natal de seu filho, Marcus. Mas o espírito de natal desaparece quando Klara, uma aluna de cinco anos de idade, faz uma acusação de abuso sexual contra Lucas, o que desencadeia o ódio de toda a comunidade em que ele vive.

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VisionQuest

Comentários 1
amigos querem ver
brunomarcelod34210771fe842be
Bruno
½
6 dias atrás

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Mataram a cachorrinha dele e no final ele ainda ficou de boa com o pessoal que o esculhambou com ele...

Ah, Professor Lucas... Lhe faltou foi muito ódio.

Nossa, que raiva.

danylleao
danylleao
½
1 mês atrás

Falsos boatos acabam com a reputação das pessoas e mancham a vida delas pra sempre. [Spoilers] Atuação impecável do Mads Mikkelsen, que entregou uma vulnerabilidade e sensibilidade em cena. O personagem conseguiu imprimir esse pavor e medo de ser julgado no espectador, ao mesmo tempo em que a direção e enredo do Vinterberg nos colocam no papel do julgador muitas vezes. Mesmo sabendo da injustiça que estava sendo feita, nos perguntamos várias vezes se ele era inocente mesmo e procuramos outros culpados durante o filme. Essa necessidade de apontar alguém para o abate é o que faz pessoas inocentes sofrerem linchamento público em situações que ainda estão em processo na Justiça. A comunidade se junta e cria um júri coletivo na rua e decreta o que vai ser da vida (ou morte) da pessoa. É necessário ter muita cautela em situações como essa, nosso raciocínio moral lógico versus o emocional entra em atrito constante. Temas delicados geram revolta imediata na população quando divulgados pela mídia. Essa sensação de impunidade e proteção do Estado reverbera nos cidadãos que agem com independência. Esse filme me lembra muito o episódio White Bear de Black Mirror, porque o esquema de punição é o mesmo. Ainda nem havia investigação adequada e a comunidade já estava punindo o Lucas e a família dele, agredindo, matando o cachorro, espalhando o boato como dado verdadeiro (e nem era). Em Black Mirror o processo é outro, mas a semelhança é em como as pessoas assistem a tudo, sem interferir em nada (no sentido de parar a punição coletiva), essa coisa de fazer justiça com as próprias mãos acaba transformando as pessoas em seres tão cruéis quanto quem tá sendo acusado justamente ou injustamente (falando com imparcialidade sobre o filme, pois minha opinião é super radical com relação a pessoas que encostam em crianças, eu não tenho pena). É compreensível certo comportamento da população em lugares onde a justiça é lenta e a sensação é de impunidade eterna, ainda mais em países onde o Estado tem toda uma estrutura que protege abusadores, pedófilos, traficantes de pessoas, entre outros criminosos. Em BM a Victória é culpada, mas sem memória e sem saber o que fez, ela é torturada diariamente pela população como se punir os outros fosse um espetáculo divertido, quando na verdade transforma quem pune em uma espécie de pessoa tão cruel quanto (no sentido de cometer crimes, obviamente o nível do crime dela é muito pior). As pessoas vão condenar aquela pessoa pra sempre, seja ela culpada como a personagem de BM ou inocente como o Lucas em The Hunt. O final escancara isso, a sensação de segurança pra quem conseguiu provar a própria inocência continua nula. Onde a pessoa estiver, vai receber olhares estranhos, vai sentir a rejeição no ar, não vai ter a família incluída em quase nada e sempre vai ter alguém perseguindo online ou presencialmente. No caso de quem cometeu algum crime não tão grave, essa sensação de opressão ainda vai criar uma barreira impedindo a pessoa de se ressocializar e se reabilitar. Um bom exemplo disso está no filme Steve, alguns jovens nem querem mais mudar porque a sociedade já definiu que eles são delinquentes e sem solução, então alguns abraçam esse destino definido pela sociedade. A pessoa simplesmente aceita de vez aquela identidade que todo mundo impôs pra ela por falta de forças pra lutar contra (não é o caso do Lucas, porque ele realmente é inocente, mas é importante abordar esse outro lado, que acaba sendo uma consequência a longo prazo). Até o último segundo que pôde o Lucas se esforçou contra esse rótulo que foi imposto a ele, mas na última cena fica nítido que tudo o que ele fez durante o enredo inteiro não valeu de nada e que esse título injusto não vai sair da vida dele nunca. Sobre o roteiro, é brilhante! Mas sinto que as cenas de nudez total se fossem retiradas não fariam a menor diferença na trama, não agregam em nada. O roteiro acerta muito em mostrar diferentes perspectivas de julgadores. As pessoas eram extremamente unidas e depois em poucas horas já crucificaram o Lucas sem nem ter certeza de nada. Outra coisa que o roteiro destrincha muito bem, o fato de que crianças mentem. Há uma tendência natural de acharmos que crianças não mentem sobre temas sérios, mas a verdade é que a criança tem um nível de agreeableness altíssimo. Logo, diante de qualquer frase terminada em "foi isso que aconteceu?", a maioria das crianças vai responder que sim sem nem analisar o que foi, pois crianças não têm maturidade de pensamento formada, não fazem ideia das consequências das mentiras que contam na vida do outro. O interrogatório foi feito de forma inadequada, o correto seria deixar a criança falar, ao invés de colocar palavras na boca da criança. Sobre a falsa acusação, a criança deve ter tido algum background ligado a esse tema pesado, pois dificilmente coisas graves sairiam da boca de uma criança sem que ela tenha visto ou ouvido algo semelhante, por isso todo cuidado é pouco quando os envolvidos são da idade delas. Trabalhar com crianças por si só já é um desafio, crianças tem um imaginário enorme e fértil, mas muitas são puras e não mentem. O importante é analisar a situação com cautela e abrir uma investigação. Lembrando que como eu citei, alguns lugares não colaboram, o que acaba "justificando" a iniciativa popular de querer ver algo sendo feito para parar aquilo. No Brasil, por exemplo, fazer justiça com as próprias mãos é crime previsto em lei. O artigo 345 chamado de "Exercício arbitrário das próprias razões" e a sentença está relacionada ao crime cometido (homicídio, por exemplo), então na ânsia de ser um juiz protetor, a comunidade acaba cometendo crimes também. E com isso, qual a diferença entre ela e o criminoso? Que realmente cometeu o crime ou não. Francis Bacon tem uma frase que se encaixa perfeitamente aqui, "A vingança é uma forma de justiça selvagem. Quanto mais a natureza humana corre em direção a ela, mais a lei deve eliminá-la". Nietzsche também disse que quando a gente luta com monstros devemos ter cautela pra não virarmos um, porque se olharmos muito para um abismo, ele vai olhar de volta pra gente. Essa obsessão por justiça vai consumindo e acabando com a pessoa, pessoas "de bem" matam cachorros, agridem pessoas e maltratam inocentes e suas famílias? Fica o questionamento. O filme passa essa vibe de opressão com as cores da edição e a paleta de roupas, ambientação e objetos é toda pálida do início ao fim das acusações contrastando com a alegria inicial na floresta e no lago. Os lugares são fechados e claustrofóbicos em certos momentos aumentando essa agonia em quem está assistindo. Lugares em que a gente conhece como seguros: igreja, mercado, casa própria, a escolinha, acabam se tornando extremamente opressivos conforme tudo acontece. Ótima direção de fotografia da Charlotte Bruss. As cenas filmadas bem de perto são um acerto enorme. O final do filme é bem frio, um soco no estômago, não tem alegria e nem vingança como na maioria dos filmes, deixado assim pra provocar a gente, propositadamente. Mesmo com todo o esforço do protagonista pra fazer tudo certinho, a mentira, assim como na vida real, não tem freio. Um papel comprovando inocência não é o bastante pra limpar totalmente uma má reputação. Os créditos passam deixando esse desconforto, não há final feliz.

dudafelicia15
Maria Eduarda Faria
½
1 mês atrás

Nunca mais pisaria nessa cidade e jamais falaria com esses caras de novo. Menininha mentirosa. Por isso não gosto de criança. Mentem que nem sentem.

je2018
Jefferson A.
½
2 meses atrás

4,5 por causa do final meia boca.
Mas, que filme meus amigos. Angustiante. Narrativa espetacular. Atuações incríveis.

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Psicologia
por erciobamberg

Elenco de A Caça

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Mads Mikkelsen 254 4,4K

Mads Mikkelsen

(Lucas)
Alexandra Rapaport 1 6

Alexandra Rapaport

(Nadja)
Anne Louise Hassing 1 10

Anne Louise Hassing

(Agnes)
Annika Wedderkopp 7 25

Annika Wedderkopp

(Klara)
Lars Ranthe 0 4

Lars Ranthe

(Bruun)
Lasse Fogelstrom 2 6

Lasse Fogelstrom

(Marcus)

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