Uma temporada estranha, rasa e principalmente, enfadonha.
Primeiramente, confesso que iniciei os episódios da segunda temporada no primeiro fim de semana após o lançamento. Com o passar dos episódios, fui percebendo os problemas, as incoerências e no pobre roteiro da série. Não consigo acreditar que a mesma equipe que fez a incrível primeira temporada, é a responsável por estragar uma das melhores ideias que esse mundo já viu. O cancelamento da série me desanimou a ponto de deixar o último episódio da temporada para trás, já que preferi não consumar o estrago que fizeram. Recentemente, criei coragem e a decepção ficou completa.
Falando em personagens, tivemos a coroação da Riley como a pior sensate do mundo (feat. atuação fraca e risível); Will perdeu toda sua razão de existir desde o momento que fez casalzinho com a Riley (as cenas dos dois são péssimas e extremamente chatas); Wolfgang perdeu sua força e presença; o brilho do Capheus foi embora com o antigo intérprete (que nem merece ser citado, pelos boatos/razões que rondam sua saída da série); Lito expõe quão limitada é a atuação do Miguel e Nomi fez figuração (pelo amor de Deus que lastima deixar essa mulher de lado). Os únicos personagens que mereceram atenção foram a Sun, que é a representação da força feminina (feat. suas excelentes cenas com seu quase par romântico) e Kala que deixou de ser subaproveitada e mostrou a que veio.
Falando no roteiro e nos episódios em si, só consigo sentar e chorar. O sucesso da série fez brotar em tela (em níveis alarmantes) o fan service. Não interessa o que, como e onde, vamos fazer o que os fãs querem que a gente faça. Ceder a isso foi o pior erro cometido pelos produtores. Nem mesmo os aspectos técnicos se salvam, já que a interação entre os sensates teve qualidade quase zero (no momento da troca de perspectiva principalmente) e o amontoado de cenas anticlimáticas e questionáveis (exaltando aqui o excelente SQN episódio final da temporada).
Expectativas para o final? Zero. Sense8 oficialmente está, pelo menos pra mim, na categoria das séries inassistíveis.
Uma temporada anticlimática e recheada de pequenos equívocos. Meredith evoluiu como personagem e começou a demonstrar a excelente cirurgiã que será (apesar de um subaproveitamento na primeira metade da temporada). O plot do Derek é bem desenvolvido e coerente com seu perfil, demonstrando sua ambição para chegar ao topo da hierarquia do hospital. A relação entre Derek e Meredith, inclusive, merecia mais destaque, mas nada que tenha atrapalhado o principal casal da série. Cristina recebe a pior história de todos os tempos, quando é rebaixada a uma relação amorosa questionável. Hunt (excelente aquisição da temporada anterior, diga-se de passagem) mostra-se um personagem nada admirável e com dúvidas incoerentes. Teddy tem uma presença antipática (Kim Raver contribui com isso) e serve apenas para atrapalhar a relação de Cristina e Hunt (o que é péssimo). Sloan perde força e a atuação de Eric Dane me incomodou profundamente. Miranda está ótima no seu plot "mãe solteira" e continua sendo a responsável pelas melhores interações entre médico-pacientes. O alcoolismo do Dr. Richard Webber é colocado em pauta no momento certo e contribuiu pra movimentar a história (adorei as cenas entre Richard e Meredith). O desfecho (se é que pode ser chamado assim) da Izzie é inaceitável e incoerente (os primeiros episódios da temporada são complicados e enfadonhos justamente por isso). Callie e Arizona (o melhor casal desde sempre) caem na questão "filhos" numa velocidade absurda, passando a ideia de algo acelerado e inapropriado para o momento, já que elas estão juntas a pouco tempo. Os novos internos oriundos da fusão com o Mercy West surgem com zero carisma (ocupando espaço de tela além do necessário) e somente nos dois últimos episódios entendemos o motivo da inserção de Adamson, Percy, April e Avery na trama. Não consigo decidir meu personagem favorito nessa temporada, fico dividido entre: Lexie e Karev. Lexie recebeu meu desprezo desde que apareceu na tela temporadas atrás, mas a separação mostrou uma Lexie mais leve, divertida e interessante (Lexie platinada feelings). Karev é meu favorito desde sempre, pois é um personagem cheio de camadas (claro que seu jeito de "macho sem sentimentos" ajuda) e demonstra a cada episódio o grande cirurgião que será, sensível aos pacientes e inteligente ao extremo. PS: Lexie e Karev poderiam ficar juntos para sempre, obrigado. O saldo final é positivo, mas considero a sexta temporada um amontoado de decisões dramatúrgicas desinteressantes e criadas somente pra "dificultar" o que já temos certeza (romances, amizades, capacidades, etc.).
Uma série tensa, soturna e incrível. Marty é um anti-herói que consegue despertar vários sentimentos no público, eu me vi torcendo e preocupado com o personagem, sua história convence e é crível (e a atuação do Jason Bateman é irrepreensível, um show). Wendy (assim como Marty) representa as fragilidades do ser humano e suas imperfeições (com o decorrer da temporada suas atitudes vão se "justificando" ou fazendo sentido apenas) e é importante citar o banho de atuação da Laura Linney. Jonah cresce como personagem gradativamente e suas sequências são ótimas (torcendo pra uma maior parceria com Buddy e com o Tuck). Charlotte ganha menos relevância que o irmão e recai no clichê de jovem adolescente descobrindo a vida. Ruth tem força e é uma das melhores personagens da série, pois é imprevisível e firme. Russ e Roy Petty têm química e suas cenas são intensas. Jacob, Darlene, Rachel e Mason são bons personagens e cumprem sua função. Quanto ao Del Rio só acho o Esai Morales inexpressivo e mecânico demais pra figura que deveria amedrontar todo mundo, o que tira a força de seu vilão. Alguns outros personagens parecem sobrar na tela ou tem pouca função na condução do enredo (o que não atrapalha, mas nada acrescenta). Ozark me surpreendeu do início ao fim e é até o presente momento minha série favorita do ano. Ansioso pela segunda temporada e pela volta dessa série maravilhosa.
Uma série sensível, envolvente e simples. Sam é aquele protagonista que desperta vários sentimentos, muito em razão de sua condição, mas também pela forma como sua vida é apresentada e refletida na tela (mesmo com certo didatismo o mérito é grande). Sua interação com Paige é incrível e todas as suas sequências aquecem o coração. Casey e Evan me conquistaram aos poucos e adorei o desenvolvimento de suas histórias. Doug despertou um sentimento ruim no início, pois não aceito esse tipo de distanciamento entre pai e filho (ainda mais dentro desse contexto), é cruel e egoísta, mas com o tempo ele desperta alguma coisa boa (que ainda não sei o que é). Elsa é complexa, mas me incomoda a tentativa de vilanizar suas atitudes (Nick só representa a necessidade de fuga de uma mãe vários anos após o diagnóstico de Sam). Julia cumpre sua função, mas senti um destaque grande pra pouca história. Zahid é o alívio cômico necessário, mas além do que acho importante pro desenvolvimento da série (o grande mérito da amizade entre ele e Sam, é o fato do autismo nem ser uma questão, pois sempre é tratada de forma natural, como deve ser). O saldo final é altamente positivo e aguardo ansiosamente a sequência dessa história.
Uma temporada apoteótica, grandiosa e cercada de fan service. Pontos altos: a transformação e exaltação girl power da Sansa; a saga de Daenerys na busca por aliados; Tyrion em Meereen exaltando suas maiores qualidades, diálogos rápidos e engraçados e suas interações com Varys (além da ótima cena com a Daenerys no episódio final); Cersei destruindo tudo como sempre (tanto literalmente quanto Lena Headey dando um banho de atuação); a saga de Margaery pra conquistar a confiança do Alto Pardal (sentirei sdds da Natalie Dormer); Ramsay sendo a pior pessoa do mundo desde sempre (com direito a um final mais que merecido); a regeneração de Theon e tudo que ele fez pra ajudar Sansa; as visões do Bran (tanto pelas revelações do passado, quanto pela representação dessas cenas); Olenna Tyrell que só de aparecer já é um show a parte; Lyanna Mormont com suas falas poderosas (palmas pra Bella Ramsey); os efeitos especiais dos episódios 5, 9 e 10 com destaque para os White Walkers, as cenas da batalha e os dragões (que dessa vez tiveram efeitos excelentes e realistas); ao roteiro e direção da maioria dos episódios; e as participações ainda que pontuais, porém precisas dos personagens: Melisandre, Littlefinger, Davos, Samwell, Tormund e Brienne (já estou querendo esses dois juntos), Daario, Broon, Gilly, Yara, Jorah e Hodor (lágrimas escorrendo aqui). Pontos baixos: o subaproveitamento do Jaime (pela segunda temporada consecutiva); todo o plot da Arya, cercado de momentos inverossímeis e decisões equivocadas (Arya imortal?); Davos pedindo auxílio a Melisandre pra ressuscitar o Jon Snow, sendo que ele é a pessoa que mais detesta a presença dela no mundo, além do fato dele questionar a morte de Shireen dez episódios mais tarde; as sequências e discursos intermináveis do Alto Pardal; a atuação pífia do Dean-Charles Chapman (piorando ainda mais o já péssimo Rei Tommen) e do Jacob Anderson (engessando ainda mais o já inexpressivo Verme Cinzento); todo o enredo de Dorne que não faz qualquer sentido; e a falta de lógica temporal e espacial de algumas tramas (Arya, Littlefinger e Varys fazem teletransporte). Mesmo com alguns percalços, Game of Thrones nos presenteia com mais uma excelente temporada, incríveis episódios (principalmente o 10, que se transformou no meu favorito da série) e caminha para um final épico e histórico.
Uma temporada questionável, inconsistente e intragável. Pontos baixos: a representação equivocada e mal feita de Dorne (foi tudo somente um pretexto pra matar a princesa no final); o romance que ninguém se importa entre Missandei e Grey Worm; as mil cenas de Sam e Goiva que não servem pra nada; as decisões envolvendo Shireen (altamente desnecessárias e chocantes); a desconstrução de Sansa (uma personagem foda como ela não se sujeitaria a algumas passagens mostradas na série); as constantes interpretações fracas de Emilia Clarke e Kit Harington (sem emoção alguma); os efeitos especiais do voo do Drogon no episódio 09; a inverossímil venda de Sor Jorah e Tyrion (só pra não ir direto ao ponto); as trezentas mil cenas de nudez gratuitas; alguns diálogos ruins e mal adaptados; além do pior rei de todos os tempos, mais conhecido como Tommen (interpretação fraquíssima inclusive). Pontos altos: Cersei é realmente a dona do mundo e Lena Headey é a melhor atriz da série; a história de Arya que é interessante e a Maisie é incrível (apesar desse plot ter sido lento no desenvolvimento); as sequências e diálogos entre Tyrion, Varys e Sor Jorah; Margaery e sua rivalidade com Cersei (adoro a atuação da Natalie Dormer); Stannis despertando uma torcida (mas estragando tudo no episódio 9 feat. final mais que merecido); a tensão instaurada entre Roose e Ramsay (com uma interpretação incrível); as cenas de luta bem coreografadas; os efeitos especiais dos dragões (exceto o voo) e o excelente episódio 8 (que foi de arrepiar); a decisão final envolvendo Jon Snow (não pelo ato em si, mas por fazer sentido naquele contexto); e menções a personagens ótimos desde sempre: Brienne, Littlefinger, Davos, Jaime, Melisandre, Tormund e Jaqen H'ghar. O saldo final é mediano e a quinta temporada fica marcada como aquela que foi somente um grande OK.
Uma temporada filosófica, reflexiva e mal compreendida por muitos. Muitos reclamaram do ritmo da série, de episódios enfadonhos, decisões dramatúrgicas erradas, falhas de roteiro, etc. Desde a quinta temporada eu decidi assistir a temporada somente após a conclusão de todos os episódios. TWD funciona melhor como maratona, pois no episódio semana a semana sua essência se perde e não causa o impacto necessário (dessa forma o ritmo e a interpretação dos fatos são diferentes, acreditem). TWD sempre foi (pelo menos pra mim) uma série para pensar sobre a vida, já que os personagens são colocados em situações limítrofes, mas refletem muito do que nós realmente somos ou a forma como agimos. E essa temporada (assim como a quinta) acertou em cheio e conquistou meu coração. Vários personagens ganharam o espaço merecido e pudemos explorar melhor suas ações e comportamentos, cito aqui: Rosita, Eugene, Tara, Spencer, Jesus, Dwight e Sasha (numa despedida poética). Alguns ainda são mal aproveitados, como o Aaron, Padre Gabriel, Eric e Olívia. Outros recuperaram a essência e a importância dentro da série, casos de Carol, Daryl e Morgan. Rick e Michonne desenvolvem uma relação consistente e crível, sem exageros ou erros de condução (simplesmente amo suas interações). Carl mostra força e crescimento como personagem (e sua parceria com Enid é ótima). Maggie precisa lidar com o luto e o seu "despertar da força" (narração final incrível, vale mencionar). Ezekiel e sua Shiva são brilhantes em cena e toda a mitologia envolvida engrandece a série. Negan e sua Lucille são uma ameaça sentida em todos os momentos e causam a repulsa necessária (pausa pra lembrar do excelente primeiro episódio), mas no caso do Negan queria menos teatralidade em alguns diálogos pra não prejudicar a atuação irrepreensível do Jeffrey Dean Morgan. Mesmo considerando as falhas de efeitos visuais e ritmo em alguns momentos, recuperei meu amor pela série (perdido na problemática sexta temporada). A guerra vem aí e eu não vou perder!
Um filme leve, sensível e divertido. É um grande clichê, mas bem feito. Paul Rudd e Craig Roberts têm a química perfeita desde a primeira cena. Ambos são irônicos, sarcásticos e permitem que aos poucos suas vidas se complementem. Selena Gomez e sua Dot têm o tom e importância na medida certa (e as cenas Trevor feat. Dot dão um calorzinho do coração, pois muito amor). Elsa e Peaches aparecem com menor destaque, mas cumprem seu papel. Porém, o melhor do filme está naquilo que não é dito, aquilo que fica subentendido. Mil pontos e todo o meu amor por esse filme.
Um filme fraco e desonesto com sua história de origem. São tantos erros que eu considero a maior decepção cinematográfica que já tive. História pouco atraente, personagens mal desenvolvidos, atuações risórias (todos os rangers são interpretados por atores péssimos), efeitos visuais confusos e pouco elaborados, humor fora de tom, recursos dramáticos pouco convincentes, justificativas narrativas simplórias, etc. Um dos grandes problemas é o fato do filme ignorar a mitologia da série (seja visual ou estrutural) pra contar uma história péssima. O "galhofa" é o melhor elogio pra série original e sua modernização causa repulsa e tédio (o que é lamentável).
Um final agridoce pra uma temporada questionável. Annalise é exigida ao máximo através da quebra de todas as suas camadas profissionais e pessoais (principalmente) e o show de atuação da Viola continua memorável. Wes deixa de ser o personagem mais insuportável do mundo no momento certo (considerando o desfecho de sua participação e seus efeitos gerais), o romance com Laurel ajuda nessa mudança e mesmo que a química do casal oscile consideravelmente é possível torcer pela felicidade de ambos (Karla Souza mostrando que é a melhor força do elenco jovem, palmas). Michaela ganha merecidamente um devido destaque e sua parceria com o Asher é incrível (por mais momentos desse casal maravilhoso). Continuo odiando os plots do Connor e Oliver, pois enfadonhos (e a atuação do Jack Falahee piora a cada temporada, lamentável). Frank tem bons momentos, mas na essência fica artificial demais e inverossímil (já que de matador badass ele se transforma num ser perturbado e culpado). Bonnie tem mais destaque que nos anos anteriores, mas deixa um gostinho de subaproveitamento, o que é triste já que Liza Weil é irretocável como atriz. Nate é uma incógnita, pois sua permanência na série não se justifica. Essa temporada apresentou novos personagens e alguns não tiveram razão de existir e comprometeram o roteiro (já que antes tudo fazia sentido e se encaixava). A série ainda vale a pena, mas algumas decisões dramatúrgicas podem causar o esgotamento da fórmula, afinal cliffhangers sem sentido e razão de ser não levarão a série pra lugar nenhum.
Um filme sensível, íntimo e simples. A primeira fase é a mais admirável. Little é maravilhoso e seus silêncios desmontam qualquer pessoa. A interação com o Juan é o ponto alto do filme (Mahershala super mereceu o Oscar) e após a cena dos questionamentos na mesa dá vontade de pegar esse menininho no colo, pois lindo! A segunda fase mantém a essência da história e rende excelentes momentos, principalmente "mãe e filho". As descobertas do personagem são construídas de forma natural e sem apelação. Nesse momento fica muito claro que num filme as coisas não precisam ser ditas ou explicadas, e sim sentidas. Quem passou por esse processo de auto conhecimento se identifica com cada questionamento ou suposição. A terceira fase perde um pouco da força (muito por causa da atuação do Trevante Rhodes que é infinitamente inferior aos outros dois atores) e muito da essência do personagem se perde (e não estou falando das mudanças físicas visíveis, mas principalmente o olhar). André Holland é um deslumbre de ator e queria muito mais. Moonlight é uma história sincera e corajosa, mil pontos pra todos os envolvidos.
Uma série inteligente e muito original. Sheila e Joel são incríveis juntos e têm o tempo certo da comédia. Suas expressões e reações são certeiras e pontuam a excelente química do casal. Adorei a abordagem do "ser zumbi", pois foge da maioria dos filmes/séries que vemos por aí (amei as referências a The Walking Dead, mas principalmente Dexter). Abby tem bons momentos, mas é engolida pelo Eric e sua performance peculiar de um nerd conhecendo o mundo. Por mais que algumas piadas estejam fora do tom ou se repitam mais que o necessário a série faz rir e gera momentos de reflexão. Quero mais!
Uma série nostálgica e eficiente. Minha personagem favorita é a Eleven e os motivos são muitos. A atuação de Millie Bobby Brown é perfeita, onde olhares e expressões faciais dizem tudo. Fora isso, a personagem é incrível e cheia de nuances. Mike é o favorito no grupo dos meninos pela sua sensibilidade e a interação com Eleven rende excelentes cenas (sim, estou me referindo a cena do último episódio). Todo o meu amor pra ambos. Dustin funciona como alívio cômico e Lucas é o adulto-mirim do grupo e ambos são ótimos em cena. Nancy cresce na temporada e rende ótimos momentos ao lado do Jonathan. Steve está ali pra ser odiado e seu final tem um porque claro (desde já deixo claro que não vou torcer pelo casal, pois Jonathan merece ser o escolhido). Will tem pouco espaço em cena e não tem muito a mostrar. Hopper é um personagem interessante e deve ter uma importância ainda maior nas temporadas seguintes vide acontecimentos finais (lágrimas aqui quando penso na filha dele). Joyce mostra a potência de Winona Ryder (zero surpresa) e é uma personagem envolvente (as sequências das luzes são icônicas). Os demais personagens têm seus momentos, mas aparecem em menor destaque. Os pontos negativos dizem respeito a ritmo e decisões dramatúrgicas, mas nem de longe comprometem a qualidade da série. Estou curioso pela sequência, pois esses meninos merecem mais, muito mais.
Uma série sensível. Minha personagem favorita nessa primeira temporada foi a Grace. O tom, as nuances e todas as suas excentricidades me conquistaram muito. A interpretação da Jane Fonda é irrepreensível. O único ponto questionável é o romance com o Guy, pois não existe química (mesmo que de certa forma seja a intenção do roteiro) e o personagem tem carisma zero. Frankie é um deslumbre de personagem e Lily Tomlin está perfeita no papel. A melancolia que pontua a personagem é adorável (mesmo que doída) e rende momentos excelentes. Frankie tem todo meu coração. Robert e Sol são grandes problemas pra mim. O egoísmo e as atitudes do casal me incomodam em níveis astronômicos e quando ambos aparecem em cena torço pra que um furação os leve do mundo para sempre. Pena que ambos tenham tanto tempo de tela (justificado pelo plot da série, mas mesmo assim). Brianna é a única filha interessante e que têm bons momentos, pois os demais nem são dignos de nota. Meu desejo é que nas próximas temporadas a série foque somente na Grace e na sua parceira Frankie, afinal elas são a razão de ser e a alma da série.
Mesmo com cenas memoráveis é um episódio agridoce e problemático. Aspectos como montagem e edição me incomodaram do início ao fim, muitas cenas pareciam jogadas na tela e sem propósito. É notável que a sequência da orgia serviu somente para fan service e a série ficará inassistível se seguir essa linha. Sun têm bons momentos e mostra a força de sua personagem. Wolfgang aparece com menos ênfase no especial, mas é sempre incrível. Nomi e Amanita são lindas e suas sequências idem (mas senti falta de um foco maior na Nomi). Kala ganha o destaque que faltou na primeira temporada e rende a melhor história do especial. Lito e Hernando continuam deslumbrantes e sexys e são o melhor casal da série (mas a atuação do Miguel Silvestre me incomodou muito dessa vez). Daniela apareceu pouco e merecia mais espaço (já que é mais importante que alguns protagonistas). Riley continua sendo insuportável, desnecessária e enfadonha (e ganha o prêmio Ricardo Macchi de atuação). Will segue a mesma linha de Riley e é péssimo o que está acontecendo com o personagem (por mais que a história se justifique). Capheus volta com menos força e são várias as razões: a troca do ator teria esse impacto independente de quem substituísse Aml Ameen, falta carisma no Toby e a história não oferece muito (somente a cena evidenciando a mudança de intérprete vale a sua participação no especial). Acho realmente complicado as decisões dramatúrgicas desse especial e fico apreensivo quanto a sequência da série. Sense8 não me decepcione, por favor.
Essa é a temporada mais irregular e problemática da série. Toda a questão envolvendo o Glenn na primeira parte do sexto ano é problemática. O mistério é injustificado e é chocante a falta de coerência e sentido na conclusão dessa história. Carol é desconstruída de uma forma nada crível e repete ações e devaneios vistos anteriormente (mas aqui sem a mesma força). Minha personagem favorita desde sempre foi desperdiçada e reduzida, uma pena. Morgan assume o posto de personagem mais odiado da série (conseguiu superar até o péssimo Padre Gabriel). A sua filosofia é enfadonha e ele cansou meus olhos e martelou na minha cabeça, chato demais. Rick assume o real posto de líder e isso é positivo (e suas cenas com Judith são maravilhosas). Michonne continua sendo uma personagem incrível e tem todo meu coração. O modo como ela lida com tudo transitando entre a razão e a emoção é lindo e digno de elogios. A decisão envolvendo Rick e Michonne é acertada e desenvolvida com cuidado e maestria. Carl e Enid ainda não se beijaram (infelizmente), mas já torço pelo casal. Daryl é uma bomba relógio e não sei até onde ele irá resistir (e aqui acredito que o psicológico vai entrar em colapso antes do físico). Maggie dá sinais de crescimento e desperta tons de liderança (ótimo pra ela e pra nós). Abraham, Rosita e Sasha desenvolvem um triângulo amoroso estranho e sem sentido. É curioso pensar que a Sasha foi promovida ao elenco regular e teve uma participação tão apática e desnecessária. Eugene evolui e tem excelentes momentos e diálogos. Muitos personagens continuam desperdiçados (o que é uma pena): Tara tem algumas cenas a mais com a Denise (excelente aquisição da temporada feat. desperdício de plot), mas não sai do lugar; Aaron faz figuração de luxo; Jessie, Deanna, Sam, Ron, Spencer, Tobin, Heath e todos os personagens de Alexandria têm pouca força e espaço limitado. Jesus aparece em poucos episódios, mas rouba a cena. Negan aparece na cena mais icônica e tensa da temporada, mas o suspense do final deixa um gosto amargo na boca. TWD traçou nessa temporada um caminho perigoso e questionável. Alguns episódios beiram o inassistível e algumas histórias são simplesmente descartáveis. No balanço geral é uma temporada somente OK.
A segunda temporada apresenta uma melhor interação entre os personagens, o enredo é mais interessante e as situações ainda mais bizarras (e referências idem). Kimmy cresce como personagem pois ela passa a lidar com os traumas e reflexos do tempo que passou isolada do mundo e de todos. É ótimo acompanhar seus momentos nonsense, mas é um ganho a discussão filosófica e psicológica dos efeitos de tudo que a coitada passou. Titus continua incrível e performático como sempre e a presença do Mikey foi positiva e certeira. Mikey é o oposto de Titus e tudo que os envolve é lindo (shippando fortemente esse casal). Jacqueline acabou sendo minha personagem favorita da temporada pelos seus exageros e excentricidades. O tom da interpretação da Jane Krakowski e sua espontaneidade me conquistaram. Lillian ganha tramas que expõem sua essência e valores (ou falta deles). É ótimo ela ganhar um plot própio pra não usá-la somente como apoio nas histórias dos demais. Andrea não me agradou, infelizmente. Tina Fey apresenta um novo personagem, mas falta o brilho que transborda nos outros. Dong é apenas desnecessário e inexpressivo. Lisa Kudrow aparece no último episódio e já quero mais da mãe louca da Kimmy viciada em montanhas-russas (me identifico). Mas nem tudo são flores e novamente alguns episódios agonizam na tela e apresentam falta de ritmo e são apenas OK (poucos, mas eles estão ali). Ainda que tenha seus pontos questionáveis a série é incrível e tem todo o meu amor.
Uma temporada ousada, criativa, inquietante e provocativa. “My Roanoke Nightmare” é a fase mais interessante e certeira da temporada. Adorei a construção da mitologia, as atuações, a criação visual e principalmente o enredo, tudo é um charme. Quando a história passa para o “Return to Roanoke: Three Days in Hell” o horror fica mais claro e é amplificado na tela (algumas mortes mexeram demais comigo por motivos de não tenho estômago pra isso). A terceira parte (season finale) tem muita informação e metalinguagem, mas infelizmente me decepcionou pela estrutura e falta de coerência. Sarah Paulson continua sendo a rainha do mundo e não é surpresa que ela rouba a cena sempre (que sotaque lindo a partir do episódio seis). Kathy Bates interpretou com maestria sua “The Bucther”, mas é na segunda parte da temporada que ela mostra porque é um dos maiores talentos do show. Lily Rabe e André Holland convencem como casal e despertam a dúvida necessária ao narrarem os acontecimentos (confesso que achei que era tudo uma enganação). Adina Porter tem nas mãos a personagem mais difícil da temporada e entrega uma Lee cheia de camadas e que conquista aos poucos, se tornando assim a protagonista absoluta do ano. Angela Basset, Evan Peters, Frances Conroy e Denis O’Hare aparecem de forma mais sutil e contida nessa temporada, mas garantem ótimos momentos (surpresa zero). Mas como nem tudo são flores precisamos aguentar as atuações pífias e inexpressivas de Wes Bentley, Chayenne Jackson, Cuba Gooding Jr. e Lady Gaga (amo a cantora, mas a atriz lamento). Finn Wittrock aparece pouco e achei ótimo pois não gosto do tom de sua atuação. Como sempre a série apresenta irregularidades, momentos enfadonhos e decisões dramatúrgicas questionáveis, mas o saldo é positivo (e a temporada excelente).
Essa quinta temporada despertou mil sentimentos em mim. Da primeira vez que tentei assistir (quando ainda acompanhava semana a semana os episódios) achei que a série ficou enfadonha e desisti. Agora retomei a jornada (muito pelo que ouvi sobre a sétima temporada) e posso dizer que a série me conquistou novamente. Carol é minha personagem favorita desde a segunda temporada pois adoro suas mil camadas, sua força, sua frieza. Chega a dar arrepios a entrevista com a Deanna para ingressar em Alexandria e suas interações com o Sam. Rick continua sendo um protagonista admirável e é fácil torcer por ele. Acompanhar a dualidade de seus pensamentos e ações é maravilhoso. O plot da Jessie tem uma função específica e a temporada termina no seu ápice. Michonne é um deslumbre de personagem e é irrepreensível, grande parte do meu coração é dela. Daryl é um personagem profundo e é ótimo ver as nuances por trás dessa “carcaça” de forte. O que ele sente e sofre transparece no olhar e Norman Reedus é excelente (e super estou shippando Daryl e Aaron). Glenn, Maggie e Tara são personagens que me importo, torço e adoro ver em cena, mas espero mais destaque nas temporadas seguintes. Abraham, Eugene e Rosita enfim ganharam algum destaque e foi importante conhecer suas origens e o que os levou até ali. A revelação de Eugene foi necessária e no momento certo, ponto para os roteiristas. Sasha tem seu momento e será interessante vê-la seguir enfrentando o luto. Bob e Tyreese cumprem sua função e o episódio nove é um dos mais filosóficos e bonitos da série. Carl é um personagem que aprendi a gostar e hoje super me importo com sua sobrevivência (e a cena da árvore é bonitinha). Noah e Padre Gabriel são adições importantes ao elenco, mas quanto ao religioso só consigo revirar os olhos e torcer por sua morte, cara chato demais. Beth ganhou meu coração na quarta temporada e fiquei despedaçado com a conclusão de sua história. Os personagens de Alexandria ainda mostraram pouco, mas estou ansioso pelos próximos eventos. Que temporada incrível.
É notavelmente inferior a primeira temporada, mas OK (pois ela foi perfeita e irretocável). Viola Davis continua enchendo a tela com um banho de atuação e entrega, que mulher maravilhosa, pfv! E sua história está mais íntima e pessoal, o que é ótimo. E não com a missão de humanizar a personagem, mas sim justificar seus atos, excelente. Wes continua chato como sempre, mas o personagem cresce positivamente no fim da temporada. Laurel se tornou minha personagem favorita (muito pela atuação da Karla Souza) pois é precisa, firme, sensual, esperta, enfim, um espetáculo de personagem (e "pega" o Frank, "sem or"). Michaela (que me irritava super na primeira temporada) foi outra que conquistou meu coração e adoro a evolução da personagem. Asher enfim conquistou seu lugar ao sol e ganhou o devido destaque. Ótimo pra história, pro ator e pra nós. Só espero que ele amadureça em alguns pontos para sua história ficar mais crível. Bonnie continua maravilhosa e deixa de ser subaproveitada. Seu passado e suas ações são fortes e a atuação de Liza Weil é digna de prêmios. Frank continua um desbunde para os olhos, amém. Minha única restrição ao núcleo principal atende pelo nome de Connor. O personagem desce ladeira abaixo se transformando em um chato-neurótico. Tudo bem que ele quer proteger o Oliver, mas fica enfadonho. E Deus me perdoe, mas a atuação do Jack Falahee está péssima e infinitamente inferior a primeira temporada, lamentável. Oliver teve seu plot da temporada anterior reduzido a zero praticamente, o que é uma pena visto a relevância do tema. Nate e Eve são excelentes personagens e quero mais rivalidade e faíscas entre eles. Em resumo, foi uma temporada ótima, com alguns deslizes e momentos somente OK, mas ainda assim a série é incrível.
Michael Scott é a personificação do amo/odeio no mundo corporativo. Ele é um ser humano horrível, pesado. Dwight é meu personagem favorito até aqui. Ansioso pra ver os personagens crescerem e conquistarem meu coração.
Sense8 (2ª Temporada)
4.3 893 Assista AgoraUma temporada estranha, rasa e principalmente, enfadonha.
Primeiramente, confesso que iniciei os episódios da segunda temporada no primeiro fim de semana após o lançamento. Com o passar dos episódios, fui percebendo os problemas, as incoerências e no pobre roteiro da série. Não consigo acreditar que a mesma equipe que fez a incrível primeira temporada, é a responsável por estragar uma das melhores ideias que esse mundo já viu. O cancelamento da série me desanimou a ponto de deixar o último episódio da temporada para trás, já que preferi não consumar o estrago que fizeram. Recentemente, criei coragem e a decepção ficou completa.
Falando em personagens, tivemos a coroação da Riley como a pior sensate do mundo (feat. atuação fraca e risível); Will perdeu toda sua razão de existir desde o momento que fez casalzinho com a Riley (as cenas dos dois são péssimas e extremamente chatas); Wolfgang perdeu sua força e presença; o brilho do Capheus foi embora com o antigo intérprete (que nem merece ser citado, pelos boatos/razões que rondam sua saída da série); Lito expõe quão limitada é a atuação do Miguel e Nomi fez figuração (pelo amor de Deus que lastima deixar essa mulher de lado). Os únicos personagens que mereceram atenção foram a Sun, que é a representação da força feminina (feat. suas excelentes cenas com seu quase par romântico) e Kala que deixou de ser subaproveitada e mostrou a que veio.
Falando no roteiro e nos episódios em si, só consigo sentar e chorar. O sucesso da série fez brotar em tela (em níveis alarmantes) o fan service. Não interessa o que, como e onde, vamos fazer o que os fãs querem que a gente faça. Ceder a isso foi o pior erro cometido pelos produtores. Nem mesmo os aspectos técnicos se salvam, já que a interação entre os sensates teve qualidade quase zero (no momento da troca de perspectiva principalmente) e o amontoado de cenas anticlimáticas e questionáveis (exaltando aqui o excelente SQN episódio final da temporada).
Expectativas para o final? Zero. Sense8 oficialmente está, pelo menos pra mim, na categoria das séries inassistíveis.
A Anatomia de Grey (6ª Temporada)
4.5 461 Assista AgoraUma temporada anticlimática e recheada de pequenos equívocos.
Meredith evoluiu como personagem e começou a demonstrar a excelente cirurgiã que será (apesar de um subaproveitamento na primeira metade da temporada). O plot do Derek é bem desenvolvido e coerente com seu perfil, demonstrando sua ambição para chegar ao topo da hierarquia do hospital. A relação entre Derek e Meredith, inclusive, merecia mais destaque, mas nada que tenha atrapalhado o principal casal da série. Cristina recebe a pior história de todos os tempos, quando é rebaixada a uma relação amorosa questionável. Hunt (excelente aquisição da temporada anterior, diga-se de passagem) mostra-se um personagem nada admirável e com dúvidas incoerentes. Teddy tem uma presença antipática (Kim Raver contribui com isso) e serve apenas para atrapalhar a relação de Cristina e Hunt (o que é péssimo). Sloan perde força e a atuação de Eric Dane me incomodou profundamente. Miranda está ótima no seu plot "mãe solteira" e continua sendo a responsável pelas melhores interações entre médico-pacientes. O alcoolismo do Dr. Richard Webber é colocado em pauta no momento certo e contribuiu pra movimentar a história (adorei as cenas entre Richard e Meredith). O desfecho (se é que pode ser chamado assim) da Izzie é inaceitável e incoerente (os primeiros episódios da temporada são complicados e enfadonhos justamente por isso). Callie e Arizona (o melhor casal desde sempre) caem na questão "filhos" numa velocidade absurda, passando a ideia de algo acelerado e inapropriado para o momento, já que elas estão juntas a pouco tempo. Os novos internos oriundos da fusão com o Mercy West surgem com zero carisma (ocupando espaço de tela além do necessário) e somente nos dois últimos episódios entendemos o motivo da inserção de Adamson, Percy, April e Avery na trama.
Não consigo decidir meu personagem favorito nessa temporada, fico dividido entre: Lexie e Karev. Lexie recebeu meu desprezo desde que apareceu na tela temporadas atrás, mas a separação mostrou uma Lexie mais leve, divertida e interessante (Lexie platinada feelings). Karev é meu favorito desde sempre, pois é um personagem cheio de camadas (claro que seu jeito de "macho sem sentimentos" ajuda) e demonstra a cada episódio o grande cirurgião que será, sensível aos pacientes e inteligente ao extremo. PS: Lexie e Karev poderiam ficar juntos para sempre, obrigado.
O saldo final é positivo, mas considero a sexta temporada um amontoado de decisões dramatúrgicas desinteressantes e criadas somente pra "dificultar" o que já temos certeza (romances, amizades, capacidades, etc.).
Ozark (1ª Temporada)
4.1 409 Assista AgoraUma série tensa, soturna e incrível.
Marty é um anti-herói que consegue despertar vários sentimentos no público, eu me vi torcendo e preocupado com o personagem, sua história convence e é crível (e a atuação do Jason Bateman é irrepreensível, um show). Wendy (assim como Marty) representa as fragilidades do ser humano e suas imperfeições (com o decorrer da temporada suas atitudes vão se "justificando" ou fazendo sentido apenas) e é importante citar o banho de atuação da Laura Linney. Jonah cresce como personagem gradativamente e suas sequências são ótimas (torcendo pra uma maior parceria com Buddy e com o Tuck). Charlotte ganha menos relevância que o irmão e recai no clichê de jovem adolescente descobrindo a vida. Ruth tem força e é uma das melhores personagens da série, pois é imprevisível e firme. Russ e Roy Petty têm química e suas cenas são intensas. Jacob, Darlene, Rachel e Mason são bons personagens e cumprem sua função. Quanto ao Del Rio só acho o Esai Morales inexpressivo e mecânico demais pra figura que deveria amedrontar todo mundo, o que tira a força de seu vilão. Alguns outros personagens parecem sobrar na tela ou tem pouca função na condução do enredo (o que não atrapalha, mas nada acrescenta).
Ozark me surpreendeu do início ao fim e é até o presente momento minha série favorita do ano. Ansioso pela segunda temporada e pela volta dessa série maravilhosa.
Atypical (1ª Temporada)
4.3 495 Assista AgoraUma série sensível, envolvente e simples.
Sam é aquele protagonista que desperta vários sentimentos, muito em razão de sua condição, mas também pela forma como sua vida é apresentada e refletida na tela (mesmo com certo didatismo o mérito é grande). Sua interação com Paige é incrível e todas as suas sequências aquecem o coração. Casey e Evan me conquistaram aos poucos e adorei o desenvolvimento de suas histórias. Doug despertou um sentimento ruim no início, pois não aceito esse tipo de distanciamento entre pai e filho (ainda mais dentro desse contexto), é cruel e egoísta, mas com o tempo ele desperta alguma coisa boa (que ainda não sei o que é). Elsa é complexa, mas me incomoda a tentativa de vilanizar suas atitudes (Nick só representa a necessidade de fuga de uma mãe vários anos após o diagnóstico de Sam). Julia cumpre sua função, mas senti um destaque grande pra pouca história. Zahid é o alívio cômico necessário, mas além do que acho importante pro desenvolvimento da série (o grande mérito da amizade entre ele e Sam, é o fato do autismo nem ser uma questão, pois sempre é tratada de forma natural, como deve ser).
O saldo final é altamente positivo e aguardo ansiosamente a sequência dessa história.
Game of Thrones (6ª Temporada)
4.6 1,6KUma temporada apoteótica, grandiosa e cercada de fan service.
Pontos altos: a transformação e exaltação girl power da Sansa; a saga de Daenerys na busca por aliados; Tyrion em Meereen exaltando suas maiores qualidades, diálogos rápidos e engraçados e suas interações com Varys (além da ótima cena com a Daenerys no episódio final); Cersei destruindo tudo como sempre (tanto literalmente quanto Lena Headey dando um banho de atuação); a saga de Margaery pra conquistar a confiança do Alto Pardal (sentirei sdds da Natalie Dormer); Ramsay sendo a pior pessoa do mundo desde sempre (com direito a um final mais que merecido); a regeneração de Theon e tudo que ele fez pra ajudar Sansa; as visões do Bran (tanto pelas revelações do passado, quanto pela representação dessas cenas); Olenna Tyrell que só de aparecer já é um show a parte; Lyanna Mormont com suas falas poderosas (palmas pra Bella Ramsey); os efeitos especiais dos episódios 5, 9 e 10 com destaque para os White Walkers, as cenas da batalha e os dragões (que dessa vez tiveram efeitos excelentes e realistas); ao roteiro e direção da maioria dos episódios; e as participações ainda que pontuais, porém precisas dos personagens: Melisandre, Littlefinger, Davos, Samwell, Tormund e Brienne (já estou querendo esses dois juntos), Daario, Broon, Gilly, Yara, Jorah e Hodor (lágrimas escorrendo aqui).
Pontos baixos: o subaproveitamento do Jaime (pela segunda temporada consecutiva); todo o plot da Arya, cercado de momentos inverossímeis e decisões equivocadas (Arya imortal?); Davos pedindo auxílio a Melisandre pra ressuscitar o Jon Snow, sendo que ele é a pessoa que mais detesta a presença dela no mundo, além do fato dele questionar a morte de Shireen dez episódios mais tarde; as sequências e discursos intermináveis do Alto Pardal; a atuação pífia do Dean-Charles Chapman (piorando ainda mais o já péssimo Rei Tommen) e do Jacob Anderson (engessando ainda mais o já inexpressivo Verme Cinzento); todo o enredo de Dorne que não faz qualquer sentido; e a falta de lógica temporal e espacial de algumas tramas (Arya, Littlefinger e Varys fazem teletransporte).
Mesmo com alguns percalços, Game of Thrones nos presenteia com mais uma excelente temporada, incríveis episódios (principalmente o 10, que se transformou no meu favorito da série) e caminha para um final épico e histórico.
Game of Thrones (5ª Temporada)
4.4 1,4KUma temporada questionável, inconsistente e intragável.
Pontos baixos: a representação equivocada e mal feita de Dorne (foi tudo somente um pretexto pra matar a princesa no final); o romance que ninguém se importa entre Missandei e Grey Worm; as mil cenas de Sam e Goiva que não servem pra nada; as decisões envolvendo Shireen (altamente desnecessárias e chocantes); a desconstrução de Sansa (uma personagem foda como ela não se sujeitaria a algumas passagens mostradas na série); as constantes interpretações fracas de Emilia Clarke e Kit Harington (sem emoção alguma); os efeitos especiais do voo do Drogon no episódio 09; a inverossímil venda de Sor Jorah e Tyrion (só pra não ir direto ao ponto); as trezentas mil cenas de nudez gratuitas; alguns diálogos ruins e mal adaptados; além do pior rei de todos os tempos, mais conhecido como Tommen (interpretação fraquíssima inclusive).
Pontos altos: Cersei é realmente a dona do mundo e Lena Headey é a melhor atriz da série; a história de Arya que é interessante e a Maisie é incrível (apesar desse plot ter sido lento no desenvolvimento); as sequências e diálogos entre Tyrion, Varys e Sor Jorah; Margaery e sua rivalidade com Cersei (adoro a atuação da Natalie Dormer); Stannis despertando uma torcida (mas estragando tudo no episódio 9 feat. final mais que merecido); a tensão instaurada entre Roose e Ramsay (com uma interpretação incrível); as cenas de luta bem coreografadas; os efeitos especiais dos dragões (exceto o voo) e o excelente episódio 8 (que foi de arrepiar); a decisão final envolvendo Jon Snow (não pelo ato em si, mas por fazer sentido naquele contexto); e menções a personagens ótimos desde sempre: Brienne, Littlefinger, Davos, Jaime, Melisandre, Tormund e Jaqen H'ghar.
O saldo final é mediano e a quinta temporada fica marcada como aquela que foi somente um grande OK.
The Walking Dead (7ª Temporada)
3.6 916 Assista AgoraUma temporada filosófica, reflexiva e mal compreendida por muitos.
Muitos reclamaram do ritmo da série, de episódios enfadonhos, decisões dramatúrgicas erradas, falhas de roteiro, etc. Desde a quinta temporada eu decidi assistir a temporada somente após a conclusão de todos os episódios. TWD funciona melhor como maratona, pois no episódio semana a semana sua essência se perde e não causa o impacto necessário (dessa forma o ritmo e a interpretação dos fatos são diferentes, acreditem).
TWD sempre foi (pelo menos pra mim) uma série para pensar sobre a vida, já que os personagens são colocados em situações limítrofes, mas refletem muito do que nós realmente somos ou a forma como agimos. E essa temporada (assim como a quinta) acertou em cheio e conquistou meu coração.
Vários personagens ganharam o espaço merecido e pudemos explorar melhor suas ações e comportamentos, cito aqui: Rosita, Eugene, Tara, Spencer, Jesus, Dwight e Sasha (numa despedida poética). Alguns ainda são mal aproveitados, como o Aaron, Padre Gabriel, Eric e Olívia. Outros recuperaram a essência e a importância dentro da série, casos de Carol, Daryl e Morgan.
Rick e Michonne desenvolvem uma relação consistente e crível, sem exageros ou erros de condução (simplesmente amo suas interações). Carl mostra força e crescimento como personagem (e sua parceria com Enid é ótima). Maggie precisa lidar com o luto e o seu "despertar da força" (narração final incrível, vale mencionar). Ezekiel e sua Shiva são brilhantes em cena e toda a mitologia envolvida engrandece a série. Negan e sua Lucille são uma ameaça sentida em todos os momentos e causam a repulsa necessária (pausa pra lembrar do excelente primeiro episódio), mas no caso do Negan queria menos teatralidade em alguns diálogos pra não prejudicar a atuação irrepreensível do Jeffrey Dean Morgan.
Mesmo considerando as falhas de efeitos visuais e ritmo em alguns momentos, recuperei meu amor pela série (perdido na problemática sexta temporada). A guerra vem aí e eu não vou perder!
Amizades Improváveis
3.8 788 Assista AgoraUm filme leve, sensível e divertido.
É um grande clichê, mas bem feito. Paul Rudd e Craig Roberts têm a química perfeita desde a primeira cena. Ambos são irônicos, sarcásticos e permitem que aos poucos suas vidas se complementem. Selena Gomez e sua Dot têm o tom e importância na medida certa (e as cenas Trevor feat. Dot dão um calorzinho do coração, pois muito amor). Elsa e Peaches aparecem com menor destaque, mas cumprem seu papel.
Porém, o melhor do filme está naquilo que não é dito, aquilo que fica subentendido.
Mil pontos e todo o meu amor por esse filme.
Power Rangers
3.2 1,1K Assista AgoraUm filme fraco e desonesto com sua história de origem.
São tantos erros que eu considero a maior decepção cinematográfica que já tive. História pouco atraente, personagens mal desenvolvidos, atuações risórias (todos os rangers são interpretados por atores péssimos), efeitos visuais confusos e pouco elaborados, humor fora de tom, recursos dramáticos pouco convincentes, justificativas narrativas simplórias, etc.
Um dos grandes problemas é o fato do filme ignorar a mitologia da série (seja visual ou estrutural) pra contar uma história péssima. O "galhofa" é o melhor elogio pra série original e sua modernização causa repulsa e tédio (o que é lamentável).
Como Defender um Assassino (3ª Temporada)
4.2 453 Assista AgoraUm final agridoce pra uma temporada questionável.
Annalise é exigida ao máximo através da quebra de todas as suas camadas profissionais e pessoais (principalmente) e o show de atuação da Viola continua memorável. Wes deixa de ser o personagem mais insuportável do mundo no momento certo (considerando o desfecho de sua participação e seus efeitos gerais), o romance com Laurel ajuda nessa mudança e mesmo que a química do casal oscile consideravelmente é possível torcer pela felicidade de ambos (Karla Souza mostrando que é a melhor força do elenco jovem, palmas). Michaela ganha merecidamente um devido destaque e sua parceria com o Asher é incrível (por mais momentos desse casal maravilhoso). Continuo odiando os plots do Connor e Oliver, pois enfadonhos (e a atuação do Jack Falahee piora a cada temporada, lamentável). Frank tem bons momentos, mas na essência fica artificial demais e inverossímil (já que de matador badass ele se transforma num ser perturbado e culpado). Bonnie tem mais destaque que nos anos anteriores, mas deixa um gostinho de subaproveitamento, o que é triste já que Liza Weil é irretocável como atriz. Nate é uma incógnita, pois sua permanência na série não se justifica.
Essa temporada apresentou novos personagens e alguns não tiveram razão de existir e comprometeram o roteiro (já que antes tudo fazia sentido e se encaixava). A série ainda vale a pena, mas algumas decisões dramatúrgicas podem causar o esgotamento da fórmula, afinal cliffhangers sem sentido e razão de ser não levarão a série pra lugar nenhum.
Moonlight: Sob a Luz do Luar
4.1 2,4K Assista AgoraUm filme sensível, íntimo e simples.
A primeira fase é a mais admirável. Little é maravilhoso e seus silêncios desmontam qualquer pessoa. A interação com o Juan é o ponto alto do filme (Mahershala super mereceu o Oscar) e após a cena dos questionamentos na mesa dá vontade de pegar esse menininho no colo, pois lindo!
A segunda fase mantém a essência da história e rende excelentes momentos, principalmente "mãe e filho". As descobertas do personagem são construídas de forma natural e sem apelação. Nesse momento fica muito claro que num filme as coisas não precisam ser ditas ou explicadas, e sim sentidas. Quem passou por esse processo de auto conhecimento se identifica com cada questionamento ou suposição.
A terceira fase perde um pouco da força (muito por causa da atuação do Trevante Rhodes que é infinitamente inferior aos outros dois atores) e muito da essência do personagem se perde (e não estou falando das mudanças físicas visíveis, mas principalmente o olhar). André Holland é um deslumbre de ator e queria muito mais.
Moonlight é uma história sincera e corajosa, mil pontos pra todos os envolvidos.
Santa Clarita Diet (1ª Temporada)
3.7 416 Assista AgoraUma série inteligente e muito original.
Sheila e Joel são incríveis juntos e têm o tempo certo da comédia. Suas expressões e reações são certeiras e pontuam a excelente química do casal. Adorei a abordagem do "ser zumbi", pois foge da maioria dos filmes/séries que vemos por aí (amei as referências a The Walking Dead, mas principalmente Dexter).
Abby tem bons momentos, mas é engolida pelo Eric e sua performance peculiar de um nerd conhecendo o mundo.
Por mais que algumas piadas estejam fora do tom ou se repitam mais que o necessário a série faz rir e gera momentos de reflexão. Quero mais!
Minha Mãe é Uma Peça 2
3.5 803Infinitamente inferior ao primeiro, mas Dona Herminia continua incrível.
Uma pena que o filme seja uma junção de vários nadas que geram desconforto.
Capitão Fantástico
4.4 2,7K Assista AgoraEstranhamente bom, mas ruim.
Stranger Things (1ª Temporada)
4.5 2,7K Assista AgoraUma série nostálgica e eficiente.
Minha personagem favorita é a Eleven e os motivos são muitos. A atuação de Millie Bobby Brown é perfeita, onde olhares e expressões faciais dizem tudo. Fora isso, a personagem é incrível e cheia de nuances.
Mike é o favorito no grupo dos meninos pela sua sensibilidade e a interação com Eleven rende excelentes cenas (sim, estou me referindo a cena do último episódio). Todo o meu amor pra ambos.
Dustin funciona como alívio cômico e Lucas é o adulto-mirim do grupo e ambos são ótimos em cena. Nancy cresce na temporada e rende ótimos momentos ao lado do Jonathan. Steve está ali pra ser odiado e seu final tem um porque claro (desde já deixo claro que não vou torcer pelo casal, pois Jonathan merece ser o escolhido). Will tem pouco espaço em cena e não tem muito a mostrar. Hopper é um personagem interessante e deve ter uma importância ainda maior nas temporadas seguintes vide acontecimentos finais (lágrimas aqui quando penso na filha dele). Joyce mostra a potência de Winona Ryder (zero surpresa) e é uma personagem envolvente (as sequências das luzes são icônicas). Os demais personagens têm seus momentos, mas aparecem em menor destaque.
Os pontos negativos dizem respeito a ritmo e decisões dramatúrgicas, mas nem de longe comprometem a qualidade da série. Estou curioso pela sequência, pois esses meninos merecem mais, muito mais.
Grace and Frankie (1ª Temporada)
4.3 299 Assista AgoraUma série sensível.
Minha personagem favorita nessa primeira temporada foi a Grace. O tom, as nuances e todas as suas excentricidades me conquistaram muito. A interpretação da Jane Fonda é irrepreensível. O único ponto questionável é o romance com o Guy, pois não existe química (mesmo que de certa forma seja a intenção do roteiro) e o personagem tem carisma zero.
Frankie é um deslumbre de personagem e Lily Tomlin está perfeita no papel. A melancolia que pontua a personagem é adorável (mesmo que doída) e rende momentos excelentes. Frankie tem todo meu coração.
Robert e Sol são grandes problemas pra mim. O egoísmo e as atitudes do casal me incomodam em níveis astronômicos e quando ambos aparecem em cena torço pra que um furação os leve do mundo para sempre. Pena que ambos tenham tanto tempo de tela (justificado pelo plot da série, mas mesmo assim).
Brianna é a única filha interessante e que têm bons momentos, pois os demais nem são dignos de nota.
Meu desejo é que nas próximas temporadas a série foque somente na Grace e na sua parceira Frankie, afinal elas são a razão de ser e a alma da série.
Sense8 (2ª Temporada)
4.3 893 Assista AgoraMesmo com cenas memoráveis é um episódio agridoce e problemático.
Aspectos como montagem e edição me incomodaram do início ao fim, muitas cenas pareciam jogadas na tela e sem propósito. É notável que a sequência da orgia serviu somente para fan service e a série ficará inassistível se seguir essa linha.
Sun têm bons momentos e mostra a força de sua personagem. Wolfgang aparece com menos ênfase no especial, mas é sempre incrível. Nomi e Amanita são lindas e suas sequências idem (mas senti falta de um foco maior na Nomi). Kala ganha o destaque que faltou na primeira temporada e rende a melhor história do especial. Lito e Hernando continuam deslumbrantes e sexys e são o melhor casal da série (mas a atuação do Miguel Silvestre me incomodou muito dessa vez). Daniela apareceu pouco e merecia mais espaço (já que é mais importante que alguns protagonistas). Riley continua sendo insuportável, desnecessária e enfadonha (e ganha o prêmio Ricardo Macchi de atuação). Will segue a mesma linha de Riley e é péssimo o que está acontecendo com o personagem (por mais que a história se justifique). Capheus volta com menos força e são várias as razões: a troca do ator teria esse impacto independente de quem substituísse Aml Ameen, falta carisma no Toby e a história não oferece muito (somente a cena evidenciando a mudança de intérprete vale a sua participação no especial).
Acho realmente complicado as decisões dramatúrgicas desse especial e fico apreensivo quanto a sequência da série. Sense8 não me decepcione, por favor.
The Walking Dead (6ª Temporada)
4.1 1,3K Assista AgoraEssa é a temporada mais irregular e problemática da série.
Toda a questão envolvendo o Glenn na primeira parte do sexto ano é problemática. O mistério é injustificado e é chocante a falta de coerência e sentido na conclusão dessa história.
Carol é desconstruída de uma forma nada crível e repete ações e devaneios vistos anteriormente (mas aqui sem a mesma força). Minha personagem favorita desde sempre foi desperdiçada e reduzida, uma pena.
Morgan assume o posto de personagem mais odiado da série (conseguiu superar até o péssimo Padre Gabriel). A sua filosofia é enfadonha e ele cansou meus olhos e martelou na minha cabeça, chato demais.
Rick assume o real posto de líder e isso é positivo (e suas cenas com Judith são maravilhosas). Michonne continua sendo uma personagem incrível e tem todo meu coração. O modo como ela lida com tudo transitando entre a razão e a emoção é lindo e digno de elogios. A decisão envolvendo Rick e Michonne é acertada e desenvolvida com cuidado e maestria.
Carl e Enid ainda não se beijaram (infelizmente), mas já torço pelo casal.
Daryl é uma bomba relógio e não sei até onde ele irá resistir (e aqui acredito que o psicológico vai entrar em colapso antes do físico).
Maggie dá sinais de crescimento e desperta tons de liderança (ótimo pra ela e pra nós).
Abraham, Rosita e Sasha desenvolvem um triângulo amoroso estranho e sem sentido. É curioso pensar que a Sasha foi promovida ao elenco regular e teve uma participação tão apática e desnecessária. Eugene evolui e tem excelentes momentos e diálogos.
Muitos personagens continuam desperdiçados (o que é uma pena): Tara tem algumas cenas a mais com a Denise (excelente aquisição da temporada feat. desperdício de plot), mas não sai do lugar; Aaron faz figuração de luxo; Jessie, Deanna, Sam, Ron, Spencer, Tobin, Heath e todos os personagens de Alexandria têm pouca força e espaço limitado.
Jesus aparece em poucos episódios, mas rouba a cena. Negan aparece na cena mais icônica e tensa da temporada, mas o suspense do final deixa um gosto amargo na boca.
TWD traçou nessa temporada um caminho perigoso e questionável. Alguns episódios beiram o inassistível e algumas histórias são simplesmente descartáveis. No balanço geral é uma temporada somente OK.
Unbreakable Kimmy Schmidt (2ª Temporada)
4.0 184A segunda temporada apresenta uma melhor interação entre os personagens, o enredo é mais interessante e as situações ainda mais bizarras (e referências idem).
Kimmy cresce como personagem pois ela passa a lidar com os traumas e reflexos do tempo que passou isolada do mundo e de todos. É ótimo acompanhar seus momentos nonsense, mas é um ganho a discussão filosófica e psicológica dos efeitos de tudo que a coitada passou.
Titus continua incrível e performático como sempre e a presença do Mikey foi positiva e certeira. Mikey é o oposto de Titus e tudo que os envolve é lindo (shippando fortemente esse casal).
Jacqueline acabou sendo minha personagem favorita da temporada pelos seus exageros e excentricidades. O tom da interpretação da Jane Krakowski e sua espontaneidade me conquistaram.
Lillian ganha tramas que expõem sua essência e valores (ou falta deles). É ótimo ela ganhar um plot própio pra não usá-la somente como apoio nas histórias dos demais.
Andrea não me agradou, infelizmente. Tina Fey apresenta um novo personagem, mas falta o brilho que transborda nos outros. Dong é apenas desnecessário e inexpressivo. Lisa Kudrow aparece no último episódio e já quero mais da mãe louca da Kimmy viciada em montanhas-russas (me identifico).
Mas nem tudo são flores e novamente alguns episódios agonizam na tela e apresentam falta de ritmo e são apenas OK (poucos, mas eles estão ali).
Ainda que tenha seus pontos questionáveis a série é incrível e tem todo o meu amor.
American Horror Story: Roanoke (6ª Temporada)
3.8 722 Assista AgoraUma temporada ousada, criativa, inquietante e provocativa.
“My Roanoke Nightmare” é a fase mais interessante e certeira da temporada. Adorei a construção da mitologia, as atuações, a criação visual e principalmente o enredo, tudo é um charme. Quando a história passa para o “Return to Roanoke: Three Days in Hell” o horror fica mais claro e é amplificado na tela (algumas mortes mexeram demais comigo por motivos de não tenho estômago pra isso). A terceira parte (season finale) tem muita informação e metalinguagem, mas infelizmente me decepcionou pela estrutura e falta de coerência.
Sarah Paulson continua sendo a rainha do mundo e não é surpresa que ela rouba a cena sempre (que sotaque lindo a partir do episódio seis). Kathy Bates interpretou com maestria sua “The Bucther”, mas é na segunda parte da temporada que ela mostra porque é um dos maiores talentos do show. Lily Rabe e André Holland convencem como casal e despertam a dúvida necessária ao narrarem os acontecimentos (confesso que achei que era tudo uma enganação). Adina Porter tem nas mãos a personagem mais difícil da temporada e entrega uma Lee cheia de camadas e que conquista aos poucos, se tornando assim a protagonista absoluta do ano. Angela Basset, Evan Peters, Frances Conroy e Denis O’Hare aparecem de forma mais sutil e contida nessa temporada, mas garantem ótimos momentos (surpresa zero).
Mas como nem tudo são flores precisamos aguentar as atuações pífias e inexpressivas de Wes Bentley, Chayenne Jackson, Cuba Gooding Jr. e Lady Gaga (amo a cantora, mas a atriz lamento). Finn Wittrock aparece pouco e achei ótimo pois não gosto do tom de sua atuação.
Como sempre a série apresenta irregularidades, momentos enfadonhos e decisões dramatúrgicas questionáveis, mas o saldo é positivo (e a temporada excelente).
The Walking Dead (5ª Temporada)
4.2 1,4K Assista AgoraEssa quinta temporada despertou mil sentimentos em mim. Da primeira vez que tentei assistir (quando ainda acompanhava semana a semana os episódios) achei que a série ficou enfadonha e desisti. Agora retomei a jornada (muito pelo que ouvi sobre a sétima temporada) e posso dizer que a série me conquistou novamente.
Carol é minha personagem favorita desde a segunda temporada pois adoro suas mil camadas, sua força, sua frieza. Chega a dar arrepios a entrevista com a Deanna para ingressar em Alexandria e suas interações com o Sam.
Rick continua sendo um protagonista admirável e é fácil torcer por ele. Acompanhar a dualidade de seus pensamentos e ações é maravilhoso. O plot da Jessie tem uma função específica e a temporada termina no seu ápice.
Michonne é um deslumbre de personagem e é irrepreensível, grande parte do meu coração é dela.
Daryl é um personagem profundo e é ótimo ver as nuances por trás dessa “carcaça” de forte. O que ele sente e sofre transparece no olhar e Norman Reedus é excelente (e super estou shippando Daryl e Aaron).
Glenn, Maggie e Tara são personagens que me importo, torço e adoro ver em cena, mas espero mais destaque nas temporadas seguintes.
Abraham, Eugene e Rosita enfim ganharam algum destaque e foi importante conhecer suas origens e o que os levou até ali. A revelação de Eugene foi necessária e no momento certo, ponto para os roteiristas.
Sasha tem seu momento e será interessante vê-la seguir enfrentando o luto.
Bob e Tyreese cumprem sua função e o episódio nove é um dos mais filosóficos e bonitos da série.
Carl é um personagem que aprendi a gostar e hoje super me importo com sua sobrevivência (e a cena da árvore é bonitinha).
Noah e Padre Gabriel são adições importantes ao elenco, mas quanto ao religioso só consigo revirar os olhos e torcer por sua morte, cara chato demais.
Beth ganhou meu coração na quarta temporada e fiquei despedaçado com a conclusão de sua história.
Os personagens de Alexandria ainda mostraram pouco, mas estou ansioso pelos próximos eventos. Que temporada incrível.
Dois Caras Legais
3.6 657 Assista AgoraNem Ryan Gosling salva o filme.
É sem graça e estranho (de um jeito ruim).
A melhor personagem é a Holly, mas isso não é muito também.
Como Defender um Assassino (2ª Temporada)
4.4 856 Assista AgoraÉ notavelmente inferior a primeira temporada, mas OK (pois ela foi perfeita e irretocável).
Viola Davis continua enchendo a tela com um banho de atuação e entrega, que mulher maravilhosa, pfv! E sua história está mais íntima e pessoal, o que é ótimo. E não com a missão de humanizar a personagem, mas sim justificar seus atos, excelente.
Wes continua chato como sempre, mas o personagem cresce positivamente no fim da temporada.
Laurel se tornou minha personagem favorita (muito pela atuação da Karla Souza) pois é precisa, firme, sensual, esperta, enfim, um espetáculo de personagem (e "pega" o Frank, "sem or").
Michaela (que me irritava super na primeira temporada) foi outra que conquistou meu coração e adoro a evolução da personagem.
Asher enfim conquistou seu lugar ao sol e ganhou o devido destaque. Ótimo pra história, pro ator e pra nós. Só espero que ele amadureça em alguns pontos para sua história ficar mais crível.
Bonnie continua maravilhosa e deixa de ser subaproveitada. Seu passado e suas ações são fortes e a atuação de Liza Weil é digna de prêmios.
Frank continua um desbunde para os olhos, amém.
Minha única restrição ao núcleo principal atende pelo nome de Connor. O personagem desce ladeira abaixo se transformando em um chato-neurótico. Tudo bem que ele quer proteger o Oliver, mas fica enfadonho. E Deus me perdoe, mas a atuação do Jack Falahee está péssima e infinitamente inferior a primeira temporada, lamentável.
Oliver teve seu plot da temporada anterior reduzido a zero praticamente, o que é uma pena visto a relevância do tema.
Nate e Eve são excelentes personagens e quero mais rivalidade e faíscas entre eles.
Em resumo, foi uma temporada ótima, com alguns deslizes e momentos somente OK, mas ainda assim a série é incrível.
The Office (1ª Temporada)
4.1 586Michael Scott é a personificação do amo/odeio no mundo corporativo. Ele é um ser humano horrível, pesado.
Dwight é meu personagem favorito até aqui.
Ansioso pra ver os personagens crescerem e conquistarem meu coração.