Misturando imagens aleatórias com a estória de uma enfermeira com uma paciente que não fala por algum motivo desconhecido, está o tempo todo passando informações e sensações atraves das imagens, sons e enquadramentos. Persona, do latin Máscara, o filme fala sobre as diversas máscaras que usamos em determinados lugares e situações. Alma no começo do filme é uma enfermeira comum que está usando sua máscara naquele hospital até o momento que ela é colocada em uma casa de praia com sua paciente Vogler, em pouco tempo de convivio Alma mostra seu outro lado, e de alguma forma as duas inervtem os papeis, temos a impressão de que Vogler é quem está cuidando de alguém naquela casa, e depois disso Alma passa a sentir uma cumplicidade tão grande nela que se vê presa a aquela situação, ela se sente exposta e por algum motivo ela é obrigada a estar junto de Vogler, como se fossem uma só pessoa. Em vários momentos as atrizes são colocadas uma na frente da outra, dois corpos e uma só cabeça, e em um momento Bergmam vai ao extremo dividindo a tela com metade do rosto de cada uma, e ainda ele faz uma confusão colocando
, o que faz da linguagem do filme um aspecto a ser analisado a parte. Além de todo o contexto das máscaras o filme trata da vida das personagens de uma forma misturada e frizando ainda mais a ideia de que elas formam uma única pessoa. Já no inicio aquela criança na cama, em um lugar vazio demonstra
o filho de Vogler, que sente falta da mãe que é atriz e não tem tempo para ele, ao mesmo tempo aquilo pode significar a criança que Alma abortou no passado
, as vidas das duas personagens estão entrelaçadas de uma forma involuntária, e aos poucos percebemos que além de elas demonstrarem outras máscaras percebemos que elas estão trocando de máscaras, a convivência faz com que elas usem um pouco da máscara da outra. Em um momento Alma faz um monólogo incrível falando com Vogler, e o texto se repete logo em seguida, ele está sendo falado duas vezes porque as duas falam ? É apenas linguagem experimental ? Varias e varias interpretações podem ser tomadas, talvez seja esse o motivo do nome do filme ter sido traduzido para Quando duas Mulheres Pecam aqui no Brasil, a interpretação se torna mais fácil e superficial pensando por esse lado, que seja uma relação lésbica, duas mulheres em uma casa de praia falando sobre diversos assuntos, que dizem respeito a elas, sobre seus passados e suas aventuras, sobretudo a vida de alma, seus pecados, sobre quando ela tira suas máscaras. O senso comúm deve pensar que quando duas pessoas do mesmo sexo estão isoladas conversando sobre todas essas coisas que elas falam pode significar homosexualidade, ou talvez todos penssem isso usando sua máscara preconceituosa para estar dentro dos “padrões morais”
Não apenas no roteiro, mas no filme como um todo o que mais transparece e fica evidente é a juventude do diretor-protagonista (Xavier Dolan), o filme está carregado de uma imaturidade agradável aos olhos e a mente, deixando de lado a razão e priorizando sempre a emoção. As vezes parece que nos está sendo transmitida apenas uma sensação, deixando um pouco de lado e estória, com seus longos planos em slow motion que se tornam muito importantes para a narrativa, porque acima de tudo o filme fala sobre paixão, aquela paixão que te faz fazer coisas que você nunca fez, como brigar com sua melhor amiga, esquecer o mundo por alguns instantes. O diretor e roteirista trabalha com as personagens de uma forma não convencional, afinal temos dois protagonistas (Francis e Marie) e um objeto de desejo (Nicolas), e além do filme trabalhar dessa forma com as personagens, colocando-as correndo atras de seu objeto de desejo, capaz de tudo para conquista-lo, se traçarmos uma linha no caminho de cada personagem veremos que tanto Marie como Francis estão em seu mundo comum até se apaixonarem por Nicolas, eles saem desse mundo comum, tem um auge e no final
. Então percebemos que Dolan desconstruiu completamente os podrões hollywoodianos onde dizem que o “herói”tem que se transformar, porque os protagonistas se transformam, mas
Os editores responsáveis, Angus Wall e Kirk Baxter que já tinham trabalhado no filme O Curioso Caso de Benjamin Button levaram a estatueta do Oscar pela montagem de The Social Network (A Rede Social).
O filme tem uma montagem ao mesmo tempo muito simples porém complexa, ela não é organizada em forma linear, acontecendo sempre em dois tempos, o telespectador está o tempo todo indo e voltando, entendendo a história em forma de “juíz”, o filme sempre deixa aberto ao publico ter seus entendimentos sobre as personagens, sem julga-las ou colocar adjetivos concretos sobre suas ações.
O filme já começa com uma montagem um pouco exaustiva, com a conversa entre Mark e sua namorada, esse diálogo arrastado porém frenético apresenta ao telespectador o protagonista do filme, apesar do filme estar mostrando o lado de Mark da situação podemos perceber que suas atitudes não são boas, porém ao decorrer do filme passamos a torcer por ele, pois todos nós hoje em dia somos viciados em sua criação, o Facebook.
Com uma visão macro em relação a montagem do filme, percebemos que em todas as cenas das audiências estão sendo nos dadas informações em geral dos ocorridos, já quando o filme volta no tempo e mostra como tudo aconteceu com cenas mais completas percebemos detalhes da história que estão por fora do tribunal. O ritmo da montagem, hora exaustivo, hora pulsante faz com que o telespectador não precise entender muita das coisas que as personagens falam a respeito de informática, fazendo com que o publico se sinta junto com Mark um expert no assunto. O fato do tempo ficar indo e voltando o tempo todo prende os telespectador na trama, apesar do filme não ter um climax muito intenso ou alguma grande virada não o torna massante devido a montagem.
Filmes de biografias geralmente são um grande desafio de montagem, é realmente difícil fazer com que eles não fiquem chatos, mas os montadores de The Social Network conseguiram trabalhar com os planos de uma forma muito dinâmica
Não é a toa que Bjork ganhou o premio de melhor atriz no festival de Cannes. Lars Von Trier é um psicopata como diretor e isso funciona ! Esse filme é a prova de que nem todos os musicais são felizes, é denso, cruel, injusto, porém lindo !
Já de cara percebemos que o filme tem uma edição não-linear, ele fala basicamente de tudo de uma forma bem diferente. O filme fala sobre família, amadurecimento, perdão, pecados... Desdo princípio dos tempos até ao lugar para onde vamos quando morremos, o filme fala sobre a parcela de coisas da nossa vida que não queremos esquecer. A atuação de todos os atores é impecável, sobretudo a das crianças. Os planos então ? Nem se fala, os mais belos que já vi ! Apesar do filme ser lento e um tanto longo, não se torna cansativo justamente por causa dos planos que são muito bons e passam as mais diversas sensações.
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Enter The Void: Viagem Alucinante
4.0 875 Assista AgoraFoda demais ! Mas concordo que uma enxugada na segunda metade seria tudo
Amy
4.4 1,0K Assista Agorapqp, agora tudo faz muito sentido..
Quando Duas Mulheres Pecam
4.4 1,1K Assista AgoraMisturando imagens aleatórias com a estória de uma enfermeira com uma paciente que não fala por algum motivo desconhecido, está o tempo todo passando informações e sensações atraves das imagens, sons e enquadramentos. Persona, do latin Máscara, o filme fala sobre as diversas máscaras que usamos em determinados lugares e situações. Alma no começo do filme é uma enfermeira comum que está usando sua máscara naquele hospital até o momento que ela é colocada em uma casa de praia com sua paciente Vogler, em pouco tempo de convivio Alma mostra seu outro lado, e de alguma forma as duas inervtem os papeis, temos a impressão de que Vogler é quem está cuidando de alguém naquela casa, e depois disso Alma passa a sentir uma cumplicidade tão grande nela que se vê presa a aquela situação, ela se sente exposta e por algum motivo ela é obrigada a estar junto de Vogler, como se fossem uma só pessoa.
Em vários momentos as atrizes são colocadas uma na frente da outra, dois corpos e uma só cabeça, e em um momento Bergmam vai ao extremo dividindo a tela com metade do rosto de cada uma, e ainda ele faz uma confusão colocando
Alma agindo como se fosse Vogler com seu marido
criança na cama, em um lugar vazio demonstra
o filho de Vogler, que sente falta da mãe que é atriz e não tem tempo para ele, ao mesmo tempo aquilo pode significar a criança que Alma abortou no passado
que seja uma relação lésbica, duas mulheres em uma casa de praia falando sobre diversos assuntos, que dizem respeito a elas, sobre seus passados e suas aventuras, sobretudo a vida de alma, seus pecados, sobre quando ela tira suas máscaras. O senso comúm deve pensar que quando duas pessoas do mesmo sexo estão isoladas conversando sobre todas essas coisas que elas falam pode significar homosexualidade, ou talvez todos penssem isso usando sua máscara preconceituosa para estar dentro dos “padrões morais”
Amores Imaginários
3.8 1,5KNão apenas no roteiro, mas no filme como um todo o que mais transparece e fica evidente é a juventude do diretor-protagonista (Xavier Dolan), o filme está carregado de uma imaturidade agradável aos olhos e a mente, deixando de lado a razão e priorizando sempre a emoção. As vezes parece que nos está sendo transmitida apenas uma sensação, deixando um pouco de lado e estória, com seus longos planos em slow motion que se tornam muito importantes para a narrativa, porque acima de tudo o filme fala sobre paixão, aquela paixão que te faz fazer coisas que você nunca fez, como brigar com sua melhor amiga, esquecer o mundo por alguns instantes.
O diretor e roteirista trabalha com as personagens de uma forma não convencional, afinal temos dois protagonistas (Francis e Marie) e um objeto de desejo (Nicolas), e além do filme trabalhar dessa forma com as personagens, colocando-as correndo atras de seu objeto de desejo, capaz de tudo para conquista-lo, se traçarmos uma linha no caminho de cada personagem veremos que tanto Marie como Francis estão em seu mundo comum até se apaixonarem por Nicolas, eles saem desse mundo comum, tem um auge e no final
eles voltam para o ponto de partida
voltam ao ser o que eram, sem aprendizado algum
Smiley Face: Louca de Dar Nó
3.3 219Anna Faris com toda certeza tava chapada de verdade
A Rede Social
3.6 3,1K Assista AgoraOs editores responsáveis, Angus Wall e Kirk Baxter que já tinham trabalhado no filme O Curioso Caso de Benjamin Button levaram a estatueta do Oscar pela montagem de The Social Network (A Rede Social).
O filme tem uma montagem ao mesmo tempo muito simples porém complexa, ela não é organizada em forma linear, acontecendo sempre em dois tempos, o telespectador está o tempo todo indo e voltando, entendendo a história em forma de “juíz”, o filme sempre deixa aberto ao publico ter seus entendimentos sobre as personagens, sem julga-las ou colocar adjetivos concretos sobre suas ações.
O filme já começa com uma montagem um pouco exaustiva, com a conversa entre Mark e sua namorada, esse diálogo arrastado porém frenético apresenta ao telespectador o protagonista do filme, apesar do filme estar mostrando o lado de Mark da situação podemos perceber que suas atitudes não são boas, porém ao decorrer do filme passamos a torcer por ele, pois todos nós hoje em dia somos viciados em sua criação, o Facebook.
Com uma visão macro em relação a montagem do filme, percebemos que em todas as cenas das audiências estão sendo nos dadas informações em geral dos ocorridos, já quando o filme volta no tempo e mostra como tudo aconteceu com cenas mais completas percebemos detalhes da história que estão por fora do tribunal. O ritmo da montagem, hora exaustivo, hora pulsante faz com que o telespectador não precise entender muita das coisas que as personagens falam a respeito de informática, fazendo com que o publico se sinta junto com Mark um expert no assunto. O fato do tempo ficar indo e voltando o tempo todo prende os telespectador na trama, apesar do filme não ter um climax muito intenso ou alguma grande virada não o torna massante devido a montagem.
Filmes de biografias geralmente são um grande desafio de montagem, é realmente difícil fazer com que eles não fiquem chatos, mas os montadores de The Social Network conseguiram trabalhar com os planos de uma forma muito dinâmica
Dançando no Escuro
4.4 2,3K Assista AgoraNão é a toa que Bjork ganhou o premio de melhor atriz no festival de Cannes. Lars Von Trier é um psicopata como diretor e isso funciona ! Esse filme é a prova de que nem todos os musicais são felizes, é denso, cruel, injusto, porém lindo !
Sem contar que é mais uma das suposições que provam a falha no sistema da pena de morte !
A Árvore da Vida
3.4 3,1K Assista AgoraJá de cara percebemos que o filme tem uma edição não-linear, ele fala basicamente de tudo de uma forma bem diferente. O filme fala sobre família, amadurecimento, perdão, pecados...
Desdo princípio dos tempos até ao lugar para onde vamos quando morremos, o filme fala sobre a parcela de coisas da nossa vida que não queremos esquecer.
A atuação de todos os atores é impecável, sobretudo a das crianças. Os planos então ? Nem se fala, os mais belos que já vi ! Apesar do filme ser lento e um tanto longo, não se torna cansativo justamente por causa dos planos que são muito bons e passam as mais diversas sensações.