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Vivemos em um mundo onde nos escondemos para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia

Últimas opiniões enviadas

  • Marcelo Santiago

    'First They Killed My Father' é um filme estrangeiro de Camboja com distribuição americana, dirigido por Angelina Jolie.
    Conta a história da pequena Loung Ung que aos 5 anos de idade, em seu país, o Camboja, assiste uma revolução no país pelo Khmer Vermelho, regime autoritário que lutava para se libertar da intervenção estrangeira no país, principalmente dos vietnamitas e dos americanos. Sua capital, Phnom Pehn, foi invadida pelo regime com a notícia que os americanos bombardeariam o lugar, e sua família foi obrigada a abandonar sua casa e sua vida, deixando todos os seus bens, para vagar pelo país á mercê do rime Khmer Vermelho, regime este que durou quatro anos no país e matou metade da população com serviços forçados, visando proteger os interesses de uma sociedade imposta e governada pelo novo regime.

    Baseado no livro de mesmo nome, escrito pela já adulta Loung Ung, obviamente trata-se de uma história real, onde Angelina Jolie, que dirigiu o filme e produziu e roteirizou junto com Luong Ung, resolve deixar documentado essa pequena passagem da história e do ser-humano, onde um regime fascista resolve tomar conta de um país que era neutro em relação á intervenção dos EUA em países pobres tanto da Ásia quanto da África, visando acabar com guerras e tentando ajudar os países.
    Essa questão é um ponto que sempre fica evidente quando o governo americano resolve 'ajudar' países pobres do continente asiático e africano, com um discurso "vamos ajudá-los a se ajudarem", mas que sempre têm questões políticas e econômicas por trás, nunca tendo o bem-estar do povo como prioridade, e sim como esses países podem entrar em um conluio para que possam se tornar organizados, com os EUA levando algum lucro encima de uma resolução.
    A explosão do regime Khmer Vermelho, que tomou conta do país Camboja, veio justamente após a retirada dos militares americanos que tentavam 'ajudar' o Camboja a se livrar de intervenções dos vietnamitas, que atacavam o Camboja, á partir disso, o governo Cambojano se arrependeu de ter confiado nos americanos, e, enxergando esta fraqueza, o Khmer Vermelho se aproveitou e tomou posse do país, causando durante quatro anos um extermínio que só se compara ao de Adolf Hitler, visando seu próprios interesses.

    Provavelmente pelo fato de ter adotado um filho em Camboja, e também por suas ligações em projetos sociais em países mais carentes, Angelina conheceu, se familiarizou e resolveu contar a história de Luong Ung, tanto que seu filho adotado do Camboja, Madoxx Jolie-Pitt faz parte da Produção do filme.

    Sobre a direção de Angelina Jolie, ela começa um pouco confuso, muitas cenas coladas, algumas passagens contadas ás pressas, em um ritmo um pouco acelerado demais, sempre escolhendo o plano de vista da pequena Luong Ung para mostrar como era a vida de sua família, como também para mostrar a tomada de poder do regime Khmer Vermelho, e os horrores vividos durante sua vida de campo em campo onde era obrigada a trabalhar forçadamente junto com seus pais e seus cinco irmãos.

    Depois de 40 minutos, o filme se encontra, e á partir de então, Jolie nos deixa totalmente hipnotizados na tela, vivenciando os horrores de uma guerra local, todas as dificuldades que a família de Luong passou, todos os desafios, as humilhações, a fome que eles passaram, a pobreza em que viviam, os sacrifícios que seus pais faziam para dar a eles o que comer, para permanecerem unidos, e principalmente para mantê-los vivos.

    Como o o próprio nome do filme já diz, não é spoiler nenhum falar que o pai dela morre, e o quão foi importante para ela entender que, haja o que houvesse, era preciso ter cautela e seguir á risca as ordens do Khmer Vermelho se pretendesse continuar vivo, afinal a maioria dos castigos envolviam a morte, e milhões de pessoas adoeceram de tanto trabalhar para o regime, e não foram cuidadas pelo mesmo, era proibido o uso de remédios estrangeiros que eram eficazes, deixando então, as pessoas á deriva das doenças que desenvolviam no campo de trabalho, morrendo logo em seguida, uma situação de completo desespero.

    O filme é forte, assim como a atuação magestrosa da criança Sareum Srey Moch, que fez Luong Ung, não pesquisei quantos anos ela tinha na época da gravação do filme, mas ela é uma menina que entregou uma performance tocante, que por mais que seja uma criança, entendeu o sentimento que devia passar para a personagem, entendeu o contexto em que a personagem se encontrava, e nenhum momento esteve perdida em cena. Isto muito mérito de Angelina, que por ter muitos filhos, três adotados e três biológicos, sabe lidar muito bem com crianças, e principalmente no âmbito profissional da atuação.

    Destaco também Sveng Socheata, que fez o papel da mãe de Luong, uma atriz fantástica, que o tempo todo em cena sua personagem estava carregada em drama, e sua atuação foi louvável, principalmente quando envolvia as crianças que faziam seus filhos, conseguiu passar toda a emoção de uma mãe em total desespero por não conseguir dar uma vida decente aos seus filhos, de ficar desolada por vê-los passando fome, e entregue á tristeza ao pensar em perder sua crianças.
    Kompheak Phoeung, que fez o pai de Luong, também fez um bom trabalho, não digo excepcional, faz entregou o que precisava do personagem.

    A trilha do filme é ótima, fazendo com que a música casasse perfeitamente com os acontecimentos em cena, e com o retrato de uma Camboja desolada e entregue á um regime que era um câncer para as pessoas, que não tinham nenhuma esperança de viver novamente uma vi~da decente. Densa nos momentos certos, e brusca nas cenas de tensão, digna de indicação á qualquer premiação, é um dos pontos altos do filme.
    Outro ponto alto do filme são os efeitos visuais do filme, de primeira linha, surpreendem pelo realismo presente em cena, nos momentos de bombardeios, amputações e destruição, parece que estamos vendo algo mais real do que moldado digitalmente.

    Apesar de contar uma momento real e triste do país, e de seus cidadãos, 'First They Killed My Father' é um filme lindo dentro de sua proposta, nos mostra como a guerra NUNCA traz nada de bom para nenhum tipo de país ou cultura, o quanto vidas inocentes são perdidas por egos mesquinhos, e como existem seres humanos que no meio de uma atrocidade como essa, consegue sair mais forte que qualquer ser-humano pensou que vivenciaria e suportaria.
    Luong Ung, não só suportou, vivenciou, como também de alguma forma superou, teve coragem de contar sua triste história, que também é a de inúmeros sobreviventes daqueles tempos, e entra como uma das grandes mulheres deste século, como a chinesa que abandonou sua vida e família na china e acabou presa por lutar por direitos humanos, e a protagonista do filme 'O Impossível' que sobreviveu ao Tsunami e conseguiu com que sua família se encontrasse graças á educação dada aos seus filhos.

    Ponto pra Angelina Jolie.

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  • Marcelo Santiago

    "Eu nunca vi um filme tão ruim na minha vida...o Superman não enfrenta ninguém..só chora o filme todo, a Lois parece uma songa Monga, o filho dela é um menino chato e bobo, o Lex Luthor do Kevin Spacey é a única coisa que salva no filme, até o James Marsden tá perdido nesse filme, e pensar que ele deixou o Ciclope de lado pra fazer esse filme escroto. Adoro o Brian Singer, mas nesse filme ele @&%$#*(. "

    Este comentário acima foi feito por mim muitos anos atrás no site do Adoro Cinema, e passado pra cá há um ano atrás... resolvi assistir o filme pela quarta vez, pois Superman Returns, dirigido por Bryan Singer (X-Men 1 e 2) foi indicado ao Oscar de Efeitos Visuais em 2007.

    Não vou focar na história, ela já está ali na descrição encima, porém, vou evidenciar que Bryan Singer resolveu fazer uma espécie de Filme-Homenagem aos longas de Richard Donner de Superman da década de 70, filmes esses memoráveis. A premissa da história é de que ela se passe logo após Superman 2, desconsiderando os 2 filmes seguintes, e talvez este seja o principal problema do filme de Bryan Singer.

    O fato do filme ser uma espécie de Filme-Homenagem, ao meu ver, não deu muito certo, foca em um estilo de segmento de personagens e história que não funciona mais nos dias modernos, você querer repetir e/ou copiar algo feito à tantos anos vai acaber saindo redundante, nada original e pouco chamativo, além de cair em qualidade narrativa.
    Foram várias as vezes que vimos sequências já presentes no filmes de Richard Donner e também sequências repetitivas, como o Superman indo ao espaço observar o planeta (duas vezes), Superman salvando Lois de um desastre aviário (De novo!), Superman á mercê da Kryptonita (novamente). Temos uma narrativa que se assemelha muito ao primeiro filme, sempre levando o Superman á fazenda Kent, remetendo sua origem, caindo de sua espaçonave com Martha Kent o encontrando bem no começo do filme, claramente lembrando sua chegada á Terra... uma repetição de ideias e sequências já usadas em um filme infinitamente melhor que este e muito mais representativo.

    A falta de um vilão de peso também deixou o filme sem identidade, afinal de contas, Superman não estava lutando contra ninguém, e sim contra os erros que cometeu ao abandonar a Terra sem pensar que as pessoas dependiam dele, e é curioso notar que em cinco anos fora, Lois não passou por nenhum apuro, mas é só ele retornar para o avião onde ela se encontra acabar dando problema. Problema este gerado por Lex Luthor, em uma atuação-homenagem de Kevin Spacey, ao Luthor de Gene Hackman, porém com uma pitada de originalidade por parte do ator que é talentoso ao extremo. Em nenhum momento do filme me pareceu que Superman estava realmente preocupado com Lex Luthor solto por aí, ou se o considerava mesmo seu arqui-inimigo, Superman estava mesmo era preocupado com Lois noiva de outro homem e com um filho, constituindo família, e não se Luthor estava solto e era sua responsabilidade observá-lo e o deixar ciente de sua presença e vigilância. Ou seja, outro erro de roteiro.

    Indicado á Efeitos Visuais no Oscar e BAFTA, me ficou a impressão de que ora os efeitos são competentes, ora são debochados demais, escancarados demais, funcionam em algumas cenas, e aparentam forçadas em outras, digitalizadas demais, superficiais demais,sinceramente não sei se valia a lembrança.

    Já a trilha sonora de john Ottman, inspirada na original de John Williams, é competente, funciona com as cenas do filme, e nos entrega suspense quando precisa, magia quando precisa e ação quando necessária, típico de um filme do Homem de Aço. Faz o básico feijão com arroz

    Nas atuações, Brandon Routh (das séries Legends Of Tomorrow e Chuck), até então ator novato, até se esforçou pra fazer bem seu papel, mas não convence muito como Superman, não passa ar de onipotência de Super-herói, de salvador da pátria, de um símbolo a ser seguido, está constantemente tentando se provar em ser um grande herói, não só no roteiro como na atuação. E se falha como Superman, falha mais ainda como Clark Kent, sem carisma nenhum, bem desajeitado igual ao personagem, e só parecido com Christopher Reeve na aparência, pois como um Filme-Homenagem, deveria ter essa atuação ao mesmo tempo original e que remetesse ao Superman do passado.

    Kate Bosworth que fez Lois Lane, foi injustamente indicada ao Framboesa de Ouro daquele ano como Pior Atriz Coadjuvante. Sua atuação não está de excelência, e sua Lois Lane sequer nos remete á personalidade de Lois dos quadrinhos ou do filme de Richard Donner, mas ela faz um trabalho até competente dentro do que ela podia fazer, você não enxerga uma Lois Lane ali, mas consegue aceitar isto, consegue levar o filme numa boa.
    O mesmo não dá pra dizer de seu filho, Jason, totalmente desnecessário dar a Lois um filho para evidenciar as mudanças que aconteceram ao Superman deixar a Terra por cinco anos e o deixar ainda mais desconfortável com a volta. É um personagem que em nada contribui para a trama, e não desenvolve nenhum dos personagens que está ligado a ele.

    James Marsden faz Richard White, sobrinho de Perry White e noivo de Lois, pelo fato de ser um personagem inexistente nos quadrinhos, James Marsden teve mais liberdade para atuar e fazer algo mais original com seu personagem. Não compromete, mas também não evolui no filme, fazendo o papel de ciumento e de motorista particular de Lois, seja de carro ou hidro-avião.

    Kevin Spacey está ótimo, um dos únicos atores que se salva no filme, sendo seu ponto alto seu diálogo com Lois no barco, ao contar seu plano, ótima atuação de Kevin Spacey.
    Já Frank Langella, ator talentosíssimo e experiente, faz Perry White e tenta fazer algo com o que lhe foi dado, mas acaba fazendo um personagem muito genérico, esteve ali mais para tapar buraco, afinal o papel iria para Hugh Laurie de 'House'. Vale ainda lembrar de Parker Posey, que fez Lilly, acompanhante de Luthor, numa clara homenagem e representação da Senhorita Penymoney dos filmes de Richard Donner.

    Superman Returns não chega a ser o pior filme do homem de aço, só conferir Superman IV - Em busca da Paz, porém, está longe de ser uma representação autêntica e respeitável do que o Homem de Aço realmente é e representa. As ferramentas necessárias que definem a moralidade e a construção do personagem até estão ali presentes em alguns pontos, mas são mal desenvolvidos e se perdem num roteiro que tem algumas falhas. Sem falar que o filme termina com aquele plano-sequência onde Superman com seu ar de confiança sobrevoa a estratosfera da Terra, como foi exaustivamente usada nos filmes de Richard Donner. Faltou mesmo originalidade.

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  • Marcelo Santiago

    A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers), filme produzido por Steven Spielberg e dirigido por Clint Eastwood, indicado ao Oscar de 2007 nas categorias de Mixagem de Som e Edição de Som, perdendo em ambas. O filme é estrelado por Ryan Phillippe, Adam Beach, Jamie Bell e Neal McDonough.

    A Conquista de Honra conta a história real de uma fotografia tirada durante a guerra por Iwo Jima, uma praia japonesa, que aconteceu entre o fim de 1944 e o começo de 1945, nesta fotografia, após tomar a praia, os soldados americanos fincaram uma bandeira americana no topo da montanha da praia, essa fotografia rodou os EUA, enchendo de orgulho e esperanças os cidadãos norte americanos e se tornando o símbolo da vitória americana em território japonês. Mesmo com boa parte dos soldados que apareciam na fotografia mortos, três soldados restantes daquela tropa retornam aos EUA para fazer uma mini turnê para angariar fundos para os soldados que ainda permaneciam em combate, sendo tratados como heróis.

    O longa foi filmado ao mesmo tempo que 'Cartas de Iwo Jima', longa também produzido e dirigido por Spielberg e Eastwood, sendo que 'A Conquista de Honra' conta a história á partir do ponto de vista americano da guerra, enquanto ' Cartas de Iwo Jima' conta o lado japonês da guerra.
    Se em 'Cartas de Iwo Jima', o longa abordou os japoneses como heróis que deram a vida por sua pátria, em 'A Conquista de Honra' Eastwood nos mostrou o extremo oposto do sentimento nipônico, de que ali, não haviam heróis.

    O grande acerto de Clint Eastwood foi abordar este filme da forma menos patriótica possível, afinal, as guerras não têm nada de patriotismo, são apenas interesses econômicos para os poderesos homens que estão na mais alta escala hierárquica de seus países. O poder, o dinheiro, as posses, o retorno falam mais alto do que o bem do país e do povo em uma guerra, e Clint Eastwood mostrou como aqueles soldados que estavam em Iwo Jima, não lutaram por seu país, pela bandeira, pelo povo ou pela liberdade, eles lutaram pelos seus companheiros que estavam ali, do lado deles, longe da família como eles, com sonhos como eles, atirando com eles, morrendo do lado deles, defendendo uns aos outros.
    Enquanto os soldados que voltaram de Iwo Jima, estavam em solo americano, divulgando uma foto em que eles sequer estavam, e sendo tratados como verdadeiros heróis de guerra, recebendo uma glória que não lhes eram de direito, eles se sentiam envergonhados, humilhados, apesar de Rene Gagnon (Jesse Bradford) ser o único que sentia á vontade com tudo oque acontecia, mesmo reconhecendo que não mereciam toda aquela glória.

    Eastwood resolveu contar a história á partir de uma pesquisa que o filho de 'John 'Doc' Bradley (Ryan Phillippe) estava fazendo sobre os acontecimentos daquela batalha e sobre o mito que se criou de quem realmente estava naquela foto, e se era mesmo verdadeira. O filho, James, conversa com alguns nomes que estiveram lá, como um dos fotógrafos que registrou a cena, e um dos capitães que estava envolvido na turnê que os soldados fizeram.
    E este é um ponto que talvez possa desagradar quem assistir o filme, pois o longa vem e vai, entre passado na praia, passado na turnê dos soldados e presente atual, são muitas idas e vindas na história a todo momento, sem seguir um ritmo normal, ou um ritmo claro, isso faz com que o espectador tenha mais facilidade em se perder, ou na história, ou com certos personagens, ou com detalhes durante o passado da turnê dos soldados. Eu mesmo tive uma dificuldade com os personagens, pois por mais que eles fossem apresentados no começo do longa, as idas e vindas fizeram com que eu confundisse alguns, e principalmente que eu focasse quem tinha e quem não tinha voltado de Iwo Jima.
    Talvez se Clint Eastwood tivesse dosado a forma como contou a história entre passado e presente, tivesse ficado mais cômodo ao espectador de acompanhar a história e os personagens com mais clareza e atenção

    O filme foi indicado a Edição de Som e Mixagem, que estão impecáveis no filme, quem tiver uma saída de som boa, em Stereo Sunrround vai apreciar mais os sons do filme que estão muito bem feitos.
    Clint Eastwood dirige o filme muito bem, com a mesma maestria de 'Cartas de Iwo Jima', as tomadas de câmera que ele escolheu no momento da invasão dos soldados na praia, em diversos ângulos, favorecendo certos aspectos da batalha, seja na água como nos morteiros, é sensacional e te coloca mais dentro da guerra do que ele já lhe põe conforme a batalha avança.

    A trilha do filme é impecável, pra mim o melhor do filme, composta pelo próprio Clint Eastwood, ela é singela nos momentos densos, e afrontosa nos momentos de angústia e desespero, sempre entrando no momento certo do filme, e representando bem o que a cena transmite, Clint construiu uma trilha que faz com que a gente vislumbre uma pequena fração do que pode ser a alma de uma batalha, ou do sentimento de um soldado que não é um herói, mas uma alma quebrada. A melhor parte da trilha para mim é no fim do filme, os 10 minutos finais junto com a subida dos créditos. Quando os créditos sobe, a trilha transmite toda a mensagem que o filme quis passar, e quando começam a surgir as fotos reais da batalha, a trilha transmite o sentimento de dois atos das fotos, a dos soldados na praia em, momentos casuais com uma música mais densa, e das fotos mais brutais, retratando um sentimento de perda e desolação. Trilha Magistral que deveria ter sido indicada ao Oscar naquele ano no lugar de 'O Segredo de Berlim' que tem uma trilha mais comum e fraca.

    Acredito que todos os atores no filme estão competentemente bem, sem ninguém fazendo algo abaixo do que deveria ser feito. Além dos atores principais já citados, temos também outros atores como o já saudoso Paul Walker (de Velozes e Furiosos), um dos meus atores preferidos John Sllatery (Desperate Housewives e Capitão América: Guerra Civil) sempre dando um show em cena, Melanie Lynskey (a Rose de Two and a Half Men).
    Se for pra destacar um, destaco Adam Beach que fez Ira Hayes, soldado indígena, que fez um ótimo trabalho dramático em cena, sempre muito bem em suas cenas e com seu personagem, um dos pontos altos do filme.

    Não posso deixar de citar a cenografia, filmado na Islândia, toda a sequência na praia em sensacional, com uma fotografia que deixou tudo mais acinzentado, e as cenas no passado durante a turnê dos soldados também temos uma cenografia muito bem construída, com detalhes minimamente acertados, deixando tudo muito verossímil com a época.

    'A Conquista de Honra' é um ótimo filme, que nos mostra um lado menos patriótico de uma guerra do lado americano, aborda muito uma questão recorrente, como os soldados de guerra são tratados pelo país, sendo futuramente esquecidos e largados ao esmo, servindo apenas como bucha de canhão enquanto poderosos da mais alta patente não só levam o crédito e as honras, como são erroneamente respeitados sem ao menos estarem em solo lutando com seus homens, das quais não sabem nem o nome e nem suas histórias. Um bom reflexo disso é o personagem de Adam Beach, que deixa esta questão bem escancarada.
    Apesar de pecar na forma como resolveu contar a história, com muitas idas e vindas no roteiro, Clint Eastwood entrega um filme que emociona e prende a atenção do espectador, ainda assim, ficando um degrau abaixo de 'Cartas de Iwo Jima'. acertadamente indicado ao Oscar de Melhor Filme naquele ano. 'Cartas de Iwo Jima' têm mais conjunto, mais ritmo, e mais conteúdo humano que o torna um filme mais coeso e brilhante do que 'A Conquista de Honra'.

    03/12/18

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