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Vivemos em um mundo onde nos escondemos para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia

Últimas opiniões enviadas

  • Marcelo Santiago

    Levei um bom tempo para assistir Corra!, e quando finalmente o fiz devo confessar que esperava mais do filme, até pelo que foi vinculado na época de seu lançamento. Isso não quer dizer que o filme é ruim, mas esperava algo mais original, o que se vê é mais um estilo de suspense que sumiu nos anos 90 e voltou justamente neste filme.

    Corra! na época do lançamento, estava sendo muito aclamado pelo público, um filme independente alcançando o primeiro lugar nas bilheterias americanas em pleno verão, época de muitos blockbusters para as pessoas que estão de férias irem ao cinema conferir. Teve várias indicações ao MTV Movie Awards e era o queridinho dos jovens.

    Imaginei que o filme seria um pouco mais original, que traria algo de novo para o gênero suspense/terror, que conversaria de uma forma diferente com os espectadores novos e antigos, mas na verdade o filme é um copia e cola de ótimos filmes de terror ou suspense da década de 80/90.

    A construção da história é bem clichê, rapaz conhece garota e os dois vão passar o fim de semana na casa dos pais dela para conhecer o seu namorado. Essa casa fica no interior e é afastada das demais casas, bem típico. Então coisas estranhas acontecem envolvendo os pais dela e os empregados da casa, aos poucos vamos descobrindo com o protagonista o que pode estar acontecendo por ali. Daí vem a revelação nada chocante, uma reviravolta nada surpreendente, e uma reta final que em todo filme de suspense ou terror tem, que é o protagonista lutando pela sua própria vida e sendo resgatado no fim.
    Tudo é muito previsível no filme e isso decepcionou muito a mim enquanto assistia.

    Apesar disso, o pano de fundo usado para contar esta história é muito interessante, o filme no começo deixa a entender que o rapaz está com um pé atrás de ir no fim de semana conhecer os pais dela pelo fato de eles não saberem que ele é negro, nisto vão acontecer saias justas conforme ele for conversando com eles e posteriormente outras pessoas, nos mostrando que mesmo a pessoa com a mais boa intenção e livre de qualquer preconceito, pode soar desconfortável em algum ponto conversando com uma pessoa negra, parte muito inteligente do filme, nos mostrando que mesmo não sendo preconceituosos, podemos ser desconfortáveis com tais colocações ou citações. O lance não é você respeitar a pessoa de cor, e sim tratar a pessoa como um igual, conhecendo e respeitando a ascendência dos negros na história, assim como a dos próprios brancos sem separar ninguém.
    No meio do filme, somos confrontados que a opinião das pessoas que lá estão não é com o fato do preconceito, mas sim a seita criada na história que percebe que nos dias atuais, com a ascensão dos negros na sociedade, na cultura pop, os leva a preferir as pessoas de cor negra, sem soa preconceituosos, apenas desconfortantes quando querem saber mais da história negra sem pesquisar e perguntando diretamente para um negro, soando um pouco debochados.

    Daniel Kalluya está muito bem no filme, e pegamos carisma por ele muito cedo. Bradley Whitford é outro que também está muito bem no final como o pai de Rose Armitage.
    Marcus Henderson, como Walter, é o alívio cômico do filme, e ficou bem incorporado dando um pouco de leveza á trama na hora certa (menos no final), acredito que isso ajudou na aceitação do filme pelos jovens americanos.

    Jordan Peele fez um ótimo trabalho dirigindo e escrevendo o filme, fez algo que não vemos a anos no segmento de terror/suspense, trazendo um tema muito bom que é o racismo, com protagonistas e antagonistas negros. Porém pecando apenas na falta de originalidade, o que eu vi em seu filme em termos de enredo eu já vi á exaustão quando garoto nos filmes de terror/suspense das de´cadas de 80 e 90, nas telas quentes da vida e nas locadoras de VHS.

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  • Marcelo Santiago

    Mãe é um filme bem controverso, toca numa temática delicada, aborda assuntos que muita gente concorda e discorda... ou seja, o filme ´polêmico, uma viagem ácida num tema delicado feito por Darren Aronofsky.

    Aronofsky pode até ser um diretor ame ou odeie, mas tem que se concordar que ele é ousado em seus filme, pro bem ou pro mal, é impossível não assistir um de seus filmes e perceber como ele aborda certos temas e como segue a narrativa de seus filmes.
    Com Mãe, o tema é religioso, com a personagem de Jennifer Lawrence sendo a Mãe Natureza, Javier Bardem sendo Deus e a casa sendo o Paraíso e a Terra ao mesmo tempo.
    Particularmente, eu gostei do filme, foi muito bem construído, a trama te prende, você tenta entender o que se passanaquela casa do ínicio ao fim do filme, você tenta entender as motivações dos protagonistas e antagonistas o tempo todo, a grande maioria das cenas cenas se passam dentro da casa com tomada única seguindo a personagem de Lawrence querendo criar um Q de suspense.
    Não vou entrar em detalhes do contexto religioso do filme, consegui absorver o que filme queria passar e a mesagem contida dentro de seu roteiro, e achei muito interessante este ponto de vista, muitas similaridades com a Bíblia, o Velho e Novo Testamento, a criança que representaria Jesus Cristo e por aí vai. Apesar de tudo, o filme é bem pesado, mais em sua parte final, quem assitir vai se contorcer no sofá em presenciar certas cenas desconfortantes, e ali a viagem de Aronofsky atinge o seu máximo.

    Jennifer lawrence está ótima como sempre, neste filme ela entrega um trabalho muito competente, diferente do que ela vinha apresentando em outros filmes, aqui a carga dramática dela é diferente, ela não precisa extravassar, nem ter cenas de total descontrole (apear de ter duas, mas em umcontexto totalmente diferente), acho que este filme soube tirar o melhor que Lawrence aprendeu nestes últmos anos atuando em filmes com carga mais dramática.

    Javier Bardem é outro que dá um show, uma interpretação cheia de serenidade e com destaque aos seus trejeitos faciais, um mocinho com alma de vilão, mas que no fundo é inocente sem saber de sua própria inocência, mergulhado em sua arrogância ser saber que é arrogante. Para si, todos seus atos são justificáveis e nada está completamente errado, tendo uma slução ou uma saída para qualquer adversiadde.

    Os antagonistas Ed Harris e Michelle Pfeifer são outros destaques, Harris nem preciso dizer nada, ator mais que competente. Mas Pfeifer neste filme mostra que ainda está em ótima forma como atriz, um showzaço de interpretação com seus trejeitos de vilã sem ser vilã por completo, sua ácidez em tratar Lawrence e seu cinismo no filme são impressionantes e acho que nenhuma outra atriz ia conseguir realizar isso tão bem como Pfeifer fez. Eu arriscaria assim de longe uma indicação a ela de Atriz Coadjuvante, o que óbvio não irá acontecer.

    No mais, a mixagem de som deste filme é sensacional, como o filme em sua maioria se passa dentro da casa, os sons proeminente dela são ótimos, como o pisar de Lawrence no solo, o som de abrir e fechar da máquina de lavar, da pia onde se sentam e posteriormente se quebra, deportas se fechando e por aí vai... também mereceria uma indicação de mixagem de som em alguma premiação.

    A trilha sonora de Johann Johanssonn também é muito boa sempre casando bem com as cenas de tensão e com as cenas mais densas do filme.

    Mãe é um filme controverso como jácitei, alguns vão gostar e outros vão detestar veementemente, pela ousadia de Aronofsky e por entregar um roteiro que por mais que no começo confunda, se entrelaça no final e desata seus nós, acho que aronofsky fez um bom trabalho, assim tem que ser um cineasta, ousado, ácido, com temas que mexam com a cabeça do telespectador, que façam sair de seu mundo por duas horas e entrar em outro. Neste filme ele fez isso muito bem, mesmo que com umas falhas ali e acolá.

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  • Marcelo Santiago

    Assisti Janela Indiscreta depois de ter assistido Um Corpo Que Cai, ou seja, Janela Indiscreta veio antes do filme citado, então esperava algo mais na linha de reviravolta com este filme, que nã aconteceu, mas mesmo assim o filme é soberbo por vários motivos.

    Hitchcock sabe mesmo fazer um suspense que te prende na tela, o personagem de Stewart está com sua perna quebrada e fica de molho o dia inteiro no seu apartamento, com um binóculo, bisbilhotando a vida de seus vizinhos, que vivem com as janelas e portas abertas devido ao calor. Ele tem uma namorada, vivida pela belíssima Grace Kelly (as mulheres de antigamente eram muito mais lindas e chiques), que quer mais do relacionamento deles, enquanto Stewart quer de menos. Neste impasse, Kelly cede e passa a fazer as vontades do amado para fazer o relacionamento deles darem certo. Uma dessas vontades, é quando Stewart. com seu binóculo, pensa ter descoberto um casa de assassinato no apartamento á frente, á partir daí, ele, sua namorada e sua empregada tentam desvendar este mistério, pondo eles mesmos em perigo.

    O filme tem diálogos excelentes, que destoam um pouco da premissa do filme, e aborda variados assuntos, focando também na discussão do relacionamento entre Stewart e Kelly.
    James Stewart é um ator de primeira linha, sensacional como sempre, Hitchcock acertou em chamá-lo para estes dois filmes citados lá no começo, caiu como uma luva esses papéis para Stewart.
    Grace Kelly, faz um de seus melhores papéis, consegue ser atraente, sexy ser vulgar, e passa toda melancolia em seus trejeitos faciais por não conseguir que Stewart queira algo a mais com ela, e ao mesmo tempo, ela expressa toda paixão da vida quando está mergulhada nas vontades de seu amado.
    Destaco também Wendell Corey que faz o detetive/capitão que no começo duvida da história louca de Stewart de que o vizinho cometeu um assassinato contra a própria esposa... sempre que está em cena Wendell mostra toda sua competência como ator.

    Enfim, apesar de não ter uma reviravolta no filme, todo o segmento, todo o diálogo e o carisma dos personagens principais te prendem na tela e você fica mergulhado naquela pequena história até o seu final, com um final até engraçado diga-se de passagem, este é um filme de suspense mais leve, mais uma obra-prima de Hitchcock com toda certeza.

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  • jailson jonio
    jailson jonio

    Opa Marcelo, ainda não vi todos.

  • João Roberto Sierra Filho
    João Roberto Sierra Filho

    Obrigado Marcelo, também li algumas suas e digo o mesmo. Acho legal podermos utilizar esse espaço pra comentarmos os filmes, é como uma "válvula de escape", uma saudável terapia...
    Coisas de cinéfilo mesmo...abs

  • jailson jonio
    jailson jonio

    Eaeeee, Marcelo sou bastante ecletico mas atualemte estou assistindo algumas series, Bates Motel, O atirador, Into The Badlands, The Originals...