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Data de lançamento
9 Nov. 1990Duração
Após ter sido queimado em sua última fuga, Chucky renasce das cinzas depois de ser reconstruído por um funcionário da fábrica de brinquedos para atenuar a publicidade negativa a respeito do boneco. Ressuscitado, Chucky persegue sua presa para reiniciar a caçada.
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IMPRIMATUR - visto pela primeira vez em 1994:
Essa continuação acaba dissipando qualquer resquício de credibilidade do anterior... sem contar que tudo poderia ser resolvido da forma mais prática possível. Como questionou meu sobrinho: "por que simplesmente não chutam ele, tio?" Kkkk
Avaliação em nota: 2.9
[Review de 18 de Outubro de 2021]
Fica no limiar de ser sério e ser tosco e não funciona muitas vezes. Os cenários são muito absurdos especialmente a fábrica no final chega a ser infantil de tão bobo não faz o menor sentido e pra uma reta final que tem um tom sério isso não encaixa bem mesmo.
Ele tem um ritmo bom, uma progressão de história legal, o Chucky tá muito divertido aqui ele tá maníaco total mais que no primeiro. O ato final é tosquissima a lesadisse dos personagens chega a outro nível e o Chucky não dá nada de medo pelo simples fato de que uma bicuda resolveria a maior parte das situações. O confronto final parece um filme infantil tosco do início dos anos 2000, não tem pé nem cabeça nem é empolgante. Mas compensa muito com ver o chucky apanhando e sofrendo muito porque o corpo virou humano, é um gore extremamente divertido, a morte dele é hilária.
Aliás o chucky não dá medo, mas sabe o que dá medo? A forma como a sociedade lida com alguém com transtornos psicológicos ou neurodivergência, isso sim é perturbador e é um subtexto interessante ali.
Nota: 5.2
O primeiro é perfeito esse continua a saga mas já é mais bobinho demora pra acontecer as coisas, da pra ver os padrões dos filmes de terror aqui.
“Brinquedo Assassino 2” retorna ao universo já estabelecido com a confiança de quem entende o impacto do original e sabe como expandi-lo sem descaracterizá-lo. John Lafia foca nas consequências do trauma vivido por Andy (Alex Vincent), agora mais velho, vulnerável e perdido no sistema de adoção, criando uma continuação que equilibra maturidade narrativa e ritmo mais afiado. Desde o início, o diretor não tenta reinventar Chucky (Brad Dourif), mas sim aprofundar o estrago emocional que o boneco deixou, usando essa base para construir um terror mais direto e mais pulsante que seu antecessor.
O roteiro aproveita a nova dinâmica entre Andy e Kyle (Christine Elise) para renovar o eixo emocional do filme, explorando uma parceria improvável que nasce da solidão de ambos. Essa relação funciona como contraponto humano à escalada de violência de Chucky, que aqui assume um papel ainda mais ativo e constante na narrativa. Sequências como a da escola mostram o domínio de Lafia sobre o suspense, conduzido por silêncio, composição de espaço e uma brutalidade seca que reforça o perigo iminente. Cada aparição do boneco é pensada para manter a tensão sempre em movimento.
Tecnicamente, “Brinquedo Assassino 2” eleva a franquia a outro nível. O animatronic de Chucky atinge uma sofisticação impressionante, com expressões, fluidez e peso físico que tornam sua presença mais ameaçadora e irônica. A violência cresce em criatividade e impacto, desde a queda de Phil (Gerrit Graham) ao ataque no orfanato, mas sem cair no exagero gratuito. Toda a construção estética colabora para esse clima, especialmente a fábrica dos Good Guys no clímax: um cenário icônico, filmado como um labirinto industrial de pesadelo, onde horror e espetáculo se combinam com precisão notável.
Mesmo com pequenas inconsistências visuais no corpo de Chucky, o filme sustenta uma coesão rara para uma sequência dos anos 90. As atuações de Alex Vincent e Christine Elise reforçam o coração dramático da história, enquanto Brad Dourif reafirma seu domínio absoluto sobre a personalidade do boneco. No fim, “Brinquedo Assassino 2” não só consolida a mitologia da franquia como se destaca como um dos melhores exemplares do terror da época: ágil, criativo, tecnicamente ousado e cheio de personalidade. Uma continuação que entende seu legado e o impulsiona com força própria.
03.01.2004