A verdade é: o fim do mundo nunca foi tão divertido - e estranho. Mas o que você acha que ia acontecer juntando os atores de Segurando as Pontas (Pineapple Express) e Superbad com Emma Watson, Rihanna, Channing Tatum (OMG!!) e Back Street Boys? Pois é... aproveita e joga aí nessa salada uma Los Angeles em chamas e um demônio vindo das diretamente do livro do apocalipse? Bom, isso e mais um pouco você vai encontrar em É o Fim (This is the End).
Putz, não quero simplificar o filme, porque de simples ele não tem nada. Ele prendeu a minha atenção do começo ao fim - e comédias normalmente não são my cup of tea. Mas esta é diferente. Algumas temáticas são velhas conhecidas deste atores e do diretor, Evan Goldberg, que já dirigiu James Franco e Seth Rogen em Segurando as Pontas. Aliás, este filme é uma parceria de direção entre Goldberg e Rogen. Assim, tem muita droga no filme. Muita bebida. Muita gente falando bobagem gratuita. Mas... e aí vem o mas... eles não são como nós, meros mortais. Como os personagens de Rogen e Franco em Segurando as Pontas. Oh, no... eles são Sethe Rogen, e James Franco, e Rihanna, na vida real - quer dizer, na vida real do que nós achamos que é "a vida real" desta galera. E aí entra a graça. Eles interpretam versões extremamente exageradas do que seria o "James Franco", a "Emma Watson", na vida real. Com todas as manias e coisas extremamente ridículas que imaginamos que estas estrelas de Hollywood tenham, façam... O Michael Cera interpretou uma versão insuportável dele mesmo. Mesmo. E me diz o que é o pênis gigante na sala de Franco? Além de uma ótima referência à Laranja Mecânica, é de um extremo mau gosto (mas quando Emma Watson corta o topo desta escultura nada convencional com um machado, e a homarada sai correndo fazer o que ela mandou, ah, isso é divertido... )
As referências a diversos filmes e séries são hilárias - mas tem que ser rápido no gatilho pra pegar tudo! Como o pênis que mencionei, que faz referência à Laranja Mecânica, temos também a cena de "amor" entre o demônio e Jonah Hill, que lembra O Bebê de Rosemary, o exorcismo de Jonah Hill, que lembra O Exorcista, a referência à Dirty Dancing ("Nobody puts Jay in the corner"), entre muuuuitas outras! Mas acho que a referência mais hilária é a do Back Street Boys e da Whitney Houston. Ah, e isso me lembra de outra coisa... a trilha sonora...
Ah, a trilha sonora está incrível! Além dos dois artistas que mencionei lá em cima (com as músicas Everybody e I Will Always Love You), tem Gangnam Style, do Psy, Paper Planes, da M.I.A., End of the Beginning e War Pigs, do Back Sabbath. Mas além de embalar as aventuras destes bocós de Hollywood, a trilha sonora também sacaneia: quando Jay Baruchel está lendo trechos do Apocalipse na Bíblia, uma música à altura o acompanha. Quando ele é interrompido com as piadas dos outros, a música para. E volta ao exato momento que tinha parado quando ele recomeça a ler o livro.
Ah, e tem muitas coisas indigestas - apesar de muitas serem hilárias - além dos sustos. Pulei mais na cadeira do cinema do que normalmente pulo em filmes de terror! E ver o Michael Cera ser empalado (booo, spoiller!!!) e a Rihanna cair em um precipício (sonho meu...) foi de morrer de rir.
Bom, espero que estas ideias gerais sobre o filme que conta a história de um bando de atores hollywoodianos que ficam ilhados na casa de James Franco quando o apocalipse se inicia e tem que lutar por sua sobrevivência apesar de serem muito idiotas e depois tem que lutar com o demônio e...e... (...) tenha sido suficiente pra te levar pro cinema. Porque vale a pena.
Veja o trailer aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=fuHzxRYsmVU
Nota: 8 (olha, pra uma comédia, isso está extremamente alto... confia!)
Recomendação: Ah, vale a pena ir. E nesse dá pra levar o namorado, o marido, os amigo. Porque tem bastante coisa explodindo, drogas e Michael Cera dá um tapa na bunda da Rihanna - e leva uma bofetada na cara.
Wow. Não tem outra forma de começar este post não. Que filme... ainda estou tentando conectar todas as pecinhas pra poder aproveitar cada momento do filme. Cada cena, cada pedacinho de sua história. As texturas, as cores, a edição. Gente, que filme mais lindo.
Mas calma lá, porque tô começando a achar que este post tá saindo no mesmo estilo do filme - aos pedaços -, e pode ser que não faça sentido pra muita gente. Então vamos começar do começo. O nome do filme, talvez? Sim. Bom, Obsessão, com Nicole Kidman, Matthew MacConaughey, Zac Efron, John Cusack e Macy Gray (que tal, hã?!), dirigido por Lee Daniels (Precious).
Agora que já falei o que tinha que falar - o nome do filme - vamos aos detalhes. Primeiro, deixa eu explicar uma coisa bem explicadinha: quando digo filme "lindo", não tem nada de bonitinho. A única coisa "bonitinha" neste filme é o cartaz do filme, como disse uma amiga minha. O resto não tem nada de bonito. Tem paixão, tem sangue, tem crocodilos e tripas, tem muito sexo - é o tipo de filme que você não assiste no domingo à tarde com a sua mãe e a sua sogra, pelamordedeus! -, as cores são saturadas, os personagens interpretam no limite - como em melodrama mexicano. Assim, o filme não é bonitinho, nem vai agradar todo mundo não. Mas os amantes da sétima arte (eita clichê maldito!!) vão apreciar o filme. De verdade.
A história. Bom, 1969, Flórida, cidade muito pequena, Charlotte Bless (Kidman) quer tirar Hillary Van Wetter (Cusack) da prisão e entra em contato com Ward Jansen (McConaughey), um jornalista de Miami que traz seu amigo, Yardley Acheman (David Oyelowo), para ajudá-lo a provar que Wetter, que está condenado à pena de morte, não cometeu o crime que dizem que cometeu. O irmão de Ward, Jack Jansen (Efron), ajuda-os servindo como motorista. E Macy Gray (como Anita, a empregada dos Jansen), narra a história.
O filme começa no ritmo de uma cidade pequena em um domingo muito quente de verão: lento, muito lento. Você tem a impressão que o filme vai ser mais um daqueles dramas raciais que estamos tão acostumados a assistir. Fica até imaginando que o tal do Wetter é negro e que isso já dá muito pano pra manga. Oh, boy, you are so wrong! Nada disso. Ou melhor, algo disso, mas não tudo isso. Ou melhor, mais que isso.
Não vou falar muito da história, porque no começo não é a história que segura o filme, mas sim sua estética. Gente, que filme mais lindo. Dá até pra entrar em uma lista que vi estes dias, "Os 10 filmes que todo designer deveria ver". Sim, este filme entra na lista. As cores são saturadas, o filme às vezes ganha aquela granulação linda dos anos 70, a edição com muito dissolve mas mantendo as duas imagens por algum tempo - bem no estilo dos anos 70, além da sobreposição de imagens, com tiras aparecendo lado a lado. Gente, que tudo!
Tem também um quê dos Blaxploitations dos anos 70, mas com um branquela explorando toda sua sexualidade - e tenho que tirar o chapéu pra Nicole, que está de parar o quarteirão nesta atuação, provando mais uma vez que se é pra fazer, ela faz, e faz bem feito. E não foi só ela que me surpreendeu - se bem que Nicole Kidman, depois de atuar Dogville, dá pra esperar tudo dela - nas atuações: Matthew MacConaughey, que nunca está em nenhum filme bom, impressionou muito mesmo. Ele me convenceu de que é um bom ator e não precisa da beleza pra impressionar - ele está bem feioso no filme, com muitas cicatrizes no rosto -, se bem que a bunda dele aparece em close na tela, mas numa situação que você acaba não apreciando do jeito que gostaria.
Outro que me impressionou foi o Cusack. O personagem dele foi o mais perturbador, pois é o mais verdadeiro de todos os que aparecem no filme. Um personagem duro, cruel, com uma vida miserável de ruim e que só tem espaço pra ficar pior. O Cusack, que mora no meu coração por Alta Fidelidade, colocou as garras - e muito mais - de fora.
Não posso deixar de falar do Efron, o galã da meninada, que começa moleque e termina o filme interpretando um homem. Convenceu também, ainda mais aparecendo de cueca o tempo inteiro. E a Macy Gray, com a vozinha estridente dela, matou a cobra e ainda mostrou o pau na clássica interpretação de uma empregada negra do sul dos EUA em romance de Jorge Amado. Tudo exageraaaaado.
Nota: 10,5
Recomendação: deixa a vó, a mãe, a tia e todo o resto em casa, e vai ver sozinha ou com o namorado. Se o namorado só gosta de filmes com coisas explodindo, deixa ele em casa. Superindicado para um grupo de amigas!
Veja o trailer (mas olha, o trailer é muito simplista - a história não é tão linear e simples assim!):
Ontem fui assistir à pré-estreia de O Tempo e o Vento, adaptação de O Continente (parte do que forma a obra O Tempo e o Vento), de Érico Veríssimo. A direção é de Jayme Monjardim, e no elenco estão Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, Cléo Pires, Paulo Goulart... E ainda tivemos a felicidade de contar com algumas palavrinhas do Monjardim e da Estiano antes do filme começar.
Ainda não li esta obra de Érico Veríssimo - mas agora entrou pra minha lista -, mas achei a história muito parecida com Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, que segue as aventuras e desventuras de uma família ao longo de diversas gerações. Mas, diferente da obra de Márquez, esta se passa no Rio Grande do Sul, entre os séculos 16 e 18, atravessando revoluções diversas (desde os conflitos entre índios e colonizadores, até as revoltas que levaram à instituição da república brasileira).
E o melhor da história? O foco nas mulheres e seus papeis na sociedade. Seu sofrimento para lidar com situações como gravidez antes do casamento e a honra da família, criar filhos sozinhas, sofrer abusos diversos (por parte de homens, é claro), trabalhar, trabalhar, trabalhar... A personagem Bibiana, a matriarca interpretada por Fernanda Montenegro, que nos conta a história, comenta que suas antepassadas trabalhavam muito. E morriam trabalhando - todas morreram enquanto fiavam em suas rocas (o que no filme acabou representando o trabalho duro destas mulheres e sua morte prematura). Minha mãe até comentou, ao sairmos do cinema: as mulheres sofriam antigamente, hein?! Pois olhe, acho que não mudou muito.
E Fernanda Montenegro estava maravilhosa em seu papel de Bibiana, assim como Marjorie Estiano. Ambas interpretaram a personagem com muita delicadeza e paixão. E Cléo Pires, no papel da avó de Bibiana, que foi quem sofreu mais com os horrores dos Pampas "terra-de-ninguém" do século 16, impressionou pela mudança: de uma mocinha bobinha descobrindo o amor, para uma mulher forte e resiliente.
Além das mulheres, destaque para a interpretação de... Thiago Lacerda. Bom, eu fiquei impressionada, tenho que admitir. Não gosto muito dos trabalhos dele até então, mas ele conseguiu me convencer como Capitão Rodrigo. Chegou na cidade com cara de fanfarrão, galã de cinema, viola a tiracolo, mas logo conseguiu provar que tinha algo mais pra oferecer. Principalmente pra nós, espectadores.
História, atores... tudo muito bom e convincente, prendendo a atenção e garantindo o entretenimento. Aliado a isso tivemos a oportunidade de ver uma belíssima fotografia - os pampas ajudam, não é mesmo?! Além da beleza natural do lugar, o diretor de fotografia e toda a produção nos presenteou com excelentes contrastes de cor, casarões corroídos pelo tempo, peças de decoração de época, vestimentas muito bem planejadas e executadas. E peças que tinham mais de uma função no filme - a tesoura de poda da bisavó, que acabou virando tesoura de parto para as outras mulheres da família (e a cena da tesoura sendo lavada na bacia, após mais um parto, se repetiu muitas vezes durante o filme) e a roca (símbolo do trabalho duro das mulheres que literalmente construíram a família). Não dá pra deixar de comentar o uso (e abuso, no bom sentido) dos closes - bom, se não conseguimos te emocionar com tudo que está acontecendo aqui, o ator vai conseguir em 3, 2, 1... E falando em closes, que me lembraram muito um dos meus épicos preferidos - E o Vento Levou - a trilha sonora também estava impecável, e não deixou de me levar à guerra civil americana de novo, pois era muito parecida, em algumas partes, com a música tema de E o Vento Levou.
O que não gostei no filme? Hum... acho que ele demorou um pouco para me conquistar, apesar das belíssimas cenas na Missão, cânticos à luz de velas. E o batom rosa... ai, ai, ai... se era pra ser mais um tipo de símbolo, que acompanha a família ao longo dos séculos, não funcionou muito bem não. Um batom rosa, muito rosa, na boca de todo mundo. Ah, não gostei mesmo (quem assistiu ou assistir o filme não vai conseguir não notar). Além disso, as cenas de batalha, com suas explosões, deixaram muito a desejar. Prontofalei.
Sempre acho bacana assistir a filmes deste tipo - grandes produções, histórias de dimensões do tamanho da telinha do cinema - no cinema mesmo. Primeiro porque é melhor ver maior, com o som ampliado para o local, no escurinho, com a pipoca e... alimentando-me da emoção das outras pessoas. Ah, esta é a melhor parte. E ontem ainda tive a sorte de poder ver o filme pelas reações da minha mãe. E ela chorou muito. Riu muito. Vibrou. E o mais importante: não dormiu. Pra mim, isso já diz muita coisa. Mesmo.
Parecer: recomendado. Ideal pra um domingo à tarde, com a mãe, a vó e a sogra. Uma sessão "Clube da Luluzinha". Diversão garantida.
Aproveite e veja o trailer e alguns detalhes de produção incríveis no site do filme:
E mais uma vez Kathryn Bigelow vem com uma filme de guerra. Guerra ao Terror ganhou o Oscar de melhor filme e rendeu um de melhor diretora para Bigelow em 2010. E como fica A Hora mais Escura? É do mesmo calibre e vai também ganhar um Oscar?
Hum, acho que não. O filme é excelente, com muita ação, suspense - apesar de a gente já saber o final desta história - e violência. Sim, muita violência. São bombas explodindo, prisioneiros sendo torturados... filme pesado e nada divertido. Mas, no final, ele não é melhor que Guerra ao Terror. E acho que a polêmica que o filme gerou foi o principal motor que levou as pessoas ao cinema. É só a minha opinião...
Diferente de Guerra ao Terror, que fala do dia a dia de militares no campo de guerra, tentando sobreviver, este mostra a guerra pessoal da persistente Maya, interpretada pela maravilhosa Jessica Chastain (que já tinha me deixado de boca aberta no ano passado com Histórias Cruzadas). Maya é uma recém-formada que trabalha para a CIA em campo, tentando descobrir o paradeio do famoso Osama Bin Laden. E a moça é durona: assiste tortura, comanda tortura... pesquisa, fica sem dormir, sem comer, não penteia o cabelo... é complicado! Aliás, a melhor cena é a que ela "manda" o chefe dar a equipe que ela precisa ou ela volta pra Washington, pra contar o trabalho de M... que ele está fazendo. Confere aí:
http://www.youtube.com/watch?v=_QN6Ob0NEGE
O filme é muito bom, mas o que ganha mesmo é a atuação da moça. Estou impressionada e recomendo o filme. Mas cuidado para não confundir fatos com o apelo emotivo de um filme. Nem tudo que se vê é verdadeiro, e a propaganda americana neste filme é ferrenha. Mas... Veja o trailer:
Hoje eu assisti Argo e tenho que dizer: o filme é incrível. Incrível mesmo! Do começo ao fim ele não tem um momento de bobeira, não dá um segundo de descanso as suas emoções. O tipo de filme de aventura que Hollywood deveria fazer sempre.
Ele fala da revolução iraniana de 1979, com a queda do Xá e a entrada do Aiatolá Khomeini na história do país. Nesta transição, o bendito Xá vai se esconder nos EUA e quem se ferra são as pessoas que trabalham na embaixada americana no Irã. A solução? A CIA inventa um filme e eles vão lá buscar a galera como parte de uma grande produção. Hã?
A história é mirabolante e digna de atenção por si só. Mas o que faz Argo ser assim tão especial? Afinal de contas, ele é dirigido pelo Ben Affleck. De repente você nem sabe quem ele é, pois ele atuou em pouco filmes. Ficou super conhecido por escrever um roteiro com Matt Damon para Gênio Indomável e levar um Oscar para casa por roteiro original. Carreira meteórica que ficou muda por todos estes anos. E voltou com força total.
Voltando ao ponto, o que faz dele um filme bom, um filme que merece concorrer ao Oscar de melhor filme? Bom, são vários os ingredientes. Primeiro, o roteiro é muito bem amarradinho. Não tem furos, não tem deslizes. Delícia. Depois tem a atuação, que neste filme não é lá grande coisa, apesar do Alan Arkin estar concorrendo ao Oscar de ator coadjuvante. Aí, tem a trilha sonora, que é uma quando o filme está em Hollywood - com Van Halen, Dire Straits e Rolling Stones - e outra quando o filme está no Irã - as músicas são orientais. Não esqueça de acrescentar uma ambientação bem legal, incluindo vídeos reais da revolução iraniana e seu desdobramento. Jogue também pitadas de drama, comédia e muita tensão. Voilà! Você tem um filme no mínimo bem interessante.
Este filme vale a pena ser visto no cinema, galera. Aproveita o final de semana chegando e se manda!
Pra quem não viu o trailer, vale a pena dar uma espiada:
Puxa vida, que filme! Ainda bem que fiz uma dobradinha hoje, e assisti Lincoln (como vocês já viram, não gostei muito da última obra prima do Spielberg) e depois o tão comentado austríaco Amour. E olhe, não é comentado por nada não. O filme é muito bom mesmo.
A verdade é que eu fui muito bem sem saber o que ia encontrar com este filme. Só tinha visto algumas imagens e sabia que a história falava de um casal de idosos. Fora isso, não sabia mais nada. E a história me surpreendeu, e a atuação me encantou.
Basicamente a história fala de um casal de músicos, junto há muitos anos. Muito felizes e parceiríssimos. Um belo dia, ela fica doente. E a vida deles muda completamente. Mas a cumplicidade e o amor estão sempre lá. Ai, ai...
O filme se passa todo em um apartamento em Paris - têm apenas algumas poucas imagens fora dele. Basicamente, os personagens do filme são os dois velhinhos - a filha e algumas outras pessoas aparecem de vez em quando. Então, como você deve estar calculando de maneira muito acertada aí, a atuação e o roteiro são as únicas coisas que sustentam este filme. Sim, é isso mesmo. Mas sabe, eles fazem isto de forma magnífica.
A atuação de Emmanuelle Riva está incrível, e posso dizer que ela é uma forte candidata ao Oscar - se bem que o meu coração ainda está com a pequena Quvenzhané Wallis. Jean-Louis Trintignant, como marido de Riva, também está excepcional. E merecia, assim como Leo Di Caprio, uma indicação ao Oscar.
Bom, este é um filme de DVD, sem dúvida. Não vá ao cinema e corra o risco de sentar do lado de um povo que, mal informado sobre o filme, reclama o tempo todo (eu sentei do lado de três senhoras que acusaram o filme de ser "Mudo", "Preto e Branco" e "Sonolento" - e tudo bem na hora que eu estava me matando de chorar... deu vontade de gritar!).
Como a noite mais esperada do ano - pra mim, é lógico - já está quase aí, decidi começar de uma vez a assistir os filmes que concorrem ao Oscar. E comecei por um dos mais falados: Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild).
Mas e por que este filme é um dos mais falados, oras bolas? Tem Di Caprio no elenco? Foi dirigido por Spielberg? Não! É simplesmente porque ele é uma das famosas zebras da noite do Oscar! Primeiro, o filme é um daqueles independentes norte-americanos que conta a história dramática de gente pobre e teimosa. Segundo, o diretor é novato (só tinha dirigido curtas até o momento) e o elenco foi composto de pessoas que moram na região onde o filme foi feito (New Orleans, a cidade americana que sofreu com o Katrina em 2005). E terceiro, apesar de todas estas circunstâncias, o filme acabou levando quatro indicações ao Oscar: melhor atriz (a pequena Quvenzhané Wallis tinha 6 anos quando fez o filme, minha gente!), melhor roteiro adaptado, melhor diretor e melhor filme. Ah, isso sem contar a porrada de prêmios que o filme já levou em outros eventos - até agora.
A história fala de Hushpuppy, uma menininha pra lá de imaginativa. Ela vive com o pai, Wink, em uma pequena ilha, chamada de "banheira", perto da costa de New Orleans. A comunidade que vive ali é muito pobre mas bastante festeira (e faz você se perguntar, mais de uma vez, se não é realmente nas coisas simples e na ignorância que vive a felicidade!). O problema começa quando uma tempestade alaga a região (inspirado no Katrina e em fatos do aquecimento global), e a comunidade tem que se unir para sobreviver e voltar à vida que tinha antes. Mas diversos acontecimentos fazem a vida de Hushpuppy mudar para sempre. Aproveita e vê o trailer aí:
http://www.youtube.com/watch?v=RgRgd24cHMc
E a história, e as atuações, e a trilha sonora... vale a pena assistir? Eu digo vale! A história entretém do começo ao fim. Mas se você fez careta quando viu o trailer de A Vida de Pi, cuidado: o filme é bem fantasioso. É inspirado em eventos reais - os furacões Katrina e Sandy, o aquecimento global, entre outras coisas -, mas tem desde monstros pré-históricos vindos de geleiras derretidas até viagens sem sentido em busca do que foi perdido. Já falei, a menina é bem "imaginativa". Mas toda esta fantasia, na minha opinião, só faz o filme ficar mais e mais maravilhoso. Viver na pobreza não deve ser nem um pouco fácil, e a imaginação da Hushpuppy cria alguns amenizantes à sua situação. Por exemplo, ela conversa com a mãe, que o pai conta que nadou para longe dali, em momentos de necessidade. Ela também fica criando estórias, baseadas nas histórias que a professora da comunidade conta, sobre geleiras, aquecimento global e monstros pré-históricos.
Outra coisa que vale a pena discutir é o nome do filme, em inglês: Beasts of the Southern Wild, ou, traduzindo literalmente, Monstros/Animais do Sul Selvagem. As palavras "selvagem" e "animal" traduzem bem a região da "banheira" e seus habitantes. Os adultos não me passaram tanto esta impressão, mas as crianças... parecem pequenos filhotes de animais selvagens. Elas são criadas soltas, livres, educadas em como seguir seus extintos básicos para sobreviver. Estão sempre desgrenhadas e usando roupas sujas e rasgadas. Emitem sons que lembram animais acuados, e comem e dormem no chão. Em uma cena, um dos vizinhos está ensinando Hushpuppy a abrir um caranguejo com uma faca. O pai, quando vê o que está acontecendo, corre de encontro à filha e, aos gritos, ensina que ela deve abrir o animal com as mãos. E quando ela consegue realizar o feito, a muito custo, todos celebram enquanto ela sobe na mesa e grita, um grito estridente e animalesco, para celebrar sua conquista.
A menina é uma história à parte no filme. Apesar de ser muito criança, ela vai aprendendo a tomar a responsabilidade da sua sobrevivência e a do seu grupo para si mesma, com coragem e determinação. Você a vê crescendo e ficando mais calejada conforme o filme avança - as expressões de seu rosto vão mudando, e suas atitudes começam a lembrar a de um pequeno adulto. Ela me convenceu, me emocionou e me fez pensar um monte. Incrível atuação - ou de repente não atuação, já que ela nem atriz era antes do filme. Sei lá. Mas eu gostei.
Filme super recomendado. Não sei se vai ganhar algum Oscar, ainda é muito cedo pra dizer, já que não vi nenhum dos bam bam bans ainda. Mas logo logo vou ter algumas opiniões por aqui. No meio tempo, façam suas apostas e comentários. Fui ;)
Pois é, que decepção. Nem a enrolação do terço final do Django me deixou com sono como o Lincoln fez hoje. Puxa vida, que filme mais chato! Ainda bem que o Daniel Day-Lewis estava lá, pra me mostrar que atuação boa ainda pode salvar um filme de sua completa miséria.
E falando na atuação - ou caracterização como Lincoln, do Day-Lewis, uma cena lindíssima que me recordo do filme é quando Lincoln caminha no corredor de entrada da Casa Branca, em direção à saída, no dia que foi ao teatro e nunca mais voltou - vivo, pelo menos. Cena silenciosa e cheia de emoção. Isso eu gostei.
No restante, as 12 indicações ao Oscar que o filme recebeu estão me deixando meio desconfiada de um favoritismo da Academia pelo sr. Spielberg. Mas, mesmo assim, não desista assim do filme, porque ele tem lá o seu mérito. Pelo menos o sr. Spielberg não forçou a emoção, como ele tem a tendência, com seus close ups emocionantes e dolorosos, e mostrou o sr. Lincoln de uma certa distância, deixando o homem falar por si só, e nos emocionar com suas ações e palavras.
Assista, mas no DVD. Nem perca seu tempo - e dinheiro - indo ao cinema. É um filme para assistir pelo menos uma vez e aprender um pouco mais sobre a Guerra de Secessão e a abolição da escravatura nos EUA. Pelo menos pra isso.
Atuações: o sr. Tommy Lee Jones foi muito bem, mas ainda não rouba o Oscar do Christoph Waltz. A Sally Field, como sra. Lincoln, foi muito bem, mas não sei ainda se o suficiente para um Oscar. A Anne Hathaway ainda está como minha favorita nesta corrida.
Hoje foi dia das Aventuras de Pi. Estava me enrolando pra assistir este filme porque li o livro, há muitos anos atrás, e não gostei. Achei fantástico demais pra minha cabeça. Mas acho que o que eu estava precisando era mesmo de uma ajudinha do Sr. Ang Lee.
O que achei da versão cinematográfica da obra? Incrível. Inacreditável. Fantástica. Troco o filme pelo livro sem piscar. Efeitos incríveis que deram vida ao famoso tigre que viajou com Pi por algumas centenas de dias, perdidos em alto mar.
A atuação do tigre foi de tirar o fôlego, enquanto a do Suraj Sharma, o Pi jovem, foi ok. A trilha sonora é incrível - muitas músicas orientais este ano! - e a maneira como a história foi recontada no cinema foi incrível. Gostei muito e recomendo.
Ah, detalhe extremamente importante: se você não for no cinema, ou se não tiver um cinema em casa, nem perca o seu tempo vendo. Este é um filme grande, espaçoso. Lindo. Vai lá ver, poxa!
Ah, os musicais... tão belos e tão pouco reconhecidos! Nos anos 1950 eles eram o máximo, com Ginger Rogers e Fred Astaire sapateando e cantando pela tela. Mas depois, as novas gerações pegaram tal aversão pelo gênero - a velha mania de negar tudo que seus pais amavam - que ele acabou reduzido a pó.
Mas nestas últimas décadas (virge!) temos visto alguns musicais tentando seu caminho de novo em Hollywood: Chicago, baseado em uma peça da Broadway, Dreamgirls, Moulin Rouge, entre outros. E agora é a hora de outro musical invadir as telonas - e o Oscar: Os Miseráveis, adaptação da obra de Victor Hugo e que já é um sucesso consagrado na Broadway.
Primeira reação: hum, será que vai ser chato? Será que vai demorar muito? Será que não vou morrer afogada em tanta cantoria? Pois é, até que não. É cantoria pra mais de metro, já que só uma meia dúzia de palavras são realmente faladas. Mas a história é linda, a atuação é impecável e a cantoria, apesar de desafinada em alguns momentos, é ótima.
Desafinada? Como assim? É, pois é... o diretor Tom Hooper inovou na cantoria deste musical: ao invés de gravar as músicas em estúdio e depois contar com a dublagem dos atores, ele fez os atores cantarem suas "falas" na hora da ação. Ali, na hora. E isso gera alguns problemas, de vez em quando. Mas o resultado final é maravilhoso. Emocionante. E Anne Hathaway que o diga...
Falando nela, a cena mais bela, mais intensa, mais tudo deste filme, esteve nas mãos de sua personagem, Fantine. E sinto informar, torcedores de outros times por aí, que ela vai levar o Oscar. Vou apostar todas as minhas fichinhas na mulher gato (ops, filme errado!). Veja o trailer, que contém a famosa "I Dreamed a Dream" e partes da atuação da moçoila:
http://www.youtube.com/watch?v=S2sXJ69TLIk]
Além da belíssima atuação da Anne Hathaway, o Hugh Jackman estava incrível. Depois de todos estes anos vendo ele como Wolverine ou algum outro herói, ele agora é um herói de verdade. Um herói do povo que, apesar de ser humilhado e maltratado, consegue reconquistar sua dignidade. Gosto mais dele no começo do filme porque ele é o destaque da história. Depois o foco muda e ele perde um pouco do encanto.
Outro personagem de destaque é o de Russel Crowe, Javert. Apesar de não ir com a lata deste ator, ele está muito bem em Os Miseráveis. Javert é um tipo de vilão - vilão porque ele fica perseguindo nosso mocinho, achando que está agindo de maneira acertada por estar a favor da lei. Mas o que é a lei em um país tomado pela miséria? Só um conceito. Mesmo assim, ele está muito bem e é o piorzinho na cantoria, devo dizer. Desafinada pra dedéu. Confere o Javert e o Jean Valjean aí neste clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=I8WSysB5vKM
Ah, não poderia deixar de mencionar Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, que estão engraçadíssimos como um casal de trambiqueiros que cuida da pequena Cosette. Dá pra dar muitas risadas toda vez que eles aparecem na tela.
Fora as atuações, o filme é um daqueles de ver no cinema, com muitos cenários maravilhosos, fotografia impecável e figurino de cair o queixo.
Eita filme bão! Daquele tipo que deixa você a mil no final. Mas como estamos falando de Tarantino, e isso é uma constante nos filmes dele, não tem nenhuma novidade aí. Como ele mesmo fala, vingança só dá certo no cinema. Então nós, meros espectadores, ficamos animadíssimos com o sentimento de poder que ele nos dá, permitindo que nos vinguemos dos vilões que fazem mal aos heróis. E vamos todos à forra mesmo.
Voltando ao assunto, que é a crítica do Django Livre, o filme é incrível. A história de um escravo que se dá bem e vira caçador de recompensa já é ótima, pois ele vai ter a oportunidade de se vingar de seus outrora mestres. Mas com o Tarantino tudo tem mais sangue e cor, o que não deixa de ser algo incrível por si só. Ah, e a trilha sonora, não esqueçam dela. Este é um dos pontos altos dos filmes do Tarantino, com uma mistura de trilha sonora de Spaghetti Westerns e filmes de Kung Fu, dependendo do caso. E neste filme a trilha acrescenta um monte, em diversos momentos. Olha só esta cena, com muitas cavalgadas ao entardecer (bem Spaghetti Western) e uma música que conta muito sobre a virada na vida do personagem.
Falando de atuação, a de Christoph Waltz está digna de Oscar. Mais um? Sim, ele está merecendo. Tudo bem que não vi muitos dos filmes concorrendo ao Oscar ainda, mas na minha opinião ele está merecendo mesmo. Ele me convenceu como Dr. Schultz, um bounty hunter esperto que tenta ser frio e calculista devido a sua profissão mas é um romântico de carteirinha. Eu amei o personagem dele, e estava mais focada nele do que no próprio Django.
Falando em Django, não curti a atuação do Jamie Fox. Ficou forçada e nada convincente em diversos pontos. Tudo bem que aí o buraco é mais embaixo, pois pode ser direção e roteiro guiando o ator, mas ele não me convenceu. Já o Di Caprio... ele está incrível como Calvin Candie, dono da fazenda Candyland e famoso por promover "lutas de galo" entre escravos. Apesar do papel dele ser consideravelmente curto, ele é muito consistente. Merecia uma indicação ao Oscar.
Uma coisinha me decepcionou um pouquinho, e por isso não estou considerando Django Livre como a melhor obra do Tarantino até agora: o filme enrola no terço final. Enrola mesmo. São aí uns 15-20 minutos de pura enrolação sem propósito. Fazer o que, nada neste mundo é perfeito, nem mesmo vindo do Tarantino. Se bem que Pulp Fiction, pra mim, é um filme perfeito :)
Estou impressionada com este filme. Apesar de diversos amigos terem me recomendado o filme com esmero, eu estava um pouco desconfiada do que parecia ser uma comédia romântica. Ah, mas eu estava errada - e meus amigos certos. O filme tem romance, o filme tem comédia, mas hell no, ele não é um filme de comédia romântica!
Primeiro, tem um time incrível de atores e suas belíssimas atuações. Bradley Cooper, que só fazia papéis leves e bobos, está arrasador como o bipolar Pat Solatano, que quase matou o amante da ex-mulher e foi parar na prisão. Temos também Jennifer Lawrence, que estava excelente em Inverno da Alma, que interpreta Tiffany, que perdeu o marido e ficou meio fora da casinha. Aí tem Robert De Niro (que não precisa de introduções) e Jacki Weaver (que despencou em Hollywood depois de sua incrível atuação no australiano Reino Animal, de 2010), que fazem o papel de pais de Pat.
A história começa bem densa e tensa, com a mãe de Pat tirando ele da prisão, depois com o difícil relacionamento dele com os pais, e as diversas recaídas que ele tem, mostrando-se uma pessoa desequilibrada, violenta e perdida.
Este comecinho me deixou meio assim... já tinham me vendido o filme como uma incrível comédia romântica e o primeiro quarto do filme é tenso pra dedéu. Hum, tem algo errado... Mas de repente o tom da história vai mudando, mudando, e boom! Fica leve e delicioso de assistir.
A história é muito bem amarradinha também, e não perde um segundo de bobeira. E ainda te surpreende no final ;)
Agora espera aí: vamos voltar às atuações, porque este filme está muito bom principalmente nisso, pois são quatro indicações!! Mas será que leva algum? Hum... Jennifer Lawrence tem conquistado todos os prêmios por aí, e acho que vai levar este também. Já os outros não, apesar de o Robert De Niro me deixar com a pulga atrás da orelha. Ai, ai... O Christoph Waltz corre algum risco.
Quanto aos outros prêmios, eu acho que não leva nenhum. É bom, mas não é assim um Oscar-bom, sabe?
Bora começar isso aqui dizendo que o filme continua muito bom, porque sei que esta é a principal preocupação de qualquer fã de filme que ganha sequência. Os personagens não mudaram nadinha - Dave Lizewski/Kick Ass (Aaron Taylor-Johnson) continua bobo e se achando a última bolacha do pacote, Chris D'Amico/Red Mist (Christopher Mintz-Plasse) virou o vilão Motherfucker - sempre muito engraçado, com seus uniformes sem noção! -, o que não muda nada, e Mindy Macready/Hit Girl continua arrasando como heroína.
E falando em Hit Girl, a personagem ganhou bastante espaço no filme. Em alguns momentos parecia que a história ia descambar pros dramas de uma adolescente diferente que quer se conformar com os ideais da sociedade, mas não. Não mesmo. Foi só susto. Mas o processo de descobertas da Mindy gera algumas pérolas no filem, como quando ela manda um cara voltar pra dentro do carro por pressentir uma situação de perigo. Ah, as super-mulheres ;)
Fora as aventuras de Mindy no mundo real, Kick Ass forma um grupo de combate ao crime, e Motherfucker forma um de vilões de aluguel. Todos com nomes bem estereotipados, aproveitando pra tirar um sarrinho da onda do politicamente correto. O filme continua mandando muito bem na ação, apesar de eu achar que seguiram um pouquinho demais a fórmula de sucesso do primeiro, não deixando muito espaço pra nenhuma ousadia. Tudo bem que em time que está ganhando não se mexe, mas acho que eles exageraram um pouquinho. Quem é fãzão do primeiro filme vai notar que algumas cenas são cópias descaradas de momentos do primeiro filme, como quando Mindy é arremessada pela vilã Mother Russia sobre uma mesa de vidro, perto do final. Does it ring a bell?
Um item que tenho que destacar porque achei muito bem trabalhado foi o enfoque na tecnologia. No primeiro filme já vemos muito disso, com o vídeo da primeira luta do Kick Ass ficando famoso no YouTube. Mas neste você vai ver muito Twitter e conversas por mensagem de texto, além de diálogo em outras línguas que aparecem como se fossem balões de diálogo de HQs.
Bom, no final vale muito a pena ver o filme e se divertir mais um pouco com as aventuras dessa galera. Veja o trailer abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=69qm6faQfZw
Nota: 7,5 Recomendação: filme pra ver com a galera, ou pra levar os filhos adolescentes. Pra criança não rola mesmo, já que o filme é tão ou mais sangrento/violento que o primeiro.
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É o Fim
3.0 2,0K Assista AgoraA verdade é: o fim do mundo nunca foi tão divertido - e estranho. Mas o que você acha que ia acontecer juntando os atores de Segurando as Pontas (Pineapple Express) e Superbad com Emma Watson, Rihanna, Channing Tatum (OMG!!) e Back Street Boys? Pois é... aproveita e joga aí nessa salada uma Los Angeles em chamas e um demônio vindo das diretamente do livro do apocalipse? Bom, isso e mais um pouco você vai encontrar em É o Fim (This is the End).
Putz, não quero simplificar o filme, porque de simples ele não tem nada. Ele prendeu a minha atenção do começo ao fim - e comédias normalmente não são my cup of tea. Mas esta é diferente. Algumas temáticas são velhas conhecidas deste atores e do diretor, Evan Goldberg, que já dirigiu James Franco e Seth Rogen em Segurando as Pontas. Aliás, este filme é uma parceria de direção entre Goldberg e Rogen. Assim, tem muita droga no filme. Muita bebida. Muita gente falando bobagem gratuita. Mas... e aí vem o mas... eles não são como nós, meros mortais. Como os personagens de Rogen e Franco em Segurando as Pontas. Oh, no... eles são Sethe Rogen, e James Franco, e Rihanna, na vida real - quer dizer, na vida real do que nós achamos que é "a vida real" desta galera. E aí entra a graça. Eles interpretam versões extremamente exageradas do que seria o "James Franco", a "Emma Watson", na vida real. Com todas as manias e coisas extremamente ridículas que imaginamos que estas estrelas de Hollywood tenham, façam... O Michael Cera interpretou uma versão insuportável dele mesmo. Mesmo. E me diz o que é o pênis gigante na sala de Franco? Além de uma ótima referência à Laranja Mecânica, é de um extremo mau gosto (mas quando Emma Watson corta o topo desta escultura nada convencional com um machado, e a homarada sai correndo fazer o que ela mandou, ah, isso é divertido... )
As referências a diversos filmes e séries são hilárias - mas tem que ser rápido no gatilho pra pegar tudo! Como o pênis que mencionei, que faz referência à Laranja Mecânica, temos também a cena de "amor" entre o demônio e Jonah Hill, que lembra O Bebê de Rosemary, o exorcismo de Jonah Hill, que lembra O Exorcista, a referência à Dirty Dancing ("Nobody puts Jay in the corner"), entre muuuuitas outras! Mas acho que a referência mais hilária é a do Back Street Boys e da Whitney Houston. Ah, e isso me lembra de outra coisa... a trilha sonora...
Ah, a trilha sonora está incrível! Além dos dois artistas que mencionei lá em cima (com as músicas Everybody e I Will Always Love You), tem Gangnam Style, do Psy, Paper Planes, da M.I.A., End of the Beginning e War Pigs, do Back Sabbath. Mas além de embalar as aventuras destes bocós de Hollywood, a trilha sonora também sacaneia: quando Jay Baruchel está lendo trechos do Apocalipse na Bíblia, uma música à altura o acompanha. Quando ele é interrompido com as piadas dos outros, a música para. E volta ao exato momento que tinha parado quando ele recomeça a ler o livro.
Ah, e tem muitas coisas indigestas - apesar de muitas serem hilárias - além dos sustos. Pulei mais na cadeira do cinema do que normalmente pulo em filmes de terror! E ver o Michael Cera ser empalado (booo, spoiller!!!) e a Rihanna cair em um precipício (sonho meu...) foi de morrer de rir.
Bom, espero que estas ideias gerais sobre o filme que conta a história de um bando de atores hollywoodianos que ficam ilhados na casa de James Franco quando o apocalipse se inicia e tem que lutar por sua sobrevivência apesar de serem muito idiotas e depois tem que lutar com o demônio e...e... (...) tenha sido suficiente pra te levar pro cinema. Porque vale a pena.
Veja o trailer aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=fuHzxRYsmVU
Nota: 8 (olha, pra uma comédia, isso está extremamente alto... confia!)
Recomendação: Ah, vale a pena ir. E nesse dá pra levar o namorado, o marido, os amigo. Porque tem bastante coisa explodindo, drogas e Michael Cera dá um tapa na bunda da Rihanna - e leva uma bofetada na cara.
Obsessão
3.0 461Wow. Não tem outra forma de começar este post não. Que filme... ainda estou tentando conectar todas as pecinhas pra poder aproveitar cada momento do filme. Cada cena, cada pedacinho de sua história. As texturas, as cores, a edição. Gente, que filme mais lindo.
Mas calma lá, porque tô começando a achar que este post tá saindo no mesmo estilo do filme - aos pedaços -, e pode ser que não faça sentido pra muita gente. Então vamos começar do começo. O nome do filme, talvez? Sim. Bom, Obsessão, com Nicole Kidman, Matthew MacConaughey, Zac Efron, John Cusack e Macy Gray (que tal, hã?!), dirigido por Lee Daniels (Precious).
Agora que já falei o que tinha que falar - o nome do filme - vamos aos detalhes. Primeiro, deixa eu explicar uma coisa bem explicadinha: quando digo filme "lindo", não tem nada de bonitinho. A única coisa "bonitinha" neste filme é o cartaz do filme, como disse uma amiga minha. O resto não tem nada de bonito. Tem paixão, tem sangue, tem crocodilos e tripas, tem muito sexo - é o tipo de filme que você não assiste no domingo à tarde com a sua mãe e a sua sogra, pelamordedeus! -, as cores são saturadas, os personagens interpretam no limite - como em melodrama mexicano. Assim, o filme não é bonitinho, nem vai agradar todo mundo não. Mas os amantes da sétima arte (eita clichê maldito!!) vão apreciar o filme. De verdade.
A história. Bom, 1969, Flórida, cidade muito pequena, Charlotte Bless (Kidman) quer tirar Hillary Van Wetter (Cusack) da prisão e entra em contato com Ward Jansen (McConaughey), um jornalista de Miami que traz seu amigo, Yardley Acheman (David Oyelowo), para ajudá-lo a provar que Wetter, que está condenado à pena de morte, não cometeu o crime que dizem que cometeu. O irmão de Ward, Jack Jansen (Efron), ajuda-os servindo como motorista. E Macy Gray (como Anita, a empregada dos Jansen), narra a história.
O filme começa no ritmo de uma cidade pequena em um domingo muito quente de verão: lento, muito lento. Você tem a impressão que o filme vai ser mais um daqueles dramas raciais que estamos tão acostumados a assistir. Fica até imaginando que o tal do Wetter é negro e que isso já dá muito pano pra manga. Oh, boy, you are so wrong! Nada disso. Ou melhor, algo disso, mas não tudo isso. Ou melhor, mais que isso.
Não vou falar muito da história, porque no começo não é a história que segura o filme, mas sim sua estética. Gente, que filme mais lindo. Dá até pra entrar em uma lista que vi estes dias, "Os 10 filmes que todo designer deveria ver". Sim, este filme entra na lista. As cores são saturadas, o filme às vezes ganha aquela granulação linda dos anos 70, a edição com muito dissolve mas mantendo as duas imagens por algum tempo - bem no estilo dos anos 70, além da sobreposição de imagens, com tiras aparecendo lado a lado. Gente, que tudo!
Tem também um quê dos Blaxploitations dos anos 70, mas com um branquela explorando toda sua sexualidade - e tenho que tirar o chapéu pra Nicole, que está de parar o quarteirão nesta atuação, provando mais uma vez que se é pra fazer, ela faz, e faz bem feito. E não foi só ela que me surpreendeu - se bem que Nicole Kidman, depois de atuar Dogville, dá pra esperar tudo dela - nas atuações: Matthew MacConaughey, que nunca está em nenhum filme bom, impressionou muito mesmo. Ele me convenceu de que é um bom ator e não precisa da beleza pra impressionar - ele está bem feioso no filme, com muitas cicatrizes no rosto -, se bem que a bunda dele aparece em close na tela, mas numa situação que você acaba não apreciando do jeito que gostaria.
Outro que me impressionou foi o Cusack. O personagem dele foi o mais perturbador, pois é o mais verdadeiro de todos os que aparecem no filme. Um personagem duro, cruel, com uma vida miserável de ruim e que só tem espaço pra ficar pior. O Cusack, que mora no meu coração por Alta Fidelidade, colocou as garras - e muito mais - de fora.
Não posso deixar de falar do Efron, o galã da meninada, que começa moleque e termina o filme interpretando um homem. Convenceu também, ainda mais aparecendo de cueca o tempo inteiro. E a Macy Gray, com a vozinha estridente dela, matou a cobra e ainda mostrou o pau na clássica interpretação de uma empregada negra do sul dos EUA em romance de Jorge Amado. Tudo exageraaaaado.
Nota: 10,5
Recomendação: deixa a vó, a mãe, a tia e todo o resto em casa, e vai ver sozinha ou com o namorado. Se o namorado só gosta de filmes com coisas explodindo, deixa ele em casa. Superindicado para um grupo de amigas!
Veja o trailer (mas olha, o trailer é muito simplista - a história não é tão linear e simples assim!):
http://www.youtube.com/watch?v=QZ3u36B-fYc
O Tempo e o Vento
3.6 457 Assista AgoraOntem fui assistir à pré-estreia de O Tempo e o Vento, adaptação de O Continente (parte do que forma a obra O Tempo e o Vento), de Érico Veríssimo. A direção é de Jayme Monjardim, e no elenco estão Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, Cléo Pires, Paulo Goulart... E ainda tivemos a felicidade de contar com algumas palavrinhas do Monjardim e da Estiano antes do filme começar.
Ainda não li esta obra de Érico Veríssimo - mas agora entrou pra minha lista -, mas achei a história muito parecida com Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, que segue as aventuras e desventuras de uma família ao longo de diversas gerações. Mas, diferente da obra de Márquez, esta se passa no Rio Grande do Sul, entre os séculos 16 e 18, atravessando revoluções diversas (desde os conflitos entre índios e colonizadores, até as revoltas que levaram à instituição da república brasileira).
E o melhor da história? O foco nas mulheres e seus papeis na sociedade. Seu sofrimento para lidar com situações como gravidez antes do casamento e a honra da família, criar filhos sozinhas, sofrer abusos diversos (por parte de homens, é claro), trabalhar, trabalhar, trabalhar... A personagem Bibiana, a matriarca interpretada por Fernanda Montenegro, que nos conta a história, comenta que suas antepassadas trabalhavam muito. E morriam trabalhando - todas morreram enquanto fiavam em suas rocas (o que no filme acabou representando o trabalho duro destas mulheres e sua morte prematura). Minha mãe até comentou, ao sairmos do cinema: as mulheres sofriam antigamente, hein?! Pois olhe, acho que não mudou muito.
E Fernanda Montenegro estava maravilhosa em seu papel de Bibiana, assim como Marjorie Estiano. Ambas interpretaram a personagem com muita delicadeza e paixão. E Cléo Pires, no papel da avó de Bibiana, que foi quem sofreu mais com os horrores dos Pampas "terra-de-ninguém" do século 16, impressionou pela mudança: de uma mocinha bobinha descobrindo o amor, para uma mulher forte e resiliente.
Além das mulheres, destaque para a interpretação de... Thiago Lacerda. Bom, eu fiquei impressionada, tenho que admitir. Não gosto muito dos trabalhos dele até então, mas ele conseguiu me convencer como Capitão Rodrigo. Chegou na cidade com cara de fanfarrão, galã de cinema, viola a tiracolo, mas logo conseguiu provar que tinha algo mais pra oferecer. Principalmente pra nós, espectadores.
História, atores... tudo muito bom e convincente, prendendo a atenção e garantindo o entretenimento. Aliado a isso tivemos a oportunidade de ver uma belíssima fotografia - os pampas ajudam, não é mesmo?! Além da beleza natural do lugar, o diretor de fotografia e toda a produção nos presenteou com excelentes contrastes de cor, casarões corroídos pelo tempo, peças de decoração de época, vestimentas muito bem planejadas e executadas. E peças que tinham mais de uma função no filme - a tesoura de poda da bisavó, que acabou virando tesoura de parto para as outras mulheres da família (e a cena da tesoura sendo lavada na bacia, após mais um parto, se repetiu muitas vezes durante o filme) e a roca (símbolo do trabalho duro das mulheres que literalmente construíram a família). Não dá pra deixar de comentar o uso (e abuso, no bom sentido) dos closes - bom, se não conseguimos te emocionar com tudo que está acontecendo aqui, o ator vai conseguir em 3, 2, 1... E falando em closes, que me lembraram muito um dos meus épicos preferidos - E o Vento Levou - a trilha sonora também estava impecável, e não deixou de me levar à guerra civil americana de novo, pois era muito parecida, em algumas partes, com a música tema de E o Vento Levou.
O que não gostei no filme? Hum... acho que ele demorou um pouco para me conquistar, apesar das belíssimas cenas na Missão, cânticos à luz de velas. E o batom rosa... ai, ai, ai... se era pra ser mais um tipo de símbolo, que acompanha a família ao longo dos séculos, não funcionou muito bem não. Um batom rosa, muito rosa, na boca de todo mundo. Ah, não gostei mesmo (quem assistiu ou assistir o filme não vai conseguir não notar). Além disso, as cenas de batalha, com suas explosões, deixaram muito a desejar. Prontofalei.
Sempre acho bacana assistir a filmes deste tipo - grandes produções, histórias de dimensões do tamanho da telinha do cinema - no cinema mesmo. Primeiro porque é melhor ver maior, com o som ampliado para o local, no escurinho, com a pipoca e... alimentando-me da emoção das outras pessoas. Ah, esta é a melhor parte. E ontem ainda tive a sorte de poder ver o filme pelas reações da minha mãe. E ela chorou muito. Riu muito. Vibrou. E o mais importante: não dormiu. Pra mim, isso já diz muita coisa. Mesmo.
Parecer: recomendado. Ideal pra um domingo à tarde, com a mãe, a vó e a sogra. Uma sessão "Clube da Luluzinha". Diversão garantida.
Aproveite e veja o trailer e alguns detalhes de produção incríveis no site do filme:
http://www.otempoeoventoofilme.com
A Hora Mais Escura
3.6 1,1K Assista grátisE mais uma vez Kathryn Bigelow vem com uma filme de guerra. Guerra ao Terror ganhou o Oscar de melhor filme e rendeu um de melhor diretora para Bigelow em 2010. E como fica A Hora mais Escura? É do mesmo calibre e vai também ganhar um Oscar?
Hum, acho que não. O filme é excelente, com muita ação, suspense - apesar de a gente já saber o final desta história - e violência. Sim, muita violência. São bombas explodindo, prisioneiros sendo torturados... filme pesado e nada divertido. Mas, no final, ele não é melhor que Guerra ao Terror. E acho que a polêmica que o filme gerou foi o principal motor que levou as pessoas ao cinema. É só a minha opinião...
Diferente de Guerra ao Terror, que fala do dia a dia de militares no campo de guerra, tentando sobreviver, este mostra a guerra pessoal da persistente Maya, interpretada pela maravilhosa Jessica Chastain (que já tinha me deixado de boca aberta no ano passado com Histórias Cruzadas). Maya é uma recém-formada que trabalha para a CIA em campo, tentando descobrir o paradeio do famoso Osama Bin Laden. E a moça é durona: assiste tortura, comanda tortura... pesquisa, fica sem dormir, sem comer, não penteia o cabelo... é complicado! Aliás, a melhor cena é a que ela "manda" o chefe dar a equipe que ela precisa ou ela volta pra Washington, pra contar o trabalho de M... que ele está fazendo. Confere aí:
http://www.youtube.com/watch?v=_QN6Ob0NEGE
O filme é muito bom, mas o que ganha mesmo é a atuação da moça. Estou impressionada e recomendo o filme. Mas cuidado para não confundir fatos com o apelo emotivo de um filme. Nem tudo que se vê é verdadeiro, e a propaganda americana neste filme é ferrenha. Mas... Veja o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=SvXTjHL5BGY
Argo
3.9 2,5KHoje eu assisti Argo e tenho que dizer: o filme é incrível. Incrível mesmo! Do começo ao fim ele não tem um momento de bobeira, não dá um segundo de descanso as suas emoções. O tipo de filme de aventura que Hollywood deveria fazer sempre.
Ele fala da revolução iraniana de 1979, com a queda do Xá e a entrada do Aiatolá Khomeini na história do país. Nesta transição, o bendito Xá vai se esconder nos EUA e quem se ferra são as pessoas que trabalham na embaixada americana no Irã. A solução? A CIA inventa um filme e eles vão lá buscar a galera como parte de uma grande produção. Hã?
A história é mirabolante e digna de atenção por si só. Mas o que faz Argo ser assim tão especial? Afinal de contas, ele é dirigido pelo Ben Affleck. De repente você nem sabe quem ele é, pois ele atuou em pouco filmes. Ficou super conhecido por escrever um roteiro com Matt Damon para Gênio Indomável e levar um Oscar para casa por roteiro original. Carreira meteórica que ficou muda por todos estes anos. E voltou com força total.
Voltando ao ponto, o que faz dele um filme bom, um filme que merece concorrer ao Oscar de melhor filme? Bom, são vários os ingredientes. Primeiro, o roteiro é muito bem amarradinho. Não tem furos, não tem deslizes. Delícia. Depois tem a atuação, que neste filme não é lá grande coisa, apesar do Alan Arkin estar concorrendo ao Oscar de ator coadjuvante. Aí, tem a trilha sonora, que é uma quando o filme está em Hollywood - com Van Halen, Dire Straits e Rolling Stones - e outra quando o filme está no Irã - as músicas são orientais. Não esqueça de acrescentar uma ambientação bem legal, incluindo vídeos reais da revolução iraniana e seu desdobramento. Jogue também pitadas de drama, comédia e muita tensão. Voilà! Você tem um filme no mínimo bem interessante.
Este filme vale a pena ser visto no cinema, galera. Aproveita o final de semana chegando e se manda!
Pra quem não viu o trailer, vale a pena dar uma espiada:
http://www.youtube.com/watch?v=_Hvz57_gjto
Amor
4.2 2,2K Assista AgoraPuxa vida, que filme! Ainda bem que fiz uma dobradinha hoje, e assisti Lincoln (como vocês já viram, não gostei muito da última obra prima do Spielberg) e depois o tão comentado austríaco Amour. E olhe, não é comentado por nada não. O filme é muito bom mesmo.
A verdade é que eu fui muito bem sem saber o que ia encontrar com este filme. Só tinha visto algumas imagens e sabia que a história falava de um casal de idosos. Fora isso, não sabia mais nada. E a história me surpreendeu, e a atuação me encantou.
Basicamente a história fala de um casal de músicos, junto há muitos anos. Muito felizes e parceiríssimos. Um belo dia, ela fica doente. E a vida deles muda completamente. Mas a cumplicidade e o amor estão sempre lá. Ai, ai...
O filme se passa todo em um apartamento em Paris - têm apenas algumas poucas imagens fora dele. Basicamente, os personagens do filme são os dois velhinhos - a filha e algumas outras pessoas aparecem de vez em quando. Então, como você deve estar calculando de maneira muito acertada aí, a atuação e o roteiro são as únicas coisas que sustentam este filme. Sim, é isso mesmo. Mas sabe, eles fazem isto de forma magnífica.
A atuação de Emmanuelle Riva está incrível, e posso dizer que ela é uma forte candidata ao Oscar - se bem que o meu coração ainda está com a pequena Quvenzhané Wallis. Jean-Louis Trintignant, como marido de Riva, também está excepcional. E merecia, assim como Leo Di Caprio, uma indicação ao Oscar.
Bom, este é um filme de DVD, sem dúvida. Não vá ao cinema e corra o risco de sentar do lado de um povo que, mal informado sobre o filme, reclama o tempo todo (eu sentei do lado de três senhoras que acusaram o filme de ser "Mudo", "Preto e Branco" e "Sonolento" - e tudo bem na hora que eu estava me matando de chorar... deu vontade de gritar!).
E para quem ainda não viu o trailer, segue:
http://www.youtube.com/watch?v=bOAvhM7HAnk
Indomável Sonhadora
3.8 1,2K Assista AgoraComo a noite mais esperada do ano - pra mim, é lógico - já está quase aí, decidi começar de uma vez a assistir os filmes que concorrem ao Oscar. E comecei por um dos mais falados: Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild).
Mas e por que este filme é um dos mais falados, oras bolas? Tem Di Caprio no elenco? Foi dirigido por Spielberg? Não! É simplesmente porque ele é uma das famosas zebras da noite do Oscar! Primeiro, o filme é um daqueles independentes norte-americanos que conta a história dramática de gente pobre e teimosa. Segundo, o diretor é novato (só tinha dirigido curtas até o momento) e o elenco foi composto de pessoas que moram na região onde o filme foi feito (New Orleans, a cidade americana que sofreu com o Katrina em 2005). E terceiro, apesar de todas estas circunstâncias, o filme acabou levando quatro indicações ao Oscar: melhor atriz (a pequena Quvenzhané Wallis tinha 6 anos quando fez o filme, minha gente!), melhor roteiro adaptado, melhor diretor e melhor filme. Ah, isso sem contar a porrada de prêmios que o filme já levou em outros eventos - até agora.
A história fala de Hushpuppy, uma menininha pra lá de imaginativa. Ela vive com o pai, Wink, em uma pequena ilha, chamada de "banheira", perto da costa de New Orleans. A comunidade que vive ali é muito pobre mas bastante festeira (e faz você se perguntar, mais de uma vez, se não é realmente nas coisas simples e na ignorância que vive a felicidade!). O problema começa quando uma tempestade alaga a região (inspirado no Katrina e em fatos do aquecimento global), e a comunidade tem que se unir para sobreviver e voltar à vida que tinha antes. Mas diversos acontecimentos fazem a vida de Hushpuppy mudar para sempre. Aproveita e vê o trailer aí:
http://www.youtube.com/watch?v=RgRgd24cHMc
E a história, e as atuações, e a trilha sonora... vale a pena assistir? Eu digo vale! A história entretém do começo ao fim. Mas se você fez careta quando viu o trailer de A Vida de Pi, cuidado: o filme é bem fantasioso. É inspirado em eventos reais - os furacões Katrina e Sandy, o aquecimento global, entre outras coisas -, mas tem desde monstros pré-históricos vindos de geleiras derretidas até viagens sem sentido em busca do que foi perdido. Já falei, a menina é bem "imaginativa". Mas toda esta fantasia, na minha opinião, só faz o filme ficar mais e mais maravilhoso. Viver na pobreza não deve ser nem um pouco fácil, e a imaginação da Hushpuppy cria alguns amenizantes à sua situação. Por exemplo, ela conversa com a mãe, que o pai conta que nadou para longe dali, em momentos de necessidade. Ela também fica criando estórias, baseadas nas histórias que a professora da comunidade conta, sobre geleiras, aquecimento global e monstros pré-históricos.
Outra coisa que vale a pena discutir é o nome do filme, em inglês: Beasts of the Southern Wild, ou, traduzindo literalmente, Monstros/Animais do Sul Selvagem. As palavras "selvagem" e "animal" traduzem bem a região da "banheira" e seus habitantes. Os adultos não me passaram tanto esta impressão, mas as crianças... parecem pequenos filhotes de animais selvagens. Elas são criadas soltas, livres, educadas em como seguir seus extintos básicos para sobreviver. Estão sempre desgrenhadas e usando roupas sujas e rasgadas. Emitem sons que lembram animais acuados, e comem e dormem no chão. Em uma cena, um dos vizinhos está ensinando Hushpuppy a abrir um caranguejo com uma faca. O pai, quando vê o que está acontecendo, corre de encontro à filha e, aos gritos, ensina que ela deve abrir o animal com as mãos. E quando ela consegue realizar o feito, a muito custo, todos celebram enquanto ela sobe na mesa e grita, um grito estridente e animalesco, para celebrar sua conquista.
A menina é uma história à parte no filme. Apesar de ser muito criança, ela vai aprendendo a tomar a responsabilidade da sua sobrevivência e a do seu grupo para si mesma, com coragem e determinação. Você a vê crescendo e ficando mais calejada conforme o filme avança - as expressões de seu rosto vão mudando, e suas atitudes começam a lembrar a de um pequeno adulto. Ela me convenceu, me emocionou e me fez pensar um monte. Incrível atuação - ou de repente não atuação, já que ela nem atriz era antes do filme. Sei lá. Mas eu gostei.
Filme super recomendado. Não sei se vai ganhar algum Oscar, ainda é muito cedo pra dizer, já que não vi nenhum dos bam bam bans ainda. Mas logo logo vou ter algumas opiniões por aqui. No meio tempo, façam suas apostas e comentários. Fui ;)
Lincoln
3.5 1,5KPois é, que decepção. Nem a enrolação do terço final do Django me deixou com sono como o Lincoln fez hoje. Puxa vida, que filme mais chato! Ainda bem que o Daniel Day-Lewis estava lá, pra me mostrar que atuação boa ainda pode salvar um filme de sua completa miséria.
E falando na atuação - ou caracterização como Lincoln, do Day-Lewis, uma cena lindíssima que me recordo do filme é quando Lincoln caminha no corredor de entrada da Casa Branca, em direção à saída, no dia que foi ao teatro e nunca mais voltou - vivo, pelo menos. Cena silenciosa e cheia de emoção. Isso eu gostei.
No restante, as 12 indicações ao Oscar que o filme recebeu estão me deixando meio desconfiada de um favoritismo da Academia pelo sr. Spielberg. Mas, mesmo assim, não desista assim do filme, porque ele tem lá o seu mérito. Pelo menos o sr. Spielberg não forçou a emoção, como ele tem a tendência, com seus close ups emocionantes e dolorosos, e mostrou o sr. Lincoln de uma certa distância, deixando o homem falar por si só, e nos emocionar com suas ações e palavras.
Assista, mas no DVD. Nem perca seu tempo - e dinheiro - indo ao cinema. É um filme para assistir pelo menos uma vez e aprender um pouco mais sobre a Guerra de Secessão e a abolição da escravatura nos EUA. Pelo menos pra isso.
Atuações: o sr. Tommy Lee Jones foi muito bem, mas ainda não rouba o Oscar do Christoph Waltz. A Sally Field, como sra. Lincoln, foi muito bem, mas não sei ainda se o suficiente para um Oscar. A Anne Hathaway ainda está como minha favorita nesta corrida.
E para quem ainda não viu o trailer, segue:
http://www.youtube.com/watch?v=oX0xd9qYnBk
As Aventuras de Pi
3.9 4,4K Assista AgoraHoje foi dia das Aventuras de Pi. Estava me enrolando pra assistir este filme porque li o livro, há muitos anos atrás, e não gostei. Achei fantástico demais pra minha cabeça. Mas acho que o que eu estava precisando era mesmo de uma ajudinha do Sr. Ang Lee.
O que achei da versão cinematográfica da obra? Incrível. Inacreditável. Fantástica. Troco o filme pelo livro sem piscar. Efeitos incríveis que deram vida ao famoso tigre que viajou com Pi por algumas centenas de dias, perdidos em alto mar.
A atuação do tigre foi de tirar o fôlego, enquanto a do Suraj Sharma, o Pi jovem, foi ok. A trilha sonora é incrível - muitas músicas orientais este ano! - e a maneira como a história foi recontada no cinema foi incrível. Gostei muito e recomendo.
Ah, detalhe extremamente importante: se você não for no cinema, ou se não tiver um cinema em casa, nem perca o seu tempo vendo. Este é um filme grande, espaçoso. Lindo. Vai lá ver, poxa!
Ah, olha aí o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=h5nJkpEvNjE
Os Miseráveis
4.1 4,1KAh, os musicais... tão belos e tão pouco reconhecidos! Nos anos 1950 eles eram o máximo, com Ginger Rogers e Fred Astaire sapateando e cantando pela tela. Mas depois, as novas gerações pegaram tal aversão pelo gênero - a velha mania de negar tudo que seus pais amavam - que ele acabou reduzido a pó.
Mas nestas últimas décadas (virge!) temos visto alguns musicais tentando seu caminho de novo em Hollywood: Chicago, baseado em uma peça da Broadway, Dreamgirls, Moulin Rouge, entre outros. E agora é a hora de outro musical invadir as telonas - e o Oscar: Os Miseráveis, adaptação da obra de Victor Hugo e que já é um sucesso consagrado na Broadway.
Primeira reação: hum, será que vai ser chato? Será que vai demorar muito? Será que não vou morrer afogada em tanta cantoria? Pois é, até que não. É cantoria pra mais de metro, já que só uma meia dúzia de palavras são realmente faladas. Mas a história é linda, a atuação é impecável e a cantoria, apesar de desafinada em alguns momentos, é ótima.
Desafinada? Como assim? É, pois é... o diretor Tom Hooper inovou na cantoria deste musical: ao invés de gravar as músicas em estúdio e depois contar com a dublagem dos atores, ele fez os atores cantarem suas "falas" na hora da ação. Ali, na hora. E isso gera alguns problemas, de vez em quando. Mas o resultado final é maravilhoso. Emocionante. E Anne Hathaway que o diga...
Falando nela, a cena mais bela, mais intensa, mais tudo deste filme, esteve nas mãos de sua personagem, Fantine. E sinto informar, torcedores de outros times por aí, que ela vai levar o Oscar. Vou apostar todas as minhas fichinhas na mulher gato (ops, filme errado!). Veja o trailer, que contém a famosa "I Dreamed a Dream" e partes da atuação da moçoila:
http://www.youtube.com/watch?v=S2sXJ69TLIk]
Além da belíssima atuação da Anne Hathaway, o Hugh Jackman estava incrível. Depois de todos estes anos vendo ele como Wolverine ou algum outro herói, ele agora é um herói de verdade. Um herói do povo que, apesar de ser humilhado e maltratado, consegue reconquistar sua dignidade. Gosto mais dele no começo do filme porque ele é o destaque da história. Depois o foco muda e ele perde um pouco do encanto.
Outro personagem de destaque é o de Russel Crowe, Javert. Apesar de não ir com a lata deste ator, ele está muito bem em Os Miseráveis. Javert é um tipo de vilão - vilão porque ele fica perseguindo nosso mocinho, achando que está agindo de maneira acertada por estar a favor da lei. Mas o que é a lei em um país tomado pela miséria? Só um conceito. Mesmo assim, ele está muito bem e é o piorzinho na cantoria, devo dizer. Desafinada pra dedéu. Confere o Javert e o Jean Valjean aí neste clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=I8WSysB5vKM
Ah, não poderia deixar de mencionar Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter, que estão engraçadíssimos como um casal de trambiqueiros que cuida da pequena Cosette. Dá pra dar muitas risadas toda vez que eles aparecem na tela.
Fora as atuações, o filme é um daqueles de ver no cinema, com muitos cenários maravilhosos, fotografia impecável e figurino de cair o queixo.
Django Livre
4.4 5,8K Assista AgoraEita filme bão! Daquele tipo que deixa você a mil no final. Mas como estamos falando de Tarantino, e isso é uma constante nos filmes dele, não tem nenhuma novidade aí. Como ele mesmo fala, vingança só dá certo no cinema. Então nós, meros espectadores, ficamos animadíssimos com o sentimento de poder que ele nos dá, permitindo que nos vinguemos dos vilões que fazem mal aos heróis. E vamos todos à forra mesmo.
Voltando ao assunto, que é a crítica do Django Livre, o filme é incrível. A história de um escravo que se dá bem e vira caçador de recompensa já é ótima, pois ele vai ter a oportunidade de se vingar de seus outrora mestres. Mas com o Tarantino tudo tem mais sangue e cor, o que não deixa de ser algo incrível por si só. Ah, e a trilha sonora, não esqueçam dela. Este é um dos pontos altos dos filmes do Tarantino, com uma mistura de trilha sonora de Spaghetti Westerns e filmes de Kung Fu, dependendo do caso. E neste filme a trilha acrescenta um monte, em diversos momentos. Olha só esta cena, com muitas cavalgadas ao entardecer (bem Spaghetti Western) e uma música que conta muito sobre a virada na vida do personagem.
Falando de atuação, a de Christoph Waltz está digna de Oscar. Mais um? Sim, ele está merecendo. Tudo bem que não vi muitos dos filmes concorrendo ao Oscar ainda, mas na minha opinião ele está merecendo mesmo. Ele me convenceu como Dr. Schultz, um bounty hunter esperto que tenta ser frio e calculista devido a sua profissão mas é um romântico de carteirinha. Eu amei o personagem dele, e estava mais focada nele do que no próprio Django.
Falando em Django, não curti a atuação do Jamie Fox. Ficou forçada e nada convincente em diversos pontos. Tudo bem que aí o buraco é mais embaixo, pois pode ser direção e roteiro guiando o ator, mas ele não me convenceu. Já o Di Caprio... ele está incrível como Calvin Candie, dono da fazenda Candyland e famoso por promover "lutas de galo" entre escravos. Apesar do papel dele ser consideravelmente curto, ele é muito consistente. Merecia uma indicação ao Oscar.
Uma coisinha me decepcionou um pouquinho, e por isso não estou considerando Django Livre como a melhor obra do Tarantino até agora: o filme enrola no terço final. Enrola mesmo. São aí uns 15-20 minutos de pura enrolação sem propósito. Fazer o que, nada neste mundo é perfeito, nem mesmo vindo do Tarantino. Se bem que Pulp Fiction, pra mim, é um filme perfeito :)
O Lado Bom da Vida
3.7 4,7K Assista grátisEstou impressionada com este filme. Apesar de diversos amigos terem me recomendado o filme com esmero, eu estava um pouco desconfiada do que parecia ser uma comédia romântica. Ah, mas eu estava errada - e meus amigos certos. O filme tem romance, o filme tem comédia, mas hell no, ele não é um filme de comédia romântica!
Primeiro, tem um time incrível de atores e suas belíssimas atuações. Bradley Cooper, que só fazia papéis leves e bobos, está arrasador como o bipolar Pat Solatano, que quase matou o amante da ex-mulher e foi parar na prisão. Temos também Jennifer Lawrence, que estava excelente em Inverno da Alma, que interpreta Tiffany, que perdeu o marido e ficou meio fora da casinha. Aí tem Robert De Niro (que não precisa de introduções) e Jacki Weaver (que despencou em Hollywood depois de sua incrível atuação no australiano Reino Animal, de 2010), que fazem o papel de pais de Pat.
A história começa bem densa e tensa, com a mãe de Pat tirando ele da prisão, depois com o difícil relacionamento dele com os pais, e as diversas recaídas que ele tem, mostrando-se uma pessoa desequilibrada, violenta e perdida.
Este comecinho me deixou meio assim... já tinham me vendido o filme como uma incrível comédia romântica e o primeiro quarto do filme é tenso pra dedéu. Hum, tem algo errado... Mas de repente o tom da história vai mudando, mudando, e boom! Fica leve e delicioso de assistir.
A história é muito bem amarradinha também, e não perde um segundo de bobeira. E ainda te surpreende no final ;)
Agora espera aí: vamos voltar às atuações, porque este filme está muito bom principalmente nisso, pois são quatro indicações!! Mas será que leva algum? Hum... Jennifer Lawrence tem conquistado todos os prêmios por aí, e acho que vai levar este também. Já os outros não, apesar de o Robert De Niro me deixar com a pulga atrás da orelha. Ai, ai... O Christoph Waltz corre algum risco.
Quanto aos outros prêmios, eu acho que não leva nenhum. É bom, mas não é assim um Oscar-bom, sabe?
Kick-Ass 2
3.6 1,8K Assista AgoraBora começar isso aqui dizendo que o filme continua muito bom, porque sei que esta é a principal preocupação de qualquer fã de filme que ganha sequência. Os personagens não mudaram nadinha - Dave Lizewski/Kick Ass (Aaron Taylor-Johnson) continua bobo e se achando a última bolacha do pacote, Chris D'Amico/Red Mist (Christopher Mintz-Plasse) virou o vilão Motherfucker - sempre muito engraçado, com seus uniformes sem noção! -, o que não muda nada, e Mindy Macready/Hit Girl continua arrasando como heroína.
E falando em Hit Girl, a personagem ganhou bastante espaço no filme. Em alguns momentos parecia que a história ia descambar pros dramas de uma adolescente diferente que quer se conformar com os ideais da sociedade, mas não. Não mesmo. Foi só susto. Mas o processo de descobertas da Mindy gera algumas pérolas no filem, como quando ela manda um cara voltar pra dentro do carro por pressentir uma situação de perigo. Ah, as super-mulheres ;)
Fora as aventuras de Mindy no mundo real, Kick Ass forma um grupo de combate ao crime, e Motherfucker forma um de vilões de aluguel. Todos com nomes bem estereotipados, aproveitando pra tirar um sarrinho da onda do politicamente correto.
O filme continua mandando muito bem na ação, apesar de eu achar que seguiram um pouquinho demais a fórmula de sucesso do primeiro, não deixando muito espaço pra nenhuma ousadia. Tudo bem que em time que está ganhando não se mexe, mas acho que eles exageraram um pouquinho. Quem é fãzão do primeiro filme vai notar que algumas cenas são cópias descaradas de momentos do primeiro filme, como quando Mindy é arremessada pela vilã Mother Russia sobre uma mesa de vidro, perto do final. Does it ring a bell?
Um item que tenho que destacar porque achei muito bem trabalhado foi o enfoque na tecnologia. No primeiro filme já vemos muito disso, com o vídeo da primeira luta do Kick Ass ficando famoso no YouTube. Mas neste você vai ver muito Twitter e conversas por mensagem de texto, além de diálogo em outras línguas que aparecem como se fossem balões de diálogo de HQs.
Bom, no final vale muito a pena ver o filme e se divertir mais um pouco com as aventuras dessa galera. Veja o trailer abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=69qm6faQfZw
Nota: 7,5
Recomendação: filme pra ver com a galera, ou pra levar os filhos adolescentes. Pra criança não rola mesmo, já que o filme é tão ou mais sangrento/violento que o primeiro.