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Data de lançamento
20 Jan. 2012Duração
Hushpuppy tem seis anos e vive no delta de um rio na Louisiana, em uma comunidade isolada, com seu pai Wink. Sua mãe desapareceu há algum tempo. Quando uma tempestade levanta as águas ao redor de seu vilarejo, Wink subitamente adoece. Logo a natureza se altera e criaturas pré-históricas despertam de suas sepulturas congeladas, os aurochs. Ela vê seu harmônico universo em colapso. Enquanto luta para sobreviver à catástrofe, a pequena heroína decide ir à procura de sua mãe.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Se me dissessem que havia sido produzido pela Globo Filmes, eu acreditaria piamente, tamanha a pieguice beirando a filme da Xuxa ou do Renato Aragão, com fases prontas de Ensino Médio (e olhe lá) e uma menina de 6 anos que filosofa e faz tudo sozinha (eu sou pai e uma criança de 6 anos JAMAIS vai ser assim); licença poética? Talvez, mas de poesia ruim e irritante.
IMPRIMATUR - visto no DVD em 2013:
Um intelectual, um dos poucos que faço questão de ter como amigo, me disse ter detestado esse filme - e realmente compreendo também o resultado da obra apenas como mediano. Mas de janeiro para cá, Indomável Sonhadora foi o único filme que me proporcionou reflexão. Quisera eu ter visto este filme enquanto estudante de Serviço Social...
Em meio às varias críticas em favor da superação das mazelas sociais, eis um filme que assume uma postura contrária, a de aceitação por exemplo. Não sei se foi intencional, mas comprei a ideia do diretor. Entre o que é digno ou indigno para um ser humano, uma coisa é certa: O homem pode se apresentar fraco como um ser social, mas não significa que precisa ser fraco ao assumir aquilo que inevitável e orgulhosamente ele é. Ou seja, apenas um animal que acredita, erroneamente, ser racional.
AVALIAÇÂO EM NOTA: 7.0
Indomável Sonhadora se destaca pela maneira como articula infância e catástrofe sem recorrer ao sentimentalismo fácil. Ao invés de explicar, o filme convida à experiência sensorial e emocional. Sua força está em reconhecer que a imaginação reorganiza a realidade, sem negá-la. Ao fazer isso, revela que resistir não é apenas sobreviver, mas também encontrar formas de dar sentido ao caos.
Um retrato doce e ao mesmo tempo duro de calamidades ambientais e urbanas, sob o ponto de vista de uma criança. Remete muito ao furacão Katrina e às enchentes de Nova Orleans, nos EUA
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