O Chatgpt me trouxe até aqui. Em um prompt dado: quais são os 6 personagens de séries e filmes que se parecem comigo, Phoebe foi uma delas. Que série!!! Merecida a premiação. Gostei por vários motivos. Primeiro que a personagem é uma figura bem interessante, não só pelo humor, como pelo seu olhar crítico. A fantasia sexual que ela possui é cômica e traz muitas camadas emocionais que justificam as ações acaloradas e ousadas. Os capítulos são bem alinhados, os personagens são densos e redondos, tem drama, mas sem cair nos clichês, porque os diálogos são bem escancarados e ácidos. Todas as cenas parecem ter sido pensadas a dedo, e isso é um diferencial a meu ver ao comparar com aquelas séries longas e cheias de temporadas que acabam perdendo o seu propósito. Em Fleabag é tudo feito na medida, o tempo dos episódios e a quantidade deles, deixando o público querendo mais, o que dialoga com a ideia de desejo, muito bem construída na trama. Por fim, as olhadas de Phoebe para a câmera, seria o toque de mestre, como se nós fossemos a consciência da personagem, ela fala conosco, mas, na verdade, está falando consigo própria. Essa estratégia narrativa faz com que o público valide as ações da personagem, pois a olhada é pra construir intimidade com quem assiste, como se estivéssemos presentes. E a forma como o padre brinca com as olhadas de Fleabag, interagindo com seu sumiço, é uma quebra de cena que traz humor e diálogo real, como se em uma peça de teatro. Chique demais! Os capítulos seguintes ficam para a minha imaginação fértil.
Uma série que discute temas sensíveis de uma forma leve e com muito humor. 4 personalidades distintas e complementares. Achei bonito ver a história de cada uma. Mudanças repentinas e viradas de chave. Assim é a vida. Uma produção sem tabus e atual. Trilha sonora e fotografia impecáveis. Ótimas atuações, que atrizes, destaque para Luciane Paes. Arrasou Joana.
Uma série que focou a maior parte do tempo na cena do crime. Uma investigação perspicaz e que aprofunda nas nuances psicológicas da personalidade do garoto. As atuações persuasivas dos personagens e o tom fulcral do filme de mistério e melancolia estiveram presentes. A fotografia realizando um trabalho completo em vários pontos e ângulos a depender da emoção demonstra o pacto com a arte da seleção visual. Uma atenção especial ao coral de crianças cantando a música "Fragile" não só pela melodia, como pela letra que conversa com o plot.
Apaixonada por essa série! Um romance construído de uma forma diferente, saindo do senso comum de roteiros de histórias de amor. Diz muito mais sobre a conexão entre as pessoas, entre os pares, sendo, ou não, eles cônjuges ou apenas amigos. Episódios curtos, mas que preenchem totalmente as cenas, atraindo a atenção. Não preciso nem falar do formato - sonoplastia, fotografia, ângulos, quartos, arquitetura, espaços diversos, títulos - sublime. Personalidades cativantes, nerds, grandiosas e de um universo particular, eloquente e artístico. Um romance gostoso de acompanhar, com gostinho de quero mais, ansiando-nos ao ulterior. Para mim é um texto que dialoga com a geração atual, dos diversos desencontros e, ao mesmo tempo, das possibilidades infinitas de recomeços, como o "15 de julho de 199[x]".
Essa série me traz muitas sensações...me transporto para outros tempos, não só da história, como também das minhas vivências amorosas. A fotografia da época juntamente com as passagens das praias, a roda de conversa entre amigos, as cantorias, a arquitetura e tudo mais que se possa apegar nos mínimos detalhes. As narrativas de cada integrante interessantíssimas e envolventes. Conhecer as dores e os contentamentos de todos eles num enlaçado de passado e presente. O mais surpreendente, o título -, ele guia todos os processos felizes e tristes que nos deparamos a cada capítulo. Personalidades ímpares carregadas de muita emoção, explosão, fúria, volúpia, medo, neuroses. Uma série que estampa a real face do ser humano, dúbio, contraditório, apaixonado, vingativo, temeroso, deprimido, loucamente feliz. Palmas Brasil! Atuações impecáveis... Debora Falabella estonteante.
Que série! Lembrei de Réquiem for a Dream em algumas cenas, principalmente no que se refere a Leona e o Bruno em coma. Roteiro bem criativo, ambientação diferente, ótimas atuações. Enredo que prende e cheio de ação! Personagens com histórias profundas e peculiares. E que lindos: Cauã e Maria Casadevall
Achei a série muito interessante. A animação é bem viva com cores fortes, talvez com uma predominância do rosa. Temas como a morte, o amor, a vida, o vício, a religião, a espiritualidade, o mantra, o carma, o budismo, a meditação e tudo que transcende o ser se fazem presentes. Há uma ironia na contraposição das formas e do conteúdo, uma vez que as personagens são engraçadas, exóticas, não padronizadas, trazendo leveza ao espectador, enquanto que os diálogos são complexos, densos, melancólicos e excessivamente reflexivos. O roteirista, juntamente com o animador, trouxe uma proposta diferenciada numa tentativa de introduzir assuntos pertinentes e inerentes ao universo humano de maneira descontraída e, por vezes, surreal. Não faço nenhuma crítica à produção da série, pois foi de uma genialidade tamanha a sua construção. Além disso, é super contemporânea, se considerarmos a presença da tecnologia amarrando as conexões de extra mundos. As personagens são seres que mudam de forma que se decompõem e continuam ativos, falando, ganhando existência em outras dimensões. E não deve ser por acaso que isso acontece, a ideia da mutação do aparato físico só demonstra que ele é efêmero perante a alma, que, na verdade, é a essência que se manifesta em diferentes corpos.
Vi muitos comentários contra a temporada, mas a meu ver seguiu o padrão Black Mirror do mesmo jeito. Essa temporada me chamou mais atenção em alguns aspectos, pensando num excesso, numa "gota d'àgua". Parece que os dois primeiros episódios tocaram na ferida, o primeiro quanto à lascívia, um desejo oprimido e por vezes pulgente. A relação entre os personagens só endossou um lado dos video games e pornografia omitido, todavia existente. As pessoas se encontram tão imersas no universo ficcional, tecnológico, que deixam de lado o real, o tete a tete, para permitirem êxtase sexual por meio de meras fantasias, as quais ativam no inconsciente mais prazer, de forma sublime. O segundo episódio, no entanto, demonstra o lado obscuro desse uso tecnológico. Quem nunca se sentiu incomodado com a falta de interação entre as pessoas, seja cara a cara, seja online. Hoje, nem mesmo no instagram as pessoas interagem. Estão ali para stalkear, bisbilhotar, cumpriri um papel social passivo. Enfim, voltando ao episódio, ele se enquadra um pouco nisso, mas é claro, deixando uma mensagem explícita de perigos, acidentes, ocorrências, de fato, drásticas de morte. O que tiro de lição é até onde a tecnologia, os bastidores que a controlam querem ou podem ir.
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Fleabag (1ª Temporada)
4.4 643O Chatgpt me trouxe até aqui. Em um prompt dado: quais são os 6 personagens de séries e filmes que se parecem comigo, Phoebe foi uma delas. Que série!!! Merecida a premiação. Gostei por vários motivos. Primeiro que a personagem é uma figura bem interessante, não só pelo humor, como pelo seu olhar crítico. A fantasia sexual que ela possui é cômica e traz muitas camadas emocionais que justificam as ações acaloradas e ousadas. Os capítulos são bem alinhados, os personagens são densos e redondos, tem drama, mas sem cair nos clichês, porque os diálogos são bem escancarados e ácidos. Todas as cenas parecem ter sido pensadas a dedo, e isso é um diferencial a meu ver ao comparar com aquelas séries longas e cheias de temporadas que acabam perdendo o seu propósito. Em Fleabag é tudo feito na medida, o tempo dos episódios e a quantidade deles, deixando o público querendo mais, o que dialoga com a ideia de desejo, muito bem construída na trama. Por fim, as olhadas de Phoebe para a câmera, seria o toque de mestre, como se nós fossemos a consciência da personagem, ela fala conosco, mas, na verdade, está falando consigo própria. Essa estratégia narrativa faz com que o público valide as ações da personagem, pois a olhada é pra construir intimidade com quem assiste, como se estivéssemos presentes. E a forma como o padre brinca com as olhadas de Fleabag, interagindo com seu sumiço, é uma quebra de cena que traz humor e diálogo real, como se em uma peça de teatro. Chique demais! Os capítulos seguintes ficam para a minha imaginação fértil.
Juntas & Separadas
4.1 6Uma série que discute temas sensíveis de uma forma leve e com muito humor. 4 personalidades distintas e complementares. Achei bonito ver a história de cada uma. Mudanças repentinas e viradas de chave. Assim é a vida. Uma produção sem tabus e atual. Trilha sonora e fotografia impecáveis. Ótimas atuações, que atrizes, destaque para Luciane Paes. Arrasou Joana.
Adolescência
4.0 611Uma série que focou a maior parte do tempo na cena do crime. Uma investigação perspicaz e que aprofunda nas nuances psicológicas da personalidade do garoto. As atuações persuasivas dos personagens e o tom fulcral do filme de mistério e melancolia estiveram presentes. A fotografia realizando um trabalho completo em vários pontos e ângulos a depender da emoção demonstra o pacto com a arte da seleção visual. Uma atenção especial ao coral de crianças cantando a música "Fragile" não só pela melodia, como pela letra que conversa com o plot.
Um Dia
3.8 101Apaixonada por essa série! Um romance construído de uma forma diferente, saindo do senso comum de roteiros de histórias de amor. Diz muito mais sobre a conexão entre as pessoas, entre os pares, sendo, ou não, eles cônjuges ou apenas amigos. Episódios curtos, mas que preenchem totalmente as cenas, atraindo a atenção. Não preciso nem falar do formato - sonoplastia, fotografia, ângulos, quartos, arquitetura, espaços diversos, títulos - sublime. Personalidades cativantes, nerds, grandiosas e de um universo particular, eloquente e artístico. Um romance gostoso de acompanhar, com gostinho de quero mais, ansiando-nos ao ulterior. Para mim é um texto que dialoga com a geração atual, dos diversos desencontros e, ao mesmo tempo, das possibilidades infinitas de recomeços, como o "15 de julho de 199[x]".
Fim (1ª Temporada)
4.2 64Essa série me traz muitas sensações...me transporto para outros tempos, não só da história, como também das minhas vivências amorosas. A fotografia da época juntamente com as passagens das praias, a roda de conversa entre amigos, as cantorias, a arquitetura e tudo mais que se possa apegar nos mínimos detalhes. As narrativas de cada integrante interessantíssimas e envolventes. Conhecer as dores e os contentamentos de todos eles num enlaçado de passado e presente. O mais surpreendente, o título -, ele guia todos os processos felizes e tristes que nos deparamos a cada capítulo. Personalidades ímpares carregadas de muita emoção, explosão, fúria, volúpia, medo, neuroses. Uma série que estampa a real face do ser humano, dúbio, contraditório, apaixonado, vingativo, temeroso, deprimido, loucamente feliz. Palmas Brasil! Atuações impecáveis... Debora Falabella estonteante.
Ilha de Ferro (1ª Temporada)
3.8 27Que série! Lembrei de Réquiem for a Dream em algumas cenas, principalmente no que se refere a Leona e o Bruno em coma. Roteiro bem criativo, ambientação diferente, ótimas atuações. Enredo que prende e cheio de ação! Personagens com histórias profundas e peculiares. E que lindos: Cauã e Maria Casadevall
The Midnight Gospel (1ª Temporada)
4.5 462Achei a série muito interessante. A animação é bem viva com cores fortes, talvez com uma predominância do rosa. Temas como a morte, o amor, a vida, o vício, a religião, a espiritualidade, o mantra, o carma, o budismo, a meditação e tudo que transcende o ser se fazem presentes. Há uma ironia na contraposição das formas e do conteúdo, uma vez que as personagens são engraçadas, exóticas, não padronizadas, trazendo leveza ao espectador, enquanto que os diálogos são complexos, densos, melancólicos e excessivamente reflexivos. O roteirista, juntamente com o animador, trouxe uma proposta diferenciada numa tentativa de introduzir assuntos pertinentes e inerentes ao universo humano de maneira descontraída e, por vezes, surreal. Não faço nenhuma crítica à produção da série, pois foi de uma genialidade tamanha a sua construção. Além disso, é super contemporânea, se considerarmos a presença da tecnologia amarrando as conexões de extra mundos. As personagens são seres que mudam de forma que se decompõem e continuam ativos, falando, ganhando existência em outras dimensões. E não deve ser por acaso que isso acontece, a ideia da mutação do aparato físico só demonstra que ele é efêmero perante a alma, que, na verdade, é a essência que se manifesta em diferentes corpos.
Vida Após a Morte
3.4 51 Assista AgoraSão atores ou essas pessoas que apareceram realmente vivenciaram a perde de seus entes? Para mim foi tudo muito real!!!
Black Mirror (5ª Temporada)
3.2 962 Assista AgoraVi muitos comentários contra a temporada, mas a meu ver seguiu o padrão Black Mirror do mesmo jeito. Essa temporada me chamou mais atenção em alguns aspectos, pensando num excesso, numa "gota d'àgua". Parece que os dois primeiros episódios tocaram na ferida, o primeiro quanto à lascívia, um desejo oprimido e por vezes pulgente. A relação entre os personagens só endossou um lado dos video games e pornografia omitido, todavia existente. As pessoas se encontram tão imersas no universo ficcional, tecnológico, que deixam de lado o real, o tete a tete, para permitirem êxtase sexual por meio de meras fantasias, as quais ativam no inconsciente mais prazer, de forma sublime. O segundo episódio, no entanto, demonstra o lado obscuro desse uso tecnológico. Quem nunca se sentiu incomodado com a falta de interação entre as pessoas, seja cara a cara, seja online. Hoje, nem mesmo no instagram as pessoas interagem. Estão ali para stalkear, bisbilhotar, cumpriri um papel social passivo. Enfim, voltando ao episódio, ele se enquadra um pouco nisso, mas é claro, deixando uma mensagem explícita de perigos, acidentes, ocorrências, de fato, drásticas de morte. O que tiro de lição é até onde a tecnologia, os bastidores que a controlam querem ou podem ir.