Li algumas explicações e vi mais sobre o filme, achei o diretor com uma técnica impecável e o filme é muito bom em te prender. As atuações robóticas são muito bem executadas, e é muito difícil não ficar desconfortável durante o filme, o que por mim não tem problema desde que se faça sentido.
Mas infelizmente, para mim, foi um pouco como se o diretor do A Serbian Movie, tivesse estudado direção, fotografia e encontrado "metáforas" para justificar o que tá acontecendo na tela.
O filme assim como a Serbian Movie, parece que está constantemente tentando te chocar, te deixar desconfortável com a situação mas honestamente depois de ler criticas, reviews, assim como no a Serbian Movie, não sei se a proposta ou idéia justifica o sadismo. Pelo menos, não para mim.
Não sei se precisava acontecer algo extraordinário para ser um bom filme mas acho que faltou aquela "magiquinha" do cinema. Uma conexão mais profunda, ou um assunto que o enfoque fosse mais profundo. Fiquei um pouco com a sensação que o filme fala sobre umas três coisas ao mesmo tempo e todas com a mesma importância. Isso me incomoda um pouco, acho que um dos temas tinha que ter maior importância e essa importância lideraria tudo no filme. Não é que não pode falar de mais coisas, mas tudo ter a mesma importância, fiquei um pouco vazia após o filme.
Gostei muito da relação mãe x filha, infelizmente, me identifiquei bastante. Mas queria que fosse o foco do filme. O lance das vivências adolescente, da faculdade e da relação com a cidade um subtexto bem importante mas não tão importante quanto a relação das duas. Queria mais situações explorando isso, as atrizes estavam com uma química ótima, acho que o filme tinha que ser sobre elas.
Ps. A ideia de amar ser equivalente a prestar atenção, maravilhoso!
Fico arrasada de saber que está sendo indicado para o Framboesa de Ouro, :( me faz perder totalmente a fé na capacidade nas pessoas.
Outro dia uma amiga me contou uma história sobre um filme, onde em um certo momento, o personagem principal fechava os olhos e nisso o filme ficava preto e sem som. Depois de um tempo o filme voltava a ter som e imagem normalmente.
As pessoas andam com tanta preguiça mental, que ao chegar nessa cena, as pessoas levantavam e iam embora dos cinemas reclamando que o filme estava com problemas.
Tiveram que colocar avisos nos posters dizendo que a cena onde fica tudo preto tem uma duração X e é proposital e para as pessoas por favor não saírem do cinema.
Essa história é sobre um outro filme, não é sobre Mother. Mas eu acho que diz bastante sobre como as pessoas estão preguiçosas, ansiosas e sem capacidade de interpretar as coisas.
Cinema, filme e arte, não tem função de entreter apenas.
The End Of F**ing World, é sobre ser adolescente, mas com direito a todos criticas e elogios que essa fase da vida merece ter.
No começo do primeiro episódio você tem a sensação de que a série vai endeusar o comportamento mimado da Alyssa mas ela segue por um caminho completamente diferente, criticando o comportamento dela e mostrando que ela mesma enxerga que ás vezes não faz as coisas da melhor maneira.
A história constantemente vai mostrando que a Alyssa tem uma visão errada das coisas, e que ela tem dificuldade de assumir que errou, como uma adolescente, mas tudo isso é levado para um lado de comico, graças a bélissima e genial idéia da história mostrar os pensamentos dos personagens, entre os dialógos. Ficou genial.
Mas o mais lindo da história, é que, a maneira infantil e mimada da Alyssa é o que faz o James começar a sentir coisas, porque todas as outras pessoas estavam tão estavéis, aceitavam tão bem tudo, e para ele que tinha tanta culpa e tanto remorso pela mãe dele, ele precisava de alguém que fizesse ele voltar a sentir empatia pelas pessoas, fizesse ele voltar a querer se conectar com alguém.
Tudo na história tem um próposito, existe um porque estarmos assistindo uma menina mimada e um psicopata, existe um porque eles serem assim, existe um porque eles estão juntos, existe um porque em tudo que eles fizeram, um porque muito bem escrito e com uma proposta muito bonita. Mostrar eles evoluindo, mudando e aprendendo com a suas dificuldades e diferenças.
Ainda por cima você consegue ver a influência clara do Wes Anderson com o Edgar Wright, uma mistura que poucas pessoas saberiam fazer direito, e aqui eles acertaram no ponto.
E faz SENTIDO a edição ser assim, os personagens são esquisitos, os cortes serem meio secos, as coisas meio simétricas demais, eles falarem e se mexerem esquisito, FAZEM SENTIDO, porque os personagens são diferentes do resto, ao redor deles.
Raras séries me fizeram rir tanto e o melhor de tudo, é que não é uma série de comédia. Se você está pensando em assistir, só assiste e vai leve, sem preconceitos.
Só porque uma série tem adolescentes quebrando coisas e dizendo coisas como "ninguém é bom o suficiente para mim" não necessariamente ela está aplaudindo esse comportamento, ás vezes apenas analisando e desenvolvendo ele em conjunto com os personagens.
Falar sobre isso, sem não cair em clichês, é extremamente difícil. O desenvolvimento de personagem é maravilhoso. A atuação está lindíssima, a fotografia é linda de morrer, o roteiro está redondinho (claro que tem um ou dois furinhos, mas não atrapalha em nada a fluidez), a trilha é queridissima, as criticas são inteligentes, o humor é afiado, os diálogos são verdadeiros, a violência não é gratuita, eu já falei que os personagens são maravilhosos?
Gente, quem montou o marketing e divulgação desse filme assistiu ele pelo menos? Comédia? Não tem nem uma piada singela sequer, é só um drama cotidiano do começo ao fim. Essa capa dá uma sensação de um filme completo diferente do que eles nos deram.
Não saco qualé dos filmes de insistirem que lésbicas querem dar para homens, tem diversos filmes que acabam fazendo uma das personagens se envolverem com um cara como "fuga", ainda mais um porquinho nojento como o Paul, puta carinha escroto, faz a personagem da Moore ser bem ingênua "não precisa se preocupar com a sua bunda" "te acho muito talentosa"... pronto, agora ela se sente valorizada e taca fogo no casamento?
Achei bem ruim... Como outras gurias falaram aqui, se tivessem tratado ela como bissexual, o "affair" com um cara, seria uma punhalada um pouco mais fraca. Mas tratar ela como lésbica que tá presa numa relação e numa definição de sexualidade mas que na verdade queria um pinto.
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O Sacrifício do Cervo Sagrado
3.7 1,2K Assista AgoraLi algumas explicações e vi mais sobre o filme, achei o diretor com uma técnica impecável e o filme é muito bom em te prender. As atuações robóticas são muito bem executadas, e é muito difícil não ficar desconfortável durante o filme, o que por mim não tem problema desde que se faça sentido.
Mas infelizmente, para mim, foi um pouco como se o diretor do A Serbian Movie, tivesse estudado direção, fotografia e encontrado "metáforas" para justificar o que tá acontecendo na tela.
O filme assim como a Serbian Movie, parece que está constantemente tentando te chocar, te deixar desconfortável com a situação mas honestamente depois de ler criticas, reviews, assim como no a Serbian Movie, não sei se a proposta ou idéia justifica o sadismo. Pelo menos, não para mim.
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraNão sei se precisava acontecer algo extraordinário para ser um bom filme mas acho que faltou aquela "magiquinha" do cinema. Uma conexão mais profunda, ou um assunto que o enfoque fosse mais profundo. Fiquei um pouco com a sensação que o filme fala sobre umas três coisas ao mesmo tempo e todas com a mesma importância. Isso me incomoda um pouco, acho que um dos temas tinha que ter maior importância e essa importância lideraria tudo no filme. Não é que não pode falar de mais coisas, mas tudo ter a mesma importância, fiquei um pouco vazia após o filme.
Gostei muito da relação mãe x filha, infelizmente, me identifiquei bastante. Mas queria que fosse o foco do filme. O lance das vivências adolescente, da faculdade e da relação com a cidade um subtexto bem importante mas não tão importante quanto a relação das duas. Queria mais situações explorando isso, as atrizes estavam com uma química ótima, acho que o filme tinha que ser sobre elas.
Ps. A ideia de amar ser equivalente a prestar atenção, maravilhoso!
Mãe!
4.0 3,9K Assista AgoraFico arrasada de saber que está sendo indicado para o Framboesa de Ouro, :(
me faz perder totalmente a fé na capacidade nas pessoas.
Outro dia uma amiga me contou uma história sobre um filme, onde em um certo momento, o personagem principal fechava os olhos e nisso o filme ficava preto e sem som. Depois de um tempo o filme voltava a ter som e imagem normalmente.
As pessoas andam com tanta preguiça mental, que ao chegar nessa cena, as pessoas levantavam e iam embora dos cinemas reclamando que o filme estava com problemas.
Tiveram que colocar avisos nos posters dizendo que a cena onde fica tudo preto tem uma duração X e é proposital e para as pessoas por favor não saírem do cinema.
Essa história é sobre um outro filme, não é sobre Mother. Mas eu acho que diz bastante sobre como as pessoas estão preguiçosas, ansiosas e sem capacidade de interpretar as coisas.
Cinema, filme e arte, não tem função de entreter apenas.
The End of the F***ing World (1ª Temporada)
3.8 821 Assista AgoraEu estou apaixonada por essa série! Ela é maravilhosa!
Eu vejo as críticas de que é uma série para agradar adolescente mas eu discordo completamente (eu não sou adolescente, caso esteja se perguntando).
The End Of F**ing World, é sobre ser adolescente, mas com direito a todos criticas e elogios que essa fase da vida merece ter.
No começo do primeiro episódio você tem a sensação de que a série vai endeusar o comportamento mimado da Alyssa mas ela segue por um caminho completamente diferente, criticando o comportamento dela e mostrando que ela mesma enxerga que ás vezes não faz as coisas da melhor maneira.
A história constantemente vai mostrando que a Alyssa tem uma visão errada das coisas, e que ela tem dificuldade de assumir que errou, como uma adolescente, mas tudo isso é levado para um lado de comico, graças a bélissima e genial idéia da história mostrar os pensamentos dos personagens, entre os dialógos. Ficou genial.
Mas o mais lindo da história, é que, a maneira infantil e mimada da Alyssa é o que faz o James começar a sentir coisas, porque todas as outras pessoas estavam tão estavéis, aceitavam tão bem tudo, e para ele que tinha tanta culpa e tanto remorso pela mãe dele, ele precisava de alguém que fizesse ele voltar a sentir empatia pelas pessoas, fizesse ele voltar a querer se conectar com alguém.
Tudo na história tem um próposito, existe um porque estarmos assistindo uma menina mimada e um psicopata, existe um porque eles serem assim, existe um porque eles estão juntos, existe um porque em tudo que eles fizeram, um porque muito bem escrito e com uma proposta muito bonita. Mostrar eles evoluindo, mudando e aprendendo com a suas dificuldades e diferenças.
Ainda por cima você consegue ver a influência clara do Wes Anderson com o Edgar Wright, uma mistura que poucas pessoas saberiam fazer direito, e aqui eles acertaram no ponto.
E faz SENTIDO a edição ser assim, os personagens são esquisitos, os cortes serem meio secos, as coisas meio simétricas demais, eles falarem e se mexerem esquisito, FAZEM SENTIDO, porque os personagens são diferentes do resto, ao redor deles.
Raras séries me fizeram rir tanto e o melhor de tudo, é que não é uma série de comédia. Se você está pensando em assistir, só assiste e vai leve, sem preconceitos.
Só porque uma série tem adolescentes quebrando coisas e dizendo coisas como "ninguém é bom o suficiente para mim" não necessariamente ela está aplaudindo esse comportamento, ás vezes apenas analisando e desenvolvendo ele em conjunto com os personagens.
Falar sobre isso, sem não cair em clichês, é extremamente difícil. O desenvolvimento de personagem é maravilhoso. A atuação está lindíssima, a fotografia é linda de morrer, o roteiro está redondinho (claro que tem um ou dois furinhos, mas não atrapalha em nada a fluidez), a trilha é queridissima, as criticas são inteligentes, o humor é afiado, os diálogos são verdadeiros, a violência não é gratuita, eu já falei que os personagens são maravilhosos?
Só tenho elogios.
Minhas Mães e Meu Pai
3.4 1,3K Assista AgoraGente, quem montou o marketing e divulgação desse filme assistiu ele pelo menos? Comédia? Não tem nem uma piada singela sequer, é só um drama cotidiano do começo ao fim. Essa capa dá uma sensação de um filme completo diferente do que eles nos deram.
Não saco qualé dos filmes de insistirem que lésbicas querem dar para homens, tem diversos filmes que acabam fazendo uma das personagens se envolverem com um cara como "fuga", ainda mais um porquinho nojento como o Paul, puta carinha escroto, faz a personagem da Moore ser bem ingênua "não precisa se preocupar com a sua bunda" "te acho muito talentosa"... pronto, agora ela se sente valorizada e taca fogo no casamento?
Achei bem ruim... Como outras gurias falaram aqui, se tivessem tratado ela como bissexual, o "affair" com um cara, seria uma punhalada um pouco mais fraca. Mas tratar ela como lésbica que tá presa numa relação e numa definição de sexualidade mas que na verdade queria um pinto.