Em Vidas Passadas, Celine Song debate que só amor não é suficiente para sustentar uma relação: que existe razão no amor. É necessário pensar a sua própria vida para além da esfera romântica para buscar fazer o que for melhor para você. Há sutileza e profundidade na narrativa.
Em Amores Materialistas, a diretora debate o contrário: há também a necessidade de amor, química e conexão nas relações românticas, tão centradas em pré-requisitos materiais. Que conexão não se explica racionalmente. Isso é óbvio, e mesmo achando que o óbvio precisa ser dito - e que o cinema é uma forma de debater isso - achei muito superficial, pouco cativante. Esse tema já foi refletido em diversos outros filmes, e achei aqui nada fora da casinha, e, nas tentativas de sair do raso, ficou tão pouco natural. Enfim, uma sensação de quem não aproveitou essa tematica com um olhar mais difenrente de tudo o que já foi retratado sobre isso.
Um dos grandes triunfos desse filme, no meu ponto de vista, é colocar o telespectador como também parte daquele júri no qual recebemos as informações e os pontos de vista do caso por diferentes personagens. A sensação de que não temos todas as respostas e que nada do que possamos fazer vai realmente determinar a justiça para algum dos personagens envolvidos também nos comove com o dilema moral do personagem do Nicholas Hount, o Justin Kemp.
Curioso que no início do filme, a personagem da Toni Collete fala que "Justiça é a verdade em ação", porém o que se segue é que ninguém conseguirá responder o caso com a verdade, por falha no sistema jurídico e das instituições estatais de analisar o caso com os olhos "cegos" da justiça. A vontade da polícia em criminalizar o James Sythe e não fazer uma investigação apurada do caso; o júri tendo tendências de culpabilizar o James também pelo seu passado e até por dados estatísticos criminais; como também o local onde aconteceu o crime, que não possui uma câmera de vigilância e nem sequer postes que iluminem a estrada, dificultando os motoristas de enxergarem claramente a estrada em dias de chuvas torrenciais.
Então, por mais que Justin Kemp carregue um peso por se sentir culpado diante daquela situação, ele também não seria julgado com justiça e pela verdade em ação. A verdade é que ele não bebeu antes de ter tido o acidente com seu carro, mas seria julgado por seu histórico com o uso do álcool. Pegar minimamente 30 anos de cadeia e deixar a esposa em momento delicado de vida, além de não ver o desenvolvimento de seu filho pesa muito para a escolha que ele teve no final do filme. Ele sabia também que apesar de toda a dor que carrega com as suas escolhas enquanto jurado, não haveria justiça para ninguém. O sistema é falho em propor justiça (o que, obviamente, não minimiza a responsabilidade dele no acontecimento).
Enfim, adorei a condução do filme e o ritmo tenso que ele oferece ao telespectador, que não vê a hora passar.
O filme que retrata a tortura da ditadura militar sem necessariamente mostrar uma imagem explicita a respeito disso. Nos apresenta uma família, nos conectamos a ela, depois, com o fechar das janelas, toda uma tortura psicológica é instaurada naquela família. O terror de não saber muito o que está acontecendo, as marcas deixadas pelo episódio, o silêncio que não é preenchido por nenhuma palavra de conforto. É tocante. É um outro olhar, mais intimista, sobre um período tenebroso da história do nosso país.
O último ato do filme se torna um thriller genérico de caça de gato à rato disneyland, com aquele final feliz previsível. Quem já viu filmes como Temos Vagas vai se familiarizar com o final desse aqui.
O teor desconfortável, perturbador e até crítico do primeiro filme vai todo jogado ao léu. Pode até não ser um filme ruim, mas nada memorável.
A mesma sociedade que invalida é aquela que nos quer ver sorrindo
Tematicamente rico, Sorria explora as nuances das dores emocionais individuais que são invalidadas socialmente e da dificuldade de nós falarmos de nossas vulnerabilidades sabendo da dificuldade que é ser escutado. Quem vive de um trauma e carrega em si dores psicológicas latentes, muitas vezes é incompreendido ao falar para aqueles que pouco se solidarizam a escutar tudo o que rodeia o conteúdo do trauma. Se aquilo não é falado e ressignificado de alguma forma, a tendência é o isolamento e, com o isolamento, a piora da condição psíquica.
Agora te pergunto: quantas vezes sua ansiedade já te fez pensar inúmeros cenários que, para muitas pessoas, eram coisas irreais, mas que pra você fazia tanto sentido a ponto de você acreditar que aquilo ali poderia estar acontecendo? E ao tentar falar, pessoas dizem “você tá ficando doido” / “loucura da sua cabeça” / “relaxe”. Você se sente, com isso, pior ou melhor? Mais ou menos compreendido? A tendência é que seu comportamento de evitar falar seja reforçado pela pouca validação. E, a depender do seu grau de sensibilidade com a dor e de suporte médico e psicológica recebido, a desesperança com a vida se torna maior e pensamentos de sorrir por sorrir não vale mais a pena. O sorrir não vai impedir nenhuma fatalidade.
Sorria é um achado pra levantar a bandeira da importância da escuta empática, da validação, e, acima de tudo, da importância das profissões da saúde mental, que, em suas sessões psicoterápicas, são os únicos lugares seguros (se for com bons profissionais, claro) e sensíveis para nós falarmos de nossas dores.
"A vida clama pela vida". Esse filme me remete essa frase ao pensar como toda as emoções precisam ser escutadas e dignas de serem sentidas e expressadas, já que todas elas nos ajudam em nossa sobrevivência. A própria raiva negada é disfuncional, mesmo que socialmente ela seja vista como uma emoção ruim. A raiva tem a proposta de impor limites, esses limites ajudam a dizer para o próximo que não estamos inertes aos acontecimentos que nos desconfortam. O protagonista demonstrou uma alexitimia com a emoção raiva, não conseguindo impor limites em diversas situações incluindo com a própria família, em não conseguir dizer "não" para esposa e filha em diversos momentos (
como ao não recusar o sexo da sua esposa quando sua filha estava pedindo a presença deles e quando volta para a casa do casal holandês por motivo da tristeza da família com a suposta perda do seu coelho de pelúcia).
Além disso, também guardava para si todo o seu incômodo com a vida, no qual reflete sobre isso na cena em que está no carro com o Patrick.
Uma dramédia bem boa, surpreendente até. Paul Matthews, o personagem de Cage, sofre o filme todo, de diferentes formas, sofre enquanto é exaltado e sofre quando é cancelado. Psicologicamente e fisicamente, Paul é machucado apenas por ser quem é e sem fazer nada no mundo real. As pessoas sonham com o Paul passivo e questionam ele com esses sonhos e o consomem com isso, até mesmo querem roubar seus "sonhos" de vida em prol do sucesso que ele pode fazer sendo esse homem popular por estar tão presente na mente das pessoas. Isso, inclusive, me remeteu brevemente a nossa forma de consumir as redes sociais, quando virarizamos casos de pessoas anônimas e as transformamos brevemente suas histórias em grandes febres virtuais em pouquíssimo tempo devido a velocidade da informação.
A partir do momento em que Paul não quer ser visto dessa forma, ele começa a perder a passividade nos sonhos das pessoas, e elas se incomodam com isso, a ponto de evitá-lo. Ou seja, cancelam ele de outra forma, e a "paulfobia" se torna generalizada. O mais curioso que é que ninguém pergunta como Paul está, é sempre sobre o outro, e nunca sobre ele. E assim é nossa cultura, o desprezo das redes sociais através da cultura do cancelamento e do "maria vai com as outras" menospreza os sentimentos humanos e crus daquele que está sendo cancelado. E no filme, a gente vai sentindo isso com o personagem e ficamos extremamente desconfortáveis com as situações que Paul vai enfrentando, imaginando desfechos nada positivos para ele.
filme delicado em suas reflexões sobre o amor. A gente sente tanta coisa, por todo mundo, as atuações meio contidas, sinceras, naturais dos personagens, encanta, subverte nossas expectativas em diferentes momentos. Eu acredito que esse tipo de filme seja aquele diálogo maduro que se talvez você colocasse num twitter ou numa conversa de bar você seria repreendido socialmente por um social que enxerga o amor e as relações de forma bem maniqueístas, mesquinhas, possessivas. Me lembra um pouco Her, na ideia das diferentes conexões que poderemos ter com diferentes pessoas, e o Artur me lembrou Miguel, de This is Us, com sua maturidade em entender seu lugar na vida de Nora, assim como Miguel reflete isso pensando em sua esposa, na série, Rebecca. Eles não foram amores à primeira vista de suas esposas, mas nem só de primeiras vistas os amores são construídos. Triste é que, muitas vezes bombardeados por romances disney, nós não acreditamos nisso. Acho que essa também é uma das lições que o filme traz, com muita inteligência, e é por isso que também não torcemos para o relacionamento de Artur e Nora acabar, vemos muito amor ali também, sentimos muito empatia por aquele relacionameto, que também é muito doce. Aquele diálogo dos dois na cama foi sublime e muita além do que vemos em um filme qualquer de romance.
Grandes amores podem não necessariamente ter sido grandes paixões, mas não deixam de ser amor, e não deixam de ser pessoas que queremos compartilhar a vida. Que sabemos o nível de compatibilidade com a nossa realidade, que agrega e faz diferença no cotidiano. Amor com o cunho racional, que Nora entrega muito aqui.
Como é bom presenciar uma boa história sobre o (s) amor (res)
Segue a famosa estrutura de filme de superação no esporte: ascensão - queda - ascensão. Tem o forte ter efeitos visuais muito bons e as cenas da corrida passam bastante emoção, mas é aquela coisa, já sabemos muito do que esperar caso a gente tenha experiência nesse gênero. O protagonismo é bem fraquinho e muito pouco expressivo.
Vendo esse daqui, percebo o quanto o bom "sorria", de 2022, foi subestimado.
Utiliza as mesmas temáticas psicológicas de reflexão, como luto, depressão e suicídio, de forma muito mais coesa, sem a metade do alarde que esse daqui fez.
Eu nunca ouvi tanto "te amo" dito em um filme de herói, e de forma multifacetada, humanos, aliens, animais e etc. É muito sensível. Tem humor, drama, dança e muito rock n' roll. Diverte, emociona e deixa a gente de coração quentinho no final.
A trama desse filme foi uma surpresa numa época marcada por falta de criatividade de grandes blockbusters... daria muito bem para explorá-la numa série ou até mesmo na literatura, até porque no filme a reflexão natural de sci-fi assim foi descartada pelo ritmo ágil da ação
Fantasia sessão da tarde, despretensiosa como era o propósito. Adorei a participação maior dos coadjuvantes nesse filme. Porém, os efeitos visuais com a excessiva tela verde e a questão clichê dos raios saindo do céu ainda é algo a ser considerado negativamente nas produções de filmes de super-herói.
Eu tenho uma teoria que os habitantes de Woodsboro possuem uma maior resistência e cicatrização a ferimentos com facas, além de maior quantidade de sangue corporal. Tomam facada, minutos depois levantam, correm e estão prontos para outra rsrs Além de ficarem com o ferimento aberto lá por horas e nem sentem mais. O Chad então?
Amores Materialistas
3.1 405 Assista AgoraEm Vidas Passadas, Celine Song debate que só amor não é suficiente para sustentar uma relação: que existe razão no amor. É necessário pensar a sua própria vida para além da esfera romântica para buscar fazer o que for melhor para você. Há sutileza e profundidade na narrativa.
Em Amores Materialistas, a diretora debate o contrário: há também a necessidade de amor, química e conexão nas relações românticas, tão centradas em pré-requisitos materiais. Que conexão não se explica racionalmente. Isso é óbvio, e mesmo achando que o óbvio precisa ser dito - e que o cinema é uma forma de debater isso - achei muito superficial, pouco cativante. Esse tema já foi refletido em diversos outros filmes, e achei aqui nada fora da casinha, e, nas tentativas de sair do raso, ficou tão pouco natural. Enfim, uma sensação de quem não aproveitou essa tematica com um olhar mais difenrente de tudo o que já foi retratado sobre isso.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 743 Assista AgoraImaginando Premonição 7 tendo o subtítulo
"A morte é um dia que vale a pena viver"
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 743 Assista AgoraChocado que quando a morte quer ir atrás de alguém
Ela destrói até um bairro inteiro
Jurado Nº 2
3.6 469 Assista AgoraUm dos grandes triunfos desse filme, no meu ponto de vista, é colocar o telespectador como também parte daquele júri no qual recebemos as informações e os pontos de vista do caso por diferentes personagens. A sensação de que não temos todas as respostas e que nada do que possamos fazer vai realmente determinar a justiça para algum dos personagens envolvidos também nos comove com o dilema moral do personagem do Nicholas Hount, o Justin Kemp.
Curioso que no início do filme, a personagem da Toni Collete fala que "Justiça é a verdade em ação", porém o que se segue é que ninguém conseguirá responder o caso com a verdade, por falha no sistema jurídico e das instituições estatais de analisar o caso com os olhos "cegos" da justiça. A vontade da polícia em criminalizar o James Sythe e não fazer uma investigação apurada do caso; o júri tendo tendências de culpabilizar o James também pelo seu passado e até por dados estatísticos criminais; como também o local onde aconteceu o crime, que não possui uma câmera de vigilância e nem sequer postes que iluminem a estrada, dificultando os motoristas de enxergarem claramente a estrada em dias de chuvas torrenciais.
Então, por mais que Justin Kemp carregue um peso por se sentir culpado diante daquela situação, ele também não seria julgado com justiça e pela verdade em ação. A verdade é que ele não bebeu antes de ter tido o acidente com seu carro, mas seria julgado por seu histórico com o uso do álcool. Pegar minimamente 30 anos de cadeia e deixar a esposa em momento delicado de vida, além de não ver o desenvolvimento de seu filho pesa muito para a escolha que ele teve no final do filme. Ele sabia também que apesar de toda a dor que carrega com as suas escolhas enquanto jurado, não haveria justiça para ninguém. O sistema é falho em propor justiça (o que, obviamente, não minimiza a responsabilidade dele no acontecimento).
Enfim, adorei a condução do filme e o ritmo tenso que ele oferece ao telespectador, que não vê a hora passar.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraO filme que retrata a tortura da ditadura militar sem necessariamente mostrar uma imagem explicita a respeito disso. Nos apresenta uma família, nos conectamos a ela, depois, com o fechar das janelas, toda uma tortura psicológica é instaurada naquela família. O terror de não saber muito o que está acontecendo, as marcas deixadas pelo episódio, o silêncio que não é preenchido por nenhuma palavra de conforto. É tocante. É um outro olhar, mais intimista, sobre um período tenebroso da história do nosso país.
Não Fale o Mal
3.3 653Gente, infelizmente, estadunidense não sabe fazer remake. “Não fale o mal” simplesmente caga com a proposta do filme original.
O último ato do filme se torna um thriller genérico de caça de gato à rato disneyland, com aquele final feliz previsível. Quem já viu filmes como Temos Vagas vai se familiarizar com o final desse aqui.
Sorria
3.1 965A mesma sociedade que invalida é aquela que nos quer ver sorrindo
Tematicamente rico, Sorria explora as nuances das dores emocionais individuais que são invalidadas socialmente e da dificuldade de nós falarmos de nossas vulnerabilidades sabendo da dificuldade que é ser escutado. Quem vive de um trauma e carrega em si dores psicológicas latentes, muitas vezes é incompreendido ao falar para aqueles que pouco se solidarizam a escutar tudo o que rodeia o conteúdo do trauma. Se aquilo não é falado e ressignificado de alguma forma, a tendência é o isolamento e, com o isolamento, a piora da condição psíquica.
Agora te pergunto: quantas vezes sua ansiedade já te fez pensar inúmeros cenários que, para muitas pessoas, eram coisas irreais, mas que pra você fazia tanto sentido a ponto de você acreditar que aquilo ali poderia estar acontecendo? E ao tentar falar, pessoas dizem “você tá ficando doido” / “loucura da sua cabeça” / “relaxe”. Você se sente, com isso, pior ou melhor? Mais ou menos compreendido? A tendência é que seu comportamento de evitar falar seja reforçado pela pouca validação. E, a depender do seu grau de sensibilidade com a dor e de suporte médico e psicológica recebido, a desesperança com a vida se torna maior e pensamentos de sorrir por sorrir não vale mais a pena. O sorrir não vai impedir nenhuma fatalidade.
Sorria é um achado pra levantar a bandeira da importância da escuta empática, da validação, e, acima de tudo, da importância das profissões da saúde mental, que, em suas sessões psicoterápicas, são os únicos lugares seguros (se for com bons profissionais, claro) e sensíveis para nós falarmos de nossas dores.
O Corvo
2.4 304 Assista AgoraA trilha sonora desse filme é pancada! as cenas de ação são brutais, atmosfera muito boa. Fui sem esperar nada e curti!
Não Fale o Mal
3.6 830 Assista Agora"A vida clama pela vida". Esse filme me remete essa frase ao pensar como toda as emoções precisam ser escutadas e dignas de serem sentidas e expressadas, já que todas elas nos ajudam em nossa sobrevivência. A própria raiva negada é disfuncional, mesmo que socialmente ela seja vista como uma emoção ruim. A raiva tem a proposta de impor limites, esses limites ajudam a dizer para o próximo que não estamos inertes aos acontecimentos que nos desconfortam. O protagonista demonstrou uma alexitimia com a emoção raiva, não conseguindo impor limites em diversas situações incluindo com a própria família, em não conseguir dizer "não" para esposa e filha em diversos momentos (
como ao não recusar o sexo da sua esposa quando sua filha estava pedindo a presença deles e quando volta para a casa do casal holandês por motivo da tristeza da família com a suposta perda do seu coelho de pelúcia).
Sua natureza educada e inerte fez dele uma vítima ao fim do filme, não só dele como da sua família.
"Por que vocês fazem isso com a gente?" "Porque vocês deixaram".
Não Me Abandone Jamais
3.8 2,1K Assista Agoraum típico torture sadness, que deveria vir acompanhado de uma sessão de terapia após
Terror Nos Bastidores
3.4 459 Assista AgoraEsse filme aqui andou para que dezesseis facadas pudesse correr
Anônimo
3.7 773 Assista AgoraEsse é aquele típico filme que poderia se encaixar na famosa frase "prometeu nada e entregou tudo"
Imaginário: Brinquedo Diabólico
2.1 128 Assista AgoraConcorrendo ao pior terror lançado nos cinemas em 2024 com Mergulho Noturno. Mas acho que esse ainda ganha.
O Homem dos Sonhos
3.4 207Uma dramédia bem boa, surpreendente até. Paul Matthews, o personagem de Cage, sofre o filme todo, de diferentes formas, sofre enquanto é exaltado e sofre quando é cancelado. Psicologicamente e fisicamente, Paul é machucado apenas por ser quem é e sem fazer nada no mundo real. As pessoas sonham com o Paul passivo e questionam ele com esses sonhos e o consomem com isso, até mesmo querem roubar seus "sonhos" de vida em prol do sucesso que ele pode fazer sendo esse homem popular por estar tão presente na mente das pessoas. Isso, inclusive, me remeteu brevemente a nossa forma de consumir as redes sociais, quando virarizamos casos de pessoas anônimas e as transformamos brevemente suas histórias em grandes febres virtuais em pouquíssimo tempo devido a velocidade da informação.
A partir do momento em que Paul não quer ser visto dessa forma, ele começa a perder a passividade nos sonhos das pessoas, e elas se incomodam com isso, a ponto de evitá-lo. Ou seja, cancelam ele de outra forma, e a "paulfobia" se torna generalizada. O mais curioso que é que ninguém pergunta como Paul está, é sempre sobre o outro, e nunca sobre ele. E assim é nossa cultura, o desprezo das redes sociais através da cultura do cancelamento e do "maria vai com as outras" menospreza os sentimentos humanos e crus daquele que está sendo cancelado. E no filme, a gente vai sentindo isso com o personagem e ficamos extremamente desconfortáveis com as situações que Paul vai enfrentando, imaginando desfechos nada positivos para ele.
Vidas Passadas
4.1 963 Assista Agorafilme delicado em suas reflexões sobre o amor. A gente sente tanta coisa, por todo mundo, as atuações meio contidas, sinceras, naturais dos personagens, encanta, subverte nossas expectativas em diferentes momentos. Eu acredito que esse tipo de filme seja aquele diálogo maduro que se talvez você colocasse num twitter ou numa conversa de bar você seria repreendido socialmente por um social que enxerga o amor e as relações de forma bem maniqueístas, mesquinhas, possessivas. Me lembra um pouco Her, na ideia das diferentes conexões que poderemos ter com diferentes pessoas, e o Artur me lembrou Miguel, de This is Us, com sua maturidade em entender seu lugar na vida de Nora, assim como Miguel reflete isso pensando em sua esposa, na série, Rebecca. Eles não foram amores à primeira vista de suas esposas, mas nem só de primeiras vistas os amores são construídos. Triste é que, muitas vezes bombardeados por romances disney, nós não acreditamos nisso. Acho que essa também é uma das lições que o filme traz, com muita inteligência, e é por isso que também não torcemos para o relacionamento de Artur e Nora acabar, vemos muito amor ali também, sentimos muito empatia por aquele relacionameto, que também é muito doce. Aquele diálogo dos dois na cama foi sublime e muita além do que vemos em um filme qualquer de romance.
Grandes amores podem não necessariamente ter sido grandes paixões, mas não deixam de ser amor, e não deixam de ser pessoas que queremos compartilhar a vida. Que sabemos o nível de compatibilidade com a nossa realidade, que agrega e faz diferença no cotidiano. Amor com o cunho racional, que Nora entrega muito aqui.
Como é bom presenciar uma boa história sobre o (s) amor (res)
O Exorcista: O Devoto
2.1 439 Assista AgoraSó faltou a personagem da Ann Dowd,
naquele momento em que estão todos juntos prontos para realizar um exorcismo holístico incluindo todas as crenças possíveis
Frio nos Ossos
3.0 283 Assista AgoraUm filme supercine! Lembra vagamente elementos de Homem nas Trevas e o francês A Invasora
Gran Turismo: De Jogador a Corredor
3.6 233 Assista AgoraSegue a famosa estrutura de filme de superação no esporte: ascensão - queda - ascensão. Tem o forte ter efeitos visuais muito bons e as cenas da corrida passam bastante emoção, mas é aquela coisa, já sabemos muito do que esperar caso a gente tenha experiência nesse gênero. O protagonismo é bem fraquinho e muito pouco expressivo.
Fale Comigo
3.5 1,1K Assista AgoraVendo esse daqui, percebo o quanto o bom "sorria", de 2022, foi subestimado.
Utiliza as mesmas temáticas psicológicas de reflexão, como luto, depressão e suicídio, de forma muito mais coesa, sem a metade do alarde que esse daqui fez.
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
4.3 565 Assista AgoraISSO DAQUI É UM ABSURDO DE QUALIDADE! MEU IRMÃO coisa linda de ver! Desenvolvimento, conexão, emoção!
Guardiões da Galáxia: Vol. 3
4.2 849 Assista AgoraEu nunca ouvi tanto "te amo" dito em um filme de herói, e de forma multifacetada, humanos, aliens, animais e etc. É muito sensível.
Tem humor, drama, dança e muito rock n' roll. Diverte, emociona e deixa a gente de coração quentinho no final.
É um dos filmes que tem mais coração, da Marvel.
Onde Está Segunda?
3.6 1,3K Assista AgoraA trama desse filme foi uma surpresa numa época marcada por falta de criatividade de grandes blockbusters... daria muito bem para explorá-la numa série ou até mesmo na literatura, até porque no filme a reflexão natural de sci-fi assim foi descartada pelo ritmo ágil da ação
Shazam! Fúria dos Deuses
2.8 378 Assista AgoraFantasia sessão da tarde, despretensiosa como era o propósito. Adorei a participação maior dos coadjuvantes nesse filme. Porém, os efeitos visuais com a excessiva tela verde e a questão clichê dos raios saindo do céu ainda é algo a ser considerado negativamente nas produções de filmes de super-herói.
Pânico VI
3.4 856 Assista AgoraEu tenho uma teoria que os habitantes de Woodsboro possuem uma maior resistência e cicatrização a ferimentos com facas, além de maior quantidade de sangue corporal. Tomam facada, minutos depois levantam, correm e estão prontos para outra rsrs Além de ficarem com o ferimento aberto lá por horas e nem sentem mais. O Chad então?
A quantidade de facadas que ele tomou no Pânico 5 e 6 e sobreviver ao final me faz acreditar muito na minha teoria