A narrativa centraliza na luta de uma mulher negra 'abandonada' com dois filhos e acerta com realismo brutal uma miríade de temas sociais: violência doméstica, alcoolismo, a dignidade do trabalho dos catadores, desigualdade social, a complexidade da maternidade periférica, abuso sexual, dependência emocional e a importância da rede de apoio.
Como disse a atriz Shirley Cruz: "As violências contra a mulher são inúmeras, infinitas, primitivas. Elas foram normalizadas na sociedade e resultam em milhares de abusos, humilhações e mortes todos os dias."
O diálogo da Gal com a prima, em particular, é revoltante e real demais, traduzindo a dimensão e a profundidade sistêmica desse problema.
É um filme muito bom, mas saí com a impressão de que podia ser ainda melhor, talvez por acreditar que mais coisas precisam ser ditas e/ou com mais força.
O racismo, a pobreza, a maternidade solo, a injustiça.. é um drama com críticas sociais. O defeito foi condensar tudo muito rápido, porque ficou exagerado, improvável e apelativo emocionalmente.
Porém, pra mim, o enredo se redime quando o plot twist no final dá sentido ao excesso proposital; ele revela, de forma dolorosa e compreensível, o desespero humano.
É uma representação simbólica do esgotamento causado por injustiças sociais pra quem valoriza impacto e empatia.
Algumas atuações e diálogos poderiam ser mais refinados, mas a protagonista sustenta a trama.
Eu gostei! O filme acompanha a jornada de um arquiteto húngaro estabelecido que, fugindo da guerra, se torna imigrante e enfrenta dificuldades. Ele tem então a oportunidade de construir obras no seu estilo visionário, projetadas para resistir ao tempo e carregadas da bagagem do pós-guerra. O brutalismo, além de ser sua linguagem arquitetônica, faz uma metáfora com a sua reconstrução pessoal sob o peso do “sonho americano” e drama familiar. Uma ambição carregada de esperança e resiliência, que o leva ao esgotamento. A relação entre Harrison e László, que a princípio parece admiração e generosidade, se revela como poder, humilhação, controle e covardia numa cena chocante! A grande obra se torna um memorial tocante. O filme é lento e contemplativo, mas não chega a ser cansativo.
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A Melhor Mãe do Mundo
3.7 70 Assista AgoraA narrativa centraliza na luta de uma mulher negra 'abandonada' com dois filhos e acerta com realismo brutal uma miríade de temas sociais: violência doméstica, alcoolismo, a dignidade do trabalho dos catadores, desigualdade social, a complexidade da maternidade periférica, abuso sexual, dependência emocional e a importância da rede de apoio.
Como disse a atriz Shirley Cruz: "As violências contra a mulher são inúmeras, infinitas, primitivas. Elas foram normalizadas na sociedade e resultam em milhares de abusos, humilhações e mortes todos os dias."
O diálogo da Gal com a prima, em particular, é revoltante e real demais, traduzindo a dimensão e a profundidade sistêmica desse problema.
É um filme muito bom, mas saí com a impressão de que podia ser ainda melhor, talvez por acreditar que mais coisas precisam ser ditas e/ou com mais força.
Até a Última Gota
3.3 164 Assista AgoraO racismo, a pobreza, a maternidade solo, a injustiça.. é um drama com críticas sociais. O defeito foi condensar tudo muito rápido, porque ficou exagerado, improvável e apelativo emocionalmente.
Porém, pra mim, o enredo se redime quando o plot twist no final dá sentido ao excesso proposital; ele revela, de forma dolorosa e compreensível, o desespero humano.
É uma representação simbólica do esgotamento causado por injustiças sociais pra quem valoriza impacto e empatia.
Algumas atuações e diálogos poderiam ser mais refinados, mas a protagonista sustenta a trama.
O Brutalista
3.6 309 Assista AgoraEu gostei! O filme acompanha a jornada de um arquiteto húngaro estabelecido que, fugindo da guerra, se torna imigrante e enfrenta dificuldades. Ele tem então a oportunidade de construir obras no seu estilo visionário, projetadas para resistir ao tempo e carregadas da bagagem do pós-guerra. O brutalismo, além de ser sua linguagem arquitetônica, faz uma metáfora com a sua reconstrução pessoal sob o peso do “sonho americano” e drama familiar. Uma ambição carregada de esperança e resiliência, que o leva ao esgotamento.
A relação entre Harrison e László, que a princípio parece admiração e generosidade, se revela como poder, humilhação, controle e covardia numa cena chocante!
A grande obra se torna um memorial tocante.
O filme é lento e contemplativo, mas não chega a ser cansativo.