Para mim é um filme médio. Mesmo assim, dois pontos são muito positivos: A musica tema Summer of 42 (The Summer Knows) de Michel Legrand e a interpretação de Gary Grimes. A cara que ele faz quando vê sua amada Dorothy é de uma criança incrivelmente maravilhada; dá gosto de ver! Por outro lado, o tema é muito simples e demora para acontecer. Outro ponto legal é que o roterista Herman Raucher realmente viveu esta história, tendo recebido diversas cartas, dizendo ser a verdadeira Dorothy, e realmente uma delas provou ser verdadeira. Uma curiosidade: nunca vi praia tão feia e suja.
Interessante não gostar de um filme que muitos elogiam. Eu achei muito ruim. Inverossímil. A história de um artista, relativamente decadente, mas, nem tanto, pois está fazendo um comercial por U$ 2 milhões no Japão. No começo, têm um bando de assessor cercando o cara e, de repente, ele não têm o que fazer por vários dias e noites. Tendo como pano de fundo, o objetivo de mostrar o tédio, o filme fica parado, repetitivo, boring. Definitivamente, não me atraiu. O que salva é a espontaneidade de Scarlett Johansson e Bill Murray, que realmente entram no clima de mostrar o que é tédio.
Woody Allen é um dos mais importantes cineastas da atualidade. Quando interpreta, sua marca registrada é o papel de um judeu feio, baixinho, neurótico, fracassado e engraçado. Por outro lado, apresenta-se atraente pela sua intelectualidade, pela segurança e ironia das suas opiniões e por ignorar toda a frase anterior. Em Vicky, Cristina e Barcelona, Woody Allen não atua. Nesses casos, o seu selo de autenticidade, "By Wood Allen, é impresso através de suas habilidades de diretor e roteirista. Os personagens são bem construídos, intrigantes, diferentes; vagueiam entre erros e acertos na afirmação das suas personalidades. Sobre um mesmo tema, fazem leituras dispares e expressam-se em diálogos inteligentes, defendendo o que acreditam ser o melhor para si e para todos. Em Vicky, Cristina e Barcelona duas amigas americanas vivem um polígono amoroso; um sentimento em que quatro participantes se entrelaçam e que à sua maneira se gostam, se respeitam, se digladiam, se aproximam e se afastam na vivencia desse amor. Como em um ensaio de orquestra de sentimentos humanos, cada um desempenha o seu papel solo ou em conjunto, agindo; aguardando ou forçando o seu momento de participação na sinfonia. O ar conquistador e direto de Javier Bardem ao propor um final de semana de amor à bela Scarlett Johansson (Cristina) e à indecisa Rebecca Hall (Vicky); a atuação despojada e talentosa de Penélope Cruz; a seleção de músicas, especialmente a música tema e de abertura “Barcelona”; são componentes que reforçam o prazer desta sexy, romântica e irônica comédia. Resumo: Nota 9. Vale a pena assistir.
O diretor espanhol Pedro Almodóvar é um dos meus favoritos. Em geral, os seus filmes exploram o cotidiano (“a vida como ela é”), mas com uma linguagem meio irreal, surrealista, sexual, de forma que quem assiste jamais sai incólume. Às vezes, você fica intrigado com as iluminação, com o movimento da câmera, com a representação caricata dos atores. Outras, por algumas cenas ou pelo filme todo parecer fora do contexto, absurdas. Muitas pessoas saem odiando e dizendo que jamais assistirão outro filme desse espanhol louco. Mas o homem é bom e nenhum cineasta fica muito tempo na moral só enganando. Em a Pele que habito, Almodóvar, navega por mares que ele desconhece. Ao invés do cotidiano fantástico, o filme conta a história de um cirurgião milionário, Robert Ledgard (Antônio Banderas), que dispõe de uma clinica cirúrgica dentro da sua residência. Robert aproveita esse isolamento para desenvolver pesquisas alternativas, que, certamente, não seriam aprovadas pela ética estabelecida. O cirurgião-cientista é implacável com suas cobaias humanas e misturas genéticas. Nada o detém em obter um tipo de pele, até melhor que a humana, que poderia salvar a sua esposa inteiramente queimada em um acidente. Esse seu objetivo inicial recebe um novo incentivo, inesperado, quando também sua filha passa por situações extremas. Classificado como terror, é na realidade um um drama/suspense, com ingredientes aterrorizantes, ou nas palavras do próprio Almodóvar é um filme de terror sem gritos ou sustos. Resumo: Nota 9,0. Muito bom. Deve ser assistido por quem ouse sentir algo: bom, ruim, amargo, revolta, ódio, ou qualquer sentimento que o atinja.
O filme O Preço do Amanhã baseia-se em uma idéia original e com um enorme fôlego para muitas discussões e mil possibilidades para games, livros e novos filmes. A grande sacada foi mexer em três grandes fundamentos da vida em sociedade: juventude, saúde e dinheiro. Imagine uma sociedade, em um futuro não muito distante, que ninguém morre por velhice ou doença. Todos nascem, crescem até os 25 anos e tem a chance de viver eternamente assim. Basta ter dinheiro e não sofrer nenhum acidente. Bom, falou em dinheiro, começam os problemas e, pior, a moeda desta sociedade é o tempo que resta da sua vida. Os pobres ao fazer 25 anos, ganham apenas 24 horas extras de vida e tem que ralar todo o dia para continuar vivendo. Os ricos, bem estes são ricos, e, ao completarem 25 anos, os pais dão uma pequena fortuna: ” no problem baby, daddy still has 10.000 years left.”. Um filme tão original poderia ter um enredo fascinante. Não é bem o caso, mas mesmo assim vale a pena assistir. Um agradável destaque é a interpretação de Amanda Seyfried, no papel de Sylvia Weis, filhinha de papai banqueiro. Resumo: Nota 7,0. A implementação ficou um pouco pobre, mas vale pela idéia do filme.
Até há pouco tempo as contratações dos jogadores de times profissionais de futebol, baseball e de outros jogos coletivos eram feitas através da avaliação pessoal dos técnicos, cartolas, olheiros e avaliação médica. O filme retrata o momento histórico no qual os dados estatísticos processados por computador são pela primeira vez utilizados como principal fator de contratação e formação de um time de baseball em 2002. (Hoje, tudo mundo usa: bate o pênalti o jogador que estatisticamente tem o maior número de acertos. Ele é o cara!). Billy Beane (Brad Pitt) é o principal diretor de um time de baseball com uma verba muito menor do que as dos seus adversários da liga. No final de cada temporada Billy enfrenta o mesmo problema: contratar bons jogadores com pouco dinheiro e ainda ter que repor suas melhores revelações, que são compradas pelos times mais ricos. Nesse inferno astral, Billy conhece Peter Brend (Jonah Hill), um jovem economista que trabalha para um time de baseball e sem muita força sugere o uso de estatísticas e fórmulas matemáticas na contratação de jogadores. Billy vê imediatamente que isso pode ser uma solução para seus problemas e contrata o jovem Peter. Com o conhecimento do jovem economista e com a força do seu cargo, Billy enfrenta com ousadia o descrédito de todos, olheiros, dirigentes, jornalistas que olham a iniciativa com desprezo e ofendidos por verem o seus conhecimentos de uma vida inteira serem diminuídos. Baseball (futebol) é magia, experiência e não um jogo matemático. Se até hoje isto representa parte da verdade, imagine a intolerância há 10 anos. Resumo: Nota 7,5: vale a pena assistir. Brad Pitt participa praticamente de todas as cenas do filme. Mais maduro e com mais experiência faz um bom trabalho.
Bom filme de Martin Scorsese. Líder de indicações ao Oscar 2012 – concorreu em 11 categorias. Ganhou 5, consideradas técnicas:efeitos visuais, fotografia, direção de arte, mixagem e edição de som. Um dos méritos do filme é apresentar os bastidores das gravações dos primeiros filmes mudos de ficção, as técnicas de efeitos especiais e a introdução manual das cores nas películas. Algumas cenas são um pouco lentas e fazem mais sentido quando assistidas em 3D. Um filme leve que vale a pena assistir.
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Houve uma Vez um Verão
4.0 131Para mim é um filme médio. Mesmo assim, dois pontos são muito positivos: A musica tema Summer of 42 (The Summer Knows) de Michel Legrand e a interpretação de Gary Grimes. A cara que ele faz quando vê sua amada Dorothy é de uma criança incrivelmente maravilhada; dá gosto de ver! Por outro lado, o tema é muito simples e demora para acontecer. Outro ponto legal é que o roterista Herman Raucher realmente viveu esta história, tendo recebido diversas cartas, dizendo ser a verdadeira Dorothy, e realmente uma delas provou ser verdadeira. Uma curiosidade: nunca vi praia tão feia e suja.
Encontros e Desencontros
3.8 1,8KInteressante não gostar de um filme que muitos elogiam. Eu achei muito ruim. Inverossímil. A história de um artista, relativamente decadente, mas, nem tanto, pois está fazendo um comercial por U$ 2 milhões no Japão. No começo, têm um bando de assessor cercando o cara e, de repente, ele não têm o que fazer por vários dias e noites. Tendo como pano de fundo, o objetivo de mostrar o tédio, o filme fica parado, repetitivo, boring. Definitivamente, não me atraiu. O que salva é a espontaneidade de Scarlett Johansson e Bill Murray, que realmente entram no clima de mostrar o que é tédio.
Vicky Cristina Barcelona
3.8 2,2K Assista grátisWoody Allen é um dos mais importantes cineastas da atualidade. Quando interpreta, sua marca registrada é o papel de um judeu feio, baixinho, neurótico, fracassado e engraçado. Por outro lado, apresenta-se atraente pela sua intelectualidade, pela segurança e ironia das suas opiniões e por ignorar toda a frase anterior.
Em Vicky, Cristina e Barcelona, Woody Allen não atua. Nesses casos, o seu selo de autenticidade, "By Wood Allen, é impresso através de suas habilidades de diretor e roteirista. Os personagens são bem construídos, intrigantes, diferentes; vagueiam entre erros e acertos na afirmação das suas personalidades. Sobre um mesmo tema, fazem leituras dispares e expressam-se em diálogos inteligentes, defendendo o que acreditam ser o melhor para si e para todos.
Em Vicky, Cristina e Barcelona duas amigas americanas vivem um polígono amoroso; um sentimento em que quatro participantes se entrelaçam e que à sua maneira se gostam, se respeitam, se digladiam, se aproximam e se afastam na vivencia desse amor. Como em um ensaio de orquestra de sentimentos humanos, cada um desempenha o seu papel solo ou em conjunto, agindo; aguardando ou forçando o seu momento de participação na sinfonia. O ar conquistador e direto de Javier Bardem ao propor um final de semana de amor à bela Scarlett Johansson (Cristina) e à indecisa Rebecca Hall (Vicky); a atuação despojada e talentosa de Penélope Cruz;
a seleção de músicas, especialmente a música tema e de abertura “Barcelona”; são componentes que reforçam o prazer desta sexy, romântica e irônica comédia.
Resumo: Nota 9. Vale a pena assistir.
Sem Limites
3.8 1,9K Assista AgoraFilme excelente. Nota 9.0.
Quero Matar Meu Chefe
3.4 1,7K Assista AgoraComédia excelente. Vale a pena. Nota 9,0.
A Pele que Habito
4.2 5,1KO diretor espanhol Pedro Almodóvar é um dos meus favoritos. Em geral, os seus filmes exploram o cotidiano (“a vida como ela é”), mas com uma linguagem meio irreal, surrealista, sexual, de forma que quem assiste jamais sai incólume. Às vezes, você fica intrigado com as iluminação, com o movimento da câmera, com a representação caricata dos atores. Outras, por algumas cenas ou pelo filme todo parecer fora do contexto, absurdas. Muitas pessoas saem odiando e dizendo que jamais assistirão outro filme desse espanhol louco. Mas o homem é bom e nenhum cineasta fica muito tempo na moral só enganando.
Em a Pele que habito, Almodóvar, navega por mares que ele desconhece. Ao invés do cotidiano fantástico, o filme conta a história de um cirurgião milionário, Robert Ledgard (Antônio Banderas), que dispõe de uma clinica cirúrgica dentro da sua residência. Robert aproveita esse isolamento para desenvolver pesquisas alternativas, que, certamente, não seriam aprovadas pela ética estabelecida. O cirurgião-cientista é implacável com suas cobaias humanas e misturas genéticas. Nada o detém em obter um tipo de pele, até melhor que a humana, que poderia salvar a sua esposa inteiramente queimada em um acidente. Esse seu objetivo inicial recebe um novo incentivo, inesperado, quando também sua filha passa por situações extremas.
Classificado como terror, é na realidade um um drama/suspense, com ingredientes aterrorizantes, ou nas palavras do próprio Almodóvar é um filme de terror sem gritos ou sustos.
Resumo: Nota 9,0. Muito bom. Deve ser assistido por quem ouse sentir algo: bom, ruim, amargo, revolta, ódio, ou qualquer sentimento que o atinja.
O Preço do Amanhã
3.6 3,0K Assista AgoraO filme O Preço do Amanhã baseia-se em uma idéia original e com um enorme fôlego para muitas discussões e mil possibilidades para games, livros e novos filmes.
A grande sacada foi mexer em três grandes fundamentos da vida em sociedade: juventude, saúde e dinheiro.
Imagine uma sociedade, em um futuro não muito distante, que ninguém morre por velhice ou doença. Todos nascem, crescem até os 25 anos e tem a chance de viver eternamente assim. Basta ter dinheiro e não sofrer nenhum acidente. Bom, falou em dinheiro, começam os problemas e, pior, a moeda desta sociedade é o tempo que resta da sua vida.
Os pobres ao fazer 25 anos, ganham apenas 24 horas extras de vida e tem que ralar todo o dia para continuar vivendo. Os ricos, bem estes são ricos, e, ao completarem 25 anos, os pais dão uma pequena fortuna: ” no problem baby, daddy still has 10.000 years left.”.
Um filme tão original poderia ter um enredo fascinante. Não é bem o caso, mas mesmo assim vale a pena assistir.
Um agradável destaque é a interpretação de Amanda Seyfried, no papel de Sylvia Weis, filhinha de papai banqueiro.
Resumo: Nota 7,0. A implementação ficou um pouco pobre, mas vale pela idéia do filme.
O Homem que Mudou o Jogo
3.7 942 Assista AgoraAté há pouco tempo as contratações dos jogadores de times profissionais de futebol, baseball e de outros jogos coletivos eram feitas através da avaliação pessoal dos técnicos, cartolas, olheiros e avaliação médica.
O filme retrata o momento histórico no qual os dados estatísticos processados por computador são pela primeira vez utilizados como principal fator de contratação e formação de um time de baseball em 2002. (Hoje, tudo mundo usa: bate o pênalti o jogador que estatisticamente tem o maior número de acertos. Ele é o cara!).
Billy Beane (Brad Pitt) é o principal diretor de um time de baseball com uma verba muito menor do que as dos seus adversários da liga.
No final de cada temporada Billy enfrenta o mesmo problema: contratar bons jogadores com pouco dinheiro e ainda ter que repor suas melhores revelações, que são compradas pelos times mais ricos. Nesse inferno astral, Billy conhece Peter Brend (Jonah Hill), um jovem economista que trabalha para um time de baseball e sem muita força sugere o uso de estatísticas e fórmulas matemáticas na contratação de jogadores.
Billy vê imediatamente que isso pode ser uma solução para seus problemas e contrata o jovem Peter.
Com o conhecimento do jovem economista e com a força do seu cargo, Billy enfrenta com ousadia o descrédito de todos, olheiros, dirigentes, jornalistas que olham a iniciativa com desprezo e ofendidos por verem o seus conhecimentos de uma vida inteira serem diminuídos.
Baseball (futebol) é magia, experiência e não um jogo matemático.
Se até hoje isto representa parte da verdade, imagine a intolerância há 10 anos.
Resumo: Nota 7,5: vale a pena assistir. Brad Pitt participa praticamente de todas as cenas do filme. Mais maduro e com mais experiência faz um bom trabalho.
A Invenção de Hugo Cabret
4.0 3,6KBom filme de Martin Scorsese. Líder de indicações ao Oscar 2012 – concorreu em 11 categorias. Ganhou 5, consideradas técnicas:efeitos visuais, fotografia, direção de arte, mixagem e edição de som. Um dos méritos do filme é apresentar os bastidores das gravações dos primeiros filmes mudos de ficção, as técnicas de efeitos especiais e a introdução manual das cores nas películas. Algumas cenas são um pouco lentas e fazem mais sentido quando assistidas em 3D. Um filme leve que vale a pena assistir.