Como toda adaptação, por mais que o live-action de Lilo & Stitch se mantenha fiel à animação original em boa parte do tempo, algumas coisas mudam — o que é bom em certos aspectos e ruim em outros.
No quesito adaptação, achei acertada a decisão de fazer com que os personagens alienígenas se disfarçassem como humanos, em vez de apenas usarem roupas humanas por cima de seu visual claramente extraterrestre. Isso traz mais credibilidade para o live-action — já que nem tudo que funciona em animação funciona em live-action — e, de quebra, ajuda a reduzir os custos com efeitos visuais.
Achei interessante a ideia da Nani querer estudar biologia marinha — algo totalmente novo, introduzido no live-action, já que na animação original seu foco era apenas manter a casa e cuidar da irmã. No entanto, não tenho certeza se gostei da forma como isso foi desenvolvido e concluído no filme. Importante esclarecer: ela vai estudar biologia marinha, e não se alistar na Marinha — como vi um usuário comentar abaixo. A própria Lilo faz essa confusão como piada no filme, mas sugerir que há alguma tentativa de promover militarismo é forçar uma leitura que simplesmente não está presente no longa.
As atrizes principais — Maia Kealoha (Lilo) e Sydney Agudong (Nani) — estão excelentes em seus papéis, trazendo emoção e carisma.
O ponto mais fraco, para mim, foi a exclusão do General Gantu, que era o principal antagonista na animação. Claramente, foi uma decisão para economizar em CGI, embora os realizadores aleguem que o personagem “não funcionou nos testes”.
Com sua ausência, o papel de vilão ficou a cargo de Jumba Jookiba, o criador do experimento 626. Isso, para mim — como fã do original — foi um grande erro. Na animação, Jumba tem afeto por sua criação e atua mais como um cientista excêntrico e atrapalhado do que como vilão. Transformá-lo num antagonista puro elimina um dos arcos mais bonitos do original: o conceito de ohana e a jornada de aceitar sua família, por mais imperfeita que ela seja.
No fim das contas, em termos de nostalgia, o filme é até divertido. Os pontos altos são as atuações das protagonistas e os efeitos visuais, que funcionam bem. Pleakley continua garantindo boas risadas e Stitch continua cativante. Mas as mudanças no enredo, principalmente o corte de Gantu e
, tiraram boa parte da alma do que fazia Lilo & Stitch tão especial para mim.
Dou nota 3 pela diversão e pelo carinho com que algumas partes foram feitas, mas o final me deixou desapontado. Para quem se sentiu da mesma forma, recomendo revisitar a animação original.
Melhor adaptação dos Três Mosqueteiros dos cinemas, na minha humilde opinião (no que se refere ao primeiro volume da estória, pelo menos).
Dentro da mesma temática, também gosto muito de "O Homem da Máscara de Ferro" (1998), que seria uma adaptação do terceiro volume (“O Visconde de Bragelonne”) da trilogia dos mosqueteiros, de Alexandre Dumas.
Embora a trama principal contada neste filme seja "concluída" de forma bem fechadinha, o mesmo acaba num baita gancho, deixando o caminho pavimentado para a continuação da saga, caso o filme vá bem nas bilheterias/ seja bem recebido pelo público e crítica (assim espero).
No mais, ótimas atuações, (destaque pro carisma de François Civil,como D'Artagnan e para Eva Green, como Milady), idioma original todo em francês (o que ajuda na imersão, considerando que o conto se passa na França), bela fotografia e figurinos, além das boas cenas de ação.
Como um fã da obra original e tendo ciência de que se trata de uma adaptação, me encontro ansioso pela sequência!
Vim assistir sem expectativas e saí com uma bela surpresa.
Não deixe o humor galhofa (não encarem como um demérito) do "tio" Taika te enganar: esse filme é tão capaz de te fazer rir, como também chorar, com a bela história que se propõe a contar (ainda que de forma satírica).
Começou até que bem, mas foi só o personagem título ganhar os poderes e apresentá-los - junto ao seu conflito - ao público, que a trama desandou lindamente.
Ficou muito claro pra mim que os roteiristas tinham um filme pra entregar, mas não sabiam pra onde ir, então encheram linguiça pra poder fazer algo com o personagem até o confronto final com o antagonista - que, diga-se de passagem, mais genérico impossível. Uma pena, pois novamente a Sony perde a chance de fazer um filme bacana com um personagem tão interessante da galeria de "vilões" do Aranha.
Inclusive, creio que ter explorado mais o lado sombrio (voltado ao horror mesmo) que a trama possibilitava, teria tornado o filme mais atraente e bem menos exaustivo, uma vez que a tensão tende a nos prender na história.
Mas, infelizmente, o filme falha em tudo o que se propõe a fazer (e nem vou comentar sobre as cenas pós-créditos porque, Jesus amado... forçado e corrido demais... os caras da Sony estão realmente desesperados pra beber da fórmula Marvel de universo cinematográfico compartilhado).
Já vim assistir com a expectativa baixa, portanto não me frustrou tanto quando uma galera que eu vi dando nota um ou meio aí abaixo - embora eu compreenda o porque disso.
EDIT: pra não dizer que foi tudo tão ruim, o Jared Leto consegue entregar uma boa construção de personagem (bem como transmitir os dilemas do mesmo), além de que os efeitos visuais são bem executados..
Lilo & Stitch
3.5 243 Assista AgoraComo toda adaptação, por mais que o live-action de Lilo & Stitch se mantenha fiel à animação original em boa parte do tempo, algumas coisas mudam — o que é bom em certos aspectos e ruim em outros.
No quesito adaptação, achei acertada a decisão de fazer com que os personagens alienígenas se disfarçassem como humanos, em vez de apenas usarem roupas humanas por cima de seu visual claramente extraterrestre. Isso traz mais credibilidade para o live-action — já que nem tudo que funciona em animação funciona em live-action — e, de quebra, ajuda a reduzir os custos com efeitos visuais.
Achei interessante a ideia da Nani querer estudar biologia marinha — algo totalmente novo, introduzido no live-action, já que na animação original seu foco era apenas manter a casa e cuidar da irmã. No entanto, não tenho certeza se gostei da forma como isso foi desenvolvido e concluído no filme. Importante esclarecer: ela vai estudar biologia marinha, e não se alistar na Marinha — como vi um usuário comentar abaixo. A própria Lilo faz essa confusão como piada no filme, mas sugerir que há alguma tentativa de promover militarismo é forçar uma leitura que simplesmente não está presente no longa.
As atrizes principais — Maia Kealoha (Lilo) e Sydney Agudong (Nani) — estão excelentes em seus papéis, trazendo emoção e carisma.
O ponto mais fraco, para mim, foi a exclusão do General Gantu, que era o principal antagonista na animação. Claramente, foi uma decisão para economizar em CGI, embora os realizadores aleguem que o personagem “não funcionou nos testes”.
Com sua ausência, o papel de vilão ficou a cargo de Jumba Jookiba, o criador do experimento 626. Isso, para mim — como fã do original — foi um grande erro. Na animação, Jumba tem afeto por sua criação e atua mais como um cientista excêntrico e atrapalhado do que como vilão. Transformá-lo num antagonista puro elimina um dos arcos mais bonitos do original: o conceito de ohana e a jornada de aceitar sua família, por mais imperfeita que ela seja.
No fim das contas, em termos de nostalgia, o filme é até divertido. Os pontos altos são as atuações das protagonistas e os efeitos visuais, que funcionam bem. Pleakley continua garantindo boas risadas e Stitch continua cativante. Mas as mudanças no enredo, principalmente o corte de Gantu e
a distorção do papel do Jumba
Dou nota 3 pela diversão e pelo carinho com que algumas partes foram feitas, mas o final me deixou desapontado. Para quem se sentiu da mesma forma, recomendo revisitar a animação original.
Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan
3.4 81 Assista AgoraMelhor adaptação dos Três Mosqueteiros dos cinemas, na minha humilde opinião (no que se refere ao primeiro volume da estória, pelo menos).
Dentro da mesma temática, também gosto muito de "O Homem da Máscara de Ferro" (1998), que seria uma adaptação do terceiro volume (“O Visconde de Bragelonne”) da trilogia dos mosqueteiros, de Alexandre Dumas.
Embora a trama principal contada neste filme seja "concluída" de forma bem fechadinha, o mesmo acaba num baita gancho, deixando o caminho pavimentado para a continuação da saga, caso o filme vá bem nas bilheterias/ seja bem recebido pelo público e crítica (assim espero).
No mais, ótimas atuações, (destaque pro carisma de François Civil,como D'Artagnan e para Eva Green, como Milady), idioma original todo em francês (o que ajuda na imersão, considerando que o conto se passa na França), bela fotografia e figurinos, além das boas cenas de ação.
Como um fã da obra original e tendo ciência de que se trata de uma adaptação, me encontro ansioso pela sequência!
Top Gun: Maverick
4.1 1,1K Assista AgoraFacilmente, um dos melhores filmes do ano.
Jojo Rabbit
4.2 1,6K Assista AgoraVim assistir sem expectativas e saí com uma bela surpresa.
Não deixe o humor galhofa (não encarem como um demérito) do "tio" Taika te enganar: esse filme é tão capaz de te fazer rir, como também chorar, com a bela história que se propõe a contar (ainda que de forma satírica).
Morbius
2.3 541Começou até que bem, mas foi só o personagem título ganhar os poderes e apresentá-los - junto ao seu conflito - ao público, que a trama desandou lindamente.
Ficou muito claro pra mim que os roteiristas tinham um filme pra entregar, mas não sabiam pra onde ir, então encheram linguiça pra poder fazer algo com o personagem até o confronto final com o antagonista - que, diga-se de passagem, mais genérico impossível. Uma pena, pois novamente a Sony perde a chance de fazer um filme bacana com um personagem tão interessante da galeria de "vilões" do Aranha.
Inclusive, creio que ter explorado mais o lado sombrio (voltado ao horror mesmo) que a trama possibilitava, teria tornado o filme mais atraente e bem menos exaustivo, uma vez que a tensão tende a nos prender na história.
Mas, infelizmente, o filme falha em tudo o que se propõe a fazer (e nem vou comentar sobre as cenas pós-créditos porque, Jesus amado... forçado e corrido demais... os caras da Sony estão realmente desesperados pra beber da fórmula Marvel de universo cinematográfico compartilhado).
Já vim assistir com a expectativa baixa, portanto não me frustrou tanto quando uma galera que eu vi dando nota um ou meio aí abaixo - embora eu compreenda o porque disso.
EDIT: pra não dizer que foi tudo tão ruim, o Jared Leto consegue entregar uma boa construção de personagem (bem como transmitir os dilemas do mesmo), além de que os efeitos visuais são bem executados..
Noite Passada em Soho
3.5 800 Assista AgoraFILMAÇO!!!!!!!!! Entrou pros meus favoritos all time