Foi o terceiro Tarr que vi, depois de O Cavalo de Turin e Satantango. Planos de sequência, fotografia e trilha sonora são impecáveis, em cada peça do cineasta. Isso é inquestionável. Esse filme me trás a sensação do novo que surge como ameaça, desde as variações harmônicas consideradas falsas pelo Tio György, até o circo, com a baleia e o Príncipe. Isso também está presente em Satantango, com a chegada de Irimías e Petrina ao vilarejo que ambienta a maior parte da história. Também tive a percepção do retrato do belo e do grotesco de maneiras extremas e antagônicas. Na mesma obra, vi na primeira cena um dos momentos mais belos do cinema que já pude presenciar, e no meio da história uma das que mais me causaram repulsa, no hospital. Por último, fugindo do que já disseram, vejo János como um ser impressionado com o mundo, desde a disposição dos planetas no sistema solar, até a criação de seres tão diferentes dos humanos, como uma baleia. O desequilíbrio dessa ordem divina, inevitavelmente, tem ele como um dos principais atingidos, o que o levam ao final disposto na trama. Aqueles que construíram barreiras perante as sensações mais diretas em relação mundo, como György, se mantém de pé no pós-caos.
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
As Harmonias de Werckmeister
4.3 96Foi o terceiro Tarr que vi, depois de O Cavalo de Turin e Satantango. Planos de sequência, fotografia e trilha sonora são impecáveis, em cada peça do cineasta. Isso é inquestionável. Esse filme me trás a sensação do novo que surge como ameaça, desde as variações harmônicas consideradas falsas pelo Tio György, até o circo, com a baleia e o Príncipe. Isso também está presente em Satantango, com a chegada de Irimías e Petrina ao vilarejo que ambienta a maior parte da história.
Também tive a percepção do retrato do belo e do grotesco de maneiras extremas e antagônicas. Na mesma obra, vi na primeira cena um dos momentos mais belos do cinema que já pude presenciar, e no meio da história uma das que mais me causaram repulsa, no hospital.
Por último, fugindo do que já disseram, vejo János como um ser impressionado com o mundo, desde a disposição dos planetas no sistema solar, até a criação de seres tão diferentes dos humanos, como uma baleia. O desequilíbrio dessa ordem divina, inevitavelmente, tem ele como um dos principais atingidos, o que o levam ao final disposto na trama. Aqueles que construíram barreiras perante as sensações mais diretas em relação mundo, como György, se mantém de pé no pós-caos.