Muito, muito triste e revoltante. A mentira, em todas as suas vertentes, deveria ser classificada como um crime grave, mas nesta época de fake news pouco mudou. Imprensa querendo vender manchetes a qualquer preço e um delegado cego pelos holofotes destruíram a vida de três famílias. Por outro lado, aumentou minha admiração por Heródoto Barbeiro e principalmente por Florestan Fernandes Jr., o primeiro a ver que havia algo muito errado em todo aquele circo armado em torno de pessoas que depois se comprovou serem todas inocentes.
Das três séries do Flanagan, Usher é melhor que Mansão Bly e um pouco inferior a Residência Hill. Bem criativa na inserção de vários contos de Poe nos episódios, inclusive com trechos lidos pelos personagens. A musa do diretor, Carla Gugino, rouba a cena sempre que aparece. A sordidez da família Usher pode incomodar, mas a série é muito bem dirigida e a atenção (e tensão) cresce com os episódios. Bons efeitos especiais e de maquiagem.
Dou três estrelas porque a direção consegue criar certa tensão durante toda a série, em especial na tentativa de fulga no último episódio, além do bom uso dos cenários e efeitos digitais. De resto, roteiro repleto de conveniências, furos e dramas familiares manjados ao extremo no subgênero. Deveriam ter se baseado mais em Godzilla Minus One e menos em 2012 pra fazer algo sobre destruição em massa e como ela afeta as pessoas.
Excelente primeira temporada! Digo pela série em si (não conheço o jogo). Ótimos efeitos visuais, de maquiagem, um trilha com jazz antigo e uma ciência steampunk que funciona perfeitamente na trama, que é, sim, uma paulada no capitalismo exacerbado que põe o lucro acima do ser humano, em especial do que não tem dinheiro para comprar a proteção de sua própria família. Os personagens de Walter Goggins, Ella Purnell e o baixinho Moises Árias (ótimo trio de atores!) são dos melhores que vi em séries há muito tempo. Desde o fim de Dark que não via uma série que me prendesse tanto a atenção.
A primeira metade é arrastada e cheia de clichê, mas melhora bastante do sexto episódio diante. O último episódio, porém, é um misto de catarse e decepção - decepção por saber que a Dona Netflix cancelou e deixou premissas interessantes para a sequência sem resposta. Curioso ver Alyssa Sutherland antes de A Morte do Demônio - A Ascensão.
Visualmente linda e com boa trilha sonora, mas não empolga, seja como drama, fantasia, romance ou horror. É até agradável de se assistir, mas deixa a desejar.
Temporada com o dobro de filmes das anteriores, mantendo a abordagem ágil, nostálgica e bem humorada. Espero que venham outras temporadas, abordando filmes como Blade Runner, Caçadores da Arca Perdida, Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, A Morte do Demônio e, quem sabe, uma obra que não seja dos EUA, como Cinema Paradiso, por exemplo.
Não é uma série exatamente para dar medo ou susto (os monstros são de um CGI meio duvidoso) mas causa tensão e angústia suficientes para te fazer maratonar e ver no que vai dar. Fanatismo e estelionato religiosos parecem ser temas universais, o enredo bem poderia se passar no Brasil. Bons atores e aquela dramaticidade típica das produções coreanas. Tem um ótimo desfecho de temporada e um gancho inesperado para a próxima.
Série muito superestimada. Mesmo assim, é muito boa, em se levando a qualidade de produção, com destaque para a fotografia, a trilha sonora e a reconstituição do local da tragédia. Jared Harris e Stellan Skarsgård têm atuações magistrais dentro de um elenco que está todo bem. Preferi ver a série dublada em português, pois assim causa menos estranheza do que ouvir os personagens falando em inglês, pois, como sabemos, EUA, Reino Unido e a ex-União Soviética não se bicam muito até hoje. O primeiro episódio padece de certa lentidão (a cena da ponte é o melhor momento) e o último procura, desnecessariamente, a meu ver, destacar um vilão.
Os letreiros finais não citam que Diatlov foi anistiado de sua pena de 10 anos, após ficar três anos preso
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Os três episódios centrais são os melhores, tirando uma ou outra cena desnecessária, como a da idosa que se recusa a deixar sua propriedade e se justifica ao soldado com palavras que soam panfletárias e artificiais. Por outro lado, as cenas com os mineiros são todas ótimas, de um sarcasmo ácido e ao mesmo tempo amargo, enquanto a da limpeza do teto da usina é muito tensa e a dos soldados incumbidos de abater animais contaminados perpassa muita desolação. Há que se destacar os ótimos efeitos de maquiagem, também, ao retratar as vítimas mais afetadas pelo desastre.
A mim, ao largo das discussões políticas e ideológicas que o evento pode ensejar, mais uma vez se destacou a bravura do povo russo, o mesmo que um dia derrotou Napoleão e depois Hitler. Não fosse o sacrifício de muitos anônimos, a tragédia teria sido muito maior, alastrando-se pela Europa e boa parte da Ásia. Por fim, em tempos de recrudescimento do negacionismo, vemos a importância da ciência e dos cientistas, em especial nos personagens de Jared Harris e Emilly Watson.
Os zumbis de Betaal não são os zumbis tradicionais. As criaturas lembram bem os demônios de Evil Dead - A Morte do Demônio e um pouco os de Dead Snow. A ambientação indiana é o diferencial que o torna interessante. O desenrolar é clichê e a escuridão em boa parte das cenas incomoda. Mas vale por não ter tempo morto, ser ágil, ter uma trilha sonora marcante e não poupar alfinetadas à Grã-Bretanha, que barbarizou a Índia por um longo período.
Bela série documental da Netflix. Didática sem ser chata, é um bom complemento ao estudo. Acerta ao colocar entre três a cinco especialistas (historiadores, sociólogos, etc) por episódio e fazer uso de ilustrações e efeitos sonoros. Talvez o único defeito (ou talvez não seja defeito) seja a duração - menos de meia hora, cada episódio. Que venha outra leva, falando de Canudos, Farroupilha, Contestado, etc, como bem lembrou o Marcelo no comentário um pouco abaixo.
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O Caso Escola Base
4.1 8Muito, muito triste e revoltante. A mentira, em todas as suas vertentes, deveria ser classificada como um crime grave, mas nesta época de fake news pouco mudou. Imprensa querendo vender manchetes a qualquer preço e um delegado cego pelos holofotes destruíram a vida de três famílias. Por outro lado, aumentou minha admiração por Heródoto Barbeiro e principalmente por Florestan Fernandes Jr., o primeiro a ver que havia algo muito errado em todo aquele circo armado em torno de pessoas que depois se comprovou serem todas inocentes.
A Queda da Casa de Usher
3.9 307 Assista AgoraDas três séries do Flanagan, Usher é melhor que Mansão Bly e um pouco inferior a Residência Hill. Bem criativa na inserção de vários contos de Poe nos episódios, inclusive com trechos lidos pelos personagens. A musa do diretor, Carla Gugino, rouba a cena sempre que aparece. A sordidez da família Usher pode incomodar, mas a série é muito bem dirigida e a atenção (e tensão) cresce com os episódios. Bons efeitos especiais e de maquiagem.
Inferno em La Palma
2.7 116 Assista AgoraDou três estrelas porque a direção consegue criar certa tensão durante toda a série, em especial na tentativa de fulga no último episódio, além do bom uso dos cenários e efeitos digitais. De resto, roteiro repleto de conveniências, furos e dramas familiares manjados ao extremo no subgênero. Deveriam ter se baseado mais em Godzilla Minus One e menos em 2012 pra fazer algo sobre destruição em massa e como ela afeta as pessoas.
Fallout (1ª Temporada)
4.1 343 Assista AgoraExcelente primeira temporada! Digo pela série em si (não conheço o jogo). Ótimos efeitos visuais, de maquiagem, um trilha com jazz antigo e uma ciência steampunk que funciona perfeitamente na trama, que é, sim, uma paulada no capitalismo exacerbado que põe o lucro acima do ser humano, em especial do que não tem dinheiro para comprar a proteção de sua própria família. Os personagens de Walter Goggins, Ella Purnell e o baixinho Moises Árias (ótimo trio de atores!) são dos melhores que vi em séries há muito tempo. Desde o fim de Dark que não via uma série que me prendesse tanto a atenção.
O Nevoeiro (1ª Temporada)
3.0 463A primeira metade é arrastada e cheia de clichê, mas melhora bastante do sexto episódio diante. O último episódio, porém, é um misto de catarse e decepção - decepção por saber que a Dona Netflix cancelou e deixou premissas interessantes para a sequência sem resposta. Curioso ver Alyssa Sutherland antes de A Morte do Demônio - A Ascensão.
A Noiva Fantasma
3.3 12 Assista AgoraVisualmente linda e com boa trilha sonora, mas não empolga, seja como drama, fantasia, romance ou horror. É até agradável de se assistir, mas deixa a desejar.
Filmes que Marcam Época (3ª Temporada)
4.2 17 Assista AgoraTemporada com o dobro de filmes das anteriores, mantendo a abordagem ágil, nostálgica e bem humorada. Espero que venham outras temporadas, abordando filmes como Blade Runner, Caçadores da Arca Perdida, Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, A Morte do Demônio e, quem sabe, uma obra que não seja dos EUA, como Cinema Paradiso, por exemplo.
Kingdom (3ª Temporada)
1Segundo semestre de 2022 começou e até agora nem sinal da terceira temporada. Mais uma mancada da Netflix?
Profecia do Inferno (1ª Temporada)
3.6 175 Assista AgoraNão é uma série exatamente para dar medo ou susto (os monstros são de um CGI meio duvidoso) mas causa tensão e angústia suficientes para te fazer maratonar e ver no que vai dar. Fanatismo e estelionato religiosos parecem ser temas universais, o enredo bem poderia se passar no Brasil. Bons atores e aquela dramaticidade típica das produções coreanas. Tem um ótimo desfecho de temporada e um gancho inesperado para a próxima.
Chernobyl
4.7 1,4K Assista AgoraSérie muito superestimada. Mesmo assim, é muito boa, em se levando a qualidade de produção, com destaque para a fotografia, a trilha sonora e a reconstituição do local da tragédia. Jared Harris e Stellan Skarsgård têm atuações magistrais dentro de um elenco que está todo bem. Preferi ver a série dublada em português, pois assim causa menos estranheza do que ouvir os personagens falando em inglês, pois, como sabemos, EUA, Reino Unido e a ex-União Soviética não se bicam muito até hoje. O primeiro episódio padece de certa lentidão (a cena da ponte é o melhor momento) e o último procura, desnecessariamente, a meu ver, destacar um vilão.
Os letreiros finais não citam que Diatlov foi anistiado de sua pena de 10 anos, após ficar três anos preso
Os três episódios centrais são os melhores, tirando uma ou outra cena desnecessária, como a da idosa que se recusa a deixar sua propriedade e se justifica ao soldado com palavras que soam panfletárias e artificiais. Por outro lado, as cenas com os mineiros são todas ótimas, de um sarcasmo ácido e ao mesmo tempo amargo, enquanto a da limpeza do teto da usina é muito tensa e a dos soldados incumbidos de abater animais contaminados perpassa muita desolação. Há que se destacar os ótimos efeitos de maquiagem, também, ao retratar as vítimas mais afetadas pelo desastre.
A mim, ao largo das discussões políticas e ideológicas que o evento pode ensejar, mais uma vez se destacou a bravura do povo russo, o mesmo que um dia derrotou Napoleão e depois Hitler. Não fosse o sacrifício de muitos anônimos, a tragédia teria sido muito maior, alastrando-se pela Europa e boa parte da Ásia. Por fim, em tempos de recrudescimento do negacionismo, vemos a importância da ciência e dos cientistas, em especial nos personagens de Jared Harris e Emilly Watson.
Betaal (1ª Temporada)
2.6 31Os zumbis de Betaal não são os zumbis tradicionais. As criaturas lembram bem os demônios de Evil Dead - A Morte do Demônio e um pouco os de Dead Snow. A ambientação indiana é o diferencial que o torna interessante. O desenrolar é clichê e a escuridão em boa parte das cenas incomoda. Mas vale por não ter tempo morto, ser ágil, ter uma trilha sonora marcante e não poupar alfinetadas à Grã-Bretanha, que barbarizou a Índia por um longo período.
Guerras do Brasil.Doc
4.5 77Bela série documental da Netflix. Didática sem ser chata, é um bom complemento ao estudo. Acerta ao colocar entre três a cinco especialistas (historiadores, sociólogos, etc) por episódio e fazer uso de ilustrações e efeitos sonoros. Talvez o único defeito (ou talvez não seja defeito) seja a duração - menos de meia hora, cada episódio. Que venha outra leva, falando de Canudos, Farroupilha, Contestado, etc, como bem lembrou o Marcelo no comentário um pouco abaixo.