Filme meio-irmão de A Substância que, por sua vez, é descendente do chinês Escravas da Vaidade, de 2004. Assim como seus precedentes, A Meia-Irmã Feia trata de forma visceral a busca pela beleza (sempre para atender a padrões...), com direito a crueldade, aflição, sexo e cenas nojentas. Embora seja difícil ter empatia por algum personagem - a maioria gananciosa, lasciva e cruel -, as atuações do elenco se incumbem de manter o interesse até o final. Creio que só simpatizei com uma personagem, que se destaca pela sua demonstração de solidariedade mais ao final. Os cenários, vestuário e os efeitos de maquiagem são muito bem feitos e contribuem positivamente para o resultado, embora o filme não seja para todos os gostos. Tem uma rápida cena de humor macabro pós-créditos.
Parece que uma parte, ao menos, de Hollywood está alimentando um ódio crescente contra o militarismo de seu país. Depois de Guerra Civil e Uma Batalha Após a Outra, vejo que A Longa Marcha desperta os mesmos sentimentos. Mérito do bom elenco, que cria empatia pelos jovens vítimas de um insano jogo inventado por um governo pós apocalíptico (ainda mais) militarizado e fascista, aqui materializado na figura implacável do major interpretado por Mark Hamill sem muita originalidade mas com competência. Como a história em si é um fiapo - uma longa marcha onde os rapazes que não aguenta mais vão sendo eliminados sem piedade -, o forte do roteiro fica sendo as relações criadas entre os garotos e a crítica ao poder sem limites de quem está no governo.
Filme com uma premissa curiosamente rara no cinema de Hollywood: grupos revolucionários agindo em território dos EUA, embora depois tenha outros desdobramentos. A primeira metade é mais lenta, mas depois o filme ganha em ritmo, com tons de suspense graças às atuações, montagem e direção de câmera ágeis e trilha sonora beirando o minimalismo. Há um humor que, por vezes, soa estranho. A crítica ao militarismo exacerbado (como forma de resolver qualquer "problema"), à "supremacia branca" exaltada por certas classes e à repressão a imigrantes latinos se sobressaem no roteiro, apesar de vermos basicamente a busca de um pai pela filha.
Guy Pearce parece gostar muito dessa mistura de faroeste com thriller e elementos de terror, vide seus papéis em Mortos de Fome e Amaldiçoada. Este aqui tem uma história que me prendeu, conduzida por um bom elenco e com alguns momentos bem violentos. Alguns personagens meio que surgem só para ter seu fim em cenas sangrentas, mas no geral o filme prende a atenção até a conclusão que, para quem curte, parece bastante dúbia.
Mais uma divertida mistura de artes marciais com humor perpetrada por Jackie Chan. Embora nem sempre as piadas funcionem e muitas caiam no bobo, no geral diverte e as cenas de treinamento e luta impressionam, com Chan no auge da forma. É desse filme que Kung Fu Panda tirou uma divertida cena de "batalha por comida" envolvendo hashis.
Essas três estrelas de nota estão muito estranhas, haja vista a maioria dos comentários dar 3,5 para cima. Dito isso, excelente fantasia, com ótimos efeitos e mensagens edificantes que nunca soam pedantes. Ah, e é muito divertido. Envelheceu bem, assim como sua continuação.
Incrível como essa comédia sarcástica de 2008 parece atualíssima! Tudo que vemos hoje no cenário internacional tá no enredo: intervencionismo, indústria bélica praticamente comandando o governo "mais poderoso" do mundo, alfinetadas no sionismo e nos costumes dos EUA (culto à celebridade, ostentação). Nem sempre as piadas funcionam, mas o filme traz alguns bons momentos de ação. Muitos não sabem, mas John Cusack é expert em kickboxing.
Este filme extremamente tenso é o pai de Assassinos Por Natureza e Kalifornia, entre outros. Na produção toda só um nome conhecido: o hoje consagrado diretor de fotografia Vilmos Zsigmond, que já demonstrava talento aqui. Mas é um filme bem conduzido, apesar dos diálogos desajeitados e elenco , com tensão crescente auxiliada por uma boa trilha sonora e um vilão que causa ódio no espectador - digamos que a canastrice de Arch Hall Jr. foi bem utilizada e até inspirou futuros psicopatas do cinema. Tara Diabólica merece ser mais conhecido.
Sam Elliot bem jovem, sem o bigodão, e Ray Milland em fim de carreira são os destaques, assim como a curiosidade de uma trama com toques de denúncia ecológica. Fora isso, o roteiro e a direção são fracos e algumas cenas são inacreditáveis de tão toscas, como uma em que uma das vítimas parece estar ela dando o "giro da morte" num crocodilo! Vale assistir uma vez como curiosidade.
Mais um ótimo filme baseado na obra de Graciliano Ramos! O diretor Hirszman busca o tempo todo a fidelidade ao texto do escritor alagoano, a ponto de por em xeque uma maior naturalidade em prol do literário, mas acerta ao apostar na introspecção do fazendeiro Paulo, um homem bruto, tomado por pensamentos neuróticos e paranóicos (atuação magnífica de Othon Bastos, principalmente nos nos gestos e olhares), inclusive em relação à própria esposa, a idealista, culta e dedicada Madalena - aqui, ecos do Bentinho, de Dom Casmurro, e o seus ciúmes doentios. Trilha sonora econômica, praticamente uma cantiga dos camponeses mais um único canto a cargo de Caetano Veloso, mas que funciona a contento. O jeito contido e lento de filmar do diretor lembra europeus como Bergmann, Antonioni ou Tarkovski, mas com um tom bem de interior brasileiro.
Um Evil Dead que pisa fundo no acelerador. Praticamente não há pontos mortos (ops! 😵💫) e a sangreira, violência extrema e nojeiras permeiam quase todos os 110 minutos de filme, que tem um bom elenco e especialmente uma boa "final girl". A trilha sonora é ótima e os efeitos quase todos práticos (não me incomodei com os efeitos digitais mais ao final). Tenho dúvidas quanto a ser o mais violento da série, mas provavelmente é o mais frenético e com alguns plano-sequências e tomadas impressionantes. Desde o clássico de Sam Raimi há o fator família e aqui não é diferente. Aliás, em Em Chamas o demônio se deleita com tantos parentes juntos. O roteiro é o básico, resvalando apenas no tema de abuso doméstico. Achei um tanto sem sentido a segunda cena pós-créditos:
Por que diabos Ellie virou um espírito reencarnado se os deadites, em toda a franquia, são pessoas possuídas? E que cinzas são aquelas, se vimos que aquele amálgama de Ellie e os filhos no final virou picadinho no triturador?
Bom filme policial brasileiro, com boas atuações e produção bem cuidada. Conta positivamente Antonelli ter uma personagem mais humana, fora do estereótipo do justiceiro matador implacável, bem como Fidelis Baniwa como um indígena renegado. No mais, não foge muito dos clichês do gênero, mas mantém a atenção e tem assuntos sérios como pano de fundo, como o garimpo ilegal e violento em terras indígenas.
O principal destaque desse filme soviético é a bela fotografia. É uma ficção que resvala no melodramático e tem alguns efeitos que hoje soam cômicos, mas é bem na mesma média do que as produções dos EUA e da Inglaterra faziam no gênero naquela época. Apesar de curto, o desenvolvimento é lento e os diálogos desajeitados. O ator que faz o protagonista segura a onda (sem trocadilho!) num elenco bem irregular. Vale como passatempo e curiosidade.
Mais uma história fora da caixinha/casinha do filho de Anthony Perkins, que vem criando um estilo próprio desde o primeiro filme que dirigiu, portanto Para Sempre Medo é mais um "ame ou odeie". Particularmente, gosto dos filmes do diretor e esse não foi diferente. Aparentemente, há muitas pontas soltas e não há explicação suficiente para tudo que se vê em tela, o que deve irritar muita gente. A princípio parece uma trama de psicopatia e abuso misógino, mas o decorrer mostra que há bem mais envolvido e o roteiro abraça o misticismo e o sobrenatural gradativamente (não é lá tão surpreendente, eis que o rol de mulheres vítimas do antagonista no início deixa claro um intervalo de tempo humanamente impossível entre as primeiras e as últimas vítimas). É um filme pequeno mas bem cuidado em pontos como a trilha sonora e os efeitos de maquiagem das criaturas, em especial. Peguei alguns detalhes só numa segunda conferida, mas entendo que muitos não tenham paciência com os filmes de Osgood Perkins.
Funciona como um episódio avulso. Na primeira metade, Frank Castle em crise de consciência e remoendo o luto familiar. Depois, o Justiceiro "colaborando" para o controle populacional acabando com toda a bandidagem do bairro. Final em aberto, com uma nova vilã que pode ou não volt as r em uma nova temporada.
Divertido enquanto ação constante e violenta misturada com humor. No mais, o filme é sustentado pelo carisma de Odenkirk, Connie Nielsen e Christopher Loyd, já que o roteiro é esquemático ao extremo (inclusive com aquela costumeira dose de xenofobia típica - sobrou até pro Brasil, numa cena logo no começo - dos estadunidenses) e cheio de cenas convenientes e bandidos burros. No geral, bom passatempo mas bem inferior ao primeiro filme.
É um bom passatempo, embora seja muito previsível e com todos os clichês do gênero. Tem muito tiroteio, mas o destaque são as duas lutas de Tony Jaa, uma contra Dolph, outra contra Michael Jai White. Ron Perlman faz um vilão típico do gênero mas com competência e ainda há uma preocupação em denunciar o tráfico de mulheres e meninas.
Vou dar um desconto pelo diretor e elenco serem todos novatos - a maioria em seu primeiro filme e provavelmente não irá longe na carreira. Dá uma melhorada no final em termos de ritmo, mas, apesar dos apenas 82 minutos de duração, parece ter mais de duas horas, é muito arrastado na maior parte. Até que dá pra passar o tempo, já vi piores neste ano - tipo: A Vingança de Popeye.
O Telefone Preto encontra A Hora do Pesadelo no meio da neve. Até faz sentido trazer o serial killer de volta como um espírito vingativo, já que desde o primeiro haviam espíritos das vítimas na história. Mas o filme se alonga demais e os atores são bem mais ou menos nos momentos dramáticos (que são vários!). Mantém a atenção, porém o roteiro deixa a desejar. Bons cenários e boa trilha sonora.
Bom suspense australiano que mistura gangsters com um feroz tubarão touro num rio onde caiu uma carga de ouro. A produção é modesta e com muitos clichês, mas tem um bom elenco e a direção sabe manter a tensão o tempo inteiro. Aqui, os verdadeiros vilões estão na superfície (não é spoiler, isso fica claro desde as primeiras cenas). A nota baixa é um tanto injusta.
Premissa parecidíssima com a de Predadores Assassinos (que é muito superior), trocando os crocodilos por tubarões. Fui com a espectativa lá embaixo, já que tem meio mundo detonando o filme. Achei bem passável, é curto de duração e pelo menos é movimentado, embora sucumba a uma enxurrada de absurdos e conveniências, principalmente no final.
Que filme surpreendentemente bom! Horror cósmico lovecraftiano puro! O diretor Richard Stanley se esbalda no seu estilo visual (quem viu Hardware e O Colecionador de Almas sabe disso) neste filme delirante e sem concessões. Não só visualmente, mas a parte sonora é impressionante. Assisti com os fones de ouvido e posso dizer que os efeitos sonoros e a trilha sonora hipnótica de Colin Stetson contribuem muito, mas muito ao resultado. Há ainda uma carga dramática muito bem suportada pelo elenco, em especial Nicolas Cage, que consegue comover em momentos de maior aflição. Joely Richardson tem menos tempo de tela, mas o suficiente para desempenhar bem seu papel. Talvez o filme se tenda ao exagero em seu desfecho, mas mantém a atenção durante toda a sua duração.
O filme foge um pouco do padrão brasileiro, com uma pegada mais policial, embora haja drama familiar e de pessoas LGGBTQI+. O filme flui bem quase o tempo todo, mas o roteiro poderia ser melhor desenvolvido, certos momentos são abruptos e o final, embora faça sentido, do jeito que foi feito fica a impressão de que há um furo de lógica, o que não ocorre se você prestar atenção no personagem e sua motivação. A captação de som dos diálogos é bem ruim, um mal recorrente no cinema nacional. Há atuações muito boas, a começar pela sempre expressiva Claudia Abreu. Já Vera Holtz sofre com uma personagem um tanto caricata. No geral, um bom filme.
A ideia, vinda de um conto do Stephen King, é bemmais interessante que o filme, de produção meia boca, atuações canastronas e diálogos e frases de efeito vergonhosos. Pouco tempo depois, Arnold se tornaria um super astro em definitivo, com filmes como O Vingador do Futuro , Exterminador do Futuro 2 e True Lies.
A Meia-Irmã Feia
3.8 466 Assista AgoraFilme meio-irmão de A Substância que, por sua vez, é descendente do chinês Escravas da Vaidade, de 2004. Assim como seus precedentes, A Meia-Irmã Feia trata de forma visceral a busca pela beleza (sempre para atender a padrões...), com direito a crueldade, aflição, sexo e cenas nojentas. Embora seja difícil ter empatia por algum personagem - a maioria gananciosa, lasciva e cruel -, as atuações do elenco se incumbem de manter o interesse até o final. Creio que só simpatizei com uma personagem, que se destaca pela sua demonstração de solidariedade mais ao final. Os cenários, vestuário e os efeitos de maquiagem são muito bem feitos e contribuem positivamente para o resultado, embora o filme não seja para todos os gostos. Tem uma rápida cena de humor macabro pós-créditos.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 376 Assista AgoraParece que uma parte, ao menos, de Hollywood está alimentando um ódio crescente contra o militarismo de seu país. Depois de Guerra Civil e Uma Batalha Após a Outra, vejo que A Longa Marcha desperta os mesmos sentimentos. Mérito do bom elenco, que cria empatia pelos jovens vítimas de um insano jogo inventado por um governo pós apocalíptico (ainda mais) militarizado e fascista, aqui materializado na figura implacável do major interpretado por Mark Hamill sem muita originalidade mas com competência. Como a história em si é um fiapo - uma longa marcha onde os rapazes que não aguenta mais vão sendo eliminados sem piedade -, o forte do roteiro fica sendo as relações criadas entre os garotos e a crítica ao poder sem limites de quem está no governo.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraFilme com uma premissa curiosamente rara no cinema de Hollywood: grupos revolucionários agindo em território dos EUA, embora depois tenha outros desdobramentos. A primeira metade é mais lenta, mas depois o filme ganha em ritmo, com tons de suspense graças às atuações, montagem e direção de câmera ágeis e trilha sonora beirando o minimalismo. Há um humor que, por vezes, soa estranho. A crítica ao militarismo exacerbado (como forma de resolver qualquer "problema"), à "supremacia branca" exaltada por certas classes e à repressão a imigrantes latinos se sobressaem no roteiro, apesar de vermos basicamente a busca de um pai pela filha.
Possuída no Deserto
2.7 20Guy Pearce parece gostar muito dessa mistura de faroeste com thriller e elementos de terror, vide seus papéis em Mortos de Fome e Amaldiçoada. Este aqui tem uma história que me prendeu, conduzida por um bom elenco e com alguns momentos bem violentos. Alguns personagens meio que surgem só para ter seu fim em cenas sangrentas, mas no geral o filme prende a atenção até a conclusão que, para quem curte, parece bastante dúbia.
A Vingança do Dragão
3.7 29 Assista AgoraMais uma divertida mistura de artes marciais com humor perpetrada por Jackie Chan. Embora nem sempre as piadas funcionem e muitas caiam no bobo, no geral diverte e as cenas de treinamento e luta impressionam, com Chan no auge da forma. É desse filme que Kung Fu Panda tirou uma divertida cena de "batalha por comida" envolvendo hashis.
Babe, o Porquinho Atrapalhado
3.0 652 Assista AgoraEssas três estrelas de nota estão muito estranhas, haja vista a maioria dos comentários dar 3,5 para cima.
Dito isso, excelente fantasia, com ótimos efeitos e mensagens edificantes que nunca soam pedantes. Ah, e é muito divertido. Envelheceu bem, assim como sua continuação.
Guerra, S.A. Faturando Alto
2.7 66Incrível como essa comédia sarcástica de 2008 parece atualíssima! Tudo que vemos hoje no cenário internacional tá no enredo: intervencionismo, indústria bélica praticamente comandando o governo "mais poderoso" do mundo, alfinetadas no sionismo e nos costumes dos EUA (culto à celebridade, ostentação). Nem sempre as piadas funcionam, mas o filme traz alguns bons momentos de ação. Muitos não sabem, mas John Cusack é expert em kickboxing.
Tara Diabólica
3.7 7 Assista AgoraEste filme extremamente tenso é o pai de Assassinos Por Natureza e Kalifornia, entre outros. Na produção toda só um nome conhecido: o hoje consagrado diretor de fotografia Vilmos Zsigmond, que já demonstrava talento aqui. Mas é um filme bem conduzido, apesar dos diálogos desajeitados e elenco , com tensão crescente auxiliada por uma boa trilha sonora e um vilão que causa ódio no espectador - digamos que a canastrice de Arch Hall Jr. foi bem utilizada e até inspirou futuros psicopatas do cinema. Tara Diabólica merece ser mais conhecido.
A Invasão das Rãs
2.6 37Sam Elliot bem jovem, sem o bigodão, e Ray Milland em fim de carreira são os destaques, assim como a curiosidade de uma trama com toques de denúncia ecológica. Fora isso, o roteiro e a direção são fracos e algumas cenas são inacreditáveis de tão toscas, como uma em que uma das vítimas parece estar ela dando o "giro da morte" num crocodilo! Vale assistir uma vez como curiosidade.
São Bernardo
4.1 74 Assista AgoraMais um ótimo filme baseado na obra de Graciliano Ramos! O diretor Hirszman busca o tempo todo a fidelidade ao texto do escritor alagoano, a ponto de por em xeque uma maior naturalidade em prol do literário, mas acerta ao apostar na introspecção do fazendeiro Paulo, um homem bruto, tomado por pensamentos neuróticos e paranóicos (atuação magnífica de Othon Bastos, principalmente nos nos gestos e olhares), inclusive em relação à própria esposa, a idealista, culta e dedicada Madalena - aqui, ecos do Bentinho, de Dom Casmurro, e o seus ciúmes doentios. Trilha sonora econômica, praticamente uma cantiga dos camponeses mais um único canto a cargo de Caetano Veloso, mas que funciona a contento. O jeito contido e lento de filmar do diretor lembra europeus como Bergmann, Antonioni ou Tarkovski, mas com um tom bem de interior brasileiro.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 285 Assista AgoraUm Evil Dead que pisa fundo no acelerador. Praticamente não há pontos mortos (ops! 😵💫) e a sangreira, violência extrema e nojeiras permeiam quase todos os 110 minutos de filme, que tem um bom elenco e especialmente uma boa "final girl". A trilha sonora é ótima e os efeitos quase todos práticos (não me incomodei com os efeitos digitais mais ao final). Tenho dúvidas quanto a ser o mais violento da série, mas provavelmente é o mais frenético e com alguns plano-sequências e tomadas impressionantes. Desde o clássico de Sam Raimi há o fator família e aqui não é diferente. Aliás, em Em Chamas o demônio se deleita com tantos parentes juntos. O roteiro é o básico, resvalando apenas no tema de abuso doméstico. Achei um tanto sem sentido a segunda cena pós-créditos:
Por que diabos Ellie virou um espírito reencarnado se os deadites, em toda a franquia, são pessoas possuídas? E que cinzas são aquelas, se vimos que aquele amálgama de Ellie e os filhos no final virou picadinho no triturador?
Rio de Sangue
2.8 22 Assista AgoraBom filme policial brasileiro, com boas atuações e produção bem cuidada. Conta positivamente Antonelli ter uma personagem mais humana, fora do estereótipo do justiceiro matador implacável, bem como Fidelis Baniwa como um indígena renegado. No mais, não foge muito dos clichês do gênero, mas mantém a atenção e tem assuntos sérios como pano de fundo, como o garimpo ilegal e violento em terras indígenas.
O SEGREDO DA NOITE ETERNA
2.4 1O principal destaque desse filme soviético é a bela fotografia. É uma ficção que resvala no melodramático e tem alguns efeitos que hoje soam cômicos, mas é bem na mesma média do que as produções dos EUA e da Inglaterra faziam no gênero naquela época. Apesar de curto, o desenvolvimento é lento e os diálogos desajeitados. O ator que faz o protagonista segura a onda (sem trocadilho!) num elenco bem irregular. Vale como passatempo e curiosidade.
Para Sempre Medo
2.4 94 Assista AgoraMais uma história fora da caixinha/casinha do filho de Anthony Perkins, que vem criando um estilo próprio desde o primeiro filme que dirigiu, portanto Para Sempre Medo é mais um "ame ou odeie". Particularmente, gosto dos filmes do diretor e esse não foi diferente. Aparentemente, há muitas pontas soltas e não há explicação suficiente para tudo que se vê em tela, o que deve irritar muita gente. A princípio parece uma trama de psicopatia e abuso misógino, mas o decorrer mostra que há bem mais envolvido e o roteiro abraça o misticismo e o sobrenatural gradativamente (não é lá tão surpreendente, eis que o rol de mulheres vítimas do antagonista no início deixa claro um intervalo de tempo humanamente impossível entre as primeiras e as últimas vítimas). É um filme pequeno mas bem cuidado em pontos como a trilha sonora e os efeitos de maquiagem das criaturas, em especial. Peguei alguns detalhes só numa segunda conferida, mas entendo que muitos não tenham paciência com os filmes de Osgood Perkins.
O Justiceiro: Uma Última Morte
3.5 117 Assista AgoraFunciona como um episódio avulso. Na primeira metade, Frank Castle em crise de consciência e remoendo o luto familiar. Depois, o Justiceiro "colaborando" para o controle populacional acabando com toda a bandidagem do bairro. Final em aberto, com uma nova vilã que pode ou não volt as r em uma nova temporada.
Anônimo 2
3.1 174 Assista AgoraDivertido enquanto ação constante e violenta misturada com humor. No mais, o filme é sustentado pelo carisma de Odenkirk, Connie Nielsen e Christopher Loyd, já que o roteiro é esquemático ao extremo (inclusive com aquela costumeira dose de xenofobia típica - sobrou até pro Brasil, numa cena logo no começo - dos estadunidenses) e cheio de cenas convenientes e bandidos burros. No geral, bom passatempo mas bem inferior ao primeiro filme.
Skin Trade Em Busca de Vingança
3.1 62É um bom passatempo, embora seja muito previsível e com todos os clichês do gênero. Tem muito tiroteio, mas o destaque são as duas lutas de Tony Jaa, uma contra Dolph, outra contra Michael Jai White. Ron Perlman faz um vilão típico do gênero mas com competência e ainda há uma preocupação em denunciar o tráfico de mulheres e meninas.
Um Estranho no Bosque
1.4 64 Assista AgoraVou dar um desconto pelo diretor e elenco serem todos novatos - a maioria em seu primeiro filme e provavelmente não irá longe na carreira. Dá uma melhorada no final em termos de ritmo, mas, apesar dos apenas 82 minutos de duração, parece ter mais de duas horas, é muito arrastado na maior parte. Até que dá pra passar o tempo, já vi piores neste ano - tipo: A Vingança de Popeye.
O Telefone Preto 2
3.0 313 Assista AgoraO Telefone Preto encontra A Hora do Pesadelo no meio da neve. Até faz sentido trazer o serial killer de volta como um espírito vingativo, já que desde o primeiro haviam espíritos das vítimas na história. Mas o filme se alonga demais e os atores são bem mais ou menos nos momentos dramáticos (que são vários!). Mantém a atenção, porém o roteiro deixa a desejar. Bons cenários e boa trilha sonora.
Medo nas Profundezas
2.3 36 Assista AgoraBom suspense australiano que mistura gangsters com um feroz tubarão touro num rio onde caiu uma carga de ouro. A produção é modesta e com muitos clichês, mas tem um bom elenco e a direção sabe manter a tensão o tempo inteiro. Aqui, os verdadeiros vilões estão na superfície (não é spoiler, isso fica claro desde as primeiras cenas). A nota baixa é um tanto injusta.
Ataque Brutal
2.2 135 Assista AgoraPremissa parecidíssima com a de Predadores Assassinos (que é muito superior), trocando os crocodilos por tubarões. Fui com a espectativa lá embaixo, já que tem meio mundo detonando o filme. Achei bem passável, é curto de duração e pelo menos é movimentado, embora sucumba a uma enxurrada de absurdos e conveniências, principalmente no final.
A Cor que Caiu do Espaço
3.1 376 Assista AgoraQue filme surpreendentemente bom! Horror cósmico lovecraftiano puro! O diretor Richard Stanley se esbalda no seu estilo visual (quem viu Hardware e O Colecionador de Almas sabe disso) neste filme delirante e sem concessões. Não só visualmente, mas a parte sonora é impressionante. Assisti com os fones de ouvido e posso dizer que os efeitos sonoros e a trilha sonora hipnótica de Colin Stetson contribuem muito, mas muito ao resultado. Há ainda uma carga dramática muito bem suportada pelo elenco, em especial Nicolas Cage, que consegue comover em momentos de maior aflição. Joely Richardson tem menos tempo de tela, mas o suficiente para desempenhar bem seu papel. Talvez o filme se tenda ao exagero em seu desfecho, mas mantém a atenção durante toda a sua duração.
Berenice Procura
3.2 46O filme foge um pouco do padrão brasileiro, com uma pegada mais policial, embora haja drama familiar e de pessoas LGGBTQI+. O filme flui bem quase o tempo todo, mas o roteiro poderia ser melhor desenvolvido, certos momentos são abruptos e o final, embora faça sentido, do jeito que foi feito fica a impressão de que há um furo de lógica, o que não ocorre se você prestar atenção no personagem e sua motivação. A captação de som dos diálogos é bem ruim, um mal recorrente no cinema nacional. Há atuações muito boas, a começar pela sempre expressiva Claudia Abreu. Já Vera Holtz sofre com uma personagem um tanto caricata. No geral, um bom filme.
O Sobrevivente
3.2 269 Assista AgoraA ideia, vinda de um conto do Stephen King, é bemmais interessante que o filme, de produção meia boca, atuações canastronas e diálogos e frases de efeito vergonhosos. Pouco tempo depois, Arnold se tornaria um super astro em definitivo, com filmes como O Vingador do Futuro , Exterminador do Futuro 2 e True Lies.