Uma obra que carrega um charme nostálgico, mas que, ao ser revisitada, não resiste tão bem ao teste do tempo. Apesar de um início promissor, marcado por uma atmosfera sombria e misteriosa, o desenrolar da trama perde-se em meio a sua própria confusão narrativa. A estória mistura elementos de terror, drama psicológico e thriller, mas parece indecisa sobre qual caminho seguir, o que culmina em um desfecho caótico. Ainda assim, a produção é visualmente impressionante para um projeto televisivo, com cenas impactantes e atuações aceitáveis. A premissa carece de maior desenvolvimento dos personagens do passado e de uma explicação mais sólida para os eventos inexplicáveis. Elementos como possessão e saltos temporais não são introduzidos de forma eficaz, deixam lacunas e erros de continuidade que prejudicam a experiência. Apesar das falhas, o resultado final é ainda satisfatório, embora não memorável.
A ideia até era boa, mas a partir dos cinco minutos finais o filme tornou-se absurdamente ridículo. A personagem principal é confusa, pois, embora inicialmente pareça ser uma mulher profundamente apaixonada pelo marido, após o acidente ela demonstra uma apatia inexplicável, como se ignorasse seu passado. Mesmo com a urgência de salvar o filho, ela não dedica sequer um momento de reflexão à possibilidade de salvar o marido.
Fernando Pessoa, ao contrário dos modernistas brasileiros, não se limitou a imitar as vanguardas europeias como o futurismo, mas se apropriou dessas influências para criar algo profundamente original. Pessoa buscou criar um universo próprio, tentando alcançar uma “literatura absoluta”, em que ele desejava “ser tudo e ser todos”. Ele usou a exaltação da modernidade e das máquinas, típicas do futurismo, mas com uma crítica implícita, como demonstrado no heterônimo Álvaro de Campos, que, apesar de fascinado pelo progresso, também expressa um certo desencanto com a alienação trazida pela tecnologia. Pessoa buscou transcender o caos cultural da época, que se fragmentava antes da Primeira Guerra Mundial, ao explorar através de seus heterônimos diversas perspectivas da experiência humana, como uma forma de “síntese” do mundo em constante transformação. Ao mesmo tempo, sua ideia da “velhice do eterno novo” revela como ele acreditava que a inovação poderia ser incorporada dentro de paradigmas antigos, sem a necessidade de um rompimento total com o passado. Ele foi capaz de absorver as vanguardas e reinterpretá-las dentro de um contexto mais amplo, ao invés de seguir suas fórmulas, criando uma poética múltipla e profundamente crítica.
Ghostboat
2.5 1Uma obra que carrega um charme nostálgico, mas que, ao ser revisitada, não resiste tão bem ao teste do tempo. Apesar de um início promissor, marcado por uma atmosfera sombria e misteriosa, o desenrolar da trama perde-se em meio a sua própria confusão narrativa. A estória mistura elementos de terror, drama psicológico e thriller, mas parece indecisa sobre qual caminho seguir, o que culmina em um desfecho caótico. Ainda assim, a produção é visualmente impressionante para um projeto televisivo, com cenas impactantes e atuações aceitáveis. A premissa carece de maior desenvolvimento dos personagens do passado e de uma explicação mais sólida para os eventos inexplicáveis. Elementos como possessão e saltos temporais não são introduzidos de forma eficaz, deixam lacunas e erros de continuidade que prejudicam a experiência. Apesar das falhas, o resultado final é ainda satisfatório, embora não memorável.
To Love, Honor and Deceive
1.0 1A ideia até era boa, mas a partir dos cinco minutos finais o filme tornou-se absurdamente ridículo. A personagem principal é confusa, pois, embora inicialmente pareça ser uma mulher profundamente apaixonada pelo marido, após o acidente ela demonstra uma apatia inexplicável, como se ignorasse seu passado. Mesmo com a urgência de salvar o filho, ela não dedica sequer um momento de reflexão à possibilidade de salvar o marido.
Fernando Pessoa – Documentário (Os Grandes Portugueses)
4.2 1Fernando Pessoa, ao contrário dos modernistas brasileiros, não se limitou a imitar as vanguardas europeias como o futurismo, mas se apropriou dessas influências para criar algo profundamente original. Pessoa buscou criar um universo próprio, tentando alcançar uma “literatura absoluta”, em que ele desejava “ser tudo e ser todos”. Ele usou a exaltação da modernidade e das máquinas, típicas do futurismo, mas com uma crítica implícita, como demonstrado no heterônimo Álvaro de Campos, que, apesar de fascinado pelo progresso, também expressa um certo desencanto com a alienação trazida pela tecnologia. Pessoa buscou transcender o caos cultural da época, que se fragmentava antes da Primeira Guerra Mundial, ao explorar através de seus heterônimos diversas perspectivas da experiência humana, como uma forma de “síntese” do mundo em constante transformação. Ao mesmo tempo, sua ideia da “velhice do eterno novo” revela como ele acreditava que a inovação poderia ser incorporada dentro de paradigmas antigos, sem a necessidade de um rompimento total com o passado. Ele foi capaz de absorver as vanguardas e reinterpretá-las dentro de um contexto mais amplo, ao invés de seguir suas fórmulas, criando uma poética múltipla e profundamente crítica.
Too Close to Home
2.8 1Atuações razoáveis e trama interessante, baseada em eventos reais.
Arquivo Morto
4.1 6Este é O DOCUMENTÁRIO! Não confundir com aquele outro que possui título (original) homônimo..