Começando pela atuação da Björk, todo o clima construído pelo diretor até a metade do filme, prendendo o público e conquistando-o com toda a doçura e ingenuidade da menina simples e sonhadora e a repentina e incrível disrupção que faz chocar e deixa-nos incrédulos, são surpreendentes.
Na fotografia e direção de arte a ideia de uma vida normal, em tom de sépia — o tom que o filme carrega —, alternado com momentos mais coloridos, os momentos de canto, onde há a liberdade e felicidade da protagonista, mesmo com todos problemas quotidianos, colabora pra construir o estereótipo de sonhadora. Fotografia interessante, direção de cena coerente e limpa.
O desenrolar da relação com o filho, e as questões que vem das situações de sofrimento lá pelos 30 minutos finais, os passos, a privação das pequenas coisas corriqueiras (favorite things), e as perguntas que nos geram após os créditos finais são fatores que contribuíram bastante para garantir a coerência do roteiro e atingir o objetivo de questionar as normas e moral da sociedade, caráter presente nas obras de Lars Von Trier.
Fotografia e som muito bons, história que dá vontade de ir até o final, pra ver o que acontece. Cinema totalmente experimental e com interpretações difíceis, não é qualquer um que gostará do filme. Eu não recomendo, exceto se você gostar de Almodovar.
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
Dançando no Escuro
4.4 2,3K Assista AgoraComeçando pela atuação da Björk, todo o clima construído pelo diretor até a metade do filme, prendendo o público e conquistando-o com toda a doçura e ingenuidade da menina simples e sonhadora e a repentina e incrível disrupção que faz chocar e deixa-nos incrédulos, são surpreendentes.
Na fotografia e direção de arte a ideia de uma vida normal, em tom de sépia — o tom que o filme carrega —, alternado com momentos mais coloridos, os momentos de canto, onde há a liberdade e felicidade da protagonista, mesmo com todos problemas quotidianos, colabora pra construir o estereótipo de sonhadora. Fotografia interessante, direção de cena coerente e limpa.
O desenrolar da relação com o filho, e as questões que vem das situações de sofrimento lá pelos 30 minutos finais, os passos, a privação das pequenas coisas corriqueiras (favorite things), e as perguntas que nos geram após os créditos finais são fatores que contribuíram bastante para garantir a coerência do roteiro e atingir o objetivo de questionar as normas e moral da sociedade, caráter presente nas obras de Lars Von Trier.
A Pele que Habito
4.2 5,1KFotografia e som muito bons, história que dá vontade de ir até o final, pra ver o que acontece. Cinema totalmente experimental e com interpretações difíceis, não é qualquer um que gostará do filme. Eu não recomendo, exceto se você gostar de Almodovar.