Em primeira instância, o filme não me agradou muito. Chega a ser, superficialmente falando, aquele tipo de filme "indie padrão", com câmeras tremidas, fotografia pouco saturada, planos que raramente saem do corpo dos personagens como foco e uma passagem de tempo que brinca um pouco com a não-linearidade até mesmo na narrativa. Então, passada essa primeira barreira, encontramos um filme super bem pensado. E não falo no sentido de plot em si apenas, mas tudo, tudo que aparece em cena está interligado tematicamente. A água se encontra como simbolismo principal da trama, que hora nos faz sentir afogados, hora nos faz sentir numa tempestade (ou, como nome do filme diz, num redemoinho), hora nos faz sentir em águas calmas. Além, é claro, do narrador do filme, que inicialmente se apresenta como um baixe num ambiente sujo, violento, e que logo vemos que também nada mais é do que outro elemento que soma a temática do filme. Maelström poderia se perder como mais um "filme cult" sem muito diferencial, mas se destaca por sua falta de pontas soltas numa obra em que tudo está servindo ao tema do filme. Um estudo sobre culpa e morte que ainda nos agracia com curtos momentos de humor negro muitíssimo bem encaixados.
Esse filme é testosterona pura. Ele me lembro algo feito pelos irmãos Coen (as temáticas, o clima, o pacing, os personagens, o Jeff Bridges...), se diferenciando na sua fotografia e no seu pessimismo. Mas é um filmão.
Um filme que tinha tudo para ser interessante. Tinha. Atores incríveis conseguiram entregar no máximo atuações carismáticas (com exceção de Margot Robbie, que conseguiu dar certa complexidade à Arlequina, mas numa construção que o final do filme jogou no lixo). A sensação de potencial desperdiçado encabeça o filme inteiro, principalmente na ameaça do filme. Contei mais sobre o filme no meu site, pra quem quiser. É só procurar Chat Supremo no Google.
O filme está, e essa é sua característica mais chamativa, MUITO a frente de seu tempo. Metrópolis é uma crônica que tange questões sociais, urbanas e humanas de uma maneira esplêndida. Acredito que mesmo para a época, por um lado ruim, os exageros da atuação e algumas sequências meio compridas demais pecam contra o filme. Por exemplo, toda aquela sequência do cientista correndo atrás de Maria, por mais que dê uma aflição que 80% dos filmes de terror de hoje em dia não dão, é muitíssimo longa e a atuação de terror de Brigitte Helm chega a ser engraçada (apesar de que mais pra frente, no filme, a mesma Brigitte faz uma atuação FANTÁSTICA). Enfim, em um filme com tantos elementos, no fim do dia o que ainda chama mais atenção são seus efeitos e seus cortes. Sequências experimentais, com edições esplêndidas e ângulos de câmera revolucionários, tornam a experiência de assistir Metrópolis bem enriquecedora.
Eu gostei do filme, mas.... Não sei. Acho que se alongou demais. Aquele meio dele é por alguns momentos cansativo, e algumas partes realmente me incomodaram, como a cena do homem com pele de urso montado no cavalo, ou...
quando eles acham o personagem do Josh Brolin por pura coincidência, ou ainda a sequência final do Jeff Bridges e da Hailee andando no cavalo, que achei bem feia.
Mas fora isso, é um bom filme. Destaque para o começo (que é sensacional) e as cenas de ação no meio e no fim, que apesar de curtas são bem marcantes.
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Redemoinho
3.5 30Em primeira instância, o filme não me agradou muito.
Chega a ser, superficialmente falando, aquele tipo de filme "indie padrão", com câmeras tremidas, fotografia pouco saturada, planos que raramente saem do corpo dos personagens como foco e uma passagem de tempo que brinca um pouco com a não-linearidade até mesmo na narrativa.
Então, passada essa primeira barreira, encontramos um filme super bem pensado. E não falo no sentido de plot em si apenas, mas tudo, tudo que aparece em cena está interligado tematicamente. A água se encontra como simbolismo principal da trama, que hora nos faz sentir afogados, hora nos faz sentir numa tempestade (ou, como nome do filme diz, num redemoinho), hora nos faz sentir em águas calmas. Além, é claro, do narrador do filme, que inicialmente se apresenta como um baixe num ambiente sujo, violento, e que logo vemos que também nada mais é do que outro elemento que soma a temática do filme.
Maelström poderia se perder como mais um "filme cult" sem muito diferencial, mas se destaca por sua falta de pontas soltas numa obra em que tudo está servindo ao tema do filme. Um estudo sobre culpa e morte que ainda nos agracia com curtos momentos de humor negro muitíssimo bem encaixados.
A Qualquer Custo
3.8 803 Assista AgoraEsse filme é testosterona pura.
Ele me lembro algo feito pelos irmãos Coen (as temáticas, o clima, o pacing, os personagens, o Jeff Bridges...), se diferenciando na sua fotografia e no seu pessimismo.
Mas é um filmão.
Esquadrão Suicida
2.8 4,0K Assista AgoraUm filme que tinha tudo para ser interessante.
Tinha.
Atores incríveis conseguiram entregar no máximo atuações carismáticas (com exceção de Margot Robbie, que conseguiu dar certa complexidade à Arlequina, mas numa construção que o final do filme jogou no lixo).
A sensação de potencial desperdiçado encabeça o filme inteiro, principalmente na ameaça do filme.
Contei mais sobre o filme no meu site, pra quem quiser. É só procurar Chat Supremo no Google.
Metrópolis
4.4 658 Assista AgoraO filme está, e essa é sua característica mais chamativa, MUITO a frente de seu tempo.
Metrópolis é uma crônica que tange questões sociais, urbanas e humanas de uma maneira esplêndida.
Acredito que mesmo para a época, por um lado ruim, os exageros da atuação e algumas sequências meio compridas demais pecam contra o filme. Por exemplo, toda aquela sequência do cientista correndo atrás de Maria, por mais que dê uma aflição que 80% dos filmes de terror de hoje em dia não dão, é muitíssimo longa e a atuação de terror de Brigitte Helm chega a ser engraçada (apesar de que mais pra frente, no filme, a mesma Brigitte faz uma atuação FANTÁSTICA).
Enfim, em um filme com tantos elementos, no fim do dia o que ainda chama mais atenção são seus efeitos e seus cortes. Sequências experimentais, com edições esplêndidas e ângulos de câmera revolucionários, tornam a experiência de assistir Metrópolis bem enriquecedora.
Bravura Indômita
3.9 1,4K Assista AgoraEu gostei do filme, mas.... Não sei. Acho que se alongou demais.
Aquele meio dele é por alguns momentos cansativo, e algumas partes realmente me incomodaram, como a cena do homem com pele de urso montado no cavalo, ou...
quando eles acham o personagem do Josh Brolin por pura coincidência, ou ainda a sequência final do Jeff Bridges e da Hailee andando no cavalo, que achei bem feia.
Mas fora isso, é um bom filme. Destaque para o começo (que é sensacional) e as cenas de ação no meio e no fim, que apesar de curtas são bem marcantes.