Um dos primeiros trabalhos da carreira do Bong Joon Ho, é um curta de 30 min em forma de sátira das autoridades coreanas. Dividido em 3 histórias + um epílogo que une tudo. Bem balanceado entre crítica e um humor de leve.
A edição e o trabalho de som criam uma espécie de lenda urbana do gugu ou creepypasta versão infantil. Mas no fundo, tem uma mensagem interessante sobre amadurecimento e criação de filhos. Enquanto pais passamos para nossos filhos não apenas amor, mas medos e traumas juntos no pacote. Que medo de ser pai
2007, noite de sexta em Recife, manhã de sábado em Kiev e um webnamoro pré revolução digital dos smartphones. Alguém disse que parece um filme de quem tá no 1° semestre de audiovisual na federal, e não dá pra negar! Mas tem seu charme e a montagem é legal.
Um curta distópico que mostra a característica Recife de Kleber Mendonça Filho, só que dessa vez sem o seu maior símbolo: o sol. Assim, vemos como esse elemento natural é essencial na formação cultural e de identidade do lugar. Turismo, artesanato, arquitetura, atividades cotidianas, tudo é virado do avesso. E o diretor consegue ressaltar bem a desigualdade social presente em cada um desses pontos. Criativo e divertido!
Minha 1° experiência no Cine Cardume, na rodoviária de BH. O curta é lindo visualmente e o idioma sem sentido da história também faz com que demos mais importância ao visual.
Obs: assisti também nessa sessão "Déu em déu, dois ao léu", mas não achei catalogado aqui.
O filme é mudo (só com a trilha de fundo) e tem menos de 7 minutos de tela. Não mudou absolutamente nada na minha vida, parece aquelas propagandas de perfume, só que de moto aqui.
Bem curtinho, com apenas 7 min, mas traz uma dramaticidade legal do escritor tentando arrumar condições de cuidar de sua mulher que está morrendo. Por um momento, pensei que tinham ressuscitado o Allan Poe pra atuar ali, parece demais.
Talvez o 1° filme de invasão domiciliar do cinema! Griffith usa muito bem o recurso de cross cutting/parallel action para dar intensidade e dinamismo à invasão. A câmera corta dos bandidos entrando na casa pra mulher com as filhas se escondendo e depois pro pai no telefone, e de volta pros bandidos... e assim vai. As atuações estão no ponto e conseguem passar a mensagem se precisar de intertextos (boa atuação das crianças). Outro ponto positivo interessante é o trabalho de ambientação. Nas cenas externas na rua e na recepção onde o pai se encontra, tem várias coisas acontecendo ao fundo (como funciona na vida real), o que dá um toque de realismo à obra. Pra mim, se a cena de ação final fosse um pouco mais longa ficaria melhor.
Assisti a versão original no canal Iconauta no YT. Depois, vi que havia uma versão 4k 60fps em cores do curta, disponibilizada pelo canal "Nineteenth century videos back to life". Foi muito legal ver a obra em colorizada e em alta definição. Causa uma estranheza no contraste 16fps --> 60fps, mas é divertido de ver.
Nada mais justo do que iniciar a maratona do diretor com seu filme de estreia. Aqui, nada do que Griffith faz ou mostra é novo, mas influências dos mestres do cinema europeu (+Edwin Porter). Porém, o diretor consegue aliar tudo de forma sólida, coisa que não acontecia antes. O tema de assalto já havia aparecido em Stop Thief, de James Williamson, e o sequestro de crianças já havia aparecido em Rescued by Rover, de Cecil Hepworth (ambos pertencentes a Escola de Brighton). A noção de profundidade e a edição de continuidade já havia sido trabalhada pelos ingleses de Brighton e, principalmente, por Edwin Porter.
Mas, agora dando os créditos para Griffith, ele conseguiu usar essas inovações técnicas e de narrativa todas em uma história só, o que torna The Adventures of Dollie um filme simples, mas sólido e bem feito pra época. Um ponto positivo interessante é a trilha sonora em sintonia com a ação, algo que é normal hoje em dia, mas que muitas vezes não ocorria no cinema mudo. Como era apenas um cara tocando piano, muitas vezes a trilha sonora era a mesma para todas as cenas.
ps: com todo respeito, a atuação da menina foi horrível. ps2: esperava aventuras felizes, recebi sequestro e violência.
Primeiramente, eu peguei um arquivo de 1908 em alemão sobre uma história grega que se passa em 79 d.C., então foi meio chato de ir traduzindo os cards de textos e o enredo ficou meio confuso na minha mente. Mas fato é: construção de cenários diversa e interessante e a parte final do filme (da destruição da cidade) é a melhor, com efeitos práticos e trabalho de edição pra retratar o desastre.
Nessa jornada de estudo da história do cinema, creio que seja o meu 1° filme de desastre natural. Achei bem feito pra 1908. Além disso, foi um filme muito importante pro cinema italiano, abrindo as portas pra Cabriria e Quo Vadis posteriormente.
Produzido pela Comédie Française for the Société Film d’Art, o filme deu início ao movimento dos film d'art, que se tratavam de recriar peças teatrais famosas versão cinema. A câmera era estática com planos médios, com narrativa e edição bem conservadoras.
Eu particularmente gostei bem mais desse do que Les amours de la reine Élisabeth, que veio 4 anos depois desse. O filme aqui em questão é um curta (o que torna o conservadorismo técnico menos maçante), seus figurantes são muito melhor utilizados e ele é de 1908 (a gente dá um desconto né). Uma obra importante do cinema francês pré 1° Guerra, que diga-se de passagem era infinitamente melhor que o norte-americano.
Muito repetitivo, 24 minutos das mesmas cenas o tempo todo. Se fosse um curta de 5 min beleza, mas com quase meia hora não dá pra depender só disso, tem que ter uma história, algo diferente.
Chegou o momento de conferir os filmes de Max Linder, que aparentemente foi uma grande influência pro Chaplin. Ainda tem aquela pegada do course comique no final do filme, principalmente com a cena da escalada.
Mais uma course comique envolvendo Ferdinand Zecca ou André Heuzé (aqui os dois juntos). Situações absurdas, cenários diversos, casas sendo invadidas e muita correria. Vi gente falando que é uma cópia de Course à la Saucisse da Alice Guy, que também é de 1907, então fica difícil precisar quem veio antes. Mas de qualquer jeito, o subgênero já existia antes.
Já tinha visto em Dream of a Rarebit Fiend (1906, Edwin Porter) o cinema retratando os efeitos do alcoolismo, mas aqui fizeram de uma forma diferente que gostei muito: o ângulo POV com a perspectiva do bêbado.
Compilado de cenas e situações de pessoas correndo atrás de abóboras que foram derrubadas de um carrinho. Course comique com suas características padrões de comédia física, correria e irreverência. Abóboras 10 x 0 Teoria da gravidade.
Não fazia ideia de que a primeira adaptação cinematográfica de Alice no País das Maravilhas tinha sido por um dos diretores da escola de Brighton. Muito doido como essas adaptações de fábulas hoje parecem uma creepypasta bizarra. Esse filme fez um ótimo trabalho com os cenários e os truques de câmera (principalmente de perspectiva) pra mostrar a personagem aumentando e encolhendo de tamanho e interagindo com seres de tamanhos diversos também.
Na mesma temática, Fire! veio 2 anos antes de Life of an American Fireman, do Edwin S Porter, mas já trabalhava as mesmas ideias inovadoras de edição e narrativa. Os detalhes e a montagem das cenas interligadas ajudam a construir uma narrativa sólida.
Com certeza um dos curtas mais bizarros que eu vi desde a invenção do cinematógrafo. Não sei se funciona como uma 1° quebra da quarta parede no cinema, já que o personagem tem consciência e interage com a câmera (e até mesmo com o diretor). Muito bom e inovador pra época.
Continuando nos filmes dos diretores da Brighton School, agora com o James Williamson. Legalzinho, início dos filmes de perseguição e roubo. A parte dos cachorros comerem a carne e deixarem só o osso foi muito bem pensada.
Anima
4.2 125 Assista AgoraPor acaso encontrei esse curta musical do PTA vagando pela Netflix. Bem interessante visualmente
Incoerência
3.6 11Um dos primeiros trabalhos da carreira do Bong Joon Ho, é um curta de 30 min em forma de sátira das autoridades coreanas. Dividido em 3 histórias + um epílogo que une tudo. Bem balanceado entre crítica e um humor de leve.
Vinil Verde
3.7 184 Assista AgoraA edição e o trabalho de som criam uma espécie de lenda urbana do gugu ou creepypasta versão infantil. Mas no fundo, tem uma mensagem interessante sobre amadurecimento e criação de filhos. Enquanto pais passamos para nossos filhos não apenas amor, mas medos e traumas juntos no pacote. Que medo de ser pai
Eletrodoméstica
3.8 77 Assista AgoraA relação homem x tecnologia em vários aspectos (vários mesmo). Montagem boa demais naquele finalzinho.
Noite de Sexta Manhã de Sábado
3.2 16 Assista Agora2007, noite de sexta em Recife, manhã de sábado em Kiev e um webnamoro pré revolução digital dos smartphones. Alguém disse que parece um filme de quem tá no 1° semestre de audiovisual na federal, e não dá pra negar! Mas tem seu charme e a montagem é legal.
Recife Frio
4.3 324Um curta distópico que mostra a característica Recife de Kleber Mendonça Filho, só que dessa vez sem o seu maior símbolo: o sol. Assim, vemos como esse elemento natural é essencial na formação cultural e de identidade do lugar. Turismo, artesanato, arquitetura, atividades cotidianas, tudo é virado do avesso. E o diretor consegue ressaltar bem a desigualdade social presente em cada um desses pontos. Criativo e divertido!
Jussara
3.8 1Minha 1° experiência no Cine Cardume, na rodoviária de BH. O curta é lindo visualmente e o idioma sem sentido da história também faz com que demos mais importância ao visual.
Obs: assisti também nessa sessão "Déu em déu, dois ao léu", mas não achei catalogado aqui.
Touch of Crude
2.4 1Visualmente bonito e bem feito, mas é basicamente cores neon e nonsense por meia hora.
Beauty Is Not a Sin
2.8 4 Assista AgoraO filme é mudo (só com a trilha de fundo) e tem menos de 7 minutos de tela. Não mudou absolutamente nada na minha vida, parece aquelas propagandas de perfume, só que de moto aqui.
Edgar Allen Poe
3.8 12Bem curtinho, com apenas 7 min, mas traz uma dramaticidade legal do escritor tentando arrumar condições de cuidar de sua mulher que está morrendo. Por um momento, pensei que tinham ressuscitado o Allan Poe pra atuar ali, parece demais.
ps: O Corvo
O Casarão Isolado
3.6 10Talvez o 1° filme de invasão domiciliar do cinema! Griffith usa muito bem o recurso de cross cutting/parallel action para dar intensidade e dinamismo à invasão. A câmera corta dos bandidos entrando na casa pra mulher com as filhas se escondendo e depois pro pai no telefone, e de volta pros bandidos... e assim vai. As atuações estão no ponto e conseguem passar a mensagem se precisar de intertextos (boa atuação das crianças). Outro ponto positivo interessante é o trabalho de ambientação. Nas cenas externas na rua e na recepção onde o pai se encontra, tem várias coisas acontecendo ao fundo (como funciona na vida real), o que dá um toque de realismo à obra. Pra mim, se a cena de ação final fosse um pouco mais longa ficaria melhor.
Assisti a versão original no canal Iconauta no YT. Depois, vi que havia uma versão 4k 60fps em cores do curta, disponibilizada pelo canal "Nineteenth century videos back to life". Foi muito legal ver a obra em colorizada e em alta definição. Causa uma estranheza no contraste 16fps --> 60fps, mas é divertido de ver.
As Aventuras de Dollie
3.2 5Nada mais justo do que iniciar a maratona do diretor com seu filme de estreia. Aqui, nada do que Griffith faz ou mostra é novo, mas influências dos mestres do cinema europeu (+Edwin Porter). Porém, o diretor consegue aliar tudo de forma sólida, coisa que não acontecia antes. O tema de assalto já havia aparecido em Stop Thief, de James Williamson, e o sequestro de crianças já havia aparecido em Rescued by Rover, de Cecil Hepworth (ambos pertencentes a Escola de Brighton). A noção de profundidade e a edição de continuidade já havia sido trabalhada pelos ingleses de Brighton e, principalmente, por Edwin Porter.
Mas, agora dando os créditos para Griffith, ele conseguiu usar essas inovações técnicas e de narrativa todas em uma história só, o que torna The Adventures of Dollie um filme simples, mas sólido e bem feito pra época. Um ponto positivo interessante é a trilha sonora em sintonia com a ação, algo que é normal hoje em dia, mas que muitas vezes não ocorria no cinema mudo. Como era apenas um cara tocando piano, muitas vezes a trilha sonora era a mesma para todas as cenas.
ps: com todo respeito, a atuação da menina foi horrível.
ps2: esperava aventuras felizes, recebi sequestro e violência.
Gli ultimi giorni di Pompeii
3.6 1Primeiramente, eu peguei um arquivo de 1908 em alemão sobre uma história grega que se passa em 79 d.C., então foi meio chato de ir traduzindo os cards de textos e o enredo ficou meio confuso na minha mente. Mas fato é: construção de cenários diversa e interessante e a parte final do filme (da destruição da cidade) é a melhor, com efeitos práticos e trabalho de edição pra retratar o desastre.
Nessa jornada de estudo da história do cinema, creio que seja o meu 1° filme de desastre natural. Achei bem feito pra 1908. Além disso, foi um filme muito importante pro cinema italiano, abrindo as portas pra Cabriria e Quo Vadis posteriormente.
O Assassinato do Duque de Guise
3.4 7Produzido pela Comédie Française for the Société Film d’Art, o filme deu início ao movimento dos film d'art, que se tratavam de recriar peças teatrais famosas versão cinema. A câmera era estática com planos médios, com narrativa e edição bem conservadoras.
Eu particularmente gostei bem mais desse do que Les amours de la reine Élisabeth, que veio 4 anos depois desse. O filme aqui em questão é um curta (o que torna o conservadorismo técnico menos maçante), seus figurantes são muito melhor utilizados e ele é de 1908 (a gente dá um desconto né). Uma obra importante do cinema francês pré 1° Guerra, que diga-se de passagem era infinitamente melhor que o norte-americano.
Max et sa belle-mère
3.0 1Muito repetitivo, 24 minutos das mesmas cenas o tempo todo. Se fosse um curta de 5 min beleza, mas com quase meia hora não dá pra depender só disso, tem que ter uma história, algo diferente.
Max Takes a Bath
3.2 2Chegou o momento de conferir os filmes de Max Linder, que aparentemente foi uma grande influência pro Chaplin. Ainda tem aquela pegada do course comique no final do filme, principalmente com a cena da escalada.
The Policemen's Little Run
3.9 3Mais uma course comique envolvendo Ferdinand Zecca ou André Heuzé (aqui os dois juntos). Situações absurdas, cenários diversos, casas sendo invadidas e muita correria. Vi gente falando que é uma cópia de Course à la Saucisse da Alice Guy, que também é de 1907, então fica difícil precisar quem veio antes. Mas de qualquer jeito, o subgênero já existia antes.
O Bombeiro Incendiário
3.6 4Já tinha visto em Dream of a Rarebit Fiend (1906, Edwin Porter) o cinema retratando os efeitos do alcoolismo, mas aqui fizeram de uma forma diferente que gostei muito: o ângulo POV com a perspectiva do bêbado.
The Pumpkin Race
3.5 2Compilado de cenas e situações de pessoas correndo atrás de abóboras que foram derrubadas de um carrinho. Course comique com suas características padrões de comédia física, correria e irreverência. Abóboras 10 x 0 Teoria da gravidade.
Rescued by rover
4.1 2Possivelmente uma das melhores performances de cachorros na história do cinema.
Alice no País das Maravilhas
3.8 114Não fazia ideia de que a primeira adaptação cinematográfica de Alice no País das Maravilhas tinha sido por um dos diretores da escola de Brighton. Muito doido como essas adaptações de fábulas hoje parecem uma creepypasta bizarra. Esse filme fez um ótimo trabalho com os cenários e os truques de câmera (principalmente de perspectiva) pra mostrar a personagem aumentando e encolhendo de tamanho e interagindo com seres de tamanhos diversos também.
Fogo!
3.3 3Na mesma temática, Fire! veio 2 anos antes de Life of an American Fireman, do Edwin S Porter, mas já trabalhava as mesmas ideias inovadoras de edição e narrativa. Os detalhes e a montagem das cenas interligadas ajudam a construir uma narrativa sólida.
The Big Swallow
4.2 17Com certeza um dos curtas mais bizarros que eu vi desde a invenção do cinematógrafo. Não sei se funciona como uma 1° quebra da quarta parede no cinema, já que o personagem tem consciência e interage com a câmera (e até mesmo com o diretor). Muito bom e inovador pra época.
Pega Ladrão
3.1 3Continuando nos filmes dos diretores da Brighton School, agora com o James Williamson. Legalzinho, início dos filmes de perseguição e roubo. A parte dos cachorros comerem a carne e deixarem só o osso foi muito bem pensada.