A mesma sensação de quando assisti "A Chegada": tá sempre a um passo de ficar muito bom, mas parece que a tinta da caneta do roteirista vai acabando, o cérebro começa a doer, ele vai cansando, desistindo, e entrega uma solução nota 7. Valeu as 2h30.
P.s.: eu não aguento mais ver mensagem subliminar gospel no cinema!
Como é bom estar em 2024 e ver em retrospectiva como uma mesma ideia vai se reapresentando pelas décadas, gerando filhos feios e filhos lindos.
Sabe aquele filme muito bom, que veio muito tempo depois desse, e usa uma ideia parecida? Aquele que retrata uma atriz que vai sendo menosprezada pela indústria por estar envelhecendo? E aí ela vai e começa agir desesperadamente para voltar às câmeras, até virar um monstro?
Sim, ele mesmo, "O que terá acontecido a Baby Jane".
A cena final vale por todo o filme. Uma cena de muita substância. No bom sentido.
Foi divertido que uma das falas do filme fosse: "Eu não estarei mais aqui", sem contar que é precedida, no mesmo período, pela frase "Faça o que quiser". Senti graça como quem ri do acaso do título do filme assistido 3 dias antes ser "Ainda Estou Aqui", e os dois terem o efeito da morte sobre os vivos como pano de fundo. Mais ainda quando penso que assisti o segundo como cortesia pelo cancelamento da sessão do primeiro.
Achei genial como as citações se encaixam na história. Virgina Woolf, James Joyce, Faulkner, Hemingway. Inclusive, a participação da Juliane Moore é a citação sutil do filme "As Horas". Nada está sobrando, nem o violino que toca em 95% do filme.
Frases como "Não era melhor pedir para alguém mais próximo?", respondida com um "Você não foi minha primeira opção" são frases que pareciam impossíveis de serem ditas em uma conversa entre amigos, mas ali era obrigatório que fossem ditas e bem recebidas.
Não pude deixar de lembrar do Antônio Cícero. E mesmo essa lembrança foi complementada por outra frase do filme: "Você tem o dom de sofrer sem fazer as pessoas se sentirem cullpadas".
Gosto muito de frases e, não à toa, uma das minhas preferidas foi em resposta a "Poesia não vai salvar o mundo".
Não me lembro a última vez, se alguma, em que assisti um filme do Almodóvar sem ficar remoando os sentidos em cena por semanas e anos. Dessa vez, eu vou ficar remoendo poética de gente grande em mundo pequeno.
O pior filme que assisti na vida, e olha que assisti o filme dos Mamonas.
Uma aula de como usar (mal) os clichês de metáforas para crítica social e da história do cinema.
É o pastiche do pastiche do pastiche.
Ideal para adolescentes de 15 anos que bebem catuaba na praça da igreja, se vestem de preto e ouvem bandas ruins que falam sobre satanismo única e exclusivamente como rebeldia pueril contra pais evangélicos.
Os Suspeitos
4.1 2,7K Assista AgoraA mesma sensação de quando assisti "A Chegada": tá sempre a um passo de ficar muito bom, mas parece que a tinta da caneta do roteirista vai acabando, o cérebro começa a doer, ele vai cansando, desistindo, e entrega uma solução nota 7. Valeu as 2h30.
P.s.: eu não aguento mais ver mensagem subliminar gospel no cinema!
Crepúsculo dos Deuses
4.5 819 Assista AgoraComo é bom estar em 2024 e ver em retrospectiva como uma mesma ideia vai se reapresentando pelas décadas, gerando filhos feios e filhos lindos.
Sabe aquele filme muito bom, que veio muito tempo depois desse, e usa uma ideia parecida? Aquele que retrata uma atriz que vai sendo menosprezada pela indústria por estar envelhecendo? E aí ela vai e começa agir desesperadamente para voltar às câmeras, até virar um monstro?
Sim, ele mesmo, "O que terá acontecido a Baby Jane".
A cena final vale por todo o filme. Uma cena de muita substância. No bom sentido.
"Vocês roteiristas conhecem todas tramas."
Herege
3.4 700 Assista AgoraPodia ser 5 estrelas. Torci pelo vilão. Mas o diretor resolveu fazer lacração cristã no final
Megalópolis
2.5 167 Assista AgoraComo o diretor avisou, é uma fábula. Tem que ser visto assim.
O Quarto ao Lado
3.6 192 Assista AgoraFoi divertido que uma das falas do filme fosse: "Eu não estarei mais aqui", sem contar que é precedida, no mesmo período, pela frase "Faça o que quiser". Senti graça como quem ri do acaso do título do filme assistido 3 dias antes ser "Ainda Estou Aqui", e os dois terem o efeito da morte sobre os vivos como pano de fundo. Mais ainda quando penso que assisti o segundo como cortesia pelo cancelamento da sessão do primeiro.
Achei genial como as citações se encaixam na história. Virgina Woolf, James Joyce, Faulkner, Hemingway. Inclusive, a participação da Juliane Moore é a citação sutil do filme "As Horas". Nada está sobrando, nem o violino que toca em 95% do filme.
Frases como "Não era melhor pedir para alguém mais próximo?", respondida com um "Você não foi minha primeira opção" são frases que pareciam impossíveis de serem ditas em uma conversa entre amigos, mas ali era obrigatório que fossem ditas e bem recebidas.
Não pude deixar de lembrar do Antônio Cícero. E mesmo essa lembrança foi complementada por outra frase do filme: "Você tem o dom de sofrer sem fazer as pessoas se sentirem cullpadas".
Gosto muito de frases e, não à toa, uma das minhas preferidas foi em resposta a "Poesia não vai salvar o mundo".
Não me lembro a última vez, se alguma, em que assisti um filme do Almodóvar sem ficar remoando os sentidos em cena por semanas e anos. Dessa vez, eu vou ficar remoendo poética de gente grande em mundo pequeno.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraO pior filme que assisti na vida, e olha que assisti o filme dos Mamonas.
Uma aula de como usar (mal) os clichês de metáforas para crítica social e da história do cinema.
É o pastiche do pastiche do pastiche.
Ideal para adolescentes de 15 anos que bebem catuaba na praça da igreja, se vestem de preto e ouvem bandas ruins que falam sobre satanismo única e exclusivamente como rebeldia pueril contra pais evangélicos.
Só o que salva é a atuação e entrega Demi Moore.