Quem puder falar sobre o filme com outras pessoas recomendem que não assistam. Oldboy, o original, é um dos meus filmes favoritos e esta versão considero um sacrilégio.
Amigos, este é um filme que definitivamente vale a pena ver. Tem um roteiro muito inteligente, consegue explorar bem o conceito de terror-fantasia e mostrar um pouco da cultura coreana moderna e as supertições ainda presentes no inconsciente coletivo daquele povo. Traz surpresas durante o enredo e não deixa que o espectador caia na monotonia, a não ser que aquele que esteja assistindo ao filme seja um amante de filmes pseudo-snuff e tenha a expectativa de achar algo assim em Killer Toon. A atuação também não é de maneira alguma ruim. Pelo contrário, as personagens encarnadas apresentam certa profundidade psicológica e grande repertório de expressões emocionais, tornando-as muito plausíveis e acreditáveis. Por último, a ideia central do filme gira em torno da arte como via de alcance de um mundo "sobrenatural" e é muito bem explorada com o gênero terror. Porém, é preciso deixar de lado alguns preconceitos para absorver a experiência instigante oferecida por esta obra, para que seja possível saborear as diversas possibilidades de encontro com a realidade. Um abraço.
O filme explora uma ideia fundamental que apoia o roteiro e pode dar início a inúmeras discussões e questionamentos que podem partir daí: o direito de de cometer qualquer crime num determinado dia do ano sem sofrer qualquer penalidade pela máquina repressora estatal. Os questionamentos possíveis são vários, devido a sua natureza moral e atual: "será que este cenário fictício poderia ser possível?"; "o que justificaria a implementação deste dia?"; "temos o direito de matar outro ser humano por força de nosso próprio julgamento enviesado?"; "não seria a repressão metódica e não justificada a própria causa da gênese de uma legião de 'malvados' internos prontos para rasgarem nossas sãs personas?"; "por que afinal temeríamos o outro?"; "qual o papel dos 'novos pais fundadores' nesta orgia sádica em nome da purificação de uma nação?"; "até onde vai nossos limites morais?"; etc. Porém, apesar da possível profundidade do tema acredito que o próprio desenrolar dos fatos do enredo tornou-o secundário em prol de criar uma tensão ao espectador que, por outro lado, transporta-o emocionalmente àquela situação das personagens. Em outras palavras, na minha opinião, o esforço de eliciar respostas emocionais fortes no espectador poderia ter sido direcionada à exploração mais profunda do roteiro em suas possibilidades críticas. Além disso, se não fosse pela atuação de Ethan Hawke e Edwin Hodge, o filme seria uma perda total de tempo. O restante do elenco, ao meu ver pessoal, não passaram de sombras inumanas que interagiam entre si para tornar possível a realização do filme. No mais, vale a pena assistir até o final para absorver os conceitos apresentados e perceber em mais uma produção cinematográfica a atmosfera de medo na qual está imersa a mente coletiva americana.
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Oldboy: Dias de Vingança
2.8 827 Assista AgoraQuem puder falar sobre o filme com outras pessoas recomendem que não assistam. Oldboy, o original, é um dos meus filmes favoritos e esta versão considero um sacrilégio.
Killer Toon
3.4 31Amigos, este é um filme que definitivamente vale a pena ver. Tem um roteiro muito inteligente, consegue explorar bem o conceito de terror-fantasia e mostrar um pouco da cultura coreana moderna e as supertições ainda presentes no inconsciente coletivo daquele povo.
Traz surpresas durante o enredo e não deixa que o espectador caia na monotonia, a não ser que aquele que esteja assistindo ao filme seja um amante de filmes pseudo-snuff e tenha a expectativa de achar algo assim em Killer Toon.
A atuação também não é de maneira alguma ruim. Pelo contrário, as personagens encarnadas apresentam certa profundidade psicológica e grande repertório de expressões emocionais, tornando-as muito plausíveis e acreditáveis.
Por último, a ideia central do filme gira em torno da arte como via de alcance de um mundo "sobrenatural" e é muito bem explorada com o gênero terror. Porém, é preciso deixar de lado alguns preconceitos para absorver a experiência instigante oferecida por esta obra, para que seja possível saborear as diversas possibilidades de encontro com a realidade.
Um abraço.
Uma Noite de Crime
3.2 2,3K Assista AgoraO filme explora uma ideia fundamental que apoia o roteiro e pode dar início a inúmeras discussões e questionamentos que podem partir daí: o direito de de cometer qualquer crime num determinado dia do ano sem sofrer qualquer penalidade pela máquina repressora estatal.
Os questionamentos possíveis são vários, devido a sua natureza moral e atual: "será que este cenário fictício poderia ser possível?"; "o que justificaria a implementação deste dia?"; "temos o direito de matar outro ser humano por força de nosso próprio julgamento enviesado?"; "não seria a repressão metódica e não justificada a própria causa da gênese de uma legião de 'malvados' internos prontos para rasgarem nossas sãs personas?"; "por que afinal temeríamos o outro?"; "qual o papel dos 'novos pais fundadores' nesta orgia sádica em nome da purificação de uma nação?"; "até onde vai nossos limites morais?"; etc.
Porém, apesar da possível profundidade do tema acredito que o próprio desenrolar dos fatos do enredo tornou-o secundário em prol de criar uma tensão ao espectador que, por outro lado, transporta-o emocionalmente àquela situação das personagens. Em outras palavras, na minha opinião, o esforço de eliciar respostas emocionais fortes no espectador poderia ter sido direcionada à exploração mais profunda do roteiro em suas possibilidades críticas.
Além disso, se não fosse pela atuação de Ethan Hawke e Edwin Hodge, o filme seria uma perda total de tempo. O restante do elenco, ao meu ver pessoal, não passaram de sombras inumanas que interagiam entre si para tornar possível a realização do filme.
No mais, vale a pena assistir até o final para absorver os conceitos apresentados e perceber em mais uma produção cinematográfica a atmosfera de medo na qual está imersa a mente coletiva americana.