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Retrata e interpreta o mundo pós-segunda guerra mundial e suas transformações; as utopias que nele foram criadas e as barbáries que o pontuaram. Descreve o desmonte das utopias da geração sonhadora de 1968 e analisa a criação de novas utopias neste mundo globalizado.
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A contextualização e o trabalho do recorte de informações é fantástico ao mesmo passo que sinto uma raiva danada por Tendler ter suavizado todos as barbaridades cometidas pelo lado socialista. Ele acerta e muito no olhar sobre a barbárie humana ,a enxerga , a comprova e a suaviza ( especialmente no caso da ditura cubana) e a demoniza com razão, nos casos brasil/chile/argentina. Dizer que 1989 é um marco negativo na história é de uma ignorância gigantesca. Ingenuamente Tendler aplaudiu eleições de Morales e Lula, ladrões que libertaram a si próprios e seus partidos apenas.
Para que serve a utopia: Para nos fazer andar. Para que serve a barbárie: para matar nossos sonhos. A memória é uma ferramenta importante para nossa energia de luta e para lembrar da libertação que só poderia ser conquistada em conjunto, se organizando. Este filme é mais que um documentário, é um chamado ancestral para a liberdade e desgarrar das ditaduras que vivemos hoje. Sim, esquecemos, que estamos presas e presos numa ditadora pior e truculenta, nas redes sociais e aceitando a vida como ela é pois, para os sistema, o show deve continuar apesar de tudo. É um filme que nos lembra que a gente tem aceitado a barbárie de mãos beijadas e esquecemos do desejo de lutar.
Muito bom...
A Greve - Serguei Eisenstein
A mãe - Vsevoldo Pudovkin
Abril, la trincheira del honor - Rene Fortunato
Arna's Children - Juliano Mer Khamis
As invasões bárbaras - Denys Arcand
Batalha de Argel-Gillo Pontecorvo
Camilo Torres - Bruno Muel e J.P. Sergent
Campesinos - Marta Rodrigues e Jorge Silva
Chircales - Marta Rodrigues e Jorge Silva
Conocer a Neruda - Hugo Arrévalo
Imagenes de una ditadura - Patricio Henriquez
Kedma - Amos Gitai
Le fono de L'air est rouge - Chris Marker
Loin du Vietnam - Grupo Sion
Os inconfidentes - Joaquim Pedro de Andrade
Palestina do Norte - Dácia Ibiapina
Roma cidade aberta - Roberto Rosselini
Setembro Chileno - Bruno Muel
Una foto recorre el mundo - Pedro Chaskel
Fala se muito das utopias socialistas nessa obra, mas pouquíssimo das barbáries que essas ideias cometeram. E, como aprendizado, fica aquela velha e verdadeira máxima: de boas intenções, o inferno está cheio.