Vai fazer o quê?

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Vai fazer o quê? (2013)
Vai fazer o quê?
Média do filme: 3.2 de 5 — baseado em 2 votos
MÉDIAFILMOW
3.2
2 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 21 Julho 2013 Outras datas
Status Streaming

Data de lançamento

21 Julho 2013
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Sinopse

O que você seria capaz de fazer por um desconhecido? Diante de uma cena pública de agressão, de preconceito, de constrangimento contra outra pessoa, você tomaria uma atitude ou deixaria passar?
Série do Fantástico mostra reação das pessoas em situações polêmicas.

Gênero:
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Elenco

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A Vida Por Um Sonho | Trailer Legendado

A Vida Por Um Sonho

Comentários 0
amigos querem ver
jordisonfrancisco
Jordison
6 anos atrás

"Fantástico" acerta com a estreia do quadro "Vai fazer o quê?"

♫•*(¯`v´¯)¸.•*✿ღ
*◦.(¯`:✿!:´¯) ✿ღ
*✿.(_.^._)*•.¸¸.•

Esse quadro é adaptado de um programa da rede americana ABC, chamado "Vai fazer o quê?". O formato funciona da seguinte forma: vários atores encenam alguma situação polêmica ---- como tentar agredir um mendigo, maltratar um idoso, humilhar uma criança etc. ---- em um local público, com o objetivo de descobrir como as pessoas reagem diante de tal situação.

Comandado por Ernesto Paglia, que só se apresenta aos transeuntes após a reação dos mesmos, o quadro rendeu polêmica assim que estreou. Afinal, muitos consideraram as tais experiências apelações para conseguir audiência e não algo cuja função seja alertar a sociedade a respeito do comportamento das pessoas diante alguma injustiça ou constrangimento. Felizmente, o "Fantástico" procurou evitar qualquer tipo de sensacionalismo.

O repórter quando se apresenta faz questão de pedir desculpas pelo ocorrido e aproveita para fazer um rápido debate com a pessoa que procurou defender ou ajudar o 'injustiçado'. Já os que ignoram ou não ajudam são simplesmente ignorados pela reportagem, o que acaba evitando qualquer tipo de constrangimento. E a verdade é que fica difícil o telespectador não associar isso às famigeradas
pegadinhas --- denotação que o programa fez questão de evitar, diga-se. Aliás, o próprio repórter se mostra bastante desconfortável na hora de explicar para as pessoas que elas foram vítimas de uma cena armada, ainda que seja para elogiar as atitudes das mesmas.

O quadro pode ser controverso, agora, polêmicas à parte, gera boas reflexões. A situação envolvendo um mendigo que era empurrado por um grupo de jovens, por exemplo, despertou atenção de vários passantes, então, as mulheres foram as que mais se impuseram, ao contrário dos homens, que na maioria das vezes acabaram se omitindo. Essa peculiaridade se repetiu no caso de um idoso que era maltratado pela 'cuidadora' e na situação envolvendo uma menina gordinha que era humilhada pela mãe no Shopping; agora, a indignação dos envolvidos, em ambos os casos, foi bem maior. Ou seja, um mendigo tem menos importância para a sociedade do que um idoso ou uma criança? As mulheres costumam ser mais protetoras do que os homens? As pessoas que se omitiram fizeram por medo ou por não se importarem com as crueldades? Vale a pena se meter em um problema que, teoricamente, não é seu? São perguntas que acabam ficando na cabeça do telespectador.

A verdade é que o "Fantástico" - depois de anos - estava precisando de algo que despertasse a atenção do público, afinal, a revista eletrônica não tem conseguido criar quadros muito atraentes. As matérias investigativas continuam sendo o ponto alto, ao lado de produções mais caprichadas como o "Planeta Gelado", agora, no saldo geral, o programa fica devendo e muito. Deve-se considerar a estreia dessas chamadas 'pegadinhas do bem' e o novo quadro a respeito do autismo (comandado por Dráuzio Varella em 2013) bons feitos da revista eletrônica.

O formato adaptado pela atração dominical está longe de ser uma novidade no Brasil. O "Legendários", na Record, e o "CQC", na Band, já exibiram situações semelhantes. A única diferença é que nos respectivos programas, os repórteres faziam questão de constranger e 'atacar' as pessoas que se omitiam, ao contrário do "Fantástico", que focou apenas nos transeuntes que ajudaram. Ou seja, deixando qualquer tipo de comparação de lado, pode-se dizer que o "Vai fazer o quê?" acabou sendo um acerto dentro de um produto que estava precisando urgentemente de quadros que despertassem a atenção e a reflexão do telespectador.

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